Coincidências do Amor
21 "... Ela Realmente Me Deixou"
Notas iniciais

15 de Dezembro de 2015 18h45min.
POV ALLY
Eu estava correndo para casa, eu precisava chegar logo em casa, e depois de arrumar minha mala, ir ao Shopping. Tenho que aproveitar o último caso do Spencer antes da pausa para as festas de fim de ano para comprar o presente dele, na verdade o presente de todos, especialmente para Rossi que me deu um maravilhoso Sapato Chanel que devem ter custado muito caro, já que é um modelo único. Claro que vou também comprar algo para minha sogra. Oh! Meu Deus! Logo eu vou estar de frente para ela. Ainda não posso deixar de pensar se ela vai gostar de mim, cada dia mais próximo da viagem, eu fico mais apavorada.
Depois de ir em casa, arrumar minha mala, tomar banho, colocar uma roupa mais confortável para andar pelo Shopping, colocar comida pra Nina eu pego uma bolsa pequena apenas para o celular e meu porta cartões, já que eu dificilmente carrego dinheiro por aí, pego as chaves do meu carro e desço as escadas já que estou no apartamento do Spencer.
Começou a chover, e eu estou indo em direção ao shopping, meu celular da sinal que recebi uma mensagem, olho para o banco onde minha bolsa está, por reflexo. E tudo acontece muito rapidamente.
Perdi o controle da direção, senti um baque forte contra meu carro, minha visão estava cada vez mais turva, os carros passavam por mim feito borrões, as pessoas para mim eram apenas vozes distantes. Não conseguia manter meus olhos abertos, então era esse o meu destino? Viver uma infância e adolescência felizes, chegar a faculdade e ser marcada pela desgraça, me formar com honras. Ser amada pelos meus pais, mas deixada para trás muito mais cedo do que eu poderia lidar, finalmente encontrar o homem da minha vida e então, a morte? Mas tudo valeu a pena, a maioria das pessoas, passam pela vida sem nem conhecer a deliciosa sensação das borboletas no estômago e eu tive isso. Obrigada Spencer por me fazer feliz nesse curto espaço de tempo. Por favor. Siga em frente.
ALLY – Oi, han... Quem é você? – ele com certeza deve estar se perguntando, quem é a louca que bate na porta dele em m sábado de manhã? –
S.R – O... Oi, e... Eu sou Spencer Reid, Doutor Spencer Reid, só Spencer, e você quem é? – um arrepio percorreu minha espinha ao ouvir a voz dele, doce e suave, que fofo ele gaguejou, espera... Fofo? O que deu em mim? –
***
S.R – Eu posso levá-la para almoçar se você quiser, fica aqui perto, podemos ir andando, eu me recuso a perder você de vista antes de ter certeza que esteja bem. – ah, eu com certeza estou apaixonada por esse homem, como pode isso, eu mal o conheço?! –
***
S.R — Quem está me acordando de madrugada, se for você Morgan, eu juro que vou te socar... A cara... – ele definitivamente está surpreso por me ver. – Allyson?
ALLY- Me desculpe pela hora, eu trouxe café e rosquinhas, será que eu posso entrar? – como posso ficar tão boba quando o vejo? –
***
S.R – Tchau Ally, foi bom conhecer você. –
ALLY – Você realmente não quer tentar me dar um motivo para ficar? – o que eu estou fazendo comigo mesma? Que merda é essa Allyson Hernandez? –
Ele pareceu incerto, mas sorriu brilhantemente esmagando seus lábios nos meus. –
***
S.R – Ally acorda, eu preciso falar com você, anda quero te perguntar uma coisa. – ele pediu num tom divertido. – Você está parecendo uma gatinha manhosa, anda acorda Neném. –
ALLY – Do que me chamou? – eu perguntei apenas com um olho aberto, tão feliz com a forma carinhosa como ele me chamou –
S.R – Te chamei de Neném, se quiser não chamo mais, foi sem querer. –
ALLY – Não, eu gostei, de verdade. – e de fato eu havia gostado. –
S.R – Que bom. – ele murmurou envergonhado. –
ALLY – Mas isso não muda o fato de você ter me acordado Garotão, o que você quer me perguntar? –
S.R – Você... Você quer namorar comigo? – e para responder sua pergunta eu apenas sorri e o beijei. –
***
POV REID
Eu ainda não havia recebido uma resposta da Ally. Mas provavelmente ela deve estar perdida nas suas compras e Natal. Bom, de qualquer forma, estamos quase chegando, como é cedo, vou passar em Quântico para pegar algumas coisas minhas e já fazer o relatório, já que o Diretor concordou que nós trabalhamos demais e nos dispensou pela primeira vez, desde que comecei a trabalhar no FBI, em Dezembro.
Assim que pousamos, já temos carros disponíveis para irmos para a sede do FBI e nos dizem para evitar a Rodovia, pois houve um acidente.
