Codex de um soldado anonimo
5 Capítulo 5
Voltei para a pensão de ônibus (fazia anos que eu não andava de ônibus) no caminho de volta fiquei planejando o que eu faria com os desgraçados. Não suporto a idéia que eles ficaram rindo da minha cara, aproveitando tudo que poderia ter sido meu por direito, por todos os anos que fiquei preso. Não tenho pressa. Pretendo fazer tudo com calma e com absoluta crueldade. Cada alvo vai sofrer de modo diferente, se for igual não tem graça e vou ser considerado um SERIAL KILLER. Seria muito chato e entediante. Gosto de variar nos métodos (agora to pensando que nem um assassino) há! Há! Há! O que sou agora não foi por vontade própria, mas eles que me tornaram assim, um monstro. A VINGANÇA SERÁ ESCRITA COM SANGUE E DESTRUIÇÃO!
Quando chego à Pensão, a Dona Cida ficou preocupada que não havia chegado no horário de costume, no meio do caminho eu havia comido alguma coisa. Falei pra Dona Cida que eu havia conseguido alguns dias de folga e eu fui passear pra conhecer a Cidade na qual não vi as horas passarem. (foi o argumento que usei pra não desconfiarem do que eu realmente estava fazendo e qual era a minha verdadeira missão). Fui pro quarto pegar as minhas coisas para um banho relaxante. O Monge Tibetano estava me esperando pra conversarmos. Falei que seria durante o jantar que podíamos conversar. Depois da janta e da conversa, fui pro quarto dormir pra estar preparado para o que eu tava disposto a fazer.
Passou-se as 72hras conforme o combinado, eu já esperava por eles impacientemente e com o dinheiro, levaram os alvos diretamente a mim conforme o planejado e me ajudaram amarrar o T-Bone e o Razor na cadeira, após isso entreguei a grana e foram embora. Fiquei a sós com os dois Scrilans ainda amarrados na cadeira com muita fita adesiva (quanta utilidade tem essa fita adesiva... Até me deu algumas idéias). Eu tava tão PUTO que meti porrada nos dois que gemeram de dor.
— Porque está nos batendo? Quem é você?
— Não se lembram o que fizeram? Sou aquele que vocês foderam e mataram o meu companheiro.
— Você? Como saiu? * Comentou Razor perplexo*
— Sim, sou eu. Libertaram-me pra me vingar de todos que foderam com a minha vida, ME tiraram tudo o que eu mais amava, agora é a minha vez de tirar. Achei sinceramente que fossem meus amigos, mas não esperava por esse tipo de
traição a das mais sórdidas. A única coisa que eu mais quero além da minha própria vida é VINGANÇA. * falei com ódio mortal na voz que não era minha*
— Eu não sabia... *Choramingou T-Bone*
— MENTIRA! Vocês dois estavam lá quando alvejaram o meu companheiro, por pura inveja, eu reconheci o Caça que vocês estavam pilotando naquele dia, aposto que deram muitas risadas da minha cara, gozando de tudo que era meu. * Esbofeteei só pela audácia de mentir na minha cara e safar os próprios rabos*
— Não é verdade! * Argumentou Razor tentando safar o rabo e ganhar tempo*
— Parem de tentar me fazer de idiota. A propósito o idiota que vocês um dia conheceram está morto. Olho por olho, dente por dente. * Empunhei a minha arma e apontei pro T-Bone que choramingava*
— Por favor, NÃO! Vamos negociar? * Razor tentando ganhar tempo*
— Não vou negociar com Scrilan*. Eu já negociei com os seus arquiinimigos aqui nessa Cidadezinha pra essa cilada que vocês caíram com facilidade.
— O que você vai fazer? * Quis saber T-Bone que até o momento estava choramingando*
— O que você acha o que vou fazer com você? Parceiro por parceiro. Assim como vocês tiraram o meu, um de vocês vai morrer, só pra sentir o que eu senti. Além de deixar um de vocês vivo pra mofar na cadeia, consegui provas o suficiente pra isso. T-Bone vou estourar os teus miolos, mas antes vou chamar a polícia, aqui há muitas provas que precisam pra colocar você, Razor na prisão e ninguém vai safar o teu rabo e vai ficar com remorsos do que aconteceu pro resto de sua vida patética e repugnante. * Fazendo a ligação de um celular descartável*
— Eu te imploro pra que não faça isso... *Implorou inutilmente T-Bone*
* Estourei os Miolos do T-Bone e fugi do local antes que a policia chegasse, ainda com o celular descartável nas mãos*
Voltei para a Pensão como se nada tivesse acontecido, levei a arma comigo pra se livrar dela em outro lugar assim como o celular descartável. Eles são apenas os primeiros da ENORME lista. De certa forma senti prazer como nunca havia sentido antes. Saiu à notícia no jornal da noite sobre o que aconteceu. Alguns ficaram com peninha dos desgraçados, isso me irritou, mas disfarcei, pois não queria levantar suspeitas. Ninguém pode me acusar, sem ter as minhas digitais ou a arma do crime e o maldito celular descartável. Ninguém da pensão sabia que eu tinha uma pistola 380 cromada, que escondi por enquanto dentro da caixa de descarga do banheiro embrulhada em um plástico. Mesmo que o Razor dissesse alguma coisa sobre o que aconteceu, mas havia o meu "Atestado de Óbito” pra comprovar que eu to morto. Oficialmente sou um Fantasma, prefiro me manter assim.
Vou dar um tempo pras coisas esfriarem, dando uma falsa segurança aos inimigos e quando menos esperarem, darei o bote. Mexeram com o cara errado.
* É o mesmo que traidor, X-9, dedo-duro, fofoqueiro
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