Notas iniciais
Oiiiiiii galera... Voltei com um capitulo novinho... e voltei mas rápida dessa vez haha .... (como já sabem minhas notas são sempre grandes, e cansativas né)Bem quero agradecer a Brenda Maslin, Sei lá Pensei e Escrevi, louise chan, Amandinha Cris, BakaSan, bss_bells, Stefany Di Angelo, Cristiane, Susannah Grey, Evellyn Nogueira, thyara alves pereira, Bianca Vasconcelos, Hurricane, Priix Gama, Trinity, Milena Regina De Souza, agradeço a todas por terem comentados tanto no capitulo dois como no capitulo três.E bom eu dedico esse capitulo a todas leitoras minhas e da Keel, vocês realmente me faz muito feliz com cada comentário, e tenho certeza que a Keel também fica.Bom, espero que gostem.

Aos poucos senti uma calorosa luz aquecendo-me. Enquanto despertava e meus sentidos retornavam, abri os olhos lentamente, e percebi que eu me encontrava dentro de um quarto. Levantei-me e fiquei sentada na cama. Como em um filme, comecei a me lembrar o motivo que me fez desmaiar e, mesmo sem eu querer, imagens de uns tempos atrás voltou em minha mente.

Flash Back On

Quando acordo olho ao redor e percebo que a cama está vazia. Rapidamente levanto o procurando pela casa e simplesmente não o acho. Foi aí que eu percebi como fui idiota, perdi minha virgindade com um cara que eu nem conhecia e no fim tudo não passou apenas de uma noite de sexo. Uma noite fudidamente boa, mas apenas uma noite. E, por algum motivo isso me fez chorar, chorei de frustração e de raiva, e foi assim que passei um bom tempo. Escutei a campainha tocar e fui atender.

–Oi amiga... — disse Katy entrando em casa parecendo estar muito animada.

– Oi – digo me sentado no sofá e cruzando as pernas.

– O que aconteceu? Porque você está com essa cara?- perguntou minha amiga preocupada.

– Não foi nada. — Tentei mentir.

– Beatriz Andrade nem me venha com esse "foi nada"! Eu te conheço como a palma da minha mão. Pode me falar agora o que aconteceu. — exigiu minha melhor amiga.

Então contei a ela tudo que aconteceu. Desde a hora em que eu me perdi dela na festa até o momento que eu acordei e me deparei sozinha.

– Como ele pôde fazer isso? – perguntou minha amiga chocada e incrédula.

– Não sei – Falei tentando segurar o choro que estava ameaçando sair.

– Amiga não fica assim — Katy pediu tentando me consolar.

–Eu estou bem – disse mais tentando me convencer, do que convencer a minha amiga. – Mas, então como foi a sua noite? – Perguntei com esperança de mudar o assunto.

Passei a tarde inteira e um pedaço da noite conversando com a Katy sobre a noite mais que quente que ela teve (sim minha amiga também não era virgem, para falar a verdade ela perdeu a virgindade com treze anos e com o primo dela.).

Entre conversas, escuto o telefone tocar e corro para cozinha atender. Quando a conversa encerra subo para o meu quarto naturalmente.

– Quem era ao telefone? – Katy pergunta curiosa.

– Era a dona Clemência- respondo mordendo o canto do dedo (coisa que eu só fazia quando estava preocupada). Claro que minha amiga percebeu isso.

– O que ela queria?

– Ela disse que a minha mãe se acidentou e o meu irmão esteve hoje lá cuidando dela, só que ele já teve que ir embora porque meu pai ligou pra ele dando a notícia que ele conseguiu passar em uma faculdade. Agora minha mãe está sozinha. – digo terminando de relatar o que a empregada me disse e minhas conclusões.

– Seu irmão? — Katy estava surpresa. Simon (ah, que desgraça. Lembrei do cretino da noite anterior.) havia desaparecido. Morava no campo com meu pai e nunca vinha pra cá.

