Notas iniciais
*Joga o capítulo e sai correndo para as notas finais.*

Ele amava a humanidade. Mais de sete bilhões de habitantes no planeta e cada um com uma singularidade mínima, muitos carregavam algo igual, pensamentos iguais, atitudes iguais. Muitos eram tão enjoativos de serem analisados. As mesmas ações, os mesmos resultados, fáceis de serem manipulados.

Ele gostava de observar, manipular e brincar com os seus seres humanos pois os mesmos eram tão parecidos com o gado. Bastava serem treinados ou manipulados que eles seguiam conforme o movimento que ele queria. Seus humanos eram reduzidos a crenças e a moralidade. Ele sabia disso, ele sabia que seus humanos se destruiriam e cometeriam diversas atrocidades se não fosse a crença religiosa de que tudo que eles fizerem em vida seria pago após a morte.

Ele já tinha provado que nenhum humano tinha moral; o atormente, coloque algo em jogo e ele te mostrará a sua verdadeira face. Manipule-os com a religião, com o dinheiro, com o sexo e eles cairão. Gostava de ver seus humanos caírem na sua própria moralidade.

Afinal, moral é aprendida e não é algo natural. Quando se é criança aprende o que é certo e errado. Quem decidiu o que é certo ou errado?

Alguns dos seus amados humanos lhe apontam como sujo, como alguém que brinca com os sentimentos e trata seus humanos como objeto. Como se ele fosse o errado.

Ele seria um Deus. Ele sentia, ele acreditava. Observar seus humanos desde a infância lhe mostrou isso. Se ele tinha a capacidade de não sentir simpatia e nem compaixão por ninguém, nenhuma emoção, nenhum remorso, isso queria dizer que ele estava além disso.

Não era incapacidade de estabelecer vínculo afetivo como uma vez escutou de um psiquiatra na sua infância, quando os seus pais resolveram o levar para consultar um especialista. Ah, não! Se ele tinha essa capacidade de sentir nada, isso queria dizer que o que sentia por todos era amor. Ele não era uma aberração por isso. Gostar de brincar, jogar com eles, manipular e ver sua emoções. Ele gostava de ver cada uma das emoções.

Ele gostava das lágrimas, da dor, do sofrimento, do sorriso, do desespero, da decepção, da angustia, da esperança, da tormenta...

Seus pais e o psiquiatra estavam errados, não era transtorno da personalidade antissocial. Ele gostava muito de socializar, gostava de estar em meio aos seus humanos e assistir suas ações e emoções quando caiam. Ele não era uma criança cruel, ele era uma criança esperta que sabia que estava acima daquilo tudo.

Quando criança seus pais não lhe entendiam. Por que ele tinha que sentir arrependido ao contar para a vizinha que ela estava sendo traída? Ele estava apenas dizendo a verdade. Por que ele tinha que pedir perdão por ter manipulado uma menina no parque a se jogar de um brinquedo? Ele achou divertido ela quebrar a perna, a culpa foi dela por ter caído em suas palavras. Por que ele tinha que se sentir culpado por roubar no novo mascote a turma e matá-lo somente para ver uma nova expressão na face dos seus colegas?

Ele não sofria nenhum transtorno, diferente do que aquele psiquiatra estúpido e sua família diziam. Ele era diferente porque estava acima de tudo aquilo. Ele era um rei, um Deus e permaneceria no centro de tudo. Ele entendia tudo, amor, sexo, desejo, emoção, tristeza, humanidade.

Ele não era um monstro, como muitos o chamava. Ele somente amava intensamente todos os seus seres humanos.

Menos um...

O maldito loiro falso, o maldito ex-barman, o maldito homem mais forte. O maldito Shizuo Heiwajima!

Quem poderia amar aquilo? Shizuo não poderia ser humano, a força dele era descomunal, a raiva dele era incontrolável, ele não caia em seus jogos como qualquer outro humano cai. Shizuo o negou sem ao menos pensar por um segundo, Shizuo o acusava na escola e todas as acusações eram sempre certas, mesmo que ele não pudesse provar. Shizuo tinha a capacidade de o ignorar e lhe dar as costas. Shizuo não seguia nada em seus jogos, não poderia considerá-lo um pião em seu jogo de xadrez.

