Coincidências do Amor

25 Jason Gideon e o Término


Notas iniciais
Este capítulo é baseado no Episódio 13 da 10 Temporada de Criminal Minds, apenas a narração me pertence, o enredo pertence a Kirsten Vangsness e Erica Messer co-escritoras do episódio. Me desculpem galera, eu vivo pedindo isso, mas eu realmente não tive tempo para sequer passar por aqui. Um projeto louco da faculdade. Enfim, eu estou com medo do nome desse capítulo. E vocês? Obrigada a Ms Flusse e a Ana e Bruno que comentaram no último capítulo, suas lindas. Amo Vocês muito obrigada. Chega e papo e boa leitura.

POV ROSSI

Estamos a caminho de Roanoke, e claro todos estamos em conferência, pois não podemos perder um minuto se quer. Ainda estou preocupado com a Ally sentada no banco de trás, agora sozinha e claramente em conflito com algo dentro de si, logo depois de ter chorado, como denuncia a ponta vermelha de seu perfeito nariz.

~ Ligação On
A.H – Precisamos refazer os passos do Gideon.
D.M – Chegou tarde para ver o corpo, o que fez com que passasse a noite.
D.R – Talvez tenha ido ver a cova e foi ao necrotério pela manhã.
K.C – Ele teria ido ao Xerife?
A.H – Não, ele não tinha provas para sustentar a história.
P.G – Oh! O Xerife de Roanoke acabou de enviar o relatório e uma foto da cena do crime.
J.J – Gideon não tinha essa foto, mas ele tinha um bom palpite.
D.R – Espere um pouco. Gideon tinha uma foto. Procure na carteira dele. Tem uma foto de uma garota.
P.G – Ele tem muitas fotos aqui.
D.R – Olhe as antigas. Algo como um anuário escolar.
J.J – Tara Burnett, Colégio Roanoke, turma de 76.
D.R – É ela. Tem que ser. Conversamos com a mãe dela na época.
Ligação Off ~

E novamente as lembranças de quase 40 anos atrás inundam minha mente.

~ Flashback On
J.G – Há quanto tempo Tara está sumida? – Jason pergunta a frágil senhora, quando me aproximo, ela tem uma foto em sua mão. –
M.T – Três dias. – ela responde com a voz falha. –
J.G – Falou com o Xerife? –
M.T – Ele não acredita que alguém seqüestrou a Tara.
J.G – E porque não?
M.T – Ela não é muito atraente. – ela diz e eu não posso acreditar no que ouvi. – Eles não acham que alguém ia querer ela, mas vocês sabem que esse louco não está pegando as bonitas.
D.R – Quando contou ao Xerife suas suspeitas ele avisou do sumiço da Tara em outras delegacias?
M.T – Não, ele me mandou fazer um cartaz.
D.R – Só isso? Por quê?
M.T – A Tara fugiu quando estava no colégio, algumas vezes, ela não era má menina, só que, o pai dela é um verdadeiro... A polícia se envolveu algumas vezes, então eles acham que ela fugiu novamente. Olha, eu posso não ser a melhor mãe, mas eu amo a Tara. E minha intuição, me diz que tem alguma coisa errada... Ajudem-me.
D.R – Nós temos que trabalhar com a força policial local.
M.T – Mas eles não acreditam em mim.
J.G – A senhora tem que convencê-los a dar entrada na papelada.
M.T – Não, ninguém me dá ouvidos.
J.G – O FBI não tem jurisdição aqui.
M.T – Por favor, por favor, vocês podem... – diz a ela, estendendo a foto para Gideon, que mesmo relutante a pega. – Assim eu não sou a única pensando na Tara. Obrigada. – ela diz e vai se afasta.
D.R – Não pode ficar com isso. – digo, mesmo sabendo que é em vão.

