Colégio Eton- Interativa
26 Capítulo 26
Notas iniciais
Pov. Tainá
Estava eu, Ise, Charles e Sarah na frente da sala do diretor, ele havia chamado Sarah para conversar e eu vim junto, dai a Ise também veio com o Charles.
─Sarah Hathaway ─ o diretor chamou e Sah o seguiu.
─Será que ela foi muito ruim?─ perguntei.
─Acho que não a Sah é inteligente ─ Iselly respondeu preocupada.
─Relaxa não teve ser nada sério ─ Charles segurou a mão da Ise.
─É raro o diretor chamar alguém ─ eu disse novamente.
─De pente eu costumava vim aqui praticamente todos os dias.
─Você aprontava Charles, e nunca foi por causa de notas ─ ele deu de ombros e logo arregalou os olhos.
Eu e a Ise olhamos na direção que ele estava olhando e eu vi uma mulher toda sorridente tanto um “tchauzinho” com a mão.
─Charles meu querido ─ ela o abraçou e beijou os dois lados das bochechas de Charles, ele ficou um pimentão.
─Oi mamãe.
─Ela não é garota que você levou para o velório? ─ a mãe do Charles disse apontando para Ise que se encolheu na cadeira.
─Sim mamãe, ela é Iselly minha namorada. Iselly essa é minha mãe, Samantha ─ Charles olhou para baixou e apresentou as duas e eu fui excluída e com muita vontade de dar risada.
─Oi ─ a Ise falou tão baixo que quase não deu para ouvir, e Samantha apenas sorriu.
─Filhinho eu tenho que falar com você... Em particular.
─O que for falar pode falar na frente da Isa ─ Charles cruzou os braços e encarou a mãe dele.
Eu fiquei séria e vi que Ise se levantou e ficou atrás de Charles, enquanto a mulher respirava fundo.
─É sobre o seu futuro. Eu andei conversando com a Karla, a mãe da Renata, e ela entendeu que você e a filha dela não formam uma grande dupla, mas daí ela me disse da prima dela que mora nos Estados Unidos, ela tem uma filha mais ou menos da sua idade e está louca para te conhecer... ─ Char a cortou e Ise se afastou puxando a mão dele.
Calma aí, ela não tinha ouvido que a Iselly é namorada dele, por que ela está arranjando outra para o filho, alias o que a mãe da Renata e tem haver com isso?
─Mãe, eu não estou interessado, como a senhora pode ver já estou comprometido e não pretendo me separar. E se a filha da prima da Karla quiser me conhecer que venha para o meu casamento com a Ise.
A mulher ia contestar, mas Sarah chegou falando sem perceber o clima que estava lá.
─Interrompi algo? ─ ela perguntou e eu a puxei para deixa- lós “a sós”.
Quando estávamos longe ela perguntou o que tinha acontecido e eu disse o que a mãe dele estava planejando e os resumos das respondas.
─Ele falou casamento? Que fofo, eles já estão pensando nisso e a Ise nem me falou nada, será que eles já estão escolhendo as madrinhas? Pois eu quero ser madrinha.
─Não sei. Depois a gente conversa ela ─ disse e caminhamos para o dormitório da Calyssa e da Cassidy.
Sarah bateu na porta e logo Lyssa abriu e nos entramos e ficamos conversando até que alguém bate na porta.
─Eu abro ─ Cassie disse se levantando.
─Oi, a Tainá está ai?
─Sim o que você quer com ela?
Era um aluno que estava esperando para conversar com o diretor.
─A Gil mandou chamar ela, o assunto é sério.
Sem disser nada eu sai do quarto e fui até onde a Gil estava, quase chegando lá Iselly passa correndo por mim e logo atrás Charles, Ise estava chorando e Char preocupado, também vi a mãe dele sai com uma expressão nada boa.
─TAINÁ, finalmente menina, seu pai ligou trezentas vezes, toma a autorização de saída ele está de esperando no estacionamento.
─O que aconteceu Gil? ─ perguntei preocupada.
