Code Geass: The New Chain
3 Parte III - Reencontrando o brilho:
Notas iniciais
Era isso... toda a radiante luz de sua amada. Nunnally... ela foi a graciosa dama que cuidou dele quando ele mais precisou. Yori, às vezes, relutava em acreditar na generosidade humana. Não eram, de fato, a mais cruel espécie do reino animal? Humanos são os responsáveis por carnificinas, genocídios, estupros generalizados... oh, sim! A raça humana era a mais cruel raça que caminhava sobre duas patas.
Mas ela era radiante. Com seus lisos e sedosos cabelos louros, seu olhar afetuoso e gentil. E um sorriso tão bondoso quanto. Era um sorriso de nostalgia, talvez de saudades. Ela estava com saudades dele? Ainda se lembrava da sua existência? Higurashi Yori significava algo para a radiante imperatriz?
Escuridão e luz... eles eram tão opostos. Yori jamais poderia ser considerado uma pessoa luminosa — ele era maldoso demais, frio demais... era como o um mal cinzento, numa comparação limitada à concepção de cor. -, já ela era... ela era como a Morte. Yori considerava errado e até injusto julgar a Morte como cruel. Não era ela a verdadeira redentora e libertadora dos nossos pecados? Não era ela uma venerável mãe que levava a todos para o seu ventre, indiscriminadamente. Os bons, os maus... todos tinham direito a pagar pelos os seus pecados, de serem acolhidos por essa onisciência graciosa.
Era isso que Nunnally era, para Yori. A bela e radiante Morte. Não era uma força obscura, pelo o contrário, era o que dava sentido para a vida de qualquer criatura. A bondosa Morte, a justa Morte. A acolhedora morte. Ela parecia brilhar, quem sabe tivesse os mesmos cabelos dourados de Nunnally?
– Yori-kun? — ele ouviu uma voz. Aquilo o obrigou a sair de seus devaneios habituais. Ele notou que haviam várias pessoas ao seu redor o encaravam... perplexos, talvez?
Era a voz dela, que como de costume era extremamente gentil. E Yori nada mais podia fazer além de a olhar. Aquilo seria embaraçoso, se Yori realmente se importasse com essas coisas.
– Higurashi Yori-kun, não é? — ela perguntou, mais formalmente. Estava ao redor de uma multidão curiosa, em frente aos olhos de Yori. Estava completamente bela, exatamente como ele refletira em sua comparação da imperatriz com o amor da Morte. Uma pele clara e limpa, belos cabelos louros e sedosos, um vestido rosa com detalhes brancos... e aqueles olhos... olhos que transmitiam todo o calor e felicidade daquela que era uma luz para o mundo.
– Sim, Vossa Majestade — ele respondeu. — Me desculpe por encará-la dessa forma, mas é que realmente faz muito tempo.
Ela ainda era limitada a uma cadeira de rodas. Tal instrumento era de cor rosa, aparentemente sendo empurrado por Zero, seu fiel cavaleiro.
"Zero nada. Kururugi Suzaku sempre foi o cavaleiro da traição e isso jamais mudará. Ele não é digno do título de Zero", pensava Yori. Ah, sim... nesse mundo, haviam cerca de quatro pessoas que conheciam a verdadeira identidade de Zero. E Yori era uma delas.
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Ele tinha que se apressar. Realmente, aquele não era o melhor momento para um ataque ofensivo. E ele não queria fazê-lo, de qualquer forma, embora aquela fosse a sua função. Era sua única função. Kallen Stadtfield, Higurashi Yori... todos eles eram consequências do fato dele interagir com Britannia. Não tinham qualquer valor específico, certo?
– Já posso atacar, senhor? — diz uma voz, no comunicador que o jovem que refletia sobre valores mantinha no ouvido. A frase, às vezes atribuída ao pensador Nicolau Maquiavel, deveria fazer sentido em tal situação. "Os fins justificam os meios". Mas qual seriam os seus fins?
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Era isso. Aquela era uma das raras vezes que ele a veria. Sua rainha, aquela que dava razão a sua existência. Mas todo e qualquer devaneio do jovem japonês desapareceram. Foram forçados a desaparecer. Um barulho alto, quase ensurdecedor atingiu seus tímpanos. A única coisa que poderia ser mais barulhenta eram os gritos. Gritos, centenas... e milhares.
Todos corriam. O que estava acontecendo?
– Muito bem, macacos de Britannia! Saiam da frente! — diz uma potente voz. Yori se viu forçado a olhar para cima, vendo um knightmare frame negro e gigantesco. — Queremos a rainha!
"Tsc, do que você está falando, seu maldito?", pensou o jovem Yori. "Onde está o Dante? Ele precisa sair daqui!".
– Vocês! Protejam a rainha! — grita alguém. Yori logo percebeu que se tratava de Jeremiah Gottwald, que estava ao lado de Nunnally. Vários knightmares vieram do céu, com seus pilotos dando ordens para os estudantes saírem do local.
– Yori-kun, saia daqui! — Nunnally diz, encostando a mão em um dos ombros dele.
– Venha comigo, Yori! — Kallen se pronuncia pela a primeira vez. — É perigoso ficar por aqui.
Mas Yori nada respondeu, de fato. Simplesmente segurou firmemente, com ambas as mãos, a cadeira de locomoção de Nunnally, empurrando até mesmo Zero. E correu. Correu como nunca havia corrido antes, correu com todas as suas forças. Não... na verdade, houve outra vez em que ele correu assim. Há dois anos.
YORI, VOLTE! — ele ouviu uma voz gritando. Ele não teve tempo para distinguir quem era, mas se pudesse dar um palpite, diria que era a Kallen-sensei. Mas aquilo era completamente irrelevante naquele momento.
Apesar de ouvir mais tiros, ainda continuou correndo com sua imperatriz. Ele pôde ouvir apenas o barulho das balas se chocando contra um resistente metal. Ao olhar rapidamente para trás, viu que era um knightmare, que havia bloqueado o ataque, servindo de escudo.
– Garoto, me entregue a Vossa Majestade! — ordena uma voz de dentro da máquina. Yori ignorou tal comando, continuou correndo, até se esconder em uma parte de dentro da Academia Ashford.
"Nunnally-san, com certeza irei protegê-la!", esse foi seu pensamento.
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Enquanto isso, uma bela mulher procurava por um jovem italiano. Ela andava pelo o corredor da Academia Ashford, se perguntando como ele era. E, também, se o jovem com o qual queria firmar um acordo estaria bem.
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