– Pois é o meu irmão veio esses dias para cá. Por esse motivo que não voltei ainda pra minha casa e nem pretendo.

– Mas porque você veio para cá? Em vez de ficar junto com seu irmão? Tipo, ele ficou hospedado na sua primeira casa, não é?

– Ele sempre fica lá. Avisa com antecedência quando vem pro Rio e eu deixo a casa livre. Minha mãe ás vezes vem comigo, mas ela tinha viajado.

–Tá, mas e agora? Ela está onde?

–Pelo que entendi na nossa primeira casa. Onde o meu irmão estava.

– Entendi, mas agora você vai voltar para sua casa? — Ela quis saber.

– Não, voltarei apenas amanhã porque já está um pouco tarde. Além do mais, ainda não sei como vou contar para minha mãe que eu não sou mais virgem.– disse ainda mais preocupada.

– Você esta louca? Você não pode contar para sua mãe!- Katy eleva a voz, como se eu tivesse dito algum absurdo.

– Por que não?

– Você por acaso quer ficar de castigo? Tipo, pro resto da vida?- perguntou exasperada.

– Claro que não. — Respondi confusa

– Então nada de contar para sua mãe, ok?

– Tudo bem, não irei contar nada — Afirmei nem um pouco segura.

Depois daquele dia, nunca voltei, a saber, nada sobre o Simon. Já tinha se passado um mês desde que eu tive a minha primeira vez (como minha amiga pediu, eu não disse nada para a minha mãe).

Nos últimos dias vinha sentido muita tontura, ânsia de vomito e mal consigo comer direito, eu sabia que isso não era normal. Mas, estava torcendo para que não fosse o que eu estava pensando. Só que eu nunca tive sorte. E era exatamente isso.

Eu havia engravidado na minha primeira vez.

Bem nem preciso dizer como foi quando contei para a minha mãe, né? Ela fez um barraco, disse que não confiava mais em mim e que eu a tinha feito perder qualquer pingo de confiança que um dia ela depositou em mim. E isso foi só o começo.

No primeiro mês cada vez que ela me via, uma nova briga surgia. Assim, sempre ficava no meu quarto para que não brigássemos, até porque eu não podia me estressar. Minha gravidez era de risco (só pra ajudar um pouco) por causa da minha idade (ou pela falta dela).

Aos dois meses de gravidez, eu e a Katy estávamos andando no shopping, olhando umas coisas de bebê, quando Katy me assustou com um grito.

– O que foi? — Perguntei com a mão no peito

– Aquela dali é a Katney — Ela falou apontando pra uma garota que andava cheia de sacolas- Uma das meninas que estava na festa no dia que a gente conheceu o Simon.

– Espera... Você não conhecia o Simon? Como ele estava no seu grupo de amigos?

– Eu não o conhecia, mas as meninas diziam que ele era gente boa e que levaria ele. — -- — Oi — Katy disse pra menina.

– Heey, e ai como vai Katy?- perguntou a menina enquanto a abraçava e depois me olhava de cima a baixo.

– Você esta... G-grávida?- perguntou surpresa.

– Sim, ela esta grávida – Minha amiga respondeu por mim – E nós precisamos da sua ajuda.

– Para que?- perguntou ela sem entender nada (e ela não era a única)

– Porque a gente precisa saber aonde o Simon esta! — Parecia que a grávida ali era a Katy.

– Pera ai! Você esta dizendo que o filho é do Simon? — Katney não parecia acreditar.

– Sim o filho é dele.

– Mas o que vocês querem que eu faça? — Ela respondeu com o cenho franzido.

– Bem, eu queria que se você encontrasse o Simon ou falasse com ele, dissesse para ele que ela esta grávida – Katy falou me afastando da situação. Eu deveria estar resolvendo isso.

– Tudo bem, quando eu encontrar com ele eu falo- disse parecendo incerta.

