Colégio Grand Chase Cgc Fase 2
5 Capítulo 5
Notas iniciais
– ABRAM ESPAÇO, ABRAM ESPAÇO! – Ryan golpeava todas as sombras que via mover, e quase acertara os amigos algumas vezes – COMO É QUE SE DERROTA UM INIMIGO QUE... – seu machado prendeu no tronco de uma árvore velha – ... NEM DÁ PRA TOCAR?!
O braço de uma das sombras transformou-se em uma foice e só não acertou Ryan porque Mari usou uma partícula para explodir entre a sombra e o druída. E para surpresa geral, o braço da criatura explodiu, mas acabou se regenerando pouco depois.
– MAGIA AFETA AS SOMBRAS! – o braço de Dio esticou e agarrou uma sombra que golpeou Amy, atirando-a longe. Pouco depois, correu até a dançarina e fez ela se sentar – tudo bem, Amy?
A garota confirmou com a cabeça. Porém, uma das sombras pareceu ter decidido que era hora de se revelarem.
– Chega desta batalha. Queremos apenas o Profano.
E com um movimento de sua mão, ela se transformou. Era uma Asmodian, a mesma raça que a de Dio. Ela era loira e carregava uma espada pequena.
– Eu sou Matriz, imperatriz e descendente dos antigos reis do submundo. Vim para levá-lo de volta, pois as antigas forças contra as quais você lutou estão novamente agindo – dizendo isso, as outras sombras também tomaram as formas de Asmodians, e apenas um ou outro parecia atordoado com os golpes – sinto pelo ataque, mas não queríamos alertar os verdadeiros inimigos da nossa presença.
– Vocês já alertaram – Ronan apareceu, carregando uma esfera azul. A luz da esfera incidiu sobre todos e viram que outras sombras estavam vivas.
– ATAQUEM! – Elesis liderou o ataque, golpeando as sombras. Dessa vez, eles conseguiram acertá-los.
Lass saltou por cima de Dio e foi parar ao lado de Ronan, que ainda estava desarmado.
– Tome, pega logo! – Lass estendeu uma adaga ao rapaz, que correu logo em seguida para cobrir a retaguarda de Jin. Lire tentava fazer mira de todo o jeito, mas não era possível.
– Assim não dá! Tem muita gente, posso acabar acertando alguém! – a garota usou o arco para golpear uma sombra que se aproximava dela pelas costas.
– Atira de qualquer jeito! – Jin chutou uma sombra que se jogara em cima arqueira – que se dane se você acertar os aliados, mas atira!
No entanto, a pessoa que conseguia causar mais estragos nos inimigos era Mari. Tudo o que ela conjurava utilizando a magia parecia afetar mais a eles do que usando ataques físicos. Mas quando uma das sombras transformou seus braços em garras, Matriz usou a espada para acertá-lo nas costas. E ao fazer isso, a sombra se decompôs, transformando-se em pó.
– Eu cobrirei sua retaguarda.
Sieghart e Ryan estavam cuidando das sombras em cima das árvores, e Ryan estava tentado a usar o seu golpe mais poderoso.
– E acabar com a graça da luta? Nem pensar! – Sieghart chutou uma sombra depois de bater nela diversas vezes com a espada.
– Divertido é, mas não tem graça se a gente pode acabar perdendo.
– Menos papo e mais briga, pessoal! – Amy estava correndo logo abaixo deles, e usava os chakram com tanta violência que era possível ouvir o som deles cortando o vento. Dio puxou uma sombra e a atirou para o céu. Ele transformou seu braço em uma garra e a jogou contra o chão, o que deixou uma marca profunda no solo.
– Temos que pará-los o mais rápido possível! Mais portais podem surgir e então... – Dio pulou o mais alto que pôde e caiu em cima de uma sombra que ameaçava Matriz –... não teremos mais chance!
Ryan saltou do alto da árvore, juntamente com o imortal. Formaram um círculo, protegendo a retaguarda uns dos outros. Por fim, Elesis e Ryan trocaram olhares de compreensão.
– A gente dá um jeito neles – Ryan soltou o machado e deu um passo a frente, logo em seguida transformando-se em um imenso lobo de pêlos alaranjados.
– Com a velocidade do Ryan e a minha força, você pode ficar despreocupado, Dio – Elesis segurou a espada em posição de ataque, não sem antes sussurrar um “Dio, fracote...”.
O druida atacou antes da espadachim, cortando as sombras em vários pedaços; Elesis por sua vez, finalizou os ataques do rapaz retalhando as sombras até que se desmanchassem no ar. Quando terminaram, era possível ver que uma espécie de redemoinho, com os restos das sombras, estava se dissipando. Tinham ganhado a primeira batalha entre as sombras.
Quando se reuniram ao grupo, Dio decidiu que era de contar algumas verdades.
– Imperatriz, para ser sincero, não acho que eu deva voltar ao submundo. Os portais que estão se abrindo ameaçam mais a este lado do que o nosso – ele abria e fechava os punhos, como se estivesse avaliando o seu potencial de luta se comparado com a dos seus antigos inimigos – sei que meu grupo de ataque vindo do submundo perdeu, mas agora... – ele olhou para os guerreiros Grand Chase – sei que pelo menos será possível expulsá-los por tempo indeterminado.
Matriz começou a avaliar a situação.
– Está certo, então – decidiu ela– mas sabe que a partir de agora você ficará por sua conta. Não queremos que as sombras destruam os dois mundos.
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