Amor de fã

Amadas leitoras, amigas de todas as horas, como estão? Bem, eu espero, pois estou ótima. Acho que nunca fui tão feliz em minha vida. E sabem o motivo? McFLY. Sim, eles são os motivos das minhas maiores felicidades e, também, das minhas mais estranhas tristezas. Vocês já devem estar fartas de meus surtos em relação à McFLY, não é mesmo? Sempre dou um jeito de falar deles, ou comparar tudo a eles. Não é por mal, espero que me entendam.

Ontem, eu estava na maior depressão, super convencida de que não iria ao show deles e ficaria na fossa por um mês. Já estava conformada, de verdade. E ontem, também, eu estava escrevendo uma matéria e me martirizando por estar escrevendo uma bela... porcaria. E foi aí, que minha ilustre chefinha chega com a notícia que eu teria outro serviço; que eu esquecesse àquela matéria. Naquele momento, eu só pensei por que ela apenas não me mandava pra casa. Mas logo passou, quando ela me falou qual era meu novo serviço. Eu simplesmente fui à loucura. Pulei. Gritei. Até mesmo abracei minha chefa, acho que isso a assustou um pouco, porque me pediu que não fizesse isso na frente dos guys. E eu não o fiz, chefinha! Comportei-me direitinho, fique orgulhosa.

Antes que eu pudesse correr para o lugar onde eu mais queria estar naquela noite, minha chefa foi bem específica: ela queria uma coisa inédita. E sabia que apenas EU, na revista inteira, conseguiria algo assim, sem daquelas perguntas completamente clichês.

E então eu corri, puxando Tiago (fotógrafo lindo e fofo, meu anjo salvador – nas próximas linhas vocês entenderão o porquê disso) comigo. Chegamos ao local e a banda de abertura já começara o show. Fiquei tensa. E se não nos deixassem entrar? Tiago me acalmou e nós entramos. Ainda bem, já estava prestes a subornar os seguranças. (risos)

Fiquei andando de lá para cá, ao lado do palco, onde as equipes de jornalistas ficaram assim como poucas fãs privilegiadas. E quase paguei um mico, se Tiago não houvesse me segurado, sério. McFLY tinha acabado de entrar no palco, e eu tropeçara nos meus próprios pés (estava de salto, como disse lá em cima, eu não esperava ir ao show). Eu provavelmente teria caído de cara no chão, uma cena lamentável, porém muito engraçada para quem visse de fora.

Depois disso, acho que simplesmente desisti de tentar agir normalmente. Poxa, eu estava de frente para os meus musos inspiradores. Sem contar a energia contagiante de todos aqueles fãs juntos. Então eu meio que fui uma groupie, apenas enquanto o show rolava. Na última música, porém, uma frase do nosso amado baixista, Harry Judd, me deixou pensativa. Afinal, a Carla que ele dedicou à música, só podia ser a minha Carla. Digo, minha melhor amiga Carla.

E por estar pensativa, quando Tiago me puxou para a sala onde esperaríamos a banda para fazer a entrevista, eu fiquei surpresa e quase que não ia junto. Guys, vocês não deviam fazer isso com as pessoas, é feio deslumbrá-las assim. Mas eu os perdoo.

Já naquela sala, eu voltara a andar de um lado para o outro. Os segundos se passavam e parecia que eles nunca chegariam ali. Até que Danny entra na sala de um modo muito chamativo. As fãs que, provavelmente, ganharam alguma promoção de algum lugar simplesmente avançaram neles, como leões em pedaços de carne. Foi assustador. Ainda mais quando tive que salvar o pobre Dougie Poynter de uma fã doida que pensava que ele era o Tom. Realmente assustador.

Ainda me pergunto como posers conseguem ganhar tantas promoções e nem ao menos se esforçarem para aprender sobre a banda em questão. Tirando assim o que poderia ser muito melhor aproveitado por fãs verdadeiras. Mas essa é minha opinião apenas.

Bem, agora eu vou parando de falar, devem estar curiosas pela entrevista e eu não vou mais embaçar vocês. Espero que tenham se divertido lendo minhas trapalhadas tanto quanto eu ri de tê-las vivido. Um beijo enorme pra vocês e até a próxima.

A entrevista

Teenage Dreams: Bem, olá garotos, primeiro gostaria dizer que amamos vocês, seus shows, o carinho que tem pelas fãs. Tudo. Ok, depois dessa confissão, vamos às perguntas. Como é acordar todos os dias e saber que vocês são a vida de pessoas que vocês não conhecem?

