Notas iniciais
Luiza Yalle esse capítulo foi feito especialmente por você, espero que goste. ^^ Apreciem sem moderação.

* Aqueles que interessar possa estou postando um link com informações técnicas sobre esse esplendido navio e sua trágica e curta existência.

http://pt.wikipedia.org/wiki/RMS_Titanic

Um navio de luxo, duas almas tão diferentes em suas angustias e dilemas e um amor que ficaria na historia mesmo sem ter sido levado a público. Ladies and gentlemen, welcome to the Titanic from the perspective of two passionate souls who have succumbed to great tragedy that was to come.


\"\"


10 de Abril de 1912, Southampton, Inglaterra.


Enquanto todos estavam ouriçados pelo inicio da viagem inaugural do luxuoso navio Titanic a jovem aristocrata Emma Roselin Swan se sentia como se fosse a um funeral, seus pais estavam animados pois nessa viagem oficializariam o noivado de sua filha única com Neal Gold, herdeiro de um vasto império deixado por seu pai. A pobre moça tinha sonhos tão diferentes dos de seus pais, queria viajar por todo mundo e se tornar uma escritora famosa, mas o que o futura lhe reservava era um casamento sem amor e uma vida de tristezas em um casamento arranjado.


Não muito longe dali uma dupla bem incomum estava para ter suas vidas mudadas para sempre em um jogo de cartas.

–Jack vai com calma, esse é todo dinheiro que temos. –Disse o moleque ao amigo que estava na mesa apostando todo o pouco dinheiro que lhes restava.

–Não se preocupa Red a dama da sorte sentou no meu colo e hoje nossa sorte será a melhor que já tivemos nos últimos meses.

–Então garoto já que se acha tão sortudo assim eu aumento a aposta. –Disse um marinheiro robusto e fedido ao colocar na mesa duas passagens de terceira classe para o Titanic e em seguida mostrar o jogo formado em sua mão.

Nesse momento os olhos dos dois rapazes se arregalam ao ver as passagem e Jack meio triste diz ao amigo enquanto baixa lentamente suas cartas :

–Red meu amigo eu sinto muito, mas você vai ter que dizer adeus a sua avó, NÓS ESTAMOS SAINDO DE VIAGEM NO GRANDE TITANIC!!! –Grita o jovem ao jogar as cartas na mesa e sorrindo vitorioso.

Alguns tempo depois a dupla já estava na fila de embarque cheios de esperanças para o futuro brilhante que lhes esperavam em Nova Iorque, mas o destino sempre apronta conosco e nada do que nossos queridos amigos planejavam se realizaria. As instalações da terceira classe eram de péssima qualidade mas por sorte a dupla havia conseguido uma cabine só pra elas, a dupla de moleques não passava de duas jovens que desamparadas pela vida sobreviviam de pequenos golpes.

–Regina você foi muito sortuda, eu jurava que íamos perder tudo. –Disse Ruby sorrindo feito criança.

–Bem minha cara acho que sorte não se aplica ao nosso ganho e sim esperteza. –Disse a morena de cabelos mais curtos ao tirar sua capa e deixar cair varias cartas escondidas em suas mangas.

– Por que eu não me assombro com seus meios hein rainha dos vigaristas? – Disse a morena de mexas vermelhas sorrindo e dando leves socos no ombro da amiga.

–Isso é só o começo minha querida, esses riquinhos metidos vão ser depenados pela melhor trapaceira do toda a Inglaterra, mas pra isso eu preciso de um traje de gala porque essa noite Jack Mills vai a festa da primeira classe.

Regina e Ruby eram amigas desde crianças, viviam na mesma vila, Ruby com sua avó e Regina com sua mãe, a vida pobre e sofrida faziam as duas mais unidas do que se fossem irmãs de sangue e desde muito cedo pelas ruas de Southampton a dupla ia sobrevivendo de golpe em golpe. Depois do jantar a morena deixa Red no quarto e sai para dar um passeio e começar a por seu plano em pratica quando ao longe ouve um choro em meio a soluços descontrolados.

