Cocaine

18 Seja bem-vinda senhorita indecência


Notas iniciais
FINALMENTE O NYAH VOLTOU! Sim, eu estava desesperando... Mas anyway, não chorarei por águas passadas. Tive saudades vossas e de Cocaine (Coloquei uma capa nova, o que acharam?) * Quero primeiro agradecer a quem recomendou: - Obrigada Queen Bee, amei completamente! Meus olhos quase caíram quando li sua recomendação! Sério, vou me casar com ela e ter filhos e uma mansão com piscina! - Obrigada Andy por ser uma amiga tão gostosa e aceitar todas as minhas loucuras. Você tem um pequeno (pequeno mesmo) lugarzinho no meu coração de pedra. Me ama para sempre, tá? ALÉM DISSO, QUERO AGRADECER TAMBÉM TODOS OS COMENTÁRIOS! E desculpem a demora, eu sou muito lenta para responder e sempre demoro... Obrigada por serem tão fiéis e continuarem a acompanhar Cocaine! Agora sem mais demoras... O novo capítulo que está mais "caliente" que o último Uhú! Boa leitura!

– Jade me contou que você não toca mais… porquê?

O garoto mordeu o lábio inferior e deixou de me olhar. Seus olhos fixaram-se no violão. – Eu não toco mais porque esse violão… foi me oferecido por minha ex. E ela está morta.

[…]

E pela primeira vez na minha vida, a minha língua ficou presa. Não conseguia pronunciar uma única palavra. E eu queria tanto falar para Julian o quanto lamentava. Mas simplesmente, não era capaz. Fiquei o encarando, perplexa.

– Harley, você não vai acreditar no que acon-… — disse a voz animada de Jade, interrompendo o meu bloqueio mental. — Porque diabos estão invadindo o meu quarto?!

O meu olhar cruzou-se com o de Julian. O garoto encolheu os ombros com indiferença e saiu do quarto, deixando-me com a Jade que parecia para lá de enfurecida. Oh, é isso mesmo? Ele vai me deixar sozinha acalmando a fera? Obrigada, mais tarde eu me vingo.

– Sério, Har! O meu quarto não é lugar para vocês libertarem a vossa tensão sexual! – continuou a garota, sem se preocupar em moderar o volume da voz.

Revirei os olhos e sentei-me na cama macia da minha colega de apartamento. – Obrigada Jade por proclamar para o prédio a minha vida sexual inexistente!

Jade sorriu maliciosamente. – Oh coitada. Não precisa chorar mais, minha donzela, pois trago notícias maravilhosas para você!

Encarei-a, curiosa. A garota lançou-me um olhar sonhador e cruzou as mãos no seu peito por cima de seu coração. Louca.

– E então? – Jade continuou encarando o infinito. – Jade, para com o suspense e me conta tudo!

– Ok, ok! – cedeu, mordendo o lábio inferior ao de leve. — Jane, a maior vadia na história das vadias abandonou East River. – acho que depois de ouvir isso, minhas mechas perderam a cor. Jane Morgan o quê? Como… Oh Hades, o que é isso?! Presente de aniversário antecipado?

– Não acredito, como?!

– Ela simplesmente desistiu. Ninguém sabe o motivo. E sabe qual o melhor de tudo isso? – a garota agarrou fortemente nas minhas mãos e sorriu entusiasmada – Você pode regressar! Jenkins me pediu para lhe falar que seria uma honra tê-la de novo na universidade.

Ri da péssima imitação que Jade fez de Jenkins. Essa garota não existe. Não mesmo!

– Sério, que Jenkins – o homem que me odeia mais que tudo nessa vida – falou que seria uma honra ter-me de novo na universidade? – perguntei, sentindo uma risada bem disposta subir-me pela garganta acima.

Jade encolheu os ombros, despreocupada. – Ele te ama completamente. E além disso, já estava na hora de você voltar! Só quero saber uma coisa… Você vai continuar com essa farsa?

Fechei os olhos, sentindo minha cabeça extremamente pesada. Sim, eu estava cansada de todo esse fingimento… mas eu não poderia simplesmente deixar para lá. Não quando a memória de Nolan me perseguia, me fazendo sentir culpada com tudo isso. Não quando a presença de Jared me ameaçava constantemente.

