Cocina della amore
1 Capítulo único
Notas iniciais
ENFIM! Ontem foi dia dela!! Da best escritora de Agencyshipping, Marta Tata!!
Marta-chan, desculpa postar atrasado, mas foi niver da minha priminha fofinha kawaii e eu tive que sair, e depois veio o namorado e por aí vai, mas essa fic já tá sendo feita faz um tempinho kkkkk
Feliz aniversário!!
Espero que goste ;*

Era por volta das oito e cinquenta da manhã na cidade de Verona, na Itália. Em uma das estreitas ruas da pequena cidade, encontrava-se uma menina de aproximadamente dezessete anos, com cabelos castanhos escuros, longos, lisos e de pontas onduladas, pele bem branca e olhos azuis claros como o céu. A jovem trajava uma camiseta azul clara e justa, realçando suas curvas, uma saia rodada que vinha até a metade das coxas e de mesma cor da camiseta, formando um conjunto, e calçava uma botinha marrom de couro sintético.
— Vamos vamos... — Ela mumurava para si mesma, procurando algo na bolsa. — Não posso ter esquecido de novo!
— É, mas esqueceu. — Alguém exclamou severamente atrás dela. — Como vou poder confiar a cantina de mamma e de papà se você esquece até a chave, hein White?
Ela engoliu em seco, dando passagem para seu irmão mais velho de vinte e um anos. O rapaz era bem mais alto que a mesma, e eram bem diferentes, já que os cabelos dele eram longos, verdes e bem desengonçados, comumente estavam presos em um rabo de cavalo baixo, os olhos eram verdes bem claros e a pele era como a da irmã. Os nomes da dupla? White Hilda Gropius e Natural Harmonia Gropius, conhecido como N.
Os irmãos trabalhavam com os pais , Lenora Gropius e Ghetsis Gropius, e a irmã mais velha de vinte e cinco anos, Anthea Concordia Gropius, numa cantina bem popular na cidade, porém, os pais estavam viajando pela Europa e só voltariam daqui três semanas, deixando tudo por conta dos filhos. O problema era o menino do meio, que sempre fora ciumento e implicava demais com a irmã menor.
— Anthea vai se atrasar e por enquanto não chegou nenhum cliente, mas vamos rápido!
— Ok... — Murmurou a de olhos azuis, amarrando um coque, lavando as mãos e vestindo o uniforme de trabalho, logo, lembrou-se de um detalhe. — Ah! N! Um rapaz virá para uma entrevista de emprego, seu nome é Black.
O de cabelos verdes revirou os olhos, fez um sinal de joia para a irmã e começou a preparar as fogazzas. Com o tempo, outros empregados estavam chegando: Bianca, Cheren, Iris e Cilan, o quarteto amigo da jovem de olhos azuis.
Todos riam e cantavam algumas músicas, atendiam clientes, cozinhavam e dançavam um pouco, entretanto, sempre tem aquele certinho irritante que estraga o clima. Nesse caso, o certinho irritante que estraga o clima era N, só de ouvir o assobio já se irritava.
— Ah meu Deus! Demorei mas cheguei! — Um ser de cabelos rosados, longos e lisos, olhos com a mesma cor dos cabelos e pele bem branca, surgiu. — Ciao pessoal!
— Ciao mi sorella! — Exclamou White.
— Ciao Anthea. — Falou Natural.
A rosada sorria de orelha a orelha, assim como a irmã menor, fez um coque, colocou o uniforme de trabalho, e foi cozinhar algumas pizzas. O dia a dia deles era assim nas férias, todavia, em épocas escolares, os mais novos frequentavam o terceiro ano do ensino médio, enquanto o do meio fazia faculdade de administração e a mais velha cuidava do estabelecimento e ia dar aulas para o ensino fundamental II da manhã na Escola Municipal Fausto Garibaldi.
Já era por volta das duas e quarenta e cinco, quando alguém bateu na porta de entrada dos funcionários. A Gropius mais nova atendeu a porta, deparando-se com um rapaz de sua idade um pouco mais alto, a pele dele era um pouco bronzeada, seus cabelos desgrenhados eram castanhos escuros igual seus olhos. Aquele era Black Hilbert, um amigo de sala da menina, e o mesmo que viera pra entrevista de emprego.