–Ei garota, o que pensa que esta fazendo?,sai daí agora ou você vai acabar caindo.

–Não se aproxime ou eu me jogo, você não tem ideia da vida infeliz que me aguarde ao final dessa viagem, VAI EMBORA E ME DEIXE EM PAZ. –Disse a jovem loira se alterando com a proximidade do rapaz.

–Bom que eu me aproxime ou não você pretende se jogar do mesmo jeito, então que diferença faz? –Disse Regina indo devagar em direção a loira. –Você tem razão eu não tenho a mínima ideia de como vai ser sua vida quando a viagem acabar, mas eu garanto e olha que de sofrimento eu entendo muito bem, que nada que possa vir a acontecer justifica um suicídio, você é tão linda e parece rica...

–De que vale a riqueza e a beleza se no fim terei que me casar com um homem que não amo e enterrar meus sonhos em um casamento no qual serei apenas um troféu que ele ira exibir. – A loira interrompeu ao desabafar indignada e amaldiçoar sua sorte.

–Você não tem que se casar se não quiser, as rédeas das nossas vidas somos nós que puxamos, eu não sei como chamar, destino, forças ocultas ou seja lá que nome tenha, mas eu sinto que tudo que aconteceu é porque eu tinha que estar aqui hoje e evitar que você cometa essa loucura.

Emma nunca foi de confiar em estranhos mas as palavras daquele rapaz lhe passaram uma confiança enorme e assim que seu olhar cruzou com o olhar castanho a sua frente a jovem desistiu de imediato e esticou a mão em direção ao jovem para que pudesse ajuda-la a descer. Quando as mãos dos jovens estavam quase se tocando a loira se desequilibrou e caiu, Regina se jogou para frente e agarrou a cintura de Emma, as duas so não caíram no mar porque a morena habilidosa havia enganchado os pés no corrimão do navio.

–Meu Deus a gente vai morrer. –Disse a jovem de olhos claro.

–Não se você subir pelo meu corpo e depois me puxar, vamos lá princesa você consegue. –Disse a morena gemendo de dor, pois na queda seu estômago foi com tudo de encontro as grades.

–Eu não vou conseguir, estou com medo, me solte e se salve, afinal fui eu que meti a gente nisso. –Disse a jovem Swan aos prantos.

–NUNCA, eu não vou largar você de jeito nenhum, agora larga de frescura e salve as nossas vidas sua burguesinha empolada ou eu vou tornar sua eternidade um inferno ouviu bem??. – Regina grita já sentindo gosto de sangue na boca devido a posição da queda.

Emma dominada por uma incrível força ao ouvir tais palavras sobe pelo corpo da morena e em seguida a puxa para dentro do navio. Ambas caíram no convés em um baque surdo, Regina agora estava em cima da loira, seus corpos unidos em cada centímetro, seus rostos tão próximos que uma respirava o ar da outra e em um piscar de olhos os lábios das duas foram selados em um beijo, que no começo foi suave e doce e no minuto seguinte se tornou urgente e faminto. Calcular o tempo que o beijo durou foi impossível e as duas só se separaram quando Emma puxou Regina para mais perto e a morena se afastou ao urrar de dor.

Depois de uma leve embate Emma consegui puxar a camisa de Regina, revelando uma grande faixa roxa que se estendia pelo abdômen da morena, mas não foi apenas a barriga que acabou sendo exposta, os seios da jovem Mills foram expostos, o que deixou a loira surpresa, a morena tentou correr mas Emma foi mais rápida e rapidamente estava prensando o corpo de sua salvadora contra a parede mais próxima.

–Você é uma mulher. –Disse a loira acariciando os seios da morena.

–Você além de linda e rica é inteligente hein burguesinha?!. – A morena respondeu gemendo com o toque em seus seios.