─ Sua irmã caiu e bateu a cabeça e está internada, anda menina vai ficar aí parada?! ─ Gil falou me empurrando.
Como assim Ohana caiu e bateu a cabeça? Sai correndo para o estacionamento e encontrei meu pai, fomos o mais rápido possível para o hospital.
Pov. Sarah
Eu conversei com o diretor e bom, quando entrei na sala ele estava com um papel nas mãos, eu observei e vi que era minha prova.
─Senhorita Sarah, imagino que já saiba o motivo desse encontro ─ ele largou o papel e fez sinal para que me sentasse na cadeira em frente da mesa.
Obedeci e me sentei, não disse nada então o silêncio tomou o local. Depois de alguns segundos ele suspirou e me encarou.
─Sua nota foi “D”, isso me chamou atenção já que você é uma ótima aluna─ como ele pode me elogiar depois dessa nota? “D” como? Eu estudei tanto─ Então pedi para ver sua prova e bom algo estranho aconteceu─ ele deu uma pausa e isso me deixou intrigada─ Observe, as primeiras questões você acertou e apresentou um calculo correto, já da metade para frente os cálculos estavam corretos e o gabarito errado e já no final nem apresenta mais cálculos─ eu não entendi aonde ele queria chegar─ Isso é algo estranho, concorda?─ eu assenti como resposta ─Corri atrás e descobri que no exato momento em que você começou a desandar na prova foi próximo ao tempo que a secretária te entregou um buquê. Então eu te chamei aqui para te perguntar, não vou invadir a sua privacidade, mas quero saber se no bilhete das flores consta algo que de afetou? Pois se for algo sério, podemos deixa- lá refazer a prova ─ ele terminou, precisei de alguns segundos para entender o que ele estava dizendo.
─Diretor no bilhete tinha algo que me deixou um pouco inquieta─ ele ergueu as sobrancelhas prestando atenção a cada palavra que saia da minha boca─ Mas não havia nada sério e, bom eu acho que não preciso fazer outra prova, tenho certeza que posso recuperar essa nota sem pegar recuperação. Se for só isso já vou me retirando ─ terminei me levantando.
─Tudo bem, cada coisa pode contar comigo ─ ele deu um sorriso e eu agradeci e sai da sala.
Pov. Iselly
Entrei e já tranquei a porta do quarto das Ca’s. Eu odeio o Charles.
─Ise o que aconteceu? ─ Sarah me abraçou assim que me viu.
─Senta ela aqui, vou pegar água ─ Cassie disse e saiu do quarto.
─Vai logo ─Lyssa trancou a porta novamente ─ Iselly porque você está chorando? A Tainá falou que você e a sua sogra e Charles estavam conversando...
─E falaram até de casamento ─ Sarah terminou a frase.
─Sim, falaram de casamento, o casamento do Charles com uma bruaca aceda. Eu odeio ele e a mãe dele e a família dele, ninguém daquela família presta são um bando de idiotas que só pensam neles ─ disse em um segundo.
─O que? ─ Sarah perguntou ─ Se acalma e fala devagar.
─A mãe dele veio aqui falar sobre a filha da prima da mãe da Renata que está interessada no Charles e que eles vão se conhecer e se casar e assim pode continuar a família dos “poderosos” nas empresas deles lá e eu ali fazendo papel de trouxa, a mãe dele fingiu que eu não existo e me ignorou ─ Falei mais calma ─VAI EMBORA ─ gritei quando ouvi alguém bater na porta.
─Sou eu ─ Cassie falou e Calyssa abriu a porta.
Tomei água e me acalmei, e comecei a chorar e bater no travesseiro que estava na cama.
─Ise eu sei que você está ai, será que dá pra você me escutar? ─ a voz de Charles vinha do outro lado da porta.
─VAI EMBORA EU TE ODEIO.
─ISELLY PARE DE CHORAR E ABRE A PORTA ─ ele gritou.
─PORQUE VOCÊ ACHA QUE EU IRIA DERRAMAR LÁGRIMAS POR VOCÊ? VAI EMBORA NÃO QUERO MAIS OLHAR NA SUA CARA.
