Codex de um soldado anonimo
20 Capítulo 20
Tenho certeza que o NCIS não irá me associar com nenhum dos crimes, pois acham que não está interligado em uma coisa só, porque estou variando nos métodos, a única coisa que poderiam desconfiar que são todos militares que eu matei até agora. Se não houver corpo e vestígios, sem crime, certo?
Está complicado ficar muito tempo sem matar, acho que acabei me viciando no sangue, na matança. Só preciso saber quando o Mexicano Diego vai viajar pra colocar o meu plano em prática, no caso acabar virando o meu “Bichinho”. Já estou arrumando tudo o que preciso aos poucos com o que tenho em mãos pra não levantar suspeitas. Posso até pedir para um Irmão conseguir um contêiner frigorifico pra mim, só que ele vai questionar pra que finalidade vou precisar de um contêiner, na qual estou nem um pouco inclinado a dividir com alguém sobre o meu “empreendimento divertido”. Eu até posso fazer isso, mas precisaria de um caminhão pra transportar até o meu esconderijo. Prefiro deixar esse tipo de serviço sujo pra outrem fazer, que é melhor. Não posso esperar pra depois do natal e o ano novo pra cuidar da ameaça imediata, não posso esquartejar alguém em qualquer lugar, certo? Gosto de fazer tudo certinho, metódico e de preferência limpo. Não quero que o NCIS invada o meu esconderijo encontrando evidencias das minhas “Travessuras Sombrias”, por esse motivo prefiro um local específico pra esse tipo de coisa. Posso até disfarçar com carne de caça ou de abate, já que haveria no lugar sangue, certo? Verificariam que o sangue encontrado é animal. Daria um excelente disfarce. Sou um gênio!!!!! O meu esconderijo está bem distribuído, cada setor é especifico, inclusive as minhas armas, granadas, munições, e a minha coleção de espadas medievais. Eu estou literalmente pronto pra GUERRA! Centro de treinamento pra manter a forma, o espaço é ENORME! Quem sabe futuramente eu monte um grupo tático, no momento não estou com cabeça e ânimo pra isso este agora.
Chego ao meu esconderijo, guardo o carro na “garagem”, levo os meus presentes pra dentro, onde o ambiente é mais quente, aquecido pelo bom e velho fogão a lenha e a comida preparada é mais saborosa do que numa cozinha doméstica ou industrial. Sou um Assassino bem organizado. Deixo os meus presentes no escritório numa prateleira, já os “Suvenires” das minhas Travessuras estão guardadas e trancadas dentro de um baú, sou o único que tem a chave, onde também estão guardados os meus outros Códex, o “Segredo da Fênix”, álbum de fotografias, o Manto, a caixinha de suvenir, armas do Códex do Altäir (o antigo Mentor da Irmandade), entre outros “tesouros” que mantenho comigo. Se alguém colocar as mãos no que está guardado dentro do baú, to ferrado! Isso jamais pode cair em mãos erradas, principalmente o Agente Gibbs, não sei se ele fará bom uso disso ou não, é melhor garantir a segurança desses segredos. (não vou entrar em detalhes que já estão especificados nos outros Códex).
Minha mão já está doendo de tanto escrever neste Códex... Vou ter que ir no médico pra ver o que é, pra aliviar a dor tomei um remédio pra aliviar a dor que está bem incômoda. Nunca aconteceu antes, já faz um tempo que eu tenho sentido essa dor e não gostei nem um pouco. Sei que a minha letra está horripilante.
Eu nunca trouxe ninguém ao meu esconderijo desde que me mudei pra cá, não é exatamente que eu não confie nos Irmãos, mas é algo muito pessoal com essa toda aproximidade que me deixa desconfortável, como se tivessem invadindo a minha intimidade. Vou colocar na parte desativada, um “galpão” ao lado onde uso como garagem. Dá pra fazer umas alterações maneiras ali pro meu “Santuário” pra me conectar com as forças da natureza. Na parte externa dá pra plantar hortaliças, verduras, condimentos, legumes como se fosse uma estufa de inverno, assim eu não precisaria comprar algumas coisas. É tanta coisa pra organizar que me deixa maluco, não dá pra fazer tudo de uma vez e ao mesmo tempo. Tenho que ir com calma. Vou deixar isso pra depois quando passar esse “Inferno Gelado” ou quando voltar de férias.
