Coincidência ou destino?
1 One Shot
Notas iniciais
Pov ??
Meu nome é Wendy Kaori, sou estudante do 2º ano no colégio Raimon e membro do clube de futebol. Tenho cabelos longos e negros, olhos castanhos e pele branca como a neve. Sou atacante e fui umas das primeiras a entrar no clube, tudo por causa das palavras do nosso capitão, Mamoru Endou, que me inspiraram a jogar o esporte que tanto gostava. Nesse momento estamos treinando muito por causa do torneio nacional, onde enfrentaremos os adversários mais fortes do país e, se chegarmos as finais, jogaremos com a nossa maior rival, a Teikoku. Seu capitão, Yuuto Kidou é um ótimo estrategista (não melhor do que eu u.u) e tem jogadas incríveis, então temos que treinar bastante se quisermos superá-los.
Certo dia estávamos treinando no campo perto do lago no qual sempre treinamos e avistamos Kidou nos observando de longe. Endou com sua ingenuidade foi falar com ele como se fossem amigos de infância. Cá entre nós, o Endou é um ótimo capitão, mas as vezes acho que seu nível de maturidade mental está muito abaixo do normal. Eles conversam por um tempinho e depois ele vai embora.
Kazemaru- Hey Endou o que ele disse?!
Endou- Ele prometeu que irá vir treinar conosco um dia!!! –disse ele com aquele sorriso típico dele.
Kurimatsu- O que?! Mas ele é nosso rival!!
E assim se iniciou uma discussão sobre isso, já que todos estavam preucupados com o fato de Kidou ser nosso rival e coisa e tal... Mas eu não me preucupava só com isso, soube que Kageyama revelou coisas um tanto desesperadoras, já que sou sobrinha do detetive Onigawara, e não entendo o fato de Kidou ter trabalhado com ele, sabendo seu estilo de jogar e tudo mais. Ainda mais, sou melhor amiga da irmã dele, Haruna, e ela sempre me conta como ele tem um senso de justiça incrível. E apesar de ser sua melhor amiga, ela nunca me disse como foram parar em lares separados ou o que houve com seus pais biológicos. Sempre que toco no assunto ela começa chorar e fica deprimida, então decidi não falar mais nisso com ela. Decidi então segui-lo, assim poderia falar com ele. Aproveitei a discussão e sai de fininho, indo pelo caminho que ele havia pego. Depois de correr e procurar um pouco eu o encontrei caminhando por uma rua não muito movimentada, provavelmente indo para casa.
Wendy- Kidou!
Kidou- Hã...? Ah, Kaori. O que você quer?
Wendy- Sempre tão gentil não é... Realmente não temos nada em comum. –disse irônica.
Kidou- Ainda bem não é?! Agora diga logo o que quer!
Wendy- Calma ai, só quero conversar!! –disse tentando ser calma e fria (aprende-se muito tendo um detetive como tio).
Kidou- Sobre...? –disse encostando na parede de um beco ali perto.
Wendy- Sobre Kageyama. E você. –nessa hora ele gelou.
Kidou- O que tem ele e eu?
Wendy- Eu só fiquei curiosa... Sabe eu converso muito com a sua irmã, somos muito amigas, e ela sempre me fala de você... –falando na Haruna, sei que toquei no ponto fraco dele- Mas o Kidou que ela descreve para mim não parece o tipo de pessoa que se envolveria com Kageyama.
Kidou- E dai?
Wendy- E dai, que eu gostaria de saber, como você foi se envolver com um criminoso desses?!
Kidou- Ele não é um criminoso, não exagere...
Wendy- Há, você não sabe do que eu sei então não tem direito de dizer isso! Agora vai me responder ou não?
Kidou- ...
Wendy- Olha, me desculpa pelo meu jeito meio intrometida e fria, mas eu só quero ajudar sério... A Haruna é uma grande amiga para mim e ela se preocupa com você...
Ele ficou pensativo por um momento, afinal ele já me conhecia bem, já havia saído uma vez com ele e a Haruna, mas acho que ele ainda dúvida se pode confiar em mim para esse tipo de coisa... E eu entendo, mas poxa, só quero ajudar e espero que ele perceba isso.
Kidou- Vem comigo.
Wendy- Pra onde?!
Kidou- Pra minha casa... Não acho apropriado conversarmos sobre isso num beco numa rua quase deserta.
Wendy- E-Eh, tem razão.
Andamos por mais um tempinho e logo chagamos a casa, não, a mansão dos Kidou. Era realmente muito bonito ali, me lembrava muito... NÃO, não posso lembrar disso agora. Bem entramos e a casa parecia vazia. Ele disse que seu pai estava no trabalho então realmente, estávamos sozinhos. Subimos até o quarto dele e nos sentamos. Ele então começou:
Kidou- Quando éramos pequenos, eu e a Haruna, nossos pais viajavam muito para o exterior, e nós ficávamos sozinhos. Um dia eles sofreram um acidente no avião e morreram. Então eu e a Haruna ficamos REALMENTE sozinhos. Todos nos olhavam com pena, se perguntando o que iriamos fazer agora já que também não havia ninguém que pudesse ficar conosco, nenhum parente, ninguém. Então fomos para um orfanato, onde depois cada um de nós foi adotado por uma família. Quando vim para a família Kidou, eu queria a todo custo ter a haruna ao meu lado, então eu e meu pai fizemos um acordo: se eu ganhasse os torneios 3 vezes consecutivas, ele daria um jeito de adotar Haruna também. E com isso ele acabou contratando Kageyama, e eu sem nem pensar apenas aceitei. E agora vim parar onde estou, sem nem ao menos saber quem sou realmente...
Wendy- Kidou... Eu sei como se sente. Essa coisa de ficar sozinha no mundo, sem ninguém...
Kidou- Sabe..?
Wendy- É... Bem... Eu desde de pequena cresci numa família rica e bem sucedida, porém meus pais nunca tinham tempo para mim, estavam sempre viajando á negócios, e eu ficava sempre sozinha. Até que um dia o navio que eles estavam naufragou, e eles acabaram morrendo. Dai em diante eu havia perdido as esperanças totalmente. Fui adotada pelo meu tio, mas nunca foi a mesma coisa... Sempre senti a falta dos meus pais, eles se foram quando eu era muito pequena, então nem me lembro deles... A única lembrança que tenho é essa capa de revista que encontraram junto com o meu pai. –disse tirando um pedaço de papel amaçado da minha carteira e mostrando a ele – foi assim também que eu comecei a jogar futebol... Queria me sentir mais próxima de meu pai, e essa foi a maneira que eu achei de fazer isso.
Kidou- M-mas isso é... –ele disse com uma expressão surpresa.
Ele foi até a mesinha que havia ali em seu quarto e pegou uma revista bem velha. Mas aquela revista... A capa...
Wendy- M-mas como é possível...
Kidou- E-essa revista foi encontrada com o meu pai... Foi a única coisa que restou de lembrança deles.
A minha capa... A revista de Kidou... A MINHA CAPA É DA REVISTA DO KIDOU! É A MESMA CAPA!!
Kidou- É, parece que temos mais em comum do que imaginamos... Wendy.
Wendy- Com certeza... Yuuto.
E desde aquele dia, eu e Kidou viramos amigos inseparáveis, ambos apaixonados pelo futebol. É bom compartilharmos uma coisa em comum, as vezes treinamos juntos sem ninguém saber... Porque afinal, nossas escolas ainda são rivais. Jogamos numa sincronia inacreditável, lemos os movimentos um do outro com uma facilidade incrível. O destino realmente nos prega peças...
Fim?
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