Notas iniciais
Hey people! Demorei muito? Sem mais delongas vamos ao capítulo!

“Pés, não me falhem agora. Leve-me até a linha de chegada, todo o meu coração se rompe a cada passo que dou. Mas estou esperando que os portões digam-me que você é meu.”

Algumas horas atrás...

Por motivo de alguma força sobrenatural eu acordei mais cedo que o normal. Eram 4h50min da manhã quando me levantei. Fui até a varanda de o meu quarto refrescar um pouco. Tudo que eu quero nesse momento é paz. Está tudo muito turbulento. Para se ter uma ideia, eu mal cheguei ao colégio e já arranjei uma inimiga, além disso tem um menino na minha cola. Ele é legal e tudo mais, mas não é o que quero, seu nome é Luke. Cabelos cor de areia e olhos azuis, sim, ele é bonito, tenho que admitir. Porém, só o quero como amigo, e consequentemente ele foi a única pessoa que falou comigo naquela escola.

Nova Iorque estava bela, como sempre nunca parada. Algumas pessoas andavam na calçada, outras estavam acompanhadas, se divertindo. Até que vi um casal, rindo e de mãos dadas. Isso me fez sorrir automaticamente. Lembrei-me de seus olhos me fitando no aeroporto, o quão profundo ele me olhava. Verdes como a água do mar, verdes cristalinos. Queria vê-lo de novo, mas sei que é praticamente impossível. Não sei seu nome, nem sua idade e nem se mora aqui.

De repente me deu frio, então voltei ao meu quarto. Deitei-me e dormi, sendo invadida, por sonhos, belos e calmos.

(...)

Meus sonhos são interrompidos pela música Hey ya do Outkast. Desliguei o despertador e lembrei-me de nunca mais colocar uma música que eu gosto como despertador. Levantei da cama e segui para o banheiro para fazer minha higiene pessoal. Quando sai de lá me lembrei de acordar minha irmã. Coloquei a farda e segui pelo corredor, até parar em frente ao quarto de Jenny. Abri a porta devagar e encontrei-a deitada em sua cama de barriga para cima. Tive uma ideia. Preparei-me para o impulso e pulei com tudo em cima dela. Jenny deu um grito assustado.

– Sua louca! – disse ela irritada.

Tudo que eu fiz foi rir.

Jenny seguiu ainda irritada para o seu banheiro. Sai do seu quarto e fui para a cozinha, onde encontrei minha mãe bebericando seu café e ao mesmo tempo lendo uma revista de economia. Murmurei um ‘bom dia’.

– Bom dia! – respondeu.

Fiquei pensando o que levou minha mãe a tomar café em casa, já que é quase raro nos vermos. Tomei um suco e comi cereal, minha mãe parecia estar esperando Jenny.

– Tenho algo para contar. – completou.

Logo fiquei curiosa. Poucos minutos depois Jenny chegou, carregando sua mochila “rosa cheguei” nos ombros.

– Bom dia! – disse Jenny bem animada.

– Por que está tão animada hoje? – indaguei.

– Porque irei sair com meus amigos!

– Hm sei! – respondi fingindo acreditar.

– O quê?!

– Nada! – levantei minhas mãos para o alto em sinal de rendição.

Atena olhava para nós com certa curiosidade, então falou:

– Estava esperando por você Jenny. – falou. – Quero falar algo às duas.

Ficou em silencio por um momento, mas logo disse:

– Estou namorando!

O quê?! Quando foi e com quem ela está namorando? Ele vai ser meu padrasto? Ai minha cabeça!

Jenny se engasga com a notícia.

– Calma! Será que eu não tenho direito? – respondeu indignada.

Oh! O que eu fiz para merecer isso? Obvio que ela pode, mas não custava nada ter falado antes. Além disso, quem será essa pessoa?

– Mãe, faz quanto tempo? – perguntei.

Ela hesita, mas logo fala.

– Três meses.

Isso explica suas saídas constantes. Ela deve ter saído mais ainda enquanto eu e Jenny estávamos no Brasil.

– Quando vamos conhecê-lo? – pergunta minha irmã.

– Hoje! – respondeu – Antes que eu me esqueça, ele também tem um filho!

Ah qual é? Tá de brincadeira comigo! Meu dia já começou uma zona. Eu mereço!

– Mais alguma coisa? – pergunto.

Antes que ela fale algo mais, puxo Jenny da mesa e saímos apressadas pela casa. Ouço minha mãe de longe:

– Venham antes das sete!

(...)

Jenny se separou de mim assim que chegamos ao colégio. Ela seguiu com seu amigo Jean para a sala de aula. Estou feliz por ela, pelo menos ela arranjou um amigo, gosto dele, é atencioso com ela e carinhoso. Daria um ótimo namorado. Sorrio com esse pensamento.

– Está rindo de quê? – diz alguém atrás de mim.

Viro-me e me deparo com dois olhos azuis gélidos me fitando.

Luke.

Fecho o armário e me dirijo a ele com um sorriso.

– Lembrei-me de uma coisa. – digo como se quisesse finalizar o assunto.

Ele murmura um “ah” e depois completa:

– Como você está se sentindo? Já se acostumou com a escola?

– Não muito, mas sei que vou conseguir. – dou um sorriso tímido.

Para nossa sorte (ou não), a sala em que estudávamos é ao lado dos armários, então caminhamos rapidamente para ela.

– Tenho certeza de que irá. – diz me reconfortando.

Não sei se é impressão minha, mas tem um pressentimento ruim de Luke. Posso estar maluca, mas isso não sai de mim.

– Onde vai sentar? – pergunta.

Viro-me para apontar para uma mesa e de repente me vejo em outro planeta, como se aquilo fosse impossível. Não pode ser possível, tem que ser coisa da minha cabeça.

É ele!

O garoto do aeroporto, o garoto de olhos verdes, o garoto pelo qual não paro de pensar! Estou sem chão, surpresa demais para falar algo! Destino, você brinca com as pessoas.

O garoto murmura um “Não acredito”. É eu também não posso acreditar.

A sala toda nos olha, como se fossemos uma atração de circo, de repente me sinto mal, mas não no sentido literal da palavra e sim por Luke. Ele parece gostar de mim, mas eu não dou bola para ele. Ele nos olha também surpreso, por estarmos um encarando o outro. De repente o garoto a minha frente dá um passo em minha direção. Não sei o que deu nos meus pés, mas eles também foram.

Surpreendo-me com o que ele faz, ele me abraça forte e sussurra:

– Pensei que não fosse te encontrar de novo!

Enterro minha cabeça em seu pescoço e o cheiro, um ótimo aroma, me lembra do mar, me lembra do Brasil. Solto um risinho involuntário. Mas, como eu sou uma ótima estraga prazeres:

– Desculpa, mas qual o seu nome? – sussurro.

– Percy, Percy Jackson. – solta um riso tímido. – E o seu?

– Annabeth Chase! Pode me chamar de Annie.

Em algum momento nos soltamos e percebemos o que há a nossa volta. Percy murmura um “desculpa”, mas eu não ligo para isso, estou muito feliz! Algumas pessoas nos olham sem entender, outras maravilhadas. Mas me lembro de algo, Luke!

Oh céus, esqueci completamente dele. Seus punhos estão fechados e sua respiração irregular, parece que está prestes a bater em Percy, mas me surpreende e fala:

– Deu pra ver que vocês se conhecem! Por que não me disse Percy?

O quê? Como assim?

Notas finais
E é isso! Haha, beijos!