Flashback Off ~

Estamos agora na casa da mãe de Tara, mesmo com o passar dos anos, ela me reconhece, e me parece ainda mais frágil.
M.T – Você e seu parceiro, é como ver fantasmas. Ele ainda tinha a foto, sabia? –
D.R – Eu sei. –
M.T – Ele era um bom homem. – ela diz pensando sobre algo dentro de sua cabeça.
S.R – Sobre o que você e o Agente Gideon conversaram? – Pergunta Reid. –
M.T – Ele queria saber se ela tinha uma borboleta tatuada no tornozelo.
S.R – E ela tinha essa tatuagem?
M.T – Tinha. E Agora vocês querem saber também. O que está havendo? – Spencer e eu nos olhamos e não sabemos o que dizer. –

POV NARRADOR

Morgan olhava para o corpo da mulher, que mesmo morta, parecia em paz. Estava olhando atentamente para a tatuagem já desbotada apenas aguardando o Doutor Waters, legista, para saber suas conclusões.

D.M – A tatuagem está desbotada, parece ter sido feita quarenta anos. Qual foi a causa da morte? – pergunta Derek sereno, porém intrigado. –
D.W – Câncer. – diz o legista com convicção. –
D.M – Câncer? – questiona ainda mais curioso. –
D.W – Já estava em metástase. Não há indícios de nenhum dano por Quimioterapia ou Radioterapia, pensei que a atrofia muscular e a perda óssea fossem causadas pela doença, estava na cara que ela havia perdido o apetite, o estômago tinha metade do tamanho normal. – diz o legista, como se nada pudesse ser pior. –
D.M – Disse que primeiro pensou que foi outra coisa. Porque mudou de idéia?
D.W – Bom! Eu não tinha terminado o exame quando expliquei tudo isso pro outro Agente. Qual o nome dele mesmo? – pergunta, revirando sua mente atrás do nome do outro homem com quem havia conversado. –
D.M – Gideon. – diz Morgan com um nó na garganta. –
D.W – Isso, ele. Agora que tive tempo de examinar todo o corpo, ele conta uma história diferente. Ela apresenta ruptura dos ligamentos da bacia com o fêmur, como se as pernas tivessem sido deslocadas várias vezes. Ela apresenta calos como se engatinhasse como um cachorro manco.
D.M – E já viu algo parecido?
D.W – Já. Em outras três jovens, há muitos anos.

Então é isso, pensou Morgan. Definitivamente era o mesmo assassino, mesmo que ele não tenha de fato assassinado a última vítima.
Não muito longe dali, Hotch e Kate finalmente chegaram ao local de desova. Tão tranquilo e ao mesmo tempo nada convencional. Corrompido pela natureza doentia do motivo que os levava até ali.

A.H – Ele não teve pressa em trazê-la para cá, mas não enterrou. Isso indica remorso. – divaga Hotch. –
K.C – Ele deve ter vindo aqui visitar. Quer apostar que esse lugar tem valor emocional para ele?! – diz Kate para Hotch que está concentrado nas fotos em seu smartphone. – Mas deixar pássaros mortos nas mãos das vítimas, era assinatura dele. Por que abandonar? – Questiona Kate, tentando chegar numa conclusão. –
A.H – Ele pode ter superado isso. Mantê-la viva por quarenta anos pode ter sido sua nova obsessão – disse Hotch observando o local onde o corpo foi encontrado e comparando com as fotos. –
K.C – Ele deve ficar a vontade aqui, é preciso tempo para juntar tudo isso. Tá na cara que não teve medo de ser pego. – diz Kate enquanto Hotch observa os pássaros que saíram voando, como se sentissem ameaçados por algo. – Hotch?
A.H – Ele a deixou em exposição. Isso é um ninho. – ele conclui, finalmente entendendo o que significa aquela forma estranha e organizada, feita pelo suspeito.

POV ROSSI

Estamos agora todos reunidos em frente à Biblioteca da Rua Principal, onde a nova vítima trabalha.