O desgraçado era imprevisível.

Odiava-o tanto, queria a sua morte, queria a sua destruição. Mas o loiro maldito não morria, ficava cada vez mais forte, cada vez menos humano e seu ódio por ele crescia. Não entendia porque o seu corpo o queria tanto.

Certo, o cheiro de Shizuo era inebriante, o calor do corpo era intenso e o sabor dos lábios eram incríveis, mas isso não era motivo para o seu corpo o desejar.

Mas precisava de alívio, de descanso, e assim poder seguir com sua vida em paz. Seduzir alguém não era difícil e seduzir Shizuo também não seria, afinal ele mesmo já tinha tirado a prova que o loiro o desejava depois daqueles beijos.

Por isso que seu sorriso foi grande quando o loiro tinha chegado no apartamento e o visto na sua cama. Ele percebeu os olhos arregalados do loiro, os mesmos olhos que seguiram por toda a extensão de suas pernas. Observou o pomo de adão descer e subir quando Shizuo engoliu seco, ele tinha reparado certo. Shizuo o desejava.

— Shizu-chan demorou!

Porém algo estava errado. O loiro ficou parado, o olhando fixamente nos olhos e não se moveu. Qual era o problema daquele acéfalo? Se fosse outra pessoa já teria corrido para a cama e lhe tomado o corpo. O loiro era tão burro de não ter reparado nas suas intensões?

Resolveu tomar a iniciativa, sorriu de lado e se sentou na cama lentamente, fazendo questão de ainda esconder sua intimidade com a camisa que tinha roubado do guarda roupa do mais alto e fazendo um dos seus ombros ficarem a mostra.

— Deve estar tão cansado, vem relaxar comigo. — chamou sorrindo de lado e percebeu que o loiro deu um passo para atrás.

— O que está aprontando, Izaya? — Shizuo perguntou em meio a um rosnado.

Então era isso, desconfiança. Até que entendia o lado do ex-barman. Então sorriu mais e engatinhou um pouco sobre a cama, parando de joelhos na beirada dela e tocou em uma de suas pernas.

— Quero me divertir com Shizu-chan. — sorriu mais, falando mansamente e arregalou os olhos quando o loiro lhe deu as costas se retirando do quarto.

— Vá embora! — Shizuo mandou em meio ao corredor. Não esperava uma reação daquelas, esperava socos e chutes, mas não aquilo.

— O que? — Izaya não entendia isso. Como aquela anta estava o negando? A pouco tempo ele o estava agarrando sobre aquela cama e em meio aos becos de Ikebukuro. Hoje Shizuo estava agindo estranho, logo hoje que Izaya estava necessitado e jogando seu orgulho para o alto para apenas ter uma noite de sexo com aquele imbecil. — Volte aqui! — correu atrás do loiro e o virou quando o encontrou na cozinha. — Vamos lá, Shizu-chan! — encostou o loiro na mesa e circulou os braços em volta do pescoço do mais alto, encostando os corpos e sentindo que sim, Shizuo estava excitado. — Eu sei que você quer, não irei contar para ninguém.

Ele percebeu que Shizuo segurava a borda da mesa com força aos poucos provocando um barulho de algo se quebrando e assim conseguindo quebrar a madeira e deixando os pedaços presos em sua mão, que permanecia colocando uma força espremendo em migalhas a madeira. Izaya sabia o que era aquilo, Shizuo se continha firmemente em tocá-lo, Shizuo o desejava e muito. Principalmente porque a ereção de Shizuo ficava cada vez mais evidente por Izaya estar se esfregando nele.

Era meio vergonhoso de admitir, mas Izaya já respirava alto de prazer só por se esfregar em Shizuo, nunca nem tinha soltado um suspiro quando era tocado por outra pessoa.

— Não irei cair em mais um plano seu... — Shizuo disse com uma voz rouca de desejo, mais grave e mais sensual. Maldito seja por fazê-lo pensar que a voz daquele monstro era sensual.