— Ciao bella! — Ele exclamou, galanteando-a.
— Shh! Se meu irmão ouvir isso você fica sem seu emprego e sem sua vida! — Hilda sussurrou.
O rapaz engoliu em seco e ficou sem graça, adentrou a área de trabalho dela e ficou encantado com o lugar, mas seu sorriso sumiu assim que viu Harmonia fitá-lo. O de olhos verdes pegou uma faca pequena e deu um sorriso maldoso, apontando a mesma para a garganta do moreno.
— Então... O bambino aqui quer o emprego não é...? Você ao menos sabe cozinhar?
— S-sim senhor! E-e-eu costumo fazer os pratos de festas em minha casa!
— Ok, faremos o teste hoje, e tomara que você seja desaprovado huhuhu.
A loira, no caso Bianca, e a de olhos azuis reviraram os olhos, entregaram o uniforme e o rapaz foi se vestir no banheiro. A de cabelos roxos, Iris, estava boquiaberta com a atitude de Hilbert, e estava devendo três euros para ele agora, já que apostaram que ele nunca conseguiria chegar na cantina de sua namorada.
Exatamente, Black e White namoravam havia quase cinco meses, porém, era algo escondido pelo medo que sentiam dos pais e da família. Nunca passaram de beijos e abraços, isso porque tinham muito respeito um pelo outro. A dupla conheceu-se no ano passado, desde lá, papeavam muito e ficaram amigos íntimos.
— Bem meu jovem, poderia fazer uma palha italiana? Você sabe fazer? — Questionou Anthea.
— Sei sim.
— Certo, então vá cozinhando! — Exclamou a mulher.
Enquanto preparava o doce, o de olhos castanhos não parava de notar em sua amada, a mesma, quando passava por ele, andava mais devagar e dava risadinhas discretas, coisa que o deixava extremamente vidrado, incluindo sua beleza natural. Os atos do casal, apesar de serem sigilosas, não deixavam de ser estranhas para o irmão mais velho dela, que ficava de olho nele.
White pegou a palha italiana, levou para fora da cozinha e deixou à mostra, logo, muitos pediram o doce de bolacha Maizena com leite condensado e chocolate. Obviamente que tal iguaria fora aprovado por todos os clientes da cantina, coisa que deixou a de olhos azuis aliviada e feliz.
— Bem pessoal, vamos parar pro almoço? — Comentou a de olhos rosa.
— Sim! — Todos exclamaram.
Enquanto caminhavam pelas ruas de paralelepípedo em direção à casa do de cabelos pretos, no caso Cheren, N puxou Black pela gola, encostando-o perto de si. Seu olhar era ameaçador, o que fez o mais novo tremer um pouco e suar frio.
— Espero que você seja cauteloso, acha que não vejo seu olhar sobre minha sorellina?
— Des-des-desculpa, m-mas não sei do que você está falando.
Dito tal frase, o mais novo correu ao encontro de seus amigos. As quatro garotas do grupo iam na frente, no meio, ficaram os rapazes colegiais e atrás estava um ser isolado com cabelo de trepadeira, vulgo Natural.
Não tardaram muito para chegarem na casa de Cheren, o rapaz de cabelos pretos deu passagem para todos e logo em seguida a mãe do mesmo chegou, dando um caloroso abraço em cada um dos garotos. As meninas riram, ajudando a mulher a preparar a mesa, enquanto os rapazes foram conversar com o pai do de cabelos pretos, que estava em sua siesta.
— Ciao padre! Fazendo sua siesta? — O anfitrião exclamou.
— Ciao Cheren! Com certeza hehehe!
O pai, Luigi Bartolini, trabalhava em uma fábrica de cosméticos, porém, entre o meio-dia e às quatro e meia todos faziam a famosa siesta, o descanso após o trabalho. Todos voltariam às quatro e meia e sairíam sete horas das fábricas. Com a cantina dos Gropius era um pouco diferente: paravam para o almoço às três e meia e voltavam sete e meia, tendo quatro horas de siesta e mais duas horas de trabalho. A mãe, Giovana Bartolini, havia preparado um delicioso macarrão alho e óleo com sardinha, praticamente todos estavam babando em cima da mesa e do prato com a comida.