K.C – A vítima de hoje, Josie Behdart, 23 anos, solteira. Ia a pé para o trabalho. A Polícia local encontrou o celular dela no lixo, e, surpresa, não havia câmeras.
A.H – As ocorrências originais confirmam que as primeiras vítimas foram levadas de um raio de 2 km da Biblioteca.
D.M – Esse cara tem a mesma zona de conforto desde 1978. Eu acho que há um significado nesse local.
S.R – Bibliotecas podem ser a área de caça ideal para ele. É o paraíso para os solitários. Vou verificar. – diz o garoto indo para a biblioteca. –
K.C – O plano do Gideon ao vir aqui era confirmar o palpite, então ele teria reunido provas para uma prisão e só aí teria nos ligado.
A.H – Só que ele não teve a chance. O elemento o identificou primeiro. – diz Hotch e olha para mim. –
D.R – Onde ele foi visto? – pergunto, pois sei que ele quer chegar á algum lugar. –
A.H – Nos lugares onde o elemento caça. No comércio local... Onde mais o Gideon teria ido? – ele pergunta e eu sei exatamente onde. –

~ PIE VILLAGE – VILA DA TORTA ~

Estou agora com Hotch na mesma mesa que sentei com Gideon na Vila da Torta, uma lanchonte local, em 1978. Ele com certeza esteve aqui. E vamos confirmar isso com a garçonete que se aproxima da mesa.

Garç – O que desejam?
A.H – A senhora viu um homem branco de 60 anos ontem aqui?
D.R – Ele usava camisa listrada, calça caqui e tênis.
Garç – Claro. Geralmente sou eu quem atende os clientes, então é fácil me lembrar dele. Ele mexia muito com as mãos. – Aaron e eu nos olhamos sabendo o que aquilo significa. – Eu peguei o pedido, ele ficou sentado aqui do café da manhã ao jantar. Eu dei uma fatia de torta para ele, por ter ficado tanto tempo. Aliás, eu vou pegar uma fatia para vocês.
A.H – Não! Para mim apenas café.
Garç – Claro. – ela diz enquanto se afasta e eu indico que quero a fatia de torta. –
D.R – Ele sabia que o cara era daqui, e que seguia uma rotina. Esse lugar serve nos dois casos. Gideon chamou atenção porque não era daqui. Foi assim que o elemento identificou o Gideon.
A.H – E sabemos que ele fez alguma coisa para garantir a atenção do elemento.

[...]

S.R – A bibliotecária se lembra do Gideon, ele fez um cartão temporário, pegou esses livros pela manhã e devolveu na caixa expressa ontem à noite. – diz Spencer ao entrar na lanchonete, acompanhado de Morgan, Kate e Ally, que ainda está em silêncio e senta-se ao meu lado e apenas escuta nossa conversa. –
K.C – Ele saiu da biblioteca e veio aqui ler livros. – Kate diz o óbvio. –
D.M – É a cara do Gideon, perfilador clássico. Sentou aqui para que o elemento soubesse que ele estava investigando. – conclui Morgan. –
K.C – E deu certo.
D.R – Se Gideon sabia que tinha atraído o cara certo, porque não nos contou?
K.C – É como se o elemento fosse a Moby Dick dele, queria pegá-lo sozinho. A última jogada dele foi quando virou alvo do elemento. – ela pode ter razão. –
A.H – O elemento envelheceu, mas a idade das vítimas não mudou. Tem haver com a progressão dele. – Observa Hotch. –
D.M – A pergunta ainda é a mesma. Porque elas? Porque agora? – e novamente sou transportado para esse mesmo local o ano é 1978. –

