Code Geass: The New Chain

4 Parte IV - Relações:


Notas iniciais
Pois é, gente... voltei com a fic. xD
Deixem reviews.

Desde o início os seres humanos se relacionam entre si. Isso é algo natural, essencial e até benéfico. Entretanto, seres humanos são caóticos e inconstantes, logo tudo o que criam é caótico e inconstante — e isso inclui laços. Relações humanas muitas vezes são superficiais, pois podem ser desfeitas ou mudadas dependendo das circunstâncias. Mas essa não é a beleza de tais relações?


Yori, agora, se escondia com a sua amada Nunnally. Há cerca de um ano, Kallen Stadtfield estava curiosa sobre a personalidade de Yori e recomendou que o mesmo fosse a um psicólogo. Depois de duas consultas, foi constatado que o mesmo possuía um Transtorno de Personalidade Esquizoide... tal transtorno de personalidade (uma categoria de transtorno mental) é caracterizado por uma falta de interesse em relações sociais, dificuldade em sentir-se confortável interagindo com as pessoas e dificuldade em criar relações sociais (N/A: tenho esse transtorno, então precisei expor ele na fanfic de alguma forma. Especialmente porque baseei a personalidade do Yori na de Lelouch Lamperouge e uma ou outra coisa na minha mesmo ;D).


Yori estava vivo para dizer que isso era uma grande tolice. Ele tinha a Nunnally e não precisava de nada mais. Nem mesmo do seu único amigo, Dante, e da professora Kallen, que era como a sua própria irmã mais velha. Ele não precisava de ninguém além da Nunnally, de fato.


E, naquele exato momento, ele estava escondido na cozinha da Academia Ashford, com apenas uma faca de cozinha em mãos para defender sua rainha. Ele pensou em olhá-la. Sim, de certa forma, ele até tentou olhá-la, mas não poderia fazê-lo... Nunnally era pura e benevolente como a própria Morte, ele era impuro demais para contemplar semelhante luz. Nunnally era radiante demais para ser vista por alguém tão sujo quanto Yori... ou ele assim pensava.


– O que você está fazendo, Yori-kun!? — ela perguntou assustada, talvez até apavorada.


Ele nada pôde dizer, apenas sibilou algo inútil e desconexo como "protegê-la... eu tenho que protegê-la". Ele estava na beira da loucura, mergulhado em sua própria coragem e insanidade... apenas olhava de maneira vã para a porta da cozinha, na espera de seus possíveis oponentes.


Passos... ele pôde ouvir passos vindo de fora daquele local. O seu coração disparou, parecia que o tempo havia parado ao seu redor... e tudo que Yori conseguiu fazer foi se preparar para atacar a pessoa que chegava, indiscriminadamente. Ele mataria o seu inimigo sem ao menos vê-lo.


A porta da cozinha foi aberta e, naquele mesmo momento, o jovem japonês correu até o vulto que lentamente adentrava o local. Ele, simplesmente, atingiu tal pessoa no peito, apunhalando-a, e a jogou no chão. E continuou a apunhalar... várias vezes. Não havia mais nada ao seu redor, nem mesmo os gritos apavorados de Nunnally.


Uma poça de sangue saía do corpo da pessoa no chão. Yori se levantou e percebeu que conhecia tal pessoa. E então ele finalmente percebeu o que fez.


– C.C.!? — ele perguntou incrédulo. — C.C.!


Ele gritou. Era mesmo a sua conhecida, uma das poucas pessoas com a qual realmente conversava. Os mesmos cabelos esverdeados e com seus olhos castanhos-mel fechados. Uma grande quantidade de sangue saía de seu tórax, formando a poça de sangue.


E Yori gritava e gritava, de puro desespero.



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Enzo Pietro era conhecido por ser um dos mais impiedosos generais do exército italiano. A Itália nunca se destacou tanto na arte da Guerra, porém, Enzo não deixava de ser uma pessoa temida, de qualquer forma.


A missão de Enzo era simples: capturar a 100° imperatriz de Britannia, Nunnally vi Britannia. Apesar dele não enxergar a lógica de tal ato, ele não questionava ordens, apenas as seguia. Ele sabia que a Itália logo seria a maior potência do mundo, caso seguisse as ordens de seus superiores.