Não dá pra explicar ao Irmão Haytham o que pretendo fazer com o contêiner frigorifico, ali será palco de muitas e muitas “Travessuras Sombrias”, sei que não iriam NOS entender. Sempre aprendi as coisas das piores maneiras, não tenho muita base em relação ao “mundo de pirulito”, do “Algodão-doce” ou do “Dia Brilhante” e também do “Caminho Sombrio”. Também não tenho ninguém pra compartilhar isso, me sinto ainda mais sozinho no mundo. Será que tem outras pessoas com os mesmos “Dilemas Sombrios” assim como eu?
Uma boa parte do local já está pronta e preparada pro acontecimento tão esperado por mim. Nossa como o tempo passou voando, quase não vi o tempo passar. Agora só me preparar pra emboscada a noite. Aguardo ansioso até ao anoitecer, pois o Mexicano Diego tem planos de viajar no mesmo dia e ficar até o dia 07/01 de férias com a família no México, uma excelente oportunidade de vez a ameaça, ainda bem que ele nem imagina o que aguarda... Como estou monitorando todos os passos dele, até foi fácil descobrir causa da instalação do rastreador e das escutas. Sinto a energia da caçada correr em minhas veias como sangue, dou sorrisos de orelha a orelha.
Falando em vida de “Algodão Doce”, fiquei me perguntando como seria ter esse tipo de vida? Pra fazer o teste comprei um algodão doce pra experimentar. Obs.: muito doce, frágil, que pode ser destruído ao ser molhado, um vazio enorme. Não tampa nem o buraco do meu estomago. Se isso é ter uma vida de “Algodão doce” eu prefiro trilhar o “Caminho Sombrio”, porque essa vida “normal” é muito CHATA! Enjoativa, vazia, não me trouxe nem um pouco de alegria ou o tal “Pseudo-Felicidade” não sei como as pessoas gostam esse tipo de vida. (estou usando analogias).
OBS 02: A vida de “Algodão Doce” é o mesmo que “normal”, cotidiana, com muita monotonia, regras absurdas de “Status Social”, todos agindo como as regras sociais dentro da Sociedade ditam como o consumismo, materialismo, beleza externa, futilidades, trabalhos que fazem as pessoas infelizes só porque dá mais dinheiro, vidas amorosas com interesses financeiros, sentimentos afetivos completamente vazias, ganância etc. Ter uma vida monótona eu nunca gostei, to acostumado com uma vida bem agitada e com muita adrenalina. Adoro atirar faz parte do meu trabalho, minha profissão, agora acabou tudo desde que mataram o meu companheiro. Gosto do que faço, sou o melhor (pelo menos eu era o melhor), agora sou um maldito civil como qualquer outro merdinha que eu encontre pela rua, mesmo que eu encontre os meus ex-colegas das forças Especiais, com CERVEJA gelada eles não iriam me reconhecer do que eu era e o que sou hoje, minha aparência mudou drasticamente, sinto que eu não sou mais o mesmo, não sei como me comportar ou agir ao ver os meus ex-colegas, fiquei com uma PUTA vontade de saber como transitar entre eles sem que saibam quem eu sou, ficar bem próximo do inimigo dentro do próprio território deles, sem que eles percebam. To inclinado até enviar um “Bilhetinho” dizendo: “EU TE VEJO, MAS TU NÃO ME ENXERGA” ou “ESTOU DE OLHO EM TU”. Quem sabe vamos “Brincar” de caçar, já que me caçaram como um traidor, vou fazer o mesmo com eles, usando as sombras como cobertura e não sou idiota de revelar quem eu sou, certo? Talvez criar um codinome pra mim, pode ter certeza que não darei a minha cara ao tapa, pois o NCIS está investigando o caso, procurando suspeitos e nem imagina que tudo isso está interligado num fudum só.