~ Flashback On

~ PIE VILLAGE – VILA DA TORTA 1978 ~


D.R – Por que elas? Por que agora? Por que elas? Por que agora? Por que elas? Por que agora? – eu me perguntava sem parar. –
J.G – Se chama “Twitching” na Inglaterra. – olho para Jason sem entender realmente do que ele está falando. – Observar pássaros. – ele responde minha pergunta silenciosa. – Eu também gosto muito. É como caçar. – ele diz. –
D.R – Você detesta caçar.
J.G – Isso eu detesto mesmo. Mas observar pássaros é como o que nós fazemos. Todos eles têm um nome, uma linhagem... Mas, é o comportamento que os diferencia. – ele olha para o livro que estava lendo sem parar. – Esse aqui, por exemplo, ele constrói ninhos de acasalamento com galhos de pinheiro do Canadá. É um vireo-de-cabeça-azul.
D.R – Vai cair na prova? – pergunto entediado. –
J.G – E tem esse aí. – ele diz apontando para mim. – Um apaixonado italiano, cheio de trabalho, que para a cada telefone público para ligar para a esposa e compra uma quantidade enorme de postais. É um David Rossi. – ele diz com aquele tom irritantemente arrogante na voz. –
D.R – Não é bem assim.
J.G – Você está comprando os tipos de postais que compraria se tivesse um filho. Mas você não tem um filho. Ou seja, você e Carolyn estão grávidos.
D.R – Estamos.
J.G – Parabéns.
D.R – E segundo a minha mãe e aquela simpatia maluca de agulha e linha sobre a barriga, é um menino.
J.G – Nunca foi tão importante prender um cara desses. Todo mundo é filho de alguém. – ele diz com muita convicção. –
D.R – Exatamente. Então? Esse livro aí, o que diz sobre o tipo de pássaro que ele deixa nas mãos da vítima?
J.G – Pardal de Nelson. Ele é esquivo por natureza, e escuta só. – ele diz agora, sussurrando. – não dá ouvidos aos próprios instintos quando está em perigo, e ao invés de sair voando ele sempre sai correndo. As vítimas. A autoestima delas é tão baixa, que elas ignoram o instinto de lutar ou fugir.
D.R – Elas não confiariam na intuição de gritar ou fugir, quando o perigo está bem na frente delas.
J.G – Uma pessoa precisa se dar valor para fazer escândalo. E esse elemento desconhecido, quer exibir sua vítima.
D.R – É torna a morte exclusividade dele. O pássaro na mão é como... Uma assinatura. – eu digo depois de assinar a comanda do restaurante. –
J.G – Uma assinatura, isso. Gostei. Vamos chamar assim.

Flashback Off ~


D.R – É esse. O Pardal de Nelson. – eu digo, depois de encontrar, no livro, o pássaro do qual Gideon havia me falado. – é ele que o elemento deixa nas mãos das vítimas, porque o comportamento dele bate com o das vítimas inseguras.
D.M – Então ele conhecia os pássaros e onde achá-los.
K.C – Tem algum clube de observadores aqui por perto? – ela pergunta enquanto Morgan liga para Garcia. –

~ Ligação On
A.H – Garcia há algum centro ecológico ou de observadores nessa área? –
P.G – Tem um velho grupo de observadores chamado “Asinhas”, idade média 89 anos, começaram em 1960, a maioria dos membros já morreu. –
K.C – É provável que o elemento e as vítimas não fizessem parte do grupo, então onde mais ele as encontra? –
A.H – Tara era o ideal dele. –
K.C – O que a torna tão especial? –
D.R – A mãe disse que ela era traumatizada. –
A.H – E ele sabia disso porque passou mais tempo observando ela do que as outras. –
K.C – Então ele pode observá-la e não só olhar quando ela passava pela janela.
D.M – Ela já estava formada quando desapareceu talvez ele a conhecesse. –
S.R – Ela não era muito social. –
D.M – Muito menos ele. –
A.H – Tinham 20 anos quando ela foi pega, se não eram amigos do colégio talvez trabalhassem juntos.
S.R – A mãe da Tara disse que depois de se formar ela era empacotadora.
P.G – A Tara trabalhou no Joe’s da Rua Principal de 1976 a 1977. –
A.H – Algum funcionário do supermercado começou a trabalhar lá nos anos 70 e ainda está lá? –
P.G – Isso já faz quase 40 anos, numa galáxia muito distante que não usava a magia do código binário. Mas a loja ainda pertence à mesma família, só um minuto. – tempo para uma cena sinistra. – Pronto. Três das pessoas que ainda trabalham lá são mulheres, o que nos deixa com dois homens. Já ouvi esse nome em algum lugar. Mallick. –
A.H – Quem? –
P.G – Gartie Mallick. Foi uma das fundadoras do grupo dos pássaros. Morreu em 1974. O parente mais próximo era o sobrinho Donnie Mallick, que herdou a fazenda dela e compra alpiste o suficiente para eu mandar o endereço dele. –

[...]
No Carro, ainda em ligação.


