Coexistência

1 Prólogo - Escombros


Notas iniciais
Olá! Sou conhecido por aí como Striter, prazer. Esta é a primeira história que escrevo, espero que gostem.Inicialmente, trabalharei nela para desenvolver um pouco de habilidade escrita, e em depois tentarei desenvolver histórias originais para que vocês possam ler!Boa leitura!

A casa estava destruída. As paredes de madeira estavam, em grande parte, caídas ao chão e marcadas por um incêndio. Era possível ver plantas e árvores queimadas sob os escombros. Janelas e portas se tornavam irreconhecíveis, e os móveis, que também eram de madeira, agora se fundiam quebrados aos restos da casa.

Uma pessoa se aproximou da cena. Mesmo de passos leves e tênis brancos, pequenos pedaços de madeira quebravam ao seu andar. Ela parou frente ao que parecia uma porta e pôde sentir o cheiro de queimado do local. Colocou sua mão direita sobre a porta, ao lado de um número já irreconhecível, e passou os dedos sobre sua superfície sentindo sua textura. Segundos depois, a empurrou.

O seu olhar era de tristeza. A cena, que já era esperada, não se diferenciava tanto à vista anteriormente. Algumas peculiaridades não puderam deixar de ser notadas: o tronco queimado de uma árvore caído sobre o local, sustentado a menos de um metro pelo que sobrou das paredes, algumas peças de roupa se mantinham visíveis entre os destroços, uma cadeira tombada sem uma das quatro pernas, também destruída pelo que ocorrera.

A garota que observava a cena não teve nenhuma reação momentânea de chorar, fazer uma busca no local ou sair correndo. Ela apenas se manteve a observar e sussurrou uma palavra.

– Tio...

–--

A sombra que o sol projetava no hospital, cada vez esticando-se mais, denotava que não tardaria a anoitecer. Dois médicos observaram uma garota entrando no quarto em que se encontravam. Seu cabelo castanho era preso em um pequeno rabo de cavalo, mas ainda mantinha uma franja. Seus olhos também eram castanhos e o rosto aparentava uma idade jovial, dando alguma incerteza se ela era maior de idade. Ela também vestia um sobretudo preto, mesmo neste dia ensolarado, e uma saia vermelha que chegava até os joelhos.

– Como meu tio está? – Disse a garota, ao entrar e parar próxima à porta do quarto.

– Você é sobrinha do senhor Sul? – Respondeu o médico de aparência mais nova, mas ainda com cabelos grisalhos. O outro médico saiu do quarto. Ela pode notar que esse outro usava óculos e tinha todos os seus cabelos brancos.

– Sou.

Ambos se aproximaram da cama onde um senhor encontrava-se deitado. Uma manta cobria seu corpo peito abaixo, mas deixava seus braços livres. Ele vestia uma camisa listrada de branco e azul, aparentemente do hospital local. Seu cabelo branco, com pouquíssimos fios castanhos, estava bagunçado e sua barba, de cor semelhante ao cabelo, prendia em partes a um curativo que pegava grande parte de seu rosto, não deixando visível nariz e olhos.

– Seu tio está inconsciente.

– Ele... Está gravemente ferido? – Perguntou Sunni, sem tirar os olhos de seu Tio.

– Ele perdeu a visão. Tirando isso, não há mais ferimentos graves. Ele ainda estava consciente até... – Parou um momento, procurando a resposta em algum lugar de sua mente – Até dois dias atrás, quando perdeu a consciência subitamente. Fizemos exames, mas não descobrimos por que isso aconteceu. Acredito que possa ser do fogo, mas não dá para se ter certeza.

Para meu Tio, “elas” se tornaram o centro de sua vida.

Notas finais
Próximo capítulo: Minha pequena floresta.