–Meu nome é Emma Roselin Swan, mas pode me chamar de Rose e você garota que se veste de homem, tem um nome?

–Regina Jaqueline Mills ao seu dispor princesa. – Disse a morena fazendo uma reverencia.

A jovem não conseguiu esconder sua cara de frustração quando a bela morena se afastou, depois de algum tempo conversando Jack prometeu a Rose que cuidaria do machucado logo depois da festa que seus companheiros da terceira classe estavam dando e a loira prontamente se ofereceu para ir, pois tudo que ela mais queria naquele momento era ficar perto da sua salvadora. O casal se divertiu muito, a noite foi perfeita, dançaram, cantaram, beberam e comeram sem se importar com o mundo lá fora, Ruby adorou conhecer Emma e as três conversaram sobre suas vidas e seus sonhos, mesmo se conhecendo há menos de vinte e quatro horas era impossível não ver o amor que emanava de uma para outra. Em fim chegava a hora de Rose voltar para primeira classe com a promessa de que veria Regina todos os dias da viagem.


12 de Abril de 1912 porto de Cherbourg França.



Depois que seus pais desembarcaram para uma visita a casa do Lord Neal Gold, Emma correu para terceira classe afim de passar a manhã com sua amada, desde do incidente na noite do embarque, Jack e Rose não se separavam, cada segundo livre dos olhares do Sr e da Sra Swan era aproveitado pela dupla, parecia que se conheciam há muitos anos e ambas estava mais que certas do amor que sentiam uma pela outra.


\"\"

v

v

(Desenho do blog

http://kenda-oh.deviantart.com/art/SwanQueen-343223874 )

O destino já estava traça pelas duas, assim que chegassem ao porto de NY e jamais os Swans saberiam de seu paradeiro, naquela manhã depois de muitos beijos e carinhos trocados no quarto de Emma o clima foi ficando quente e as duas deram vazam ao amor que lhes consumiam.


A loira foi conduzindo sua amada Jack até o sofá e subiu em seu corpo de forma predadora depositando beijos por todo corpo da morena, que sem pensar duas vezes foi tirando as roupas de sua loirinha amada, embora fosse dia o quarto estava a meia luz, dando um clima ainda mais romântico a primeira vez das duas. Apesar de virgens inexperientes, sabiam muito bem como e onde saciar seus desejos uma pela outra e assim tornaram verdade as palavras de um belo poema que só seria escrito décadas depois do encontro dessas almas gêmeas.




Soneto de Fidelidade

Vinicius de Moraes


De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


Vinicius de Moraes, "Antologia Poética", Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1960, pág. 96.



Beijos ardentes, corpos em perfeita sincronia e dois corações unidos em um só batimento, aquilo era o paraíso, com as pernas entrelaçadas e seus sexos unidos em uma fricção lenta e harmoniosa a jovem herdeira e a menina de rua consumavam seu amor de maneira carnal, entre gemidos, beijos e sussurros deixaram suas mãos caírem para o centro uma da outra e se penetrando mutuamente rompem em um orgasmo avassalador.


Mas como nem tudo são flores, dois dias depois na noite de 14 de Abril de 1912 a grande tragédia conhecida mundialmente se abateu não só na vida do jovem casal, mas também em toda tripulação abordo, o curto período de tempo em que Emma e Regina estiveram juntas foi aproveitado intensamente, entre momentos de sexo ardente e trocas de carinhos e juras de amor.

Se elas sobreviveram ou não a tragédia e se levaram seu amor adiante, eu deixo a cargo das mentes de cada um de vocês meus queridos leitores, que seus corações e mentes férteis deem a essas jovem o final merecido e mesmo 101 anos depois suas almas vivam felizes espalhando o amor que tiveram uma pela outra e pelo qual lutaram até o fim.

\"\"


Notas finais
Espero que todos que venham a ler gostem e os que não gostaram espero suas opiniões sobre o que deve ser melhorado.

Evil Kisses My Dear ^^