Sentaram-se na seguinte ordem: Do lado direito estava Iris, Cilan, Cheren e Bianca, do lado esquerdo, Anthea, N, Black e White, numa ponta estava Giovana e na outra estava Luigi.
Conversavam sobre diversos assuntos, escola, família, amigos, porém, chegaram em um determinado assunto constrangedor: Romance. Isso incomodava um pouco o casal de amantes, afinal, não poderiam protestar seu amor em praça pública.
— Então, como vai seu casamento Anthea? — questionou a mulher mais velha.
— Tudo as mil e uma maravilhas! Pietro é um ótimo marido e sempre cuida bem da família hihihi…
— E você pequena White?
A de orbes azuis engasgou-se ao ouvir tal pergunta, fitou Giovana extremamente ruborizada e tentou consertar sua situação, já que o irmão a encarava com estranheza e muito, mas muito ciúme mesmo. Por um momento, a garota de cabelos castanhos respirou profundamente.
— B-bem…
— White ainda é jovem para isso! — Proclamou N. — Sra. Bartolini, olhe minha pequena irmã, não passa de una picola bambina!
— Não exatamente Natural, White já é uma menina crescida. Olhe bem para a mesma, o corpo e os sentimentos mudaram!
Hilda corou, se ofereceu para levar os pratos e pegou todos, colocando-os na pia. Não era apenas ela constrangida, Black se encontrava na mesma situação da amada. Cilan logo disse para irem ao quintal aproveitar o Sol radiante do dia, e assim o fizeram. O rapaz de cabelos verdes curtos, Cilan, fez sinal para o moreno ir de encontro à de olhos azuis.
Com todos do lado de fora da casa, o jovem recém-contratado da cantina abraçou sua namorada por trás, juntando suas mãos com as dela. A água gélida da torneira os refrescava e davam risadas quando se molhavam. Enquanto que do lado de fora, todos conversavam, porém, o Gropius falava com sua irmã mais velha sobre o novato.
— Aquele bambino é muito estranho... Parece até que conhece nossa picollina…
— Claro que a conhece N, eles estudam na mesma sala! Iris me contou que ele está procurando um emprego há quase dois meses.
O rapaz revirou seua olhos verdes, notando que a irmã menor e o moreno ainda não haviam aparecido. Ia levantar para procurá-los, todavia, a dupla chegou no quintal e sentaram-se na rodinha com o quarteto de amigos. A de cabelos roxos estava com a cabeça encostada no peitoral do amado de cabelos verdes com topete, enquanto o de cabelos pretos e a de óculos estavam sentados um do lado do outro.
— Quando vão contar? — Sussurrou Bianca.
— Vamos esperar algum tempo. — Comentou Black. — Olha como o N me encara, ele me odeia!
— E vai te odiar pra sempre. — Cheren disse.
Todos encararam o Bartolini menor, com cara de: Você não tá ajudando. Hilbert tremeu um pouco, porém, tentou pagar uma de machão perto dos outros, mas no fundo estava se borrando de medo do maior, seu receio era de ser esfaqueado ou algo do gênero.
Passaram o resto da tarde naquela agradável roda de conversas, falando de seus sonhos para o futuro. A loira casaria com o amado de cabelos pretos e abriria uma floricultura, já Cheren, além de casar-se com Bianca, seria um jovem cientista muito bem sucedido, Cilan teria uma padaria e seria um ótimo cozinheiro, enquanto estaria casado com sua amada roxinha, por fim, Iris estaria junta de seu amado cozinheiro e tornaria-se uma médica exemplar. Black e White? Casariam e seriam donos de um ótimo restaurante.
O sino da igreja soou, significando que era para retornarem ao estabelecimento. Despediram-se de Giovana e voltaram na mesma ordem anterior, extremamente animados e contentes, as meninas cantarolavam e dançavam. A jovem de olhos azuis ria e rodopiava, coisa que encantava cada vez mais seu amado príncipe encantado. Ao chegarem, abriram a cantina e logo foram preparar os quitutes do local. Black dava o máximo de si no macarrão e na lasanha, contudo, vez ou outra recebia conselhos de Anthea e White.
