Nessa conspiração havia Senadores, Vereadores (políticos), Majores, Coronéis, Sargentos e também soldados borra-botas como eu (Forças Armadas) envolvidos. Sabe-se que a corda sempre arrebenta pro lado mais fraco, é por isso que eu prefiro não envolver nomes, mas com cerveja gelada (certeza absoluta) que o NCIS vai investigar, porque todos os assassinatos estão interligados com as Forças Armadas Americana. Sou um fantasma e não vão achar nada pra me incriminar nas cenas dos assassinatos. Sei ser invisível, pois fui muito bem treinado tanto nas Forças Especiais e na Irmandade.

Ao sair do banho, preparo o meu lanche da noite (agora fiquei com muita fome) e um enorme copo de leite pra dormir bem e amanhã planejar calmamente qual vai ser a técnica de assassinato que vou usar no Alvo 05 (Kelvin) que é um Major. Sei que ninguém ousaria invadir o meu esconderijo, porque deixei preparado algumas “surpresinhas” pros invasores e também não revelei a localização pra ninguém. Acho melhor deixar ele pra mais tarde quando eu tiver alguma idéia luminosa de novo pra decidir o que vou fazer com ele. Vou me concentrar no Mexicano Diego que no momento é a ameaça imediata que pode atrapalhar a missão. Eu nunca disse que iria ser fácil, esse tipo de gente que está envolvida na Conspiração tem espiões em todos os lugares do mundo, tenho que tomar ainda mais cuidado do que eu já estou. Sei que no momento o Mexicano Diego está dormindo no quarto do Hostel, causa do horário (a não ser que ele esteja assistindo TV na sala), no dia seguinte ele vai pra Universidade estudar. Posso usar esse momento de brecha pra implantar os rastreadores no carro e também umas escutas no celular e no quarto dele. Preciso de alguém que manja dessas coisas de computadores e sistemas pra rastrear ligações telefônicas e bancárias (sinceramente eu não entendo lhufas dessas coisas). Não gosto de ficar no escuro em alguma missão, prefiro saber com quem eu realmente estou lidando (apesar de que eles não sabem com quem se meteram ao me colocarem como bode expiatório dessa merda toda). Se realmente o Mexicano Diego for uma ameaça a minha segurança e o cumprimento da missão, eu irei eliminá-lo sem qualquer remorso ou escrúpulos. Não conheço ninguém fora da minha ex-equipe que manja dessas coisas pra me ajudar. Fiquei deitado na cama matutando sobre o assunto até pegar no sono, tive pesadelos com o meu companheiro Eliseu, acordei sobressaltado da cama todo suado. Isso dá ficar pensando em trabalho antes de dormir! Fazia muito tempo que eu não tinha mais sonhos com ele, desde a sua morte (foi puro assassinato), Ele tinha 23 anos na época que aconteceu todo o rolo, fazia um mês certinho após o aniversário dele. Guardei algumas lembranças físicas dele como fotos nossas juntos até da nossa formatura, e as plaquetas de identificação que estão semi destruídas dele que sempre carrego comigo. Voltei a dormir, mas dessa vez sem sonhos. ANIVERSÁRIO DO ELISEU: 21/05.

No dia seguinte acordo no horário de sempre, como um reloginho. Preparei o meu desjejum: cereais com leite e frutas (tenho que fazer compras no supermercado), a esse horário o Mexicano Diego ainda não acordara, eu podia seguir seus passos mesmo com os rastreadores pra saber exatamente onde ele vai, faz ou quem se encontra e etc. Levei a minha câmera fotográfica pra qualquer eventualidade.

OBS: Tenho que conseguir um espaço pra fazer a minha câmara escura pra revelar as fotos ou talvez um lugar pra colocar as fotos, anotações sobre os alvos. Assim fica muito mais fácil e também preciso de um mapa da Cidade. O mapa é mais fácil providenciar.