— Plano? — riu soprado, gemendo baixo ao se esfregar mais e ver que Shizuo agora agarrado novamente em mais um pedaço de madeira. Ficou nas pontas dos pés e chegou próximo a orelha do mais alto, mordendo sutilmente e vendo o corpo de Shizuo vibrar e ficar mais quente. — Meu único plano é fazer você tirar a roupa e me tomar sobre aquela cama. — mais um som alto de madeira de quebrando. — Vamos lá Shizu-chan! — mordeu mais uma vez a orelha. — Sei que me quer e sei que ainda é virgem. — ele tinha se certificado disso por anos. Toda vez que alguém resolvia se aproximar do loiro ele fazia algo para a mulher se distanciar e nunca mais chegasse perto. Não era ciúmes, claro que não, só era divertido ver Shizuo de definhar sozinho. — Você sabe que eu sou a única pessoa que poderia aguentar a sua força. Então por que não unir o útil ao agradável?

Foi um longo período de silencio com o neandertal pensando. Ele não sabia o porque da demora em pensar. As coisas eram mais fáceis com qualquer um quando Izaya queria. Com falas corretas ele conseguia seduzir mulheres e homens, mesmo que não fosse sentir nada no final e fosse para experimento, era fácil levar qualquer um para a cama. Mas tudo parecia mais difícil com Shizuo, mesmo o loiro estando na cara que o queria ficava daquele jeito.

Percebeu a relutância de Shizuo de soltar a madeira quebrada e levantar as mãos lentamente para a direção de sua bunda ainda coberta pela camisa. Izaya girou os olhos percebendo que Shizuo tinha parado os movidos.

— Eu não quero te machucar!

O que?

O que Shizuo estava dizendo? Que merda era aquela? Shizuo, o monstro, não estava querendo o tocar por medo de o machucar? Só poderia ser uma piada. Ele riria se fosse possível, mas ele estava excitado, se esfregando no corpo do mais alto e com falta de tempo para brincadeiras. Ele queria dormir em paz, sem sonhos eróticos, queria seguir sua vida sem aquelas fantasias que atrapalhavam o seu trabalho, queria acabar com as masturbações vazias que lhe deixava estressado. Ele precisava se aliviar com aquele monstro pra seguir sua vida, mas aquele maldito não estava agindo como esperado.

Ele não iria sentir dor, ele sabia disso. Anos atrás, em um dos seus experimentos com o sexo ele tinha se deitado com o sádico que fez algumas coisas com o seu corpo cujo o resultado foi nada. Nem dor e nem prazer. Foi meio patético se pudesse definir.

Deixando essa lembrança asquerosa de lado, desde quando Shizuo se preocupava pelo seu bem estar físico?

— Eu não sou uma boneca de porcelana, sabe? — girou os olhos. — Eu não vou quebrar. Nem vou reclamar, acredite! Uma vez me deitei com um cara que... — se cortou com seu próprio gemido ao sentir aos mãos grandes de Shizuo apertarem suas nádegas.

— Não fale sobre outras pessoas com quem se deitou. — escutou a voz de comando de Shizuo e paralisou com a seriedade daquelas palavras. Seu coração disparou, sua barriga parecia ter algo dentro e ele não quis pensar nesse sentimento quente que surgiu. Tentou rir sarcástico.

— Ciúmes, Shizu-chan? — perguntou rindo.

— Sim! — chocou-se com a resposta do loiro e o olhou nos olhos do mesmo, vendo um brilho diferente neles. Transmitiam calor, várias emoções e um sentimento que não conseguia decifrar.

Izaya estava começando a ficar preocupado e talvez arrependido daquele plano. Tinha algo em Shizuo naquela noite que não conseguia identificar, que estava o atraindo e lhe afundando. Era algo desconhecido que Izaya não queria jogar. Ele estava com medo, pela primeira vez na sua vida ele estava com medo de algo. Esse sentimento que Shizuo estava transbordando com o olhar era assustador. Ainda tinha tempo de se afastar, de fugir antes que fosse dominado por aquilo, mas infelizmente suas pernas ficaram bambas quando as mãos de Shizuo começara a acariciar as suas nádegas por cima da camisa.