— Quando vou receber a resposta? — Questionou para sua amada.
— Após o horário de serviço, mas fique tranquilo.
Ele assentiu, voltando a preparar uma deliciosa fogazza de queijo. Enquanto cozinhava, N passou pelo mesmo, dando-lhe um pontapé na dobra do joelho, fazendo o menor cair. Para a sorte do de olhos castanhos, a rosada presenciou a cena e correu para ajudá-lo.
— N, O QUE DEU EM VOCÊ?! ELE PODERIA SE MACHUCAR!
— Pena que não se machucou.
Concordia fez uma expressão de fúria, puxou o irmão pelo colarinho e deu-lhe uma bronca, dizendo o quanto era exagerado e que o rapaz novo estava indo muito bem nos preparativos. Iris estava certa, Black cozinhava muito bem.
O sino das nove e meia bateu, a maioria saiu, enquanto os três irmãos e o novato permaneceram, sentaram-se em uma mesa e começaram a discutir sobre o emprego do rapaz na equipe. Demorou um pouco a conversa entre os irmãos, até finalmente sair a resposta.
— Black Hilbert, seja bem-vindo à Cantina Gropius! — Exclamaram as irmãs.
Ele sorriu largamente, correu de encontro à namorada, pegou-a pela cintura e rodopiou-a no ar, fazendo ambos darem uma gargalhada, porém, fitaram os irmãos da menina, notando as expressões confusas em seus olhares.
— Er... O que acabou de acontecer aqui? — Questionou o esverdeado.
— Me empolguei, perdão. — Desculpou-se o moreno. — Bem, vou-me indo, até!
Ele saiu pela porta, enquanto os irmãos da menor a encaravam com seriedade. Por que eles fizeram aquilo? Desde quando Black e White tinham tanta intimidade? Ao começarem a caminhar em direção ao lar deles o único rapaz do trio começou a questionar tudo o que podia para a irmã menor. Realmente, tal atitude do garoto novo fora estranha.
— N, calma, ele é só meu amigo! — Mentia a de cabelos castanhos.
— Íntimos demais em minha opinião. — Respondeu o maior, abrindo a porta de casa.
— Com licença, eu vou para meu quarto.
Assim que a de olhos azuis subiu as escadas do sobrado, o esverdeado e a rosada jogaram-se no sofá. Anthea fitava o relógio a todo momento, esperando o marido chegar logo. Pietro só retornaria às dez horas provavelmente, como sempre fazia. Ela bateu suas mãos em suas coxas, levantou-se e foi fazer um sanduíche de queijo e presunto para si.
Enquanto isso, White estava deitada em seu quarto. Não era tão grande, tinha paredes rosas, na entrada, ao lado da porta, localizava-se uma cômoda antiga de madeira, na parede direita estava a cama, com a cabeceira encostada na parede em frente à porta e ao lado da janela, tambem tinha um guarda-roupa de idade e madeira idêntica à cômoda, um tapete roxo no chão e algumas revistas espalhadas pelo quarto, para completar, dois pufes roxos no tapete.
A menina dava um sorriso alegre, lembrando da conquista do amado. Enquanto perdia-se em seus desvaneios, algumas pedrinhas pequenas foram tacadas em sua janela. Hilda levou um pequeno susto, porém, ao abrir o objeto, sua expressão tornou-se de surpresa. Lá embaixo, no quintal, encontrava-se um Black Hilbert com um buquê em mãos e um sorriso enorme.
— Ciao mia bella!
— Ciao! — Disse ela, fazendo sinal para o mesmo subir.
O garoto olhou para uma escada próxima a si, pegou-a, pousou sobre a parede de tijolos recém-pintada e começou a subir. Chegou no cômodo rosa e deu um beijo na amada, um selinho simples, mas com muito carinho e felicidade. Ele a encarou, notando que a mesma ainda não vestira seu pijama.
