Notas iniciais
Volteeeeeeeei! Então, perdoem a demora..vocês sabem, teve natal e tudo mais. Então, vou dedicar o capítulo a Érika (minha mor linda maravilhosa). Cher é vida e o único shipper verdadeiro. Esse é pra você! Enjoy!

Dei um salto para frente e acabei trombando na mesinha de centro da sala, fazendo com que o vaso de flores ali presente fosse ao chão.
– Puta merda! Você quer me matar do coração? — disse ofegante e levando a mão até o lado esquerdo do peito, encarando a loura na minha frente.
– Desculpe, não quis te assustar. Mas é estr.. — a recém-chegada foi interrompida por uma Lea vestida apenas de roupas íntimas descendo a escada totalmente afobada e com uma escova de cabelo em mãos.
– O que aconteceu? Você está bem? Que barulho foi esse? — a baixinha disse me encarando, não percebendo a presença da loura.
– Sua amiga simplesmente chegou sem fazer barulho algum e me assustou. — respondi encarando a menina de cabelo escuro. — Afinal, se tivesse entrado algum assassino aqui, você iria nos salvar com uma escova de cabelo ou iria seduzi-lo? — Apontei para seus trajes.
– Bela roupa, Lee. — Dianna disse secando o corpo da mais baixa e com um sorriso totalmente sacana nos lábios. Lea corou.
Sentei-me no braço do sofá e fiquei observando a interação das duas.
– Han...Er...Obrigada. Acho. — apontou o o objeto que tinha em mãos por trás do ombro direito — E-eu vou tomar meu banho. — e tornou a subir as escadas correndo. Captei o olhar que a loura lançou na bunda de minha irmã e nas longas pernas dela. Bufei debochada.
– Você não me engana. — chamei a atenção da menina enquanto me levantava e pegava o telefone, indo em direção a cozinha.
– O que quer dizer com isso? — indagou me seguindo.
– Eu quero dizer que — peguei o imã da geladeira e me virei pra ela — por mais que você tente disfarçar, — andei um pouco, ficando frente a ela. Estávamos separadas pelo balcão — eu consigo ver desejo transbordando nesses seus lindos olhos por aquela anã. — Sussurrei me inclinando um pouco em sua direção.
– O quê?! — a loura se assustou e corou. — isso não faz nenhum sentido. Ela é apenas minha amiga. Minha melhor amiga, pra ser sincera.
– Ah claro.. E você costuma secar o corpo de suas amigas? — rebati irônica, arqueando uma sobrancelha.
Dianna corou furiosamente, não sabia que era possível ela ficar mais vermelha.
– E-eu.. — gaguejou- Espera, eu não te devo satisfações. A propósito, quem é você?
– Claro que não. — devolvi meio ríspida. — Desculpe ser mal educada.. Eu sou Liza, a irmã mais nova do projeto de diva.

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– Eu não acredito que nunca falou sobre mim pra ela! Que tipo de irmã é você?! — falei indignada encarando as duas no sofá a minha frente.
Após toda aquela tensão pós-chegada da loura, eu finalmente consegui pedir a comida chinesa, que, diga-se de passagem, não era nada mal. Lea voltou para o andar inferior vestindo um short jeans e uma camiseta que deixava sua barriga aparecendo, fazendo com que sua "melhor amiga" lhe olhasse com luxúria e eu revirasse os olhos. Agora nós estávamos sentadas, confortavelmente, naquela sala. Em minha mão continha um copo de suco de laranja, enquanto as duas tomavam um vinho sei-lá-das-quantas que me parecia delicioso.
– Não é que eu nunca tenha falado sobre você — a morena deu de ombros — eu só não tive a oportunidade de conversar sobre isso. Não é como seu eu fosse chegar, do nada, falando: Hey, eu tenho uma irmã mais nova, sabia? Não a vejo faz uns 6 anos.. Ela se chama Liza e estuda em um colégio interno em Londres. — disse a baixinha em uma péssima imitação de qualquer pessoa estranhamente animada. Semicerrei os olhos. — Então não brigue comigo por isso. — fez um biquinho adorável. — Me conte o que houve nesses seis anos longe de mim? — perguntou convencida.
Sorri bobamente. Por mais que eu tivesse sentido falta da minha família, aquela experiência havia sido incrível!
– Aconteceu muita coisa. — respondi prontamente, resultando em uma expressão de "não me diga!" da minha irmã. — Desenvolvi mais ainda meus talentos, aprendi algumas coisas novas, fiz três apresentações internacionais e virei meio que uma celebridade dentro daquela escola. Arrumei amores, fui desiludida e fiz verdadeiros amigos. Aprendi a falar quatro novos idiomas e meio que sei me virar sozinha agora. Resumindo: eu virei adulta nesse meio tempo e ainda ganhei reconhecimento por isso. — Por incrível que pareça, disse isso tudo em um fôlego só.
Lea sorriu e a loira ao seu lado me encarava boquiaberta.
– Esse lance de fazer um monólogo em um fôlego só é um dos seus talentos, ou você recebeu a entidade de Rachel Berry aí? — perguntou Dianna. Lea deu um leve tapa em seu braço. — Ai!
– Você acabou de insultar minha personagem! Fui obrigada a fazer isso. — se justificou a morena, fazendo com que eu e a loura revirássemos os olhos.
– Falando em talento, — Dianna voltou a olhar pra mim — o que você faz? Dança, canta, atua..? — perguntou extremamente interessada, bebericando seu vinho e encostando-se ao sofá.
Exibi um sorriso de, como Lea costumava falar, 1000 watts. Eu simplesmente amava falar daquilo! Ajeitei-me na poltrona e a encarei.
– Bem, eu meio que faço um pouco de tudo..- comecei — Sei tocar alguns instrumen..
– Alguns? — Lea interrompeu — você é um ser estranho que habita a terra quando se trata de instrumentos musicais. Você sabe tocar qualquer coisa que emita som! Qualquer coisa! — fazia movimentos com os braços.
– Que seja. — continuei, lançando um olhar entediado pra pequena. — Continuando, eu danço do balé clássico ao street dance e, bem, canto um pouquinho. — respondi sorrindo.
– Então vocês sã.. — A campainha tocou, interrompendo a loura e fazendo nós três pularmos de susto.
– Vocês estão esperando alguém? — perguntei as encarando. Ambas fizeram um movimento sincronizado, negando.
– Deixa que eu atendo. — Se pronunciou Dianna, bebeu o resto de seu vinho e colocou a taça na mesa central, indo em direção à porta logo em seguida.

Notas finais
Desculpem qualquer erro e tal. Até o próximo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.