Dirigi até o Hostel com um gorro na careca pra não ser reconhecido e também troquei a placa de identificação da minha Pick-up. Trouxe pra campana: mais um casaco, térmica de café com leite (odeio café preto e sem açúcar), comida, máquina fotográfica, caderno de anotações, rifle (que está debaixo do acento), traje Gillie (caso preciso realizar tocaia), escutas e os rastreadores. Acho que não me esqueci de nada. Muni-me de muita paciência pra ficar dentro do carro esperando algo acontecer. Algum tempo depois ele saiu do Hostel, foi diretamente para a Universidade sem nenhuma parada, enquanto que estava nas aulas, tive tempo pra vasculhar o carro, atrás de qualquer prova que pudesse ter ligado o meu alarme interno, coletei qualquer coisa que pudesse me dizer o que eu precisava saber, fotografei tudo que continha dentro do carro igual aos peritos forenses, sou bom em arrombamentos, tanto de portas de casas, carros, janelas etc. Tive bons professores dentro da prisão e dos meus tempos quando eu era um batedor de carteira quando criança. Jurei que jamais iria voltar a passar fome. Coloquei tudo no lugar e voltei pro meu carro com tudo que eu precisava e claro instalei rastreadores também, perto do meio-dia, o Mexicano Diego (que eu tô de tocaia) saiu da Universidade, pois havia terminado as aulas naquele dia e foi almoçar numa lanchonete que também servia almoço (P.F – Prato Feito). Tenho que pensar como um estrategista militar, como Assassino, espião, investigador forense e entre outras coisas, na qual é muita coisa pra minha cabeça – A de Cima e não a de baixo. Sentei em uma mesa dos fundos perto da porta dos fundos ou a saída de emergência, enquanto que ele sentava no balcão na qual pediu um P.F com suco de laranja, a garçonete usava um uniforme que mostrava bem as suas pernas bem torneadas, é loira, magra, olhos verdes e tinha um laço vermelho amarrado em seus cabelos compridos. Eu também pedi um P.F com suco de abacaxi quando ela veio anotar o meu pedido. Seu nome é Greice que estava em seu crachá com sua bela foto 3x4. Enquanto eu e o meu alvo estávamos comendo, fiquei observando o ambiente que é frequentado por estudantes, professores, às vezes apareciam executivos com suas estonteantes secretárias que podiam ser suas amantes (nunca se sabe, certo?). Ele não interagiu com ninguém (até onde eu tinha observado) e nem eu, fiquei na minha, quando um homem se aproximou do balcão, sentou-se do lado do meu alvo e passou-lhe um envelope pardo de modo bem discreto (mas não despercebido por mim que estou bem atento a tudo ao meu redor), colocando o envelope na mochila, fiquei ainda mais desconfiado do que eu já estava (paranoia o caralho). Fotografei a cena, vi o rosto do mensageiro do pacote quando virou pro meu lado (espero que não tenha me visto ou reconhecido, acho que ele olhou pra mim). Fiquei me perguntando naquele momento o que tem naquele envelope pardo? Opções: a) dinheiro pra uma possível fuga; b) Drogas pra venda ou uso próprio; c) Novos documentos (tanto falsos e verdadeiros); d) Trabalho/prova escolar; e) Nova missão em outro lugar no mundo. O entregador sai primeiro e o Mexicano Diego paga a conta e em seguida sai tranquilamente, faço o mesmo. Agora tô bancando o 007, James Bond, e isso ta ficando divertido, sinceramente tô pensando em entrar no ramo. Seria da hora ter aparatos tecnológicos a minha disposição nas missões. No momento tô sem fundos tecnológicos pra essa missão (que é uma BOSTA!), por enquanto vou improvisar com que eu encontro em mãos, quem sabe futuramente eu consiga o que eu preciso. Ele pegou o carro, foi dirigindo até uma área barra pesada (onde a cobra fuma, saca?), ainda bem que eu trouxe as minhas armas (a pistola 380 e as Lâminas Ocultas) pra qualquer eventualidade. Não parou em nenhum lugar específico, acho que ele ta brincando de gato e rato comigo ou desconfia que ta sendo seguido, na qual passa por uns becos sinistros, de lá saiu um grupo de homens mal-encarados e com cara de poucos amigos, sinceramente achei que iriam assaltar o meu alvo, mas não. O carro parou ao lado dos homens e lhe foi entregue outro envelope porém mais grosso (pelo volume podia ser drogas ou dinheiro), fotografei novamente a cena. Logo após a entrega da “mercadoria” dentro do envelope pardo, ele foi embora assim como os homens mal-encarados. Fiquei muito mais alerta do que eu já tava, principalmente sendo um dos bairros mais violentos da Cidade. Continuei a segui-lo, eu tava tão tenso e alerta que até que a minha barriga começou a roncar (tô habituado a tomar café da tarde em um determinado horário) paro o carro, tiro da mochila o meu sanduíche de presunto e queijo com maionese e a térmica de café, como tranquilamente sabendo que o alvo não vai pra lugar algum sem que eu saiba. Tô gostando disso e entre outros prazeres que antes eu jamais senti ou chegaria sentir até o presente momento da minha nova vida. Eu tô praticamente o dia todo fora do esconderijo, além do mais não tenho hora pra chegar, ninguém pra eu dar satisfação ou controlando a minha vida ou dizendo o que devo ou não fazer. LIBERDADE! É algo quando experimenta, não quer voltar de jeito nenhum a ser um prisioneiro. Continuei a observar o alvo sem denunciar a minha presença, movimentei o carro novamente após ter feito um lanche. Eu não queria que ele desconfiasse ou descobrisse que eu tava observando e investigando ele por uma cisma paranóica da minha cabeça conturbada, mas eu tinha que averiguar antes de continuar a missão. Ter certeza se procedia ou não, pra não cometer erros que pode comprometer tudo o que eu tava disposto a fazer. Não quero matar inocentes, não é isso que o Credo prega dentro da Irmandade.

LEMA: “GIVEN MISSION, ACCOMPLISHED MISSION!” Traduzindo: “Missão dada, Missão Cumprida!”