Vendo que Jade continuava pacientemente esperando uma resposta, obriguei as minhas cordas vocais a soltarem-se. – Eu sei que é difícil de entender, mas eu tenho que continuar.

– Porquê isso, Har?! Eu sei que falei que iria esperar até que você se sentisse preparada para me contar esse mistério… mas eu, não consigo esperar. Eu estou preocupada com você. Parece que a qualquer momento você vai desaparecer sem avisar! – mordi o lábio, sentindo o sabor de sangue. Os olhos de Jade encheram-se de lágrimas enquanto um nó formava-se na minha garganta. Ela se preocupa comigo…

E foi nesse momento que eu compreendi o quanto estava sendo injusta com todos os que me rodeavam. Eles mereciam saber… pelo menos uma pequena parte da história.

– Eu estou me escondendo porque tem alguém que me quer matar. – falei simplesmente, vendo os olhos de Jade arregalarem. Ficámos em silêncio por alguns segundos.

– Mas… mas porquê? – me arrepiei quando as lembranças voltaram para mim. Lembranças que não eram boas. Lembranças essas que sempre me assombrariam na minha vida.

Passeei as mãos pelas minhas mechas roxas, sentindo-me tremer violentamente. Esse assunto sempre seria desconfortável. – Porque eu cometi uns erros no passado e essa é a minha paga por ser uma vadia odiosa.

Esperei as palavras de julgamento de Jade… mas elas nunca vieram. A garota, vendo que eu estava ficando descontrolada, apenas assentiu. Agradeci-lhe mentalmente por isso.

Ficámos conversando um pouco mais, até que Julian nos chamou para almoçar. Almoçámos os três em silêncio. Por vezes sentia os olhares de Julian me trespassarem como lanças. Mas nem isso me fez levantar a cabeça do prato e o encarar.

Eu estava envergonhada demais.

E nem sequer sabia o motivo. Na verdade, eu sabia sim. Eu o beijei. Não. Ele que me beijou! Mas eu gostei… E mais tarde, o rejeitei.

Eu sou uma idiota.

Depois do almoço, Jade e Julian lavaram a louça enquanto eu escolhi um filme para nós assistirmos. Foi fácil escolher. Se não eu não escolhesse um drama mexicano digno de telenovela, Jade me mataria.

Essa garota definitivamente tem problemas. Pouco tempo depois, os meus dois colegas de apartamento juntaram-se a mim.

Jade, como sempre, passou a primeira parte do filme a lamuriar-se e a falar o quanto romances eram injustos. Eu simplesmente não entendi o filme. Especialmente porque a presença de Julian do meu lado no sofá, foi bastante distrativa. Foi inevitável.

Na segunda parte do filme, Jade adormeceu e deixou-me sozinha e desamparada. Eu sei que Julian não me estupraria bem ali… mas eu estava receosa. Eu tinha medo que ele me odiasse.

Simplesmente isso.

– Esse maldito filme é uma droga. – resmungou Julian, assustando-me de morte. Sem falar mais nada, o garoto rapidamente desligou o filme.

Um silêncio desconfortável instalou-se entre nós. Encolhi-me no meu canto do sofá. Que merda, odeio esse ambiente. Julian foi quem quebrou o silêncio penoso.

– Eu realmente gosto muito de você, Harley… e me custa ver que você não acredita. Eu nunca brincaria com seus sentimentos. Acredite em mim. — murmurou, fazendo a minha cabeça dar uma volta de cento e oitenta graus. Porque ele sempre fala essas coisas certas nas horas erradas, meu Hades?!

– Não gosta nada. Você só me quer comer e depois vai me largar. Eu conheço bem o seu tipo, Grant.

Julian revirou os olhos e ficou rígido como uma estátua, mas logo relaxou e colocou um maldito sorriso torto nos lábios. Será que ele sabe o quanto esse sorriso é poderoso? Ele faz me sentir coisas absurdas. Coisas como… querer despir o corpo dele e rolar pelo chão desse apartamento. Várias e várias vezes.

Eu definitivamente vou parar no inferno. Fato.