Chegamos a Quântico e assim que estou concluindo meu relatório, vejo a Penélope vir toda apressada na minha direção, mas o que me assusta é sua cara de medo, acho que ela chorou.
D.M – Hey Baby Girl! O que houve?
P.G – Spencer, a Ally... A Ally está no hospital... Ela sofreu um acidente na rodovia, parece que ela bateu o carro no poste depois de perder o controle... Ela está em cirurgia nesse momento.
S.R – O que? – meu mundo gira e por um segundo eu acho que vou desmaiar. – Onde... Onde ela está?
P.G – Parece que ela ainda estava consciente quando os paramédicos chegaram ao local, e ela pediu para ser levada para o Bethesda, acho que porque a Savannah trabalha lá, foi a Savannah que me informou, ela não tinha certeza se vocês já haviam chego e não queria preocupá-los no meio de um caso.
S.R – É grave? Por favor, não minta.
P.G – Parece que sim, mas grave do tipo que pode ser revertido. – assenti e olhei para Morgan de forma que ele sabia que eu queria que ele me levasse, eu não poderia dirigir. –
D.M – Vamos Garoto, ela vai ficar bem. Avise o Hotch Baby, depois nós terminamos nossos relatórios.
S.R – Eu já concluí o meu.
Torpor é a única coisa que sinto no momento. Morgan dirige rapidamente, o que de certa forma é um alívio, pois quero chegar lá o mais rápido possível. O fato de estarmos de estarmos com um carro Federal e termos um distintivo ajuda muito. Mal percebo que Morgan liga a sirene para que os carros dêem passagem. Quando chegamos ao hospital, não espero que ele pare o carro para saber da minha garota. Mas antes mesmo de eu perguntar a Savannah aparece para me dar notícias.
S.H – Ela ainda está em cirurgia, à situação dela é grave, mas como ela estava consciente quando chegou aqui, podemos ficar mais tranqüilos, isso conta a nosso favor. Sua calma Psicológica a ajudou a manter-se acordada e racional.
S.R – Porque a situação é grave?
S.H – As ferragens cravaram-se em sua perna e na região do abdômen. Os paramédicos identificaram em primeira instância que as ferragens estavam próximas de sua artéria femoral e a que estava no abdômen, provavelmente lacerou o baço devido à quantidade de sangue, mas de acordo com exames que fizemos antes da cirurgia a reconstrução é possível. Agora é um jogo de espera.
POV GARCIA
Eu já havia concluído meu relatório, e estava preparando os anexos para todos, assim que eles chegassem já estaria tudo pronto nos seus e-mails como sempre. Desde que eu entrei na equipe eu faço isso. Faço meu relatório, e deixo a estrutura preparada para os outros, a introdução do caso com os dados que a polícia local nos enviou, os dados reunidos por nós, o perfil e então o espaço para que eles incluam seus respectivos relatórios e estão o anexo do caso. É eu sei. Sou maravilhosa.
D.M – Oi Bebê! Chegamos. O que você está fazendo?
P.G – Estava pensando em como eu sou maravilhosa. Já enviei para todos os dados do caso, é só fazerem os relatórios.
D.M – Você é maravilhosa sim meu amor. Eu vou fazer meu relatório. Você vai me esperar? Quer uma carona Bonitona?
P.G – Quero sim Mouse de Chocolate. – ele me deu seu sorriso de homem sem vergonha e saiu da minha Batcaverna como ele chama. –
E assim eu continuei, fazendo mais algumas coisas para ajudar o Hotch, quando meu celular toca, mas é a Savannah. Será que o Derek está com o celular sem bateria?
P.G – Oi Savannah? Não consegue falar com o Derek?
S.H – Na verdade eu nem tentei falar com ele. Não tinha certeza se eles já haviam voltado. Eles estão em Quântico?
P.G – Sim ELES estão. – dei ênfase na palavra eles, porque ela não está perguntando pelo Derek especificamente? – Você está estranha Savannah, o que houve? Posso te ajudar em alguma coisa?
S.H – Na verdade sim, eu estou te ligando porque a Ally sofreu um acidente. – Oh Meu Deus! Eu não esperava que fosse isso. – Ela ainda estava consciente quando os paramédicos chegaram ao local, e ela pediu para trazerem ela para cá. Ela acabou de entrar em cirurgia. Não quis ligar para o Derek, porque não queria preocupá-los durante o caso.
P.G – A situação dela é grave?
S.H – Infelizmente sim. Mas o cirurgião disse que é reversível. Você avisa o Reid?
P.G – Detesto ser a portadora das más notícias, mas sim, claro eu aviso.
Isso não está acontecendo. Ah! Meu Deus, por favor, permita que a Ally passe bem por essa cirurgia. Não posso ver meu Menino Prodígio sofrendo de novo.