Fechou os olhos, fugindo daquele olhar intenso e de todos os sentimentos e encostou a cabeça no ombro do maior se focando apenas no corpo e no prazer que estava sentindo em somente em ser tocado daquele jeito.

As mãos eram grandes, dedos compridos e firmes, a massagem era boa e estranhamente calma. Shizuo realmente parecia não querer machucá-lo, talvez usando toda a sua concentração em não colocar força. De olhos fechados Izaya aproveitou para mover a sua pélvis sobre a do loiro, esfregando-se descaradamente e tomando o suspiro de prazer do maior.

Muito provável que Shizuo tinha notado que ele não estava usando cueca, pois a massagem foi pausada para aos mãos descerem e entrarem por debaixo da camisa tocando diretamente na pele de suas nádegas, aumentando o ritmo da massagem, apertando a sua carne com prazer.

— Sua pele é tão macia. — Shizuo sussurrou respirando fundo e massageando bastante aquele local.

Izaya queria muito responder aquilo sarcasticamente, mas não conseguia pensar direito, só conseguia gemer e sentir prazer com apenas aquele troque. Estava totalmente duro, precisando cada vez mais de alívio. Era interessante sentir-se bem somente com aquilo, sendo que ninguém conseguiu arrancar aquilo tudo dele.

Segurou mais forte em volta do pescoço do loiro e se esfregou mais em busca de alívio e soltou um pequeno murmuro quando de repente Shizuo segurou firme a sua bunda e o levantou lhe fazendo automaticamente circular as pernas em volta da cintura do maior. Shizuo e afastou da mesa e respirou mais alto quando massageou mais a carne com as mãos, acariciando a linha que dividia a nádega com a perna e apertando mais firme a carne.

Institivamente Izaya percebeu que Shizuo movia seu corpo para simular o coito naquela posição, a sorte do moreno que ele não usava nada de peça intima lhe trazendo um prazer maior tendo seu pênis pressionado entre os corpos e se esfregando contra a ereção coberta de Shizuo. Jogou a cabeça para trás quando sentiu um dos dedos acariciar a sua entrada.

Se agarrou mais a Shizuo e se sentiu ansioso, rebolando sobre o colo do mesmo, tendo o loiro o segurando com facilidade e aquele dedo lhe atormentando. Estava ansioso, não se importaria com a dor, mas precisava, se sentia vazio e sem pensar fez sua entrar se contrair contra o dedo e escutou Shizuo xingar baixo a inserir aquele dedo devagar.

Orihara se sentia completo, estranhamente completo com aquele dedo dentro de si, lambendo os próprios lábios ao sentir uma sensação quente no seu ventre em somente ter aquele dedo longo e quente dentro de si. Era a melhor sensação que tinha sentido, mesmo com o pequeno incomoda da invasão seca, ele estava adorando. Nem com seus dedos e com ninguém tinha sentido essa eletricidade subir por sua coluna.

Ao abrir os olhos ele sentiu o arrepio de sua espinha aumentar quando percebeu o olhar intenso de Shizuo sobre si. Parecia um olhar desejoso, ao mesmo tempo admirado, o olhando com tamanha devoção que assustava e um sentimento a mais. Tinha algo errado, ele precisava realmente parar antes que se arrepende-se, porém o maldito loiro o surpreendeu com mais um dedo, lhe fazendo a mente ficar turva e gemer mais alto ao sentir os dedos chegarem bem no ponto certo, lhe fazendo ter espasmos no colo de Shizuo, agarrando o pescoço com mais força.

Não conseguiu se conter em rebolar contra os dedos, gemendo languidamente e adorando a sensação. Nem se importou em sentir os lábios de Shizuo contra o seu, lhe pedindo em silencio que abrisse a boca e lhe deixasse a língua invadir a sua cavidade.

Apreciou lentamente o beijo que estava sendo trocado, esqueceu-se dos dedos em sua entrada e se derreteu nos lábios de Shizuo, apreciando o fato que o maior invadia e saboreava a sua língua como se fosse a agua que mataria a cede. Lhe chupou o membro úmido, explorou toda a sua boca e lhe tomou toda a sanidade. Shizuo não parecia nada inexperiente com aquilo, na verdade parecia colocar em pratica tudo que tinha almejado e imaginado.

