Codex de um soldado anonimo
27 Capítulo 27 A INFILTRAÇÃO
Tomara que agora o NCIS enxergue a verdade por trás do que eu estou fazendo.
To em dúvida se eu uso o meu nome atual: FRANK ou outros nomes que estão nos meus passaportes pra infiltrar no território inimigo que me é muito familiar?
Acordo bem cedo, vou até o Quartel ou Base com toda a minha documentação de alistamento. Mudei quase nada, tem um pessoal novo se alistando. Fiz todo o processo de seleção, viram através da minha ficha e as minhas cicatrizes que eu sou um veterano de guerra e que queria voltar à ativa, fizeram uma ligação prum tal de “Gato Preto” (olha só o codinome do cara) que veio imediatamente me ver, olhei pro sujeito e pior que faz jus do codinome, só falta a cauda e os pêlos. Ele ficou me avaliando como se eu fosse um objeto, chamou o recrutor pelo canto, não sei se ouvi direito que eu poderia ser ajudante de mecânico, mesmo estando do outro lado da sala aos cochichos, o outro concordou com a cabeça, depois disso voltaram.
— Você trabalharia como ajudante de mecânico? * Perguntou Gato Preto*
— Claro. Não tem nenhum problema.
— Você pode começar imediatamente?
— Afirmativo!
— Ótimo! Vou te encaminhar pro Cobra. Ele é o encarregado da manutenção. Tudo bem pra você?
— Afirmativo Senhor!
Consegui a minha infiltração, agora é continuar com o plano. Fui conhecer o tal COBRA, tinha várias tatuagens de serpentes, dizem que ele foi picado por uma cascavel e sobreviveu sem seqüelas. MIRÁCULO! (acho que se escreve assim em italiano). O Cobra veio em nossa direção e mandou eu ir até o vestiário pra colocar o macacão e colocar a mão na graxa. Não tenho medo de sujar as mãos, então eu coloquei literalmente a mão na graxa. Eu tava trabalhando na minha, não interagi com os outros que estavam me observando de longe, mas eu tava atento a tudo ao meu redor. Quando apareceu um brutamontes que vinha em minha direção, fingi que não percebi a aproximação dele, dei uma voadora nele que nem soube de onde veio, esparramou-se no chão que nem um saco de batatas, os amigos dele nem se aproximaram de mim temerosos de apanhar também, mas me olharam de cara feia longe. Ganhei o respeito do Cobra e dos outros Soldados. O meu codinome ficou SUB-ZERO. Gostei do codinome (melhor do que eu tinha anteriormente que eu detesto). Agora percebo que eles eram uns IMBECIS, uns merdas que não mereciam minha consideração ou amizade. Bando de SCRILANS de merda!
Quando eu era um Assassino de Aluguel eu nunca ficava sem uma “lembrançinha”, não achava necessário ficar com isso, mas depois da prisão, tudo mudou. Preciso esquecer-me dos horrores que eu passei na prisão, mas não consigo, me assombra todas as noites na qual acordo sobressaltado da cama com a arma pronta pra atirar. Agora tenho que focar na vingança e não no passado.
Pra naquela manhã, o Cobra ficou bastante satisfeito com o meu trabalho, fomos almoçar junto com os outros soldados, comi com ferocidade de um animal faminto e selvagem. Todos me olhavam com os olhos arregalados.
— O que foi que estão me olhando? Eu estou faminto.
— Nada, SUB-ZERO! * Respondeu um Soldado chamado Tom*
— É bom mesmo! Eu sempre to com fome, preciso manter o meu corpo bem abastecido.
— Me fale sobre você, SUB-ZERO? * Quis saber Tom*
— Não tenho nada pra falar sobre mim. O mais importante que eu estou aqui.
Depois do almoço pensei que voltaríamos ao trabalho, mas não. O Cobra me falou que o serviço estava bem adiantado e eu tinha a tarde de folga. Pensei: ÓTIMO! Vou passar a tarde coletando informações e realizar o reconhecimento do perímetro, havia muitos lugares que eu precisaria verificar, depois desenhar todo o complexo antes de seguir adiante com o plano. Todos estavam me olhando de esguela, aposto que ficaram me imaginando usando a roupa do personagem na qual fui associado, sorri disfarçadamente, pra não exatamente gargalhar, porque me imaginei exatamente o que eles tavam pensando sobre mim. Sinceramente eu nem to nem ai o que pensam ou falem de mim, mesmo que eu quizesse colocar aqui os desenhos das instalações, eu não colocaria, pois sou péssimo desenhista e também não há necessidade de expor a Base que infelizmente é comandada por pessoas corruptas e aqui tem uma boa reputação, além do mais não quero foder com as pessoas que não tem nada haver com essa Guerra.
Um bocado dos meus alvos estão aqui, não dá pra matar eles aqui dentro da Base, assim vou chamar muito atenção e quero agir na obscuridade, me aproximando sorrateiramente e quando perceberem já será tarde. O meu alvo principal é o TUCANO. Temos um assunto inacabado. Preciso pensar nos próximos passos ou jogadas... (parece que estou jogando Xadrez)
Fale com o autor