Notas iniciais
...

– Watari, o que faz aqui? Fui informado de ultima hora da sua chegada. — Roger, responsável pelas Wammy's House na ausência de Watari, sentava atrás de uma mesa de madeira, em sua sala.
Quando Roger se levantou, Watari fez um sinal para ele se sentar

– Preciso que continue cuidando da Wammy's, eu só estou aqui para servir L em um de seus casos.

– Do que precisa que eu faça?

– Diga-me o número dos quartos de Mello e Near. Melhor, se possível, mande alguem os buscar. As crianças da Wammy's tem memória impressionante, e não é uma boa ideia chamar atenção com minha presença.
Roger se levantou de novo, para ir procurar os meninos. Watari sentou-se atrás da mesa e começou a olhar alguns arquivos, só para ter uma noção de como vai a evolução de suas crianças.

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– Matt, você pegou a porra do meu chocolate? — Mello se levantou da onde estava sentado, chegando perto de seu colega de quarto.

– Mello, ninguém nesse quarto come isso além de você. Posso te garantir que foi o único que devorou aquela caixa sozinho. — Matt não tirou os olhos de seu gameboy para responder o loiro, que resmungou alguma coisa e desesperadamente começou a procurar mais entre suas coisas.

Quando ouviram o barulho da porta abrir, os dois pararam imediatamente o que estavam fazendo. Ninguém tem a chave do quarto além de eles dois e os funcionários.

– Eu não fiz nada de errado dessa vez. — Mello protestou antes que Roger disesse algo.

Os dois meninos estavam quase tremendo de medo. Sempre que faziam algo errado, eram chamados até lá. Nunca tinham recebido uma visita do Roger.

– Não fizeram nada de errado desta vez. — Roger estava parado na porta, ainda segurando a maçaneta. — Mas preciso que venha comigo, Mello.

Assustado, ele seguiu Roger pelos corredores da Wammy's com quase todas as crianças olhando. Mais novas e mais velhas. Eram ouvidos risadas e sussurros. Matt, que não foi chamado por Roger, estava seguindo seu amigo, para tentar saber o que havia acontecido.

– Deve ter feito alguma merda de novo.

– Ele sempre é chamado, é incrível.

– Mello nunca vai ser o sucessor de L se continuar arrumando problemas, mesmo que...

Com este último, Mello virou para o lado e encarou a garota até estar fora do campo de visão dele. A menina e todos que estavam perto dela, calaram-se imediatamente. Matt também tentava fazer as crianças calarem a boca, mas só Mello conseguia ser intimidador o suficiente.

Quanto chegaram na sala de brinquedos, no primeiro andar, Roger chamou Near, que veio sem questionar, por mais confuso que estivesse por dentro.

– Matt, volte para seu quarto, isto não é algo da sua conta. — Roger abriu a porta de sua sala e despachou o ruivo, que resmungou algo e foi até o final daquele corredor, mas ficou observando. Roger olhou para trás e viu o corredor quase vazio, só com Matt encostado na parede com braços cruzados. Suspirou e entrou com Mello e Near na sala, fechando a porta atrás deles.

Watari agradeceu, segurou a mão dos dois e foi andando até o Jardim, sem ver ninguém, pois Matt havia se escondido, mas ainda estava seguindo e observando. O horário para chamá-los havia sido escolhido para que não houvesse ninguém do lado de fora da Wammy's. O velho abriu as portas do novo centro de investigação e desceu com os meninos.

– Você? É você mesmo? Puta que paril. Desculpe, eu não queria xingar na sua frente, mas... — Mello encarou o detetive na sua frente, sem conseguir dizer mais nada.
Mello era a única criança da Wammy's a realmente ter conhecido L, mas Near rapidamente deduziu quem era pela reação de Mello, que sempre idolatrou-o.

– Sim, eu sou L. — Ele fez um sinal para as crianças sentarem no sofá que havia sido colocado no canto da sala, do lado de uma mesa enorme de doces. — Vocês dois vão me ajudar nesse caso, se estiverem dispostos.