P.G – Bebês tendo bebês. Zettie Mallick teve Donald Allen Mallick em 1956, três meses antes de completar 14 anos. Mãe solteira. Quando ela fez 18 anos, foi morar em uma Psiquiatria por Esquizofrenia, e o filho de quatro anos Donnie foi morar com a única parenta viva de 72 anos, numa cadeira de rodas. Tia Gertrude. Não há registro escolar dele depois de 1971. E fazendo as contas pela certidão de óbito da tia ele vive sozinho desde os 17 anos. –
D.M – Os anos de isolamento naquela casa o estressaram. Isso explica a obsessão pelos pássaros. –
K.C – E quando ela morreu, ele a trocou pela Tara. –
Ligação Off ~

Então é esse o momento pelo qual eu esperei, finalmente encontramos esse maníaco, que machucou aquelas doces garotas. Estava agora dentro de sua casa fedorenta, e quero ser eu a encontrá-lo, preciso desse momento. Preciso olhar nos olhos do safado que matou o meu amigo. E finalmente esse momento chegou.


D.R – Mallick! – eu grito ao vê-lo tentar fugir pelos fundos, logo depois de sair do Porão. Quero que ele se vire para mim e aponte a arma em minha direção, para que eu possa enfim fazer o que realmente planejo, mas ele abaixa descansa a arma sobre algo próximo e se vira lentamente para mim com as mãos para cima, como se fosse um submisso. –
Donnie – Pode me prender, saí vencendo, peguei minhas garotas e matei Jason Gideon. – safado, está enganado se pensa que vai ser fácil assim. –
D.R – Está certo! Vai ser um figurão na cadeira por matar um agente federal, uma lenda se matar dois. – descanso minha arma sobre um barril próximo e levanto minhas mãos em forma de rendição apenas esperando eu ele atire em mim. –

POV REID

Está tudo escuro na casa de Donnie Mallick, estamos separados procurando por ele, e por um momento o Pânico toma conta de mim, quando ouço um disparo. Escuto passos apressados e julgando a partir da intensidade da corrida, só pode ser Hotch e Morgan. O que me deixa ainda mais nervoso, por que se Mallick atirou em qualquer outro de nossa equipe, ele será um homem morto, e então um dos dois é que será preso, e isso não pode acontecer. Corro o mais rápido que consigo para impedir quem quer que seja de fazer uma besteira. Mas a única coisa que encontro é Donnie Mallick caído ao lado de sua arma, enquanto David ainda aponta a arma em sua direção, sem nenhum indício de remorso em seu rosto e Hotch e Morgan ao seu lado, sem realmente saber o que dizer.

[...]

Três semanas se passaram desde que Jason foi morto, e eu ainda não tive coragem de olhar para o terno que usei no enterro. Eu ainda estou uma bagunça, e sinto que algo está realmente errado. Eu estive nos últimos três dias em um caso com a equipe, mas não sei ao certo sobre o que era. Estamos agora voltando para Washington e estou tentando terminar esse jogo de xadrez, a última partida dele.

Estou realmente concentrado quando ouço a voz de Rossi ao meu lado.
D.R – Será que vai terminar esse jogo? – porque ele está me vigiando? –
S.R – Eu não sei. É um jogo duro, jogar consigo mesmo pode ser difícil. – digo na esperança de despistá-lo. –
D.R – Jogar com um fantasma mais ainda. – é claro que ele sabe. – Ele se foi Spencer, continuar jogando não vai mudar isso.
S.R – Eu sei. Só achei que pudesse manter uma parte dele viva se o último jogo nunca terminasse. – admitir em voz alta parece duro. –
D.R – Nenhum dos lados vai vencer jogando assim. – ele tenta me persuadir. –
S.R – Ele odiava despedidas. – digo me lembrando. –
D.R – O Gideon também odiava deixar pendências. – ele diz enquanto senta na poltrona á minha frente. – Então, vamos acabar com isso. – e move uma peça. –
S.R – O que você está fazendo? – questiono intrigado. –
D.R – Estou movendo a minha torre. – ele diz com a típica cara David Rossi. –
S.R – Você sabe jogar xadrez? – pergunto numa forma de provocá-lo. –
D.R – Com quem você acha que o Gideon jogava antes de conhecer você?
S.R – Eu devo acabar com você em cinco jogadas. – me inclino para o tabuleiro, faço um movimento e elimino um de seus peões. – Xeque.
D.R – Não se esqueça de respirar garoto. – ele diz e move seu Rei. –