Tom: Obrigada, agradecemos pelo seu carinho. Bem, é estranho. Quero dizer, é estranho pelo fato de alguém viver por nossa causa e maravilhoso pelo mesmo motivo. Não sei realmente se conseguiria explicar com palavras como me sinto. Mas é algo forte, tenho certeza.

Danny: Esse amor que nossos fãs têm pela banda, de dizer que vivem por nós, é o que nos motiva a seguir a diante. A fazer um trabalho melhor a cada dia.

TD: Vocês sempre são muito fofos com as fãs. É incrível! Mas, então, o que vocês acham de posers conseguirem ganhar tantas promoções para conhecê-los no camarim, tirando essa chance de outras fãs que sonham com isso há muito tempo, e nem ao menos sabem diferenciar o Dougie do Tom e pensando que o Harry não existe?

Harry: A gente fica bastante sem graça...

Tom: E então pensamos nas que queriam estar ali não pela nossa beleza, mas pelo nosso talento.

Danny: Mas até que é bem engraçado.

Dougie: E eu devo te agradecer por mais cedo, você realmente me livrou de uma boa. (risos)

TD: Dougie, você alguma vez já pensou em comprar um lagarto brasileiro?

Dougie: Acredita que não? Ao menos até você comentar sobre isso...

Harry: Mas já pensou em comprar uma aranha.

TD: Começando às perguntas que mais interessarão às leitoras. Danny, uma vez você respondeu em uma entrevista que transava com as fãs “all the time”. Quando você disse aquilo falava a verdade ou apenas enganava as pobres moças?

Danny: Acho que nunca falei tão sério na vida!

Tom: Ele é um pervertido... (risos)

TD: Eu sei quão amigos vocês são, moram até na mesma rua já que faz tempo que não moram mais na mesma casa. E, às vezes, quase sempre, vocês têm uns ataques de boiolice; é apenas zoação ou vocês realmente tem um rolo? By the way, eu juro que um dia ainda vou morrer com os vídeos PUDD’s pela internet.

Dougie: Não conta pra ninguém, mas eu e o Harry somos casados!

Tom: O Danny me ama, pega várias e no fim sempre volta pra mim! (risos)

TD: Fizeram-me esta pergunta há algumas semanas no twitter e acho que as fãs adorariam descobrir se vocês já fizeram isso. Então, vocês já leram o Kama Sutra? Se a resposta for afirmativa, já fizeram alguma posição contida lá?

Danny: Já fiz quase todas...

Tom: Com o Harry!

Dougie: É, eu e o Tom fomos traídos. (risos)

TD: Oh, muito safado você Danny! E nós sabemos que você adora mamilos, mas não sabemos quando essa fixação começou... poderia nos contar?

Danny: Claro, tudo isso começou quando eu ainda mamava na minha mamãe!

TD: Ainda com uma pergunta de teor pervertido; vocês já participaram de alguma after party em uma praia?

Tom: Não, mas estamos aí!

Danny, Harry e Dougie: YEAH!

TD: Respondam com sinceridade… Vocês já fizeram suruba entre si?

Danny: Não! Eu não divido o Tom com ninguém! (risos)

TD: Dougie como único solteiro da banda neste momento, me responda, nós (brasileiras) temos alguma chance?

Dougie: Todas possíveis...

Gabriela sorriu para a tela do computador. Havia feito um ótimo trabalho. E sua chefa iria adorar, tinha certeza. Quem sabe não ganharia uma promoção? Mas não iria fazer tantas expectativas, fizera nada além de seu trabalho.

A jovem pegou a caneca em cima da escrivaninha e tomou um gole do café quentinho que lhe trouxeram. Suspirou, não tinha muito mais o que fazer na revista agora que sua coluna estava terminada. Já a enviara para Lily e para o pessoal da impressão. Agora era só relaxar.

Tirou uma mecha dos cabelos castanhos, longos e ondulados, de seu rosto e colocou-a atrás da orelha. O sorriso parecia não querer sair de seus lábios, de tão feliz em que estava. Tudo isso por ter estado tão perto de seus ídolos. Por ter conversado com eles. Coisas simples que para muita gente não passava de bobagens, mas não para a jovem morena. Não para ela.

O som insistente e estridente do telefone lhe arrancou de seus devaneios. Suspirou novamente, atendendo ao telefone, sem se importar de ver quem era.

– Alô?

– Gabriela? Aqui quem fala é o Dougie... – E então ficou difícil para Gabriela respirar. Como é que se fala mesmo? Ela nem ao menos lembrava que sabia falar inglês. Tudo isso com apenas um nome dito. Céus, como ela era boba.

Notas finais
Eu sei que esse capítulo era desnecessário, pois tem muita repetição... Mas eu gosto dele.