Coda

6 Conflito


Notas iniciais
Feliz natal galera! Esse capítulo mostra um conflito do Jimmy com uma pessoa que até eu fiquei surpreso de estar escrevendo sobre ela nisso! Boa leitura!

Jimmy estava firme, ele lutava para não parecer fraco diante de todo o grupo que começou a prestar atenção depois do grito de Nora. Ele tentava não chorar enquanto olhava nos olhos da mulher desesperada.

— Ela morreu Nora, Mallory está morta. Eu não pude fazer nada.

— Como assim?! Como ela simplesmente morreu?! — Nora está com os olhos arregalados e cobrindo sua boca com as mãos.

— Eu achei que você soubesse, achei que ela tinha te contado. Mallory foi infectada durante o ataque no prédio.

— Eu não sabia... Eu estou totalmente surpresa... Eu — ela olha para o chão, tentando falar alguma coisa — Ela disse alguma coisa antes de morrer?

— Ela me pediu para acabar com o sofrimento dela — Jimmy deixa a mulher e caminha para algum lugar vazio do estacionamento.

Nora olha para as outras pessoas, elas parecem não ligar muito para “mais uma morte” nessa altura do apocalipse, até porque a maioria não conversava com Mallory, mas ela via esperança nela, muitas vezes a garota loira cuidava de seu filho, quando via os dois juntos, Nora lembrava que ainda existiam pessoas boas na Terra. Agora que ela morreu, um peso caiu sobre sua cabeça, uma chuva de pensamentos pessimistas sobre a segurança de todos do grupo.

— Está tudo ok? — Adam coloca a mão no ombro de Nora enquanto se aproxima por trás dela.

— É impossível estar — uma lágrima escorre dos olhos dela.

— Vai ficar tudo bem... — Adam a abraça. Ele pensa nos dias em que via Mallory e seu namorado juntos, e de como eles sorriam, era triste saber que os dois jovens agora estão mortos.

As pessoas se espalham pelo estacionamento, um silêncio triste e irritante paira sobre o lugar. Jimmy está sentado ao lado no chão, apoiado na porta de um carro esportivo. Ele estava sozinho até ver Carol chegando perto dele.

— Você acabou com o sofrimento dela? — a adolescente permanece de pé na frente de Jimmy. Ela está com os olhos inchados.

— Ela não aguentava mais — ele fica olhando para o chão.

— Olha, ela era uma pessoa muito especial para mim, ela salvou minha vida várias vezes, se ela estivesse infectada, ela teria me falado, então eu não sei o que aconteceu lá, mas eu não acredito na sua história, eu estava com ela durante o ataque no prédio, e nenhum zumbi mordeu ela.

— Você é louca?! Por que está falando isso? — O rapaz se levanta rapidamente.

— Não, eu não sou louca! Muito menos burra! Ela me disse que você tinha uma namorada e um irmão, você voltou para buscar eles não foi? E voltou sozinho, vai me dizer que tudo isso não passa de coincidência?

— Você não os conheceu, não ouse falar neles! — Jimmy estava de pé encarando a garota com um olhar sanguinário.

— Ou o quê? Você vai me matar e dizer que eu estava infectada! Vá em frente! Faça isso!

Jimmy serra os punhos, ele está com a respiração ofegante e com tanta raiva que poderia decepar a cabeça da garota com as mãos.

— Então, vamos lá! Conte-me a verdade! — Carol coloca as mãos em sua cintura.

— Eu já disse a verdade, na frente de todo mundo, eu não sei qual é o seu problema, mas é bom você me deixar em paz!

— Ótimo, eu vou te deixar em paz, vamos ver o que o pessoal do grupo pensa disso.

Carol dá as costas para Jimmy e caminha em direção ao resto do grupo. A raiva que ele tinha da garota estava pulsando, ele estava começando a sentir que aquele grupo não era lugar para ele.

— Droga, droga, droga! — Ele estava sentindo a falta do irmão, da namorada, dos pais, do mundo.

Jimmy observa o comportamento das pessoas naquele estacionamento, cada minuto de observação fortalece seu pensamento de que ele não deveria estar ali. Talvez Carol tivesse alguma razão, talvez todos que se aproximam dele acabam morrendo.

— E se ela estiver certa? — um pensamento alto sai por sua boca.

— Ela não está — um garoto alto e magro, com uma camisa do Georgia Tech sai detrás do carro na frente de Jimmy.

— Quem é você?! — O homem mais velho se afasta com o susto.

— Meu nome é Tyler.

— Há quanto tempo está aí? — Jimmy se aproxima do carro e se certifica de que Tyler está sozinho.

— O bastante para ouvir o que aquela menina te disse.

— Então você sabe de tudo o que ela falou?

— É eu ouvi tudo, mas não concordo com nada!

— Como assim, você conhecia a Mallory?

— Eu nunca falei com ela, mas eu era amigo do namorado dela, e eu conheço a Carol.

— O que você pensa sobre a Carol?

— Sinceramente eu não sei como a Mallory era amiga dela, ela é bipolar.

— Tudo bem, agora eu preciso que saia daqui.

— Beleza, mas, no que você está pensando em fazer?

— O que quer dizer?

— Eu não sei, quero dizer... O que você vai fazer a respeito da Carol?

— Tyler eu vou embora, não posso ficar aqui.

— Eu entendo... Ok, a gente se vê por aí.

Jimmy olha por cima do ombro e vê Tyler se distanciando, então ele começa a pensar em um plano pra sair de lá. A primeira coisa que veio na sua cabeça foi falar com Nora sobre isso, avisa-la que ele prefere sobreviver sozinho, mas ele continua se perguntando se isso é o melhor a ser feito.

Mais tarde, Jimmy estava pensando em Mallory de novo, enquanto arrumava suas coisas. Ele estava pensando no dia em que se conheceram e sem perceber, estava sorrindo.

— Droga — ele sorri olhando para o nada — Ela era uma boa pessoa.

Jimmy pensa mais um pouco na garota, depois pensa em várias coisas como sobreviver sozinho e dorme, apesar de ainda estar muito cedo.

— Bom dia, dormiu bem? — Carol estava de braços cruzados e ao lado de Nora.

— Merda! O que você está fazendo aqui garota? — ele levanta se recuperando do susto.

— Eu espero que sim. Olha só, um passarinho me contou que você vai embora.

— Porra! Aquele desgraçado...

— Pois é, Jimmy você não pode ir embora enquanto não nos falar a verdade sobre a Mallory.

— Eu já disse a verdade!

Nora olha o homem, com as feições tristes

— Jimmy, o que ela está dizendo é verdade, você mentiu pra gente?

— Quer saber, eu não sei como acreditou nessa louca, mas eu não vou ficar aqui sendo chamado de mentiroso — ele pega uma bolsa e enfia uma arma nas calças.

— O que?! Não mesmo! — Carol grita — Você não pode matar minha melhor amiga e depois ir embora!

— Se você escolheu ignorar a verdade, eu vou ignorar você, saia do meu caminho — Jimmy empurra a garota e caminha para as escadas do estacionamento.

— Não... Não! — Carol pega uma faca do suporte na cintura e anda diretamente a Jimmy.

Notas finais
Eu fiquei um bom tempo sem postar capítulos novos, mas aí está!