Julian aproximou o seu rosto do meu. Prendi a respiração e encolhi-me um pouco mais. Seus olhos, agora azuis, desceram para a minha boca enquanto em simultâneo, ele mordia o lábio inferior com desejo. Ah, como eu gostaria de ser eu a morder esse lábio.

– Eu quero te comer pelo resto da minha vida, Harley. – sussurrou, lentamente articulando cada palavra. O seu hálito quente bateu no meu rosto.

Observei-o, analisando cada pequeno detalhe do seu ser. Adoro essa sua cara de sono, o timbre da sua voz, a maneira como despenteia o cabelo negro… a forma como ele fala meu nome.

Odeio que me faça sentir desse jeito descontrolado.

Abracei-o pelo pescoço e puxei-o ao meu encontro. Julian pareceu surpreso pela minha iniciativa, mas logo se apressou a corresponder. Distribui pequenos selinhos por seus lábios, deixando transparecer uma calma que não existia em mim. Não mesmo. Eu só queria provar seus lábios. Gravar a forma deles na minha memória. E consumi-los ferozmente. Sem piedade.

Queria sentir que ele realmente me desejava.

E ele fez questão de provar.

Julian enviou um grande “foda-se” para toda a minha calma, e atacou meus lábios moldando-os com os seus. As minhas mãos afogaram-se no seu cabelo, tentando trazê-lo para mais perto. Mordi-o com força. A dor pareceu instigar Julian ainda mais.

A garota que dorme no chão, nem faz ideia do quanto nosso beijo é urgente. Mas doce.

Grant solta um gemido rouco e puxa-me para o seu colo. Abraço-o com as minhas pernas enquanto as suas mãos sobem para a minha cintura, acariciando-a tortuosamente.

As nossas línguas tocam-se levemente, misturando o meu sabor com o dele. Senti a pele de Julian arrepiar quando minhas mãos deslizaram até suas costas e minhas unhas se cravaram na sua carne.

A sua boca abandonou os meus lábios inchados e concentrou-se no meu pescoço. Gemi baixinho, sentindo-me incrivelmente envergonhada por ser tão fraca. Julian riu e puxou minha cintura de encontro ao seu quadril.

Minha vergonha aumentou ainda mais quando senti que Julian estava animado… animado demais.

Mas dessa vez eu não recuei. Dessa vez, eu me afastei um pouco dele e olhei bem no fundo dos seus olhos, tentando encontrar todas as respostas para as minhas perguntas.

Não as encontrei. Julian é uma incógnita impossível de resolver. Nem mil equações matemáticas serviriam para descobrir a solução do garoto. Senti o meu corpo desistir. A partir de agora, eu não iria resistir. Não mais.

Dessa vez, foi Julian quem capturou meus lábios. Senti o seu sorriso durante o beijo e não me consegui impedir de sorrir também. Nossas línguas batalharam novamente, deixando-me entorpecida. Minhas mãos saíram das suas costas e pararam na barra da sua camiseta. Toquei seu abdómen definido por baixo do tecido.

Ah, esse garoto não pode existir.

Julian arfou quando sentiu o toque perigoso das minhas mãos. Sorri maliciosamente com isso. Afinal, ele também é fraco.

Deixei meus dedos brincarem e deslizarem por sua pele macia enquanto sentia seus músculos enrijecerem por baixo das minhas mãos. Subi um pouco mais a camiseta e farta daquele empecilho, rasguei-a sem dó nem piedade.

Julian olhou-me incrédulo. – Eu gostava dessa camiseta, Adams.

– Não se preocupe, eu vou compensá-lo. – ronronei, aspirando o forte perfume masculino que estava impregnado na sua pele. Rasguei a sua camiseta um pouco mais, conseguindo finalmente livrar-me dela.

Aparentemente, o som afiado do tecido rasgando, fez minha colega de apartamento acordar. E foi com o som da sua voz histérica que eu consegui me livrar do encantamento que Julian colocara sobre mim.

– Eu não acredito que vocês estão se pegando enquanto a inocente aqui dormia! Eu vou contactar o meu advogado e processar vocês por indecência!

Notas finais
Espero vocês nos comentários ou quem sabe recomendações! Quero saber tudo o que ficaram aprontando no tempo em que o Nyah morreu AHAH Até, meus viciados perfeitos **