─Cassidy, Calyssa abre a porta, por favor, Ise quantas vezes vou ter que dizer que eu não sabia disso? Você não confia em mim?
─Não, você não merece minha confiança.
─ISELLY JÁ CHEGA ABRE A PORCARIA DESSA PORTA.
─Vai encontra com aquela menina logo e me deixa em paz.
─Tá bom eu vou, mas não vou mais voltar.
─Por mim você nem teria vindo.
Ele não respondeu mais, me levantei da cama e me abaixei olhei por baixo da porta e não tinha sombra nenhuma, ou seja, ele não estava mais ali.
Eu olhei desesperada para as meninas e comecei a chorar de novo.
─Ele foi embora, ele me abandonou, ele não me ama mais ─ disse em meio aos soluços.
─É claro que ele foi embora, você mandou e ele te obedeceu ─Calyssa falou brava cruzando os braços, chorei mais ainda.
─Não era para ele ir embora ─ eu deitei na cama e abracei o travesseiro.
─Ise ele vai voltar ─Cassidy tentou me animar.
─Ele falou que não vai mais voltar, ele não me ama, ele nunca me amou ─ me encolhi mais na cama.
─Ise para te chorar, ele está de cabeça quente, ele vai voltar, mas você tem que parar de chorar ─ Sah sentou na beira da cama.
─EU TAMBÉM QUERO GANHAR FLORES E CARTÕES ROMANTICOS ─ gritei ainda chorando.
O Charles não me ama se ele me amasse teria sinto mais romântico e não deixaria a mãe dele me ignorar.
Pov. Liam
Eu estava mexendo no computador quando Charles entra estourando a porta do quarto.
─Você está bem? ─ perguntei.
─Não enche Liam ─ ele disse pegando um saquinho com pó branco.
─Charles o que é isso? ─ eu disse já sabendo o que era ─ O que você vai fazer? Me dá isso agora.
─Liam vai se foder e me deixa em paz.
Ele saiu do quarto batendo a porta e eu fui atrás dele. Segurei no ombro dele para ele parar e ele me acerta com um soco no olho.
─Já mandei você me deixar em paz.
─Charles para com isso, você não precisa usar drogas ou bater em alguém ─ Continuei seguindo ele.
─Liam? ─James perguntou vindo em minha direção.
─Você está bem? Quem te bateu? ─Anna perguntou e logo olhou na direção que eu estava olhando.
─Eu vou arrebentar esse Vasconcelos ─ Jay fui indo na direção dele.
─James pode deixar ─ disse e ele parou.
─Vamos para a enfermaria ─ Anna disse e segurou meu pulso.
─Leva ele para a enfermaria que eu vou falar com seu pai ─ James disse pegando outro caminho.
─Está muito feio? ─ perguntei na metade do caminho.
─Um pouco.
Pov. Mylena
─Mas diretor eu merecia um “A” e não essa nota baixa aqui ─ reclamei, estava segurando a folha com as notas dos alunos.
─Senhorita se você acha que a nota foi baixa trate de estudar mais na próxima vez ─ ele disse ─ Agora com licença.
─Você não pode falar assim comigo! Como que até o burro do Ewerton tirou “A” e eu que sou MUITO mais inteligente que aquela anta, tirei “B”?
─Não me xinga sua fresca ─ Ewerton encheu o saco, tinha me esquecido que todos estavam na sala.
─Sem ofensas meninos ─ o diretor falou.
Não tem jeito tenho que partir para o plano B. B que horror.
─AH EU VOU CHAMAR MEU PAI ─ comecei a gritar, chorar e bater na mesa.
─Lena se a calma ─Jason tentou me segurar.
─Senhorita não faça barraco na minha sala ─ velho desgraçado.
─Amiga melhor a gente ir, tenho certeza que você vai tirar muitos “A” ─ Selena se ajuntou com Jay para me tirar dali.
─NÃO É JUSTO. TUDO ISSO SÓ POR QUE O GEO FICOU NA SALA DO EWER E NÃO NA MINHA.
─Mylena fala baixo, vai estourar meus ouvidos ─ Geovanni tampou os ouvidos com as mãos.