– Ok, eu agradeceria muito. – Eu finalmente consegui falar sendo realmente sincera.

Passaram-se mais um mês, e para mim foi o mês mais longo de toda minha vida. Toda vez que minha amiga vinha na minha casa, eu pensava que ela tinha alguma novidade, mas como sempre a resposta era não. Eu evitava sair de casa. Era só colocar o pé pra fora que todos comentavam, apontavam, riam, cochichavam. Isso me tirava do sério. Já bastavam as críticas da minha mãe.

Eu estava grávida de três meses e meio, minha barriga não aparecia muito, mas para quem sabia da gravidez já era bem visível. Estava em uma tarde muito quente, por isso estava deitada na minha cama, com o ventilador ligado, tentando acabar com a falta de ar (isso começou a ter desde que fiquei grávida, mas nos últimos dias estava atacando com mais força), quando de repente minha amiga entrou no meu quarto correndo e eufórica.

– Ei porque toda essa correria?- perguntei preocupada.

– Ele mandou uma carta- disse minha amiga pulando na minha cama.

–O Simon?- perguntei realmente muito surpresa.

– Sim ele...

– Você já abriu? — Eu quis saber.

– Ainda não, achei que o certo fosse você abrir.

–Ok me passa logo isso – disse pegando a carta. Minha respiração estava

cada vez mais rápida e com certa dificuldade.

"Olá.

Bem, acho que eu não fui claro o suficiente no momento em que eu te deixei sozinha. A noite que eu passei com você, foi apenas isso. Um noite com uma garota qualquer que conheci numa boate. Se você confiou em mim, a ponto de transarmos sem camisinha, o problema é todo seu. Se está grávida, é porque foi uma idiota em confiar em qualquer palavra que eu te disse naquela noite. Eu só queria um foda. Você viu como relutei, mas você insistiu. Então, não me procure mais. Eu não quero me envolver na história dessa coisa que você carrega porque eu, não tenho nada a ver com isso.

P.S: Não quero saber nada sobre você e nem sobre essa criança.

Espero que não volte a me procurar.

Simon."

Não sei o que aconteceu nas horas seguintes, até porque a escuridão foi a única coisa que vi. Mas, o que eu descobri depois, me fez sentir uma dor insuportável. Doeu mais que ouvir minha mãe falar de mim e chamar de vadia. Doeu mais que saber que fui uma idiota e me deitei com o primeiro cara que apareceu... Mesmo assim, nada disso foi comparada com a dor que senti quando vi que eu sangrava porque tinha perdido meu filho. Que eu perdi alguém que amava muito, mesmo sem nunca tê-lo visto ou tocado. Doeu saber que eu perdi o meu bebezinho e de uma forma que eu não gostaria. Doeu saber que eu tinha perdido a única coisa que me fazia sentir-me ligada a ele. Porque naquela noite, eu me apaixonei.

Flash Back Off

Escutei alguém batendo na porta e tentei limpar as lágrimas que caíam sem minha permissão. Quando me achei mais composta, pedi para que entrasse.

– Pode entrar –Minha voz não passava de um sussurro.

Quando levantei os olhos (que até aquele momento estavam abaixados), me deparei com aquele que me atormentou durante meses nos meus sonhos. Aquele que eu desejei odiar com toda minha força, pelo resto da minha vida (não que eu tenha tido êxito nisso). Ele estava ali, na minha frente. Ele era a pessoa que eu mais queria e não deveria ter.

– Precisamos conversar... — Quando escutei a voz dele, saí do estupor em que me encontrava. Eu sabia que muitas coisas ainda iriam acontecer, só não sabia se eram pra melhor e pior.

E sinceramente? Eu estava louca pra saber o que aquele cretino tinha a me dizer.

Notas finais
Bem, quem ai esta querendo matar o Simon??????Tenho certeza que são muitas, bem, espero que tenham gostado do capitulo e que comentem. bjs.....