Caminho em direção as baias dos meus amigos e vejo que ele está concentrado, mas mesmo assim acho que inconscientemente olha para o se celular para ver se tem algo, e parece frustrado ao ver que não tem, mas continua com os olhos concentrados na tela do computador. Quando me aproximo, ambos olham para mim, eu com certeza estou uma cara de fantasma, e acho que eu chorei, Derek é quem se aproxima para perguntar o que eu tenho.
D.M – Hey Baby Girl! O que houve?
P.G – Spencer, a Ally... A Ally está no hospital... Ela sofreu um acidente na rodovia, parece que ela bateu o carro no poste depois de perder o controle... Ela está em cirurgia nesse momento.
S.R – O... O q... O que? – ele pergunta, em estado catatônico, como se ainda não tivesse entendido o que eu disse. – Onde... Onde ela está?
P.G – Parece que ela ainda estava consciente quando os paramédicos chegaram ao local, e ela pediu para ser levada para o Bethesda, acho que porque a Savannah trabalha lá, foi a Savannah que me informou, ela não tinha certeza se vocês já haviam chego e não queria preocupá-los no meio de um caso.
S.R – É grave? Por favor, não minta. – Se pudesse eu mentiria, ah meu menino. –
P.G – Parece que sim, mas grave do tipo que pode ser revertido. – ele assente, mas ainda está em choque, ele olha para Morgan atrás de apoio talvez?! –
D.M – Vamos Garoto, ela vai ficar bem. Avise o Hotch Baby, depois nós terminamos nossos relatórios. – Derek diz e puxa Reid com ele que faz o caminho e forma mecânica. –
S.R – Eu já concluí o meu. – é claro que já, não seria ele se não tivesse terminado. –
Corro para a sala do Hotch para avisar o que está acontecendo, não sei onde estão J.J e Kate, provavelmente na copa tomando café. Não quero incomodar sua ligação, mas assim que Hotch vê minha cara trata de encerrar a ligação.
A.H – O que houve Garcia?
P.G – A Ally sofreu um acidente, Derek levou o Reid para o hospital, Savannah me informou. Han... Spencer já terminou o relatório e o Derek diz que depois conclui.
A.H – Ela está no Bethesda? – confirmo. – Avise aos outros, vamos todos para lá apoiá-lo. – quando estou me preparando para sair de sua sala ele me chama novamente. – Garcia?! A situação é grave?
P.G – Infelizmente sim. – eu digo e ele respira fundo, todos protegem muito o Spencer, e sabemos que ele não vai suportar outro golpe como este. – Vou avisar todos, e vou com vocês ao hospital.
Poucos minutos depois estamos todos a caminho do hospital, e nenhum de nós fala alguma coisa. E todos sabem o porquê disso. Kate fica sem graça com essa situação, ela não estava na equipe, mas sabe por que estamos assim.
Assim que chegamos ao hospital ligo para o Derek para saber onde eles estão. Assim que os encontramos, vejo que Savannah deve ter terminado seu plantão, pois está junto com eles e sem as roupas do hospital. Todos estão preocupados, principalmente depois de ver como Spencer está, a única que tem coragem para se aproximar dele é a J.J e ele sai de seu estado de torpor e aceita seu abraço de bom grado, enterrando o nariz em seu pescoço como é o seu costume, e chora. Apenas.
POV REID
Estávamos havia horas esperando que algum médico, enfermeira ou sei lá Deus, viesse nos dar uma notícia de como estava minha garota. Meu coração está doendo de tão forte que ele bate desde que eu recebi a notícia.
Deus, por favor, não deixe que ela vá. O que seria de mim? Eu finalmente encontrei alguém que me ama, e mesmo depois do que eu passei, eu me permiti seguir em frente. Se eu perdê-la, eu vou focar no trabalho e nunca mais olhar para nenhuma mulher com outros olhos. Não posso perder mais ninguém. Eu apenas não posso.
Saio do meu transe quando ouço a porta da sala de espera ser aberta e por ela entrar um médico cansado, com inúmeras gotas de suor em sua testa enrugada. Seus olhos estão opacos e eu me preparo para ouvir o pior. Oh, Deus! Por que faz isso comigo? Eu não nasci para ter minha família? Então por favor, não permita que nenhuma outra mulher me faça sentir o que senti ao seu lado.
O médico vem acompanhado de uma enfermeira, que parece tão cansada quando ele, ela lhe passa a prancheta com informações e assim que ele as lê ele nos olha e questiona.
Dr. – Allyson Hernandez?
S.R – Nós. Eu sou namorado dela.
