Notas iniciais
Conseguiiii!!!!! Olha o capítulo aí, gente!!

Zero estava quieto, e fingia-se de surdo quanto as perguntas ou brincadeiras que Amy fazia.

– Ele não é um Asmodian, é? – Elesis estava com a perna curada graças a poção que Matriz dera a ela – por quê, pra ser sincera, ele não se parece nem um pouco...

– Não... ele é apenas um aliado. É o único humano que já conseguiu chegar até o meu Palácio sem ter um guia. No geral, os humanos que se aventuravam antes dele morriam quando a neblina aparecia – Matriz ia a frente com Elesis, passando por toda a extensão da floresta que, vamos dizer a verdade, não era lá muito grande.

– É mesmo! E quanto a neblina? Ela me fez ver o meu pai! E ele tentou me matar! – Elesis começou a se lembrar de como foi bom revê-lo. Mas, ao mesmo tempo, acabou se lembrando também de que ele tentou matá-la.

– Ah... isso. Foi uma ilusão. O triste é pensar que a ilusão foi o seu pai.

Não falaram mais nada durante um bom tempo, até que chegaram ao fim da floresta. E no fim dela, havia um grande portão escuro com o desenho de uma foice.

– O que é isso?? – Amy veio saltitando atrás delas e parecia ter se esquecido do ocorrido.

– É o Palácio da Imperatriz – Zero empurrou o portão. Porém, ao invés da costumeira calma que havia entre os Asmodians sob o comando de Matriz, um caos havia se instalado na entrada do local – droga, os rebeldes!

– A Imperatriz está lá! – Asmodians vestidos de vermelho e preto correram até Matriz, todos dispostos a matá-la.

Elesis desembainhou a espada e atacou com ferocidade. Zero e Amy fizeram o mesmo, seguidos pela Asmodian. Logo, a entrada estava livre dos rebeldes.

– Como foi que entraram aqui? – Zero observou atentamente o portão, em busca de alguma coisa que os ajudassem a entender a ação dos inimigos – não tem nada!

– Ah, a minha “chave” está aqui – a “Arme” que estava na caverna aparecera, desta vez, segurando pelo pescoço a verdadeira feiticeira – ela é realmente boa com feitiços.

– ARME!

– GAROTAS! ME AJUDEM! – Arme gritava, e sem poder se mexer.

– SOLTA ELA! – Ronan e os outros entraram correndo. Lire atirou uma flecha na direção do braço da criatura, porém, a flecha passou por um buraco que dividiu o braço em dois.

– Tsc, esse tipo de coisa não funciona comigo...

Mari se adiantou e lançou as partículas especiais na direção da falsa Arme, que não conseguiu desviar. As partículas explodiram assim que encontraram com o alvo. Arme foi jogada por causa do impacto, mas Zero conseguiu segurá-la antes que batesse em alguma parede.

– Arme... – Ronan a pegou em seus braços e a abraçou. A garota abriu os olhos e deu um sorriso fraco.

– Ronan...

– Acabou – Amy também abraçava a prima – acabou, podemos voltar pra casa!

A criatura começou a se levantar assim que a fumaça baixou.

– Acabar? Isso não vai acabar nunca! Eu sou onipotente, sou uma divindade! – ela se transformou em uma Asmodian de cabelos negros e segurava o cabo de uma pequena foice com força – Dio, você é e sempre será o responsável pela destruição que causarei nos dois mundos!

– Res...ponsável? – Dio apenas a encarava, parecia estar em choque.

– E ele é responsável por quê? – Jin saiu em defesa do Profano.

– Ora, parece que terei que contar uma historinha pra todos vocês... – ela cruzou as pernas em pleno ar e de repente, parecia que todos eles foram transportados para o nada, não conseguiam pisar, apenas flutuar – e não se preocupem com isso, é apenas a melhor maneira de contar como tudo aconteceu. Apenas para sentirem o gostinho.

Quando se deram conta, estavam no meio de uma batalha em uma floresta qualquer, mais precisamente em...

– Calnat. Palco da batalha entre os rebeldes da Tribo Maligna e dos que eu chamo de “protetores”. Como podem ver, são apenas lembranças de alguém morto há muito tempo, mas que ainda existem graças a mim – ela deu um sorriso cínico e continuou – bom tanto faz. O que interessa é que vocês fiquem calados e vejam com atenção.

“Durante a guerra entre as duas tribos, houveram vários ataques, mas nenhum deles foi mais feroz e sangrento do que a batalha na outra dimensão. Muitos habitantes de Calnat morreram, inclusive foram mortos pelas mãos do Comandante da Tribo Maligna. Porém, o Comandante dos ‘protetores’ estava decidido a impedir que os portais abertos na outra dimensão trouxessem mais desgraça. Dio, o Profano, lutou contra o Comandante Thaed. Thaed infelizmente perdeu a batalha,mas não foi sem sacrifícios que Dio acabou perdendo seus guerreiros.

Porém, a sorte estava ao lado dos rebeldes. Dio e seu grupo haviam se retirado para o submundo. Os rebeldes usaram a força de seu comandante e o corpo de uma garota morta para criar uma força devastadora. Ou seja... eu. O nome dela era Alfen. E morreu pelas mãos de Thaed. O irônico é pensar que foi ele quem a trouxe de volta...”

Notas finais
Quase no final. E não me esqueci de que vou postar os dois capítulos finais que eu imaginei.

BJS!