Coincidências do amor
1 Prólogo
Notas iniciais
7 anos atrás, Nova Yok
"O que eu posso dizer da humanidade? Olha essa é uma boa pergunta, então vamos pensar, melhor vamos pegar somente um espaço, Nova York, essa cidade louca e caótica em que vivemos, e muitos sonham em viver, pessoas indo e vindo, pessoas correndo com cafés nas mãos e pastas debaixo dos braços, esse trânsito infernal, os nossos queridos taxis amarelos e nossos amados carrinhos de cachorros quentes em cada esquina.
Todos estamos sempre com pressa e correndo, acho que o esporte favorito no Novaiorquino é correr, correr entre multidões de trabalhadores que lutam para colocar comida na mesa e ver o sorriso dos filhos no final do dia, afeto, chegamos ao ponto que eu queria, o que mais precisamos nesse mundo é o afeto e o carinho, para alguns sortudos isso acontece á primeira vista, quando acha a pessoa certa e o destino exercendo sua bela magia, quando sentimos aquele friozinho na barriga, que de uma forma parece que nunca vai passar, mas como eu disse, são os "sortudos" que conseguem assim tão fácil, porque na maioria das vezes não é assim tão fácil o quanto parece, não funciona desse jeito, para o resto da humanidade é um pouco menos romântico, é extremamente complicado e confuso, são momentos raros e repentinos, oportunidades perdidas no tempo.
Ás vezes não somos capazes de dizer o que precisamos dizer, e isso nos ferra por inteiro, comigo mesmo foi assim!
E algumas obras do acaso de um jeito nos empurram para frente, na verdade, ultimamente, estou pesando que a "raça-humana" não é assim tão corrida quanto eu pensava."
– Senhor Salvatore — Ouvi a voz enjoada da Andy me chamando pelo o telefone
– O que foi Andy?
– A Senhorita Gilbert na linha dois. — Avisou
– Pode passar — Pedi
– Damon! — Ouvi a voz doce e animada da minha melhor amiga.
Conheci Elena em uma biblioteca aqui da cidade á seis anos, ela tinha chegado de Atlanta á umas 2 semanas e estava completamente perdida, não vou mentir, em primeiro momento meu interesse nela foi completamente sexual, mas nós saímos umas três vezes e decidimos pela a amizade, ou como diz meus dois melhores amigos panacas, Ric e Klaus, estou na chamada "friendzone", Elena sem dúvidas é uma das mulheres mais lindas que eu já vi, ela tem uma beleza natural, cabelos longos e castanhos chocolate, como os seus olhos, a pele levemente bronzeada, segundo ela por passar quase todo fim de semana no maior parque aquático do Sul do país, o White Water Park, onde os pais moravam ao redor, nem tão alta nem tão baixa, e um corpo escultural diga-se de passagem.
– Elena, porque toda essa animação ás 9hrs da manhã? — Perguntei enquanto checava os meus emails
– Tenho uma novidade para te contar, e não Sr.Salvatore, eu não posso contar por telefone e por esse motivo não aceito um não para almoçar comigo hoje no Bet's — Revirei os olhos, Elena é completamente pirada, com certeza viria alguma bomba por causa dessa grande e reveladora notícia dela.
– Okey. Eu aceito — E tinha como não aceitar?
– Isso! — Se ela não estivesse segurando o telefone certamente estaria batendo palmas e dando pulinhos nesse momento, ela pegou essa mania irritante da minha irmã Caroline, que por acaso são também melhores amigas — Te vejo lá.
Ela desligou o telefone antes que eu pudesse responder, já estava acostumado com aquilo.
– Andy! — Chamei a minha secretária
– Sim Senhor Salvatore? — Perguntou parada na porta da minha sala
– Desmarca todos os compromissos á tarde, vou ir almoçar e não volto mais hoje.
Ela só concordou e saiu da minha sala. Trabalho na Wall Street, sou vice-presidente a empresa de ações de imóveis da minha família.
Trabalhei até ás 11hrs, um mal de Nova York é ou você pega um taxi ou anda a pé ou de metrô, carro é impossível de se locomover, pelo menos aqui no centro de Manhattan.
Peguei o primeiro taxi que passou em frente ao prédio, da empresa até os Bet's era uns 15 minutos, ou seja cheguei lá em 45 minutos, Nova York e seu lindo trânsito ás 11 hrs da manhã.
Começou a chover, saí correndo do Taxi, como eu suspeitava o restaurante estava cheio, mas logo avistei a Elena em uma mesa no canto do salão abarrotado de pessoas.
– Oie! — Ela sorriu completamente animada.
Tirei o casaco e me sentei na frente dela.
– Então? — Olhei pra ela — Qual a grande notícia?
– Que tal pedirmos alguma coisa antes? — Perguntou e eu concordei, não estou com um bom pressentimento
– O que vão querer? — Perguntou uma garçonete loira baixinha
– Vou querer um Strognoff de carne com batatas no forno — Pediu a Elena — E uma taça de vinho branco, por favor!
– E o senhor? — Ela perguntou para mim depois de anotar o pedido da minha amiga
– Vou querer o mesmo por favor, só que no lugar do vinho branco vou querer uma taça de vinho tinto suave — Pedi ela anotou e se retirou — Agora vai me contar?
– Eu vou ser mãe! — A olhei pasmo, como assim?
– Como assim? Você está grávida Elena? — Perguntei ainda pasmo
– Não, ainda não, vou ter uma produção independente — Ela sorriu animada
– Como assim?
– Ah Damon, já tenho quase 25 anos, eu me imaginei em uma idade dessa já casada e no mínimo grávida, você sabe muito bem que eu sempre sonhei em ser mãe, e eu escolhi ter esse bebê sozinha, tenho o apoio dos meus pai e dos meus irmãos, agora eu preciso do seu.
A olhei ainda assustado. Não tinha sentido isso, que diabos de história é essa? Como assim ter um filho agora, sozinha e sem pai?
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