Seu ego inflou ao pensar que Shizuo fantasiou tudo aquilo com ele.

E Izaya se afundou naquilo, nem tinha percebido que tinha segurado na nuca do loiro e ele mesmo que estava aprofundamento e tornando o beijo mais e mais selvagem ao ponto de fazer os estalos da boca de ambos serem altos e eróticos, junto com o som de seus gemidos. Seu ventre estava quente, seus testículos se apertaram em antecipação e sua entrada se apertava com os dedos acertando mais vezes contra sua próstata, com relutância findou o beijo e respirou fundo gemendo alto quando jorrou seu sêmen na roupa de Shizuo e ficando mole ao ponto de sua pernas que estavam em volta do outro fraquejarem e ele quase cair no chão se não fosse o loiro o segurando.

Ele passou por um momento de letargia, sentindo apenas seus pés tocarem no chão e os braços forte de Shizuo circularem por todo o seu corpo lhe segurando com calma. Izaya respirava fundo, quase inconsciente por causa do orgasmo. Jamais tinha sentido sensação tão intensa por causa de um orgasmo.

Tudo tinha sido tão intenso que chegava a ser assustador. Não era para ser tão intenso com aquele monstro, mas era, por algum motivo era e seu coração estava disparado demais. Encostou a cabeça no peito de Shizuo e sentiu que ele também estava com o coração disparado, tão rápido, tão forte. Parecia tão humano que chegava a lhe acalmar. O corpo era tão quente e acolhedor que ele mesmo estava perdido no cheiro, sentindo um beijo cálido em sua têmpora que lhe assustou e o despertou daquele momento lhe fazendo se afastar de Shizuo um pouco assustado por ter se encontrado abraçado tão intimamente com aquele acéfalo.

Notou o olhar confuso de Shizuo, até ele mesmo estava confuso. O que era aquilo? Por um momento estava com as emoções a mil, como se estivesse se ligando emocionalmente a Shizuo. Seu peito doía, era tão estranha aquela dor e aquele zumbido no ouvido. Ele tinha lido aquilo, aquela coisa humana. Não poderia ser.

Não!

Impossível...

Ele começou a rir descontroladamente. Não conseguia parar, sua barriga doía de tanto rir de sua própria desgraça. Ele achava graça de si e de Shizuo que estava parado a sua frente com um olhar confuso e com as roupas arruinada com o gozo e uma ereção enorme evidente nas calças. Aquelas emoções humanas não poderia lhe atingir, não poderiam lhe derrubar. Aquilo tudo de sentimentos era uma farsa e ele estava acima disso tudo. Mesmo que seu peito doesse em pensar nisso.

— Pare de me confundir, Shizu-chan. — levou a mão na cabeça. — Pare de agir tão carinhoso, todos nós sabemos que você não é! — percebeu o maior fechar as mãos em punhos. — Você é um tipo de animal selvagem, haja como tal.

— Cale a boca! — Shizuo rosnou furioso e era isso que Izaya queria. Não queria ficar mais confuso com Shizuo agindo tão estranho com ele.

— Oras... — Izaya se aproximou lentamente, sorrindo como uma serpente e parou em frente de Shizuo, passando a mão por toda a roupa deste, vendo a mancha de sêmen e descendo até a ereção a apertando por cima da calça, vendo o ex-barman engolir o gemido. — É só sexo, Shizu-chan. — riu massageando e sentindo o loiro duro. — Não precisa agir carinhosamente, não sou virgem. Eu não me importo se doer. É só desejo carnal sendo extravasado. Quando terminar podemos esquecer que tudo isso aconteceu. — lentamente ficou de joelhos na frente do loiro, vendo os olhos castanhos ficarem arregalados e sorriu de lado ao abrir o cinto do mesmo. — É instinto, é totalmente natural sentir desejo e querer sentir prazer. Não reprima os seus instintos querendo parecer humano. — abriu a calça, porém levou um susto tendo os seus pulsos sendo segurados e ele foi puxado para cima.

— Eu não sou um animal, Izaya-kun! — Shizuo rosnou ainda segurando os seus pulsos, mas não aplicava força, ele parecia bastante