Enzo havia entrado sorrateiramente na Academia Ashford e procurava pela a rainha de Britannia. Ele então viu algo como sangue saindo da porta da cozinha do refeitório, ao adentrar o mesmo.



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– YORI-KUN, O QUE VOCÊ FEZ!? — a jovem imperatriz bradou, desesperada e em lágrimas.


–Nunnally-san, eu... — ele tentou dizer, mas foi interrompido.


– Ora, ora, parece que os macacos de Britannia estão mesmo aqui — disse um homem, entrando no local. Yori, segurando a sua faca ensanguentada, estava prestes a atacar novamente. — Nem pense nisso! — continua o homem, apontando uma arma para Yori.


– Ele é Enzo Pietro, um temido general italiano — diz Nunnally em voz baixa.


– Isso mesmo — afirma o homem, com um sorriso sádico nos lábios. — E o seu amigo — ele continua, levantando a arma -... MORRE AQUI!


Ele atira. Yori fecha os olhos, esperando a sua morte, mas nada chega. Nenhum ferimento, nenhuma dor... ele abre os olhos e percebe que alguém estava em sua frente, o protegendo. Ele logo percebeu quem era.


– C.C... mas o que diabos você... — antes que ele terminasse de falar, ela o tocou na testa e tudo ao redor dele mudou.


Yori estava vendo paisagens e um brilho azul... ele viu algo que parecia ser um mundo cheio de pessoas com uma estranha marca em suas testas. Em alguns momentos, a paisagem ficava branca e ele pôde se perceber nela. Ele conseguia, entretanto, ouvir a voz de C.C.


– Você não quer ter este fim... certo? Você pode conseguir poder... poder o suficiente para viver. Se aceitar o contrato, você andará como as outras pessoas, mas não será como elas. O seu destino será mudado, você querendo ou não, mas esse é o preço do poder. Esse poder se chama Geass, o dom dos reis.


Yori percebeu que tinha um motivo para viver. Não por si mesmo, não pelo o Japão ou por Britannia. Ele precisava apenas viver para impedir que Nunnally fosse raptada, esse era o seu dever!


– Contrato por poder? Certo, eu aceito esse destino! — ele respondeu à voz.


Ele se viu novamente na cozinha da Academia Ashford. Alguém havia entrado lá, gritando o nome de Yori, pareceu que Enzo apontou a sua arma para a voz, mas sem tirar os olhos de Yori. O jovem japonês em questão, não estava preocupado em saber quem era, ele apenas possuía um sorriso de vitória em seus lábios.


– Sabe, Enzo, eu sempre me perguntei: "se segundo Platão vivemos em um mundo das Opiniões e se o que achamos que é a Realidade são apenas nossos pontos de vista individuais, então será que nos iludimos sempre? Será que nada é real, que tudo é uma ilusão?" — ele deu uma pausa. — Agora eu tenho a resposta...


– Mas o que é isso, você é algum tipo de filósofo? — Enzo disse, em zombaria.


– Nada disso, mas...


Ele ativou o seu geass. Naquele mesmo momento, Enzo viu mãos descerem do teto e o agarrarem. Agarravam o seu pescoço e os seus braços, ele não conseguia sequer respirar.


Nunnally, àquela altura, já estava suando frio, tamanho o seu pavor. Ver um querido amigo apunhalando uma mulher e ela se levantar dos mortos, o protegendo... ver um general italiano se movimentando desesperadamente, como se estivesse envolto por cordas invisíveis ou mãos. Tais cenas lhe eram abomináveis.


Aquele era o geass. O geass das ilusões.


Yori correu até o seu inimigo e, com um único movimento, o apunhalou no coração. Enzo conheceu então o seu último suspiro de vida.


Naquele momento, graças ao geass e ao seu segundo ato de assassinato, Yori entendeu a fragilidade de tudo ao seu redor... da Realidade, da vida humana e de tudo relacionado.


Higurashi Yori era agora um deus, aquele com o poder dos reis. O possuidor do geass.

Notas finais
Deixem reviews. xD
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.