Coisas Que Odiamos No Zachary Baker

1 Dia 1: Você é muito folgado


Notas iniciais
Oi genteeeee, essa fic será divertida e engraçada. Espero que gostem :)

Faltava apenas quinze dias para o aniversário do Zacky, e os rapazes estavam cansados de dar coisas comuns de presente. Dessa vez eles estavam pretendendo dar algo incomum e um tanto quanto especial. Reunidos na sala, na casa do Shadows, eles planejavam os detalhes do tal presente enquanto bebiam cervejas, aproveitando a ausência do ZV.

— Eu pensei em fazermos um mural, com fotos e mensagens, pra ele colocar na sala de rico dele. – Disse Brian, bastante animado.

— Boa ideia, mas que tipo de mensagens colocaríamos no tal mural? Sou péssimo em escrever textos fofos. – Falou Johnny, realmente preocupado com a parte da escrita.

— Acho que não necessariamente seriam textos fofos... – Disse Jimmy pensativo.

— O Zacky tem manias e um jeito de ser bem irritante, não é? – Falou Matt, sugestivo. Ao ver os amigos concordarem, continuou. – Porque não fazemos o contrário de textos fofos pra ele?

— E como seriam esses textos “não fofos”? – Perguntou Brian, fazendo aspas imaginárias com os dedos.

— Poderíamos falar sobre as coisas que odiamos nele, que ele faz sempre e nos irritam muito! – Disse Jimmy.

— Ainda não entendi. – Johnny suspirou, vendo o amigo lhe lançar um olhar irritado.

— É isso! – Falou Shadows, mais entusiasmado do que pretendia. – Vamos escrever as quinze coisas que mais odiamos nele, numa forma de zoar o gordo, o que acham?

— Gostei... – Falou Brian, não escondendo a maldade por trás do olhar.

— Perfeito, mas porque quinze coisas mesmo? – Perguntou Johnny, se sentindo lerdo e vendo mais uma vez os amigos lançarem olhares em sua direção.

— Porque temos exatamente quinze dias, até o aniversário dele! – Completou Jimmy.

— Então, todos concordam? – Perguntou Shadows.

— Com certeza! – Disseram os demais em uníssono.

— E não se esqueçam de tirar fotos dele desprevenido pra incrementar o nosso mural! – Brian gargalhou com a própria ideia.

— Nada melhor do que tirar uma foto do Zacky mijando, pra dar de presente pra ele próprio. – Johnny riu.

— E se ele não gostar? Ficar magoado ou algo do tipo? – Questionou Jimmy, pensando nesse detalhe pela primeira vez.

— Tenho certeza que ele vai gostar! – Disse Matt. – Todo dia um de nós escreve algo, até que chegue o dia do aniversário.

— E quem vai começar? – Brian estava mesmo bastante ansioso.

— Pode ser você! – Falou Jimmy, vendo Brian gostar da ideia.

Brian

Ainda estava entorpecido pela ideia de ter finalmente a chance de esclarecer pro Zacky o quão irritante ele era, de forma singela e como se fosse uma homenagem de aniversário. Eu sinceramente não via a hora de vê-lo lendo o mural no dia do seu aniversário. Seria uma excelente forma de zoar ele, sem falar que certamente o gordo não iria ficar chateado nem nada, ele sempre levava tudo numa boa mesmo. Durante o caminho pra casa, depois de algumas cervejas e algumas partidas de sinuca com os caras, eu tentei planejar o que escreveria sobre o Zacky, eram tantas coisas que se tornava confuso, quase achei que teria que fazer uma planilha e selecionar os defeitos mais interessantes pra expor. Foi delicioso maquinar de forma maquiavélica o que eu escreveria, mas eu ainda não tinha um tema central em mente... Até chegar em casa e ver o carro dele no meu estacionamento. De imediato um pressentimento me atingiu, lembrei que da última vez que ele foi à minha casa sem me avisar, sumiram duas camisas minhas e um pudim inteirinho da geladeira. Felizmente cheguei antes dele ir embora, e andei apressado até entrar em casa.

Quando entrei dei de cara com o dito cujo. Zacky estava prestes a sair, e tinha uma sacola numa mão, enquanto a outra usava um palito pra limpar os dentes. Ele ficou pálido quando me viu.