─JÁ CHEGA, fora da minha sala A-G-O-R-A.
Me sentei empurrada na cama do Geovanni, eles tinham me arrastado da sala do diretor eu nem pude me defender.
─Sua louca quase você conta que eu colei do Geovanni ─ Ewerton disse bravo.
─Idiota, eu tinha que ter contado mesmo ─ cruzei os braços.
─Se toca você também colou Mylena ─ Selena bateu no meu ombro.
─Não me bate, e mesmo assim eu vou matar o Ewerton é tudo culpa dele.
─Minha? Agora a culpa minha se você não sabe colar?!
─Ewerton melhor você sair daqui antes que ela exploda ─ Lena² disse rindo da cara o Ewer.
─Eu não vou sair daqui, é o meu quarto ─ ele cruzou os braços e fechou a cara.
─Lena por que não vamos dar uma volta, quem sabe conseguimos sair do colégio e dar umas voltadas no shopping? ─ agora a Lena² falou minha língua.
─”Miga” verdade eu vi um sapato lindíssimo na loja aqui perto ─ me levantei e sai puxando a Selena daquele bando de garotos.
Pov. Eduardo
Eu estava na sala dos professores quando recebo uma ligação de um número desconhecido.
Ligação On
─Alô Ed, aqui é o Harry, se lembra de mim? Cara voa para o aeroporto o Ian cismou em ir para o Brasil.
─O que? Ian? Que Ian? Harry eu tô trabalhando não posso sair.
─O Ian, o falecido Ian Vasconcelos, conhece?
─Harry o que você está falando?
─Depois eu te conto, mas vai logo para o aeroporto.
─Tá tchau.
Ligação Off
Eu entendi bem? Vasconcelos? Como o Harry tinha meu número? Não estou entendo mais nada o jeito é ir para o aeroporto, só espero que os alunos e o diretor não liguem...
Peguei o carro e sai a caminho do aeroporto da cidade, não era muito longe, mas mesmo assim eu acelerei. Chegando lá estacionei o carro e fui em direção à porta de lá já avistei Harry e a irmã dele, corri até eles e antes mesmo que eu pudesse perguntar algo ele falou:
─Conversa com ele, talvez ele te escute ─ Harry disse afobado.
─Mas como ele estava morto, eu fui ao velório ─ protestei sendo empurrado.
Fomos mais para dentro, alguns minutos depois eu reconheci uma pessoa, era mesmo o Ian, mas como? Eu acho que não estou bem.
─Ian ─ Harry gritou e ele se virou, era mesmo ele.
─O que o Eduardo esta fazendo aqui? Você falou que ia guardar segredo, seu mentiroso ─ Ian se aproximou.
─Ian? ─ foi o que eu consegui disser.
─Não sou o Gasparzinho ─ ele respondeu com indiferença ─ Se vocês acha que chamando ele aqui eu vou mudar de opinião estão muito engados.
─Você está vivo? Como? Você morreu, eu vi o cachão ─ eu acho que eles se esqueceram de contra uma parte da história.
─Para com a ignorância Eduardo, mas aproveitando que esta aqui entregue uma coisinha para sua aluna ─ ele começou a caçar algo dentro da mochila.
─Por que você está falando assim? ─ ele me ignorou ─ Ei será que dá para você me responder?
─O que foi? Eu estou com presa ─ ele falou e por algum milagre não soquei a cara dele ─ Aqui está, tome e entregue para...
─Era você? Por que você estava mandando carta anônima? Ela foi mal na prova por sua culpa─ falei olhando o verso da carta.
─Tanto faz, só entregue, faça esse favor para o seu... Amigo.
─Vasconcelos você não vai a lugar algum antes de me explicar o que está acontecendo.
“Última chamada para o Brazil”
─Eu adoraria me sentar e tomar um chazinho, mas meu voo chegou, eu sinto muito... Até nunca mais, aliás, eu não me chamo Ian Vasconcelos, agora eu sou o Max Galle ─ ele sorriu e entrou na sala de embarque.
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