Codex de um soldado anonimo
14 Capítulo 14
Não havia muito o que fazer para conseguir os envelopes pardos que estavam no quarto do Mexicano Diego, na qual teria que esperar até que eu consiga entrar ou que ele saia pra não levantar qualquer suspeitas. Senti uns pares de olhos me espreitando ali, levantei os olhos vi que era o Mexicano Diego me observando, mas pela expressão do rosto ele não me reconheceu, começou a gritar, bati retirada com o carro (ainda bem que eu estava usando placas frias e não tinham como me localizar) ao chegar ao meu esconderijo troquei as placas, pois já estavam manjadas e amanhã irei ao Hostel com algum pretexto pra entrar no quarto e vasculhar. Ainda bem que eu havia colocado escutas no celular do Alvo antes de eu ter sido descoberto pelo inimigo. Agora só esperar pra ouvir algo interessante (O Projeto METALLYKATTS no momento viria a calhar pra esse tipo de monitoramento). Tomo um banho bem quente pra me esquentar. ODEIO FRIO! Não posso me dar o luxo de ficar doente, senão teria que abortar temporariamente a missão e eu não quero isso. Quero ficar no páreo. Eu comprei um lanche antes de voltar pro esconderijo (preciso arranjar um nome pro esconderijo, no momento estou sem inspiração) na qual foi comida japonesa. Adoro frutos do mar. Sentei-me na frente do computador e com os jornais do dia com as novidades após o início da missão. Recortei as reportagens relacionadas sobre os “assassinatos de militares” colei tudo em uma pasta, na qual preciso urgentemente dossiê de cada alvo, assim vai facilitar a minha missão e eu não quero envolver inocentes e Irmãos nos meus rolos (já tive muito sangue inocente em minhas mãos e consciência pra que isso ocorra novamente), sempre houve e vai haver “DANOS COLATERAIS” em qualquer tipo de missão (mesmo a que tô empreendendo). Pelas informações que eu tenho até agora que o Mexicano Diego não é militar, então é um civil que se meteu numa Treta que não é dele. Todas as informações vai ao Arquivo Morto (computador pode ser rastreado os arquivos) trancando as gavetas só por segurança, mesmo sabendo que só tem eu aqui dentro do esconderijo, nunca se sabe se a polícia ou NCIS vai invadir aqui, como diz o velho ditado: “Seguro morreu de velho” ou “É melhor prevenir do que remediar”.O NCIS deve estar arrancando os cabelos que não conseguiram colocar as mãos em mim. Natal chegando e vejo que todas as pessoas do mundo comprando presentes pros seus familiares e amigos, sou o ÚNICO que não tem ninguém pra presentear, a única “família” que eu considerei como se fosse era as Forças Especiais e o meu Parceiro ELISEU, agora eu nem mais isso eu tenho. O som das músicas natalinas estão me irritando na qual me dá uma doida vontade de explodir alguma coisa. Hoje pelo calendário acima da minha escrivaninha é 23/12, a bomba continua pronta pra explodir amanhã bem na véspera de natal a meia-noite. Só não vou sair agora porque está frio pra caralho (desculpe os palavrões), amanhã bem cedo vou implantar a bomba no túmulo profano do PUMBA e ver no que vai acontecer mais tarde, quero dizer logo à noite.CONTAGEM NO MOMENTO DE MORTOS: 4 militares e nenhum civil ou inocente.Meus dedos estão coçando de tanta vontade de dar uns tirinhos em alguém ou alguma coisa que posso transformar em alvo. Essa coçeirinha está me incomodando, nunca fiquei sem matar alguém por muito tempo, geralmente fico sem isso durante 06 meses, depois a vontade cresce e ai caio na tentação de matar de novo, mais uma, duas e outras centenas de vezes. Isso virou um vício muito doido. Sinceramente acho que me viciei no sangue na qual não deveria ter acontecido, me deixe eu explicar: é um desejo incontrolável de matar alguém e não conseguir resistir de sentir o sangue dos alvos correndo, é como se fosse uma droga na qual consegue largar facilmente, é o pior vício que alguém pode ter ou o uso de qualquer outra droga conhecida. Outro vício que eu tenho é na ADRENALINA, quanto mais perigoso melhor. Sei lá adoro cutucar o ninho de vespeiro. Não vou dizer que NUNCA usei drogas, mas já usei (demorei pacas pra largar o vício), consegui me livrar completamente do vício, agora tô mais limpo de bumbum de bebê, foi por vontade própria, sabia se eu não parasse iria pro caixão, comer formiga pelo nariz, entre outros adjetivos relacionado a morte, falando em morte, eu não a temo, pois lido com ela todos os dias da minha existência, tanto na minha vida atual como na antiga.
Eu estou cansado, pois fiquei o dia inteiro de campana, vou dormir cedo pra acordar cedo, deixei tudo preparado antes de colocar o meu corpo na cama e a cabeça no travesseiro, logo peguei no sono (não sei se sonhei com alguma coisa ou não, pois não lembro).
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