— Fala parceiro, a quanto tempo! – Disse ele super simpático/falso.

— Nos vimos hoje pela manhã no ensaio. – Cortei, o encarando de forma desconfiada. – O que tem na sacola?

— Ah... – Ele coçou o nariz, rindo em seguida. – Na sacola?

— Sim, na sacola! – Repeti, arqueando uma sobrancelha.

— Na sacola? – Ele repetiu, dei um tapa no rosto dele.

— Fala logo caralho! – Ordenei.

— Não precisava disso... – Disse Zacky, alisando o rosto de forma triste. – Só peguei um tênis emprestado!

Impaciente, peguei a sacola da mão dele.

— Tênis? Você tem mais de setenta tênis na sua casa, pra que você quer um dos meus cinco únicos tênis? – Questionei em tom de indignação.

— É só que, sei lá, ele é lindo! – Zacky abriu um sorriso, o encarei novamente com desdém.

Michelle, que estava na sala fazendo as unhas dos pés, abaixada no sofá parecendo uma rã branca e magra, porém sexy e minha, logo ficou de pé e se aproximou. E novamente eu pressenti que ela estava prestes a defendê-lo. Porque das últimas treze vezes que ele tinha tentado levar algo meu, ele tinha conseguido porque a intercessora sempre aparecia na hora certa.

— Amor, deixa ele levar, vai ser só dessa vez! – Disse eu, imitando a voz fina da Michelle. Ela me encarou com o mesmo desdém que eu estava encarando Zacky.

— Nossa Mich, você vai deixar ele te imitar como se você fosse uma gansa rouca? – Falou ZV, notavelmente plantando a discórdia entre eu e ela.

Michelle me deu um tapa na cara, e pelos dez minutos seguintes, ela me insultou, com as mais variadas e criativas palavras e expressões. Zacky e eu permanecemos em silêncios até ela terminar de falar.

— Terminou? – Perguntei, quando ela finalmente se calou. – Agora vá lavar a louça! – Nos três segundos seguintes eu me arrependi do que disse, porque ela me chutou. E estava tudo bem até ela olhar para o próprio pé e ver que tinha borrado a unha, aí ela me insultou por mais dez minutos porque segundo ela, eu fui o culpado por ela ter borrado a unha. Eu já estava prestes a ligar pra funerária e encomendar o meu próprio velório, até que novamente ela se calou.

— E ele vai levar o que ele quiser, entendeu? – Gritou ela, estava vermelha de tanta raiva.

— Obrigado Mich, te amo. – Falou Zacky encarando minha mulher com brilho no olhar. Eu sabia que era inocentemente mas não contive meus ciúmes.

— Te amo vai ser o meu braço inteiro dentro da sua bunda seu...

— Amor! – Michelle me repreendeu, de novo, e depois saiu andando.

— Tá bom, tá bom! Eu desisto – Falei entregando a sacola de volta pra ele e erguendo as mãos. – Você pode levar o que você quiser, leve minha roupa, minha comida, minha casa... Leve minha alma também!

— Por enquanto só estou precisando do tênis mesmo! Mas é bom saber que posso contar com você. – Então ele me abraçou e me beijou, eu nem sequer me movi. Depois ele saiu da casa. Admito que o abraço balançou meu coração de pedra. Dei de ombros e passei em direção ao quarto, mas antes parei pra questionar algo à Michelle.

— Por acaso, ele não comeu a minha lasanha, comeu? – Assim que terminei a pergunta, Michelle me lançou um sorriso forçado que por si só já respondeu a pergunta.

Depois de comer pão com presunto, porque não tinha mais lasanha, eu tomei um banho e me deitei pra assistir o canal de documentários. Peguei um bloco de anotações na mesinha ao lado da cama e uma caneta rosa e escrevi: Você é muito folgado, nunca devolve nada que pede emprestado, faz minha mulher me bater e ainda sai de barriga cheia. Acho que estou precisando de umas férias de você.

E em baixo, assinei meu nome. Guardei o bloquinho e voltei a assistir, pensando no quanto aquele tênis iria me fazer falta.