E assim seguimos pelo resto da viagem, quer dizer eu acabei com a partida em 5 minutos, mas jogamos mais algumas até aterrissarmos.

Eu iria primeiro para a UAC, e só depois iria para casa, eu ainda estava com aquela sensação de que tinha algo muito errado, algo que eu havia esquecido talvez? Eu não sei, mas vou fazer o relatório do caso e ficar em casa nesse final de semana, sem nenhum caso espero.

Assim que saímos do elevador, e passamos pela porta de vidro da UA, meus olhos se fixam na visão da minha doce namorada. Ally estava sentada na minha mesa, brincando com um lápis, adorável. Assim que sente minha presença, ela levanta os olhos e os fixa nos meus e imediatamente e sei que a sensação de algo errado, está ligada a ela. Aproximo-me dela, tentando ignorar a sensação estranha que toma conta do meu peito.

S.R – Oi neném, o que você faz aqui? – pergunto carinhosamente, mesmo estando com medo, não consigo evitar o tom bobo, toda vez que falo com ela. – Algo errado?
ALLY – Sim, tudo errado. – ela diz com a voz quebrada, e olha para algo atrás de mim e sorri, forçadamente, mas sorri. – Podemos conversar?
S.R – Claro, pode ser na cafeteria aqui perto? – questiono e a vejo assentir, apenas olho para Hotch que acena, sabendo que não vou ficar. – Vamos.

Seguimos para a cafeteria em silêncio, estamos no elevador e há uma tensão entre nós. Quero muito beijá-la, mas não posso fazer isso aqui. Relaxo um pouco, quando ela me permite pegar sua mão assim que saímos do prédio.


ALLY – O que está acontecendo Spencer? – ela pergunta assim que nos sentamos em uma mesa, da quase vazia cafeteria. – Eu não o vejo há sete dias, e sei que você esteve em um caso nos últimos três, e voltou de um de dois dias cinco dias atrás. Mas a conta não fecha, existem dois dias entre essas viagens, dois dias nos quais eu precisei de você e você ao menos atendeu ao telefone.
S.R – Eu realmente não sei Ally, minha cabeça ainda está confusa e eu não estou realmente funcionando muito bem.
ALLY – Eu entendo Spencer. Mas eu estive no hospital nos dois dias entre suas viagens. – ela diz e imediatamente me desespero. – Eu precisava de você, e não consegui sequer completar uma ligação. Spencer, eu sei o quão duro pode ser perder alguém que amamos, mas o que está me matando não é o seu luto, é a forma como você está passando por ele. Você é o amor da minha vida, e sabe que me ajudou a superar muitas coisas, você é tudo para mim Spencer, mas eu não represento nem 1% para você do que você representa para mim.
S.R – Claro que representa Ally, eu não sei o que faria sem você. Eu te amo mais que a mim mesmo. E eu realmente sinto muito se tenho sido negligente no que diz respeito ao nosso relacionamento. – eu estou chorando eu sinto o salgado das minhas lágrimas enquanto eu falo. –
ALLY – Spencer eu recebi uma proposta de trabalho em Londres e estou cogitando aceitar. – ela me interrompe e tira o ar dos meus pulmões. – Não quero me machucar ainda mais, mas quero que saiba que independente da minha decisão, você é o único homem da minha vida, o único homem que eu amo e amarei. –

Notas finais
Oh Meu Deus! Vamos me digam o que estão achando. Contem tudo. Beijinhos de Luz e até a próxima.