Dr. – Ela chegou aqui ainda consciente, o caso dela não poderia ser mais grave. Os paramédicos tomaram a sábia decisão de não retirar as ferragens ainda no local do acidente. Por pouco a ferragem que estava na perna, não rompeu a artéria Femoral, ela foi retirada com sucesso. Entretanto a que estava localizada na região abdominal, lacerou o baço, fizemos de tudo para estancar a hemorragia, ela teve três paradas cardíacas durante a cirurgia, o que dificultou nosso trabalho, então...
Ele foi interrompido por uma enfermeira que saiu apressada do centro cirúrgico, com uma cara de descrença e fé?!
R.N – Doutor? – ele ia dizer algo mais, mas olhou para ela intrigado. – Ela voltou.
Descrente do que havia acontecido ele olhou para nós e correu novamente para o centro cirúrgico, e eu não pensava em mais nada. Então, ela havia me deixado. Por alguns poucos minutos ela realmente me deixou. Mas, por algum motivo ela voltou, ela voltou para mim. Deus, obrigada por não tirá-la de mim.
E desta forma o cirurgião demorou mais uma hora no centro cirúrgico, sem nos dar notícias. Estou ficando louco por não ter notícias. Mas logo a mesma enfermeira que veio chamar o Doutor vem em nosso socorro para nos dar notícias.
R.N – Ela agora está bem, depois de estabilizarmos a paciente, fizemos mais alguns exames e detectamos inchaço no cérebro, então decidimos induzi-la ao coma, as próximas 72 horas são críticas. Então ela ficará na UTI. Você poderá vê-la daqui a meia hora, 7º andar. – ela respondeu a pergunta que eu já estava prestes fazer. –
S.R – Graças a Deus. – eu disse e permiti que o stress e o esgotamento das últimas horas tomassem conta de mim e caí na cadeira, me permitindo chorar de alívio. – Obrigado por ficarem comigo. – disse finalmente mais calmo olhando para todos. – Foi importante, mas se quiserem podem ir.
Hotch, Kate e J.J foram embora logo depois de prometerem voltar depois, afinal de contas eles são pais. Rossi ficou mais um pouco e logo foi também, prometendo que voltaria depois. Apenas Penélope, Derek e Savannah. E eu sinceramente agradecia que eles ficassem comigo. Esperamos mais alguns minutos, e logo eles me acompanharam até o sétimo andar, pois logo eu poderia vê-la.
[...]
Ao me aproximar de sua cama, reprimi um grito de pavor e desespero, seu rosto não brilhava como de costume, aquele sorriso de tirar o fôlego pelo qual eu acordava todos os dias, não estava lá. Mas sim vários arranhões por todo seu belo rosto. Seu braço estava repleto de hematomas, que se destacavam em sua pele alva, alguns vermelhos, outros roxos, mas vários deles já estavam azuis. E seus olhos, aqueles belos olhos que me fazem suspirar agora estavam fechados e com profundas olheiras. As máquinas me deixaram irritado, aquelas máquinas barulhentas que no momento tinham mais vida do que ela, sua perna engessada, e seu pescoço imobilizado. Sua vida parecia ter deixado seu corpo só naquela cama.
S.R – Não desista. – sussurrei próximo ao seu ouvido. – Lute por sua vida, não desista de nós.
R.N – Ela vai ficar bem. Ela agora está estável, e o mais importante ela voltou. – a enfermeira disse. – Ela não desistiu, fique tranquilo
S.R – Posso ficar aqui? – pergunto quase suplicando por isso. – Por favor.
R.N – Poderá, em breve. Eu preciso trocar o curativo do abdômen, mas você poderá passar a noite. Talvez queira ir para casa primeiro, tomar um banho e voltar renovado. Veja bem, já é madrugada, ela não vai acordar pelas próximas 72 horas, seria bom para você, e para ela, quando acordar, que não esteja uma bagunça.
Aceitei o conselho, e fui para o corredor, contei para Derek, Savannah e Penélope. Peço uma carona até em casa, Penélope insiste em ficar até que eu volte e depois promete que irá. Eu aceito de bom grado a oferta afinal de contas não a quero sozinha.
Desta forma sigo para casa, pensando em como ela está e se ficará bem. E silenciosamente sigo por todo o caminho, agradecendo a Deus por não levá-la de mim. Como eu sobreviveria sem a minha garota afinal de contas?! Ela é o amor da minha vida, e eu não me canso de repetir. Ela é meu raio de sol. Penso sobre o presente que eu daria para ela de natal. Terei que adiar, eu não quero dar algo, tão importante, para ela, nessas circunstancias. Quero que seja inesquecível e quero fazer as coisas do jeito certo, nada de improviso. Algo tradicional, e desta vez, eu farei tudo sozinho, sem a ajuda da Garcia. Pelo menos vou tentar.
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R.N = É Enfermeira Registrada nos EUA é como aparece no registro delas e crachás "Registered Nurse"
Dr = Não quis dar nome aos Bois :D Mas vocês sabem que é Doutor.
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