Enquanto isso, no andar debaixo, os outros dois Gropius faziam coisas quaisquer, como assistir TV ou lavar a louça, entretanto, mudaram um pouco quando um rapaz loiro de olhos castanhos claros adentrou a sala apreensivo. Aquele era Pietro, esposo de Anthea. O homem tremia e ia subir as escadas de dentro do sobrado logo, todavia, seu cunhado o parou.
— Calma, o que foi?
— Querido, está tudo bem? — Questionou a de olhos rosa, preocupada.
— U-Um bambino... Quando estava chegando avistei ele subindo no quarto de White!
Tal frase foi o suficiente para fazer Harmonia subir furioso e rapidamente. No quarto, a jovem de olhos azuis notou o barulho dos passos, dizendo para Black esconder-se debaixo da cama e ficar em silêncio. Hilda rapidamente se trocou, trajando um pijama fino e azul claro, era um shorts pequeno e uma regata de alças finas. Os olhos do moreno saltaram assim que viu a camiseta, a saia e o sutiã branco com detalhes pretos dela jogados no chão.
— WHITE! ABRA A PORTA! — Berrou Concordia.
A menor abriu, fazendo uma cara confusa.
— O que foi?
— Cadê ele?! — Questionou Natural.
— Ele quem? — No fundo, ela tremia-se de medo.
— O bambino que invadiu seu quarto! — Foi a vez de Pietro protestar.
A menina engoliu em seco, deu passagem para os irmãos e o cunhado, o trio entrou e começou a vasculhar. O de olhos verdes, que não era bobo nem nada, foi direto para a cama, ao ver os olhos castanhos do novo funcionário, puxou-o pelo colarinho da camisa, furioso.
— O QUE FAZ AQUI SEU IMBECILLE?! QUER MORRER É?!
— N, NÃO MACHUCA ELE! — Gritava a mais nova.
— WHITE, CALE-SE! E VOCÊ BLACK, O QUE FAZ AQUI HEIN?!
— S-só vim dizer oi pra White! Eu não ia fazer nada com ela, juro! — Berrava o jovem, tentando defender-se.
— E POR QUE INVADIU O QUARTO DELA?!
— PARA N! — Protestou a de cabelos castanhos, ficando entre seu irmão e seu amado. — Primeiro, eu disse pra ele subir! Segundo, ele é meu namorado! NA-MO-RA-DO!
Os irmãos estavam boquiabertos, coisa que motivou o de olhos verdes a pular pra cima do pescoço de Black. White revirou os olhos, e junto de Anthea, puxaram Natural pelos ombros, tentando segurá-lo para não socar o mais novo. O rapaz que invadira o quarto arfava e estava aliviado por ter sido salvo. Pietro segurou o cunhado mais velho, enquanto a mais nova do cômodo foi pronunciar-se.
— Olha pessoal, eu e o Black estamos juntos há meses, mas ele não veio aqui para fazer nada comi…
— QUIETA WHITE HILDA GROPIUS! ESSE SEM VERGONHA VEIO SIM TIRAR SUA PUREZA! — Trovejava o esverdeado.
— CALA A BOCA N! SE VOCÊ QUER MUITO BEM SABER, EU JÁ FIZ SEXO SIM!
Após dizer tal frase, todos os presente ficaram boquiabertos, ato esse que facilitou a de olhos azuis, pois conseguiu empurrar sua família para fora do quarto. Hilbert continuava com a mesma cara de tacho que estava anteriormente, sentou-se num dos pufes e fitou a amada.
— Mas... Nós nunca... Quer dizer, eu nunca fiz isso com você…
— Foi só pra assustar eles e fazê-los nos deixarem em paz, eu ainda sou virgem.
O de cabelos castanhos suspirou extremamente feliz e aliviado, queria ser o primeiro e único a fazer isso com ela. Encarou a namorada mais uma vez e ruborizou ao notar que a mesma estava de pijamas, e sem sutiã.
Demorou para a menina notar a vergonha que estava passando, ordenou que o namorado se virasse e começou a se trocar, vestindo as mesmas roupas que usava antes. Quando Black se virou, notou que White estava extremamente ruborizada, abraçou-a e deu um beijo em sua testa.
— Mi amore, relaxa, não precisa ter vergonha…
— N-não?