– Eu faço qualquer coisa que me pedir, L. — Mello imediatamente respondeu, e Near concordou com a cabeça, enrolando uma mecha de cabelo com os dedos.

– Suas vidas vão estar em risco. É o caso contra Kira. — Mais cedo, L havia tirado a corrente e trancado Raito em seu novo quarto, só por um tempo, para ele falar com seus pupilos e lhe darem o direito de escolher entre revelar ou não sua face para o assassino. O quarto era a prova de som, então a conversa não estava sendo escutada por ele. — Escutem, se participarem desse caso, mais do que nunca, seus nomes verdadeiros terão que ser guardados.

– Eu estou disposto. — Mello não resiste e pega uma barra de chocolate na mesa ao lado. Novamente, Near concorda com um movimento de cabeça.

L começa a explicar todo o caso Kira, os detalhes não revelados para o público, e tudo que eles precisam saber. Mas não conta que Raito é Kira, ele quer que seus pupilos descubram sozinhos. Por mais que L acredite na capacidade deles, precisa ter certeza de que eles conseguem deduzir isso sozinhos. Se não forem capazes, não irão trabalhar no caso.

Do lado de fora, escondido dentro de um arbusto, Matt começa a cogitar várias possibilidades. Ele não pôde entrar, e não conseguiu ouvir nada além de Mello xingando. Depois ele perguntaria ao loiro, e acredita que o amigo revelaria. Como não há ninguem do lado de fora, ele sai do arbusto com cuidado. Ele nota uma coisa rosa claro atrás de uma das árvores mais perto da parede.

Não parece ser uma planta. O ruivo chega perto, curioso, e acha uma garota atrás da árvore.

– Mas que por... Quem é você? — Ele olha pra garota, que é bem mais baixa que ele. Ela tem pele clara e cabelo rosa claro enorme, liso e com aparência macia. Matt percebe que ela ficou vermelha e parece estar quase chorando. — Não... caralho. Vão nos ouvir aqui, vamos entrar logo, mas não vou deixar você ir sem saber porque estava seguindo o Mello.

A garota se acalma, e Matt percebe isso, mas ignora e começa a andar pra dentro da Wammy's.

– Rosinha, você vai vir comigo. — Matt fez a garota segui-lo até a biblioteca, que é o quarto andar inteiro. Ela, sendo tímida demais para contestar, não sabe o que fazer além de seguir o ruivo. Após ele achar um lugar vazio na biblioteca, o que não foi tão dificil em uma que era tão enorme. Ele senta no chão, e ela senta um metro na frente dele, com um pouco de medo e receio.

– Primeiramente, quem é você e porque estava seguindo o Mello? — Matt tira os óculos com o propósito de olhar nos olhos delas para tentar intimidar e conseguir a verdade.

– Akiyo... Eu não estava seguindo Mello. — Ela brinca com o próprio cabelo, nervosa, com a cabeça pra baixo.

– ...Estava me seguindo? — Matt questiona, incrédulo.

– Não. — Ela responde.

Matt começa a rir, tampando a boca com as duas mãos para tentar não fazer barulho. — Estava seguindo aquela nuvem? — Matt percebe ela corar e se levanta. — Eu não tenho nada mais a resolver com você, pode seguir seu caminho.

Ela se levanta rapidamente e fica no caminho dele, olhando para o rosto do ruivo, e ele percebeu que ela tentava dizer algo mas estava com vergonha demais para isto.

– Não se preocupe. — Ele fica sério de novo. — Não vou contar para ninguém.
Ela observou-o até sair do campo de visão. Não é como se confiasse nele para manter seu segredo... Mas que outra opção ela tem?

Ainda sobrecarregada pelo que acabou de acontecer, ela vai para seu próprio quarto, e lá vê Linda, sua colega de quarto, sorrindo como sempre e lendo algum livro. "Deve ser algo de românce, ela tem começado a gostar mais disso ultimamente." Akiyo senta em sua cama e abraça um grande coelho de pelúcia que tem desde pequena, para tentar se acalmar.

Notas finais
Linda pertence aos autores originais de Death Note. Akiyo pertence à uma amiga minha e foi usada com permissão da mesma.