Na mesma noite, o Mexicano Diego sai do Hostel tranquilamente com uma enorme bolsa de roupa, eu estou trajando roupas escuras e com um gorro tampando a minha careca, me escondo dentro do carro dele, seguro uma linha grossa de pesca, espero pacientemente até que ele saia da rodovia pra ir ao aeroporto, na qual ele jamais irá chegar, embarcar e ver a família no México, vejo que ele saiu da autoestrada estadual, saio da escuridão e o ataco com um garrote em seu pescoço que lhe tira o ar e a reação normal de alguém pego de surpresa nesse caso é pisar no freio, naquele horário não havia ninguém trafegando no caso dele pedir ajuda.
— CALA A BOCA E DIRIGE! *Voz de comando*
— Mas que merda é essa?
— FAÇA O QUE DISSEMOS QUE VOCÊ VAI VIVER MAIS UM POUQUINHO, ENTENDEU? * Apertamos mais um pouco com a linha de pesca no pescoço do Mexicano Diego pra dizer que não estamos brincando*
— Sim. *Respondeu Mexicano Diego ao sentir dor no pescoço*
— ÓTIMO! * Foi afrouxado o aperto do garrote no pescoço*
Demos as coordenadas e ele seguiu as riscas, mas sempre dava umas olhadelas pra ver se nos reconhece, imaginando se sairia bem dessa pra nos colocar na cadeia. Só que nós não iríamos deixar isso acontecer. Levamos ele até o nosso esconderijo que já foi devidamente preparado pro nosso “encontro divertido”. Mandamos ele parar dentro da garagem entrando pelo outro caminho, assim ninguém iria ver nada do que vai acontecer essa noite.
— Está havendo um engano e quem é você?
— Não há engano nenhum e não precisa saber quem nós somos. * Tiramos qualquer meio de comunicação com o exterior, assim o Mexicano Diego não teria como pedir ajuda que jamais irá vir*
Apertamos um pouco mais o pescoço com a linha de pesca pra deixá-lo ciente do que virá pela frente, deixando-o sem ar na qual desmaia. Trabalho rapidamente antes que ele acorde, me preparo pra aquele momento. Quando ele acorda eu estou totalmente aparamentado, ele tenta se soltar do abraço da fita adesiva transparente, mas não consegue, pois o embrulhei bem pra que não se solte facilmente. Olha-nos com pavor que faz os pelos da nuca ficarem arrepiadas, olhamos selvagemente pro Mexicano Diego, não falamos mais nada. Sou guiado pelas mãos hábeis do meu “amiguinho de Travessura” na questão de esquartejar. Sou até hábil com facas, mas como apenas um militar e nunca esquartejei ninguém. Fizemos pouca sujeira, deixando apenas o tronco e a cabeça mantendo a consciência, mostrei todas as fotos pra ele do que eu havia conseguido, tirei a fita adesiva da boca dele, apenas sorriu e balança a cabeça. Ficamos nos perguntando o que esse Cuzão fez com o nosso Dossiê. Perguntamos:
— O que você fez com o nosso dossiê, onde estava e se havia outras copias?
— A única copia está comigo dentro da bolsa de mão e que eu ia ler durante a viagem.
— É melhor não mentir pra nós, senão arrancamos os teus dentes, um por um com alicate ou a sua língua pela raiz...
— Juro que eu não estou mentindo...
Terminamos o serviço, embrulhamos as partes em sacos de lixo biodegradável e enterramos no quintal, claro que guardei um “Suvenir” pra minha coleção, limpamos tudo com eficácia usando o Luminol caso ficasse com algum resíduo minúsculo no local. Levamos o carro até um desmanche que é de um conhecido de um “colega” de prisão, sumi com as coisas dele e o dossiê e o Codex dele ficou comigo junto com os outros dossiês. Tomei um bom banho, destrui qualquer vestígio/prova que me denunciasse sobre a “Travessura”. Ficamos felizes com os resultados, não houve testemunhas da nossa diversão. Depois que voltamos de taxi, dormimos tranquilamente sem sonhos no meu esconderijo. Obviamente não demos o endereço pro taxista, na qual me deixou duas quadras antes pra não levantar suspeitas. Pensando bem, eu podia usar a passagem do Mexicano Diego pra viajar, já que estava paga, usaria um passaporte meu, como assassino de aluguel, iria viajar, quem sabe agora eu iria conhecer as Ilhas Gregas. FÉRIAS MERECIDAS! Também iria afastar o fantasma NCSI no meu pé.
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