— Não, você é muito bonita! — Comentou o rapaz, sorrindo e ouvindo o sinal da igreja avisando que era dez e meia. — Tenho que ir... Arriverdeci bella!
O moreno saltou da janela, vendo sua namorada de olhos azuis acenar para ele. Após isso, debruçou-se no parapeito da janela e tornou-se a sonhar com seu amado, todavia, um ser de cabelos róseos atrapalhou o desvaneio da menina, o semblante de Anthea era severo, e a mesma tentava não ser rude com a mais nova.
— Sei que está nesse romance e que está tendo relações íntimas, mas cuidado pra não ter nenhuma surpresa
— Calma mana, eu vou tomar cuidado... Mas... Vocês ainda vão manter o emprego dele?
— Claro! Ele cozinha muito bem! — Riu a de olhos rosados.
As irmãs Gropius deram risadinhas, enquanto que N passou rapidamente e sem olhar na face das duas. Ele estava furiosíssimo, e isto não passaria tão rápido, seu ódio pelo Hilbert fora confirmado. White fitou sua irmã mais velha, direcionando-se até o quarto do irmão do meio.
O cômodo de Natural era de paredes brancas, do lado esquerdo da porta ficava o antigo guarda-roupa de madeira do pai, a cama localizava-se na parede esquerda e uma escrivaninha na parede direita, enquanto a janela ficava de frente a entrada. O esverdeado estudava sentado em sua escrivaninha, ouviu a irmã menor bater à porta e a encarou chateado.
— Podemos conversar?
— Se é o que quer… — Ele comentou.
— Mi dispiace fratello… — Ela disse. — Sei que está chateado, mas era melhor esconder ao invés de contar à você, eu te conheço N, e sei que não quer aceitar meu namoro… Com licença, vou dormir.
— Não vou aceitar? White, você só pode estar de brincadeiras, eu não sou assim tão racio…
— Você é sim, só não quer aceitar seu jeito Natural. Me dê licença para descansar.
Assim que saiu do quarto do irmão, Hilda pegou seu celular, onde havia uma mensagem de Black, avisando que havia chegado bem em casa, o único problema fora explicar aos pais onde esteve esse tempo todo, porém, conseguiu arrumar uma desculpa para disfarçar.
[...]
Na manhã seguinte, White chegou às oito e quarenta e cinco, abriu a porta de trás do restaurante e entrou com o irmão. Os amigos chegaram mais tarde e junto de Anthea, todos ficaram sabendo da confusão e estavam receosos com a receptividade dos Gropius mais velhos para com o Hilbert. Alguns minutos mais tarde, o namorado de White chegou, sentindo um pouco de medo de Natural.
Assim que colocou os pés na cozinha, deu bom dia para todos e foi preparar uma leva de cornettos recheados de geléia de morango. O esverdeado maior observava a cena ao longe, queria muito fuzilar o fidanzato de sua irmãzinha, todavia, recebeu um olhar da rosada, significando que teria de conversar com o casal.
— Black, White, venham aqui fora um momento?
A dupla se entreolhou, engoliu em seco e seguiu para o lado de fora, com muito receio do que Harmonia poderia fazer. Haviam inúmeras possibilidades, assassiná-los com um tiro, matá-los à facadas, chamar a máfia italiana, entretanto, não era nada daquilo que pensavam.
— O que quer N? — Questionou a menor.
— Dar a permissão dele de te namorar, apenas com uma condição. — Os dois enamorados se entreolharam e assentiram. — Se ele não voltar a subir escondido no seu quarto.
A menina sorriu, correu em direção ao irmão e o abraçou fortemente, em seguida, piscou para o amado. Logo que o mais velho entrou no estabelecimento, a de olhos azuis puxou o bambino de cabelos castanhos para um longo e profundo beijo. Nem houvera um leve toque de lábios, ela já colocara a língua na boca do amado, não dando nem tempo para o rapaz pegar fôlego.
— Ti amo amore mio… — Ela disse, assim que acabaram tal ato.
— Ei casalzinho, se peguem depois! Nos ajudem primeiro com o café! — Iris exclamou em alto e bom tom, fazendo-os corarem. Eles entrelaçaram suas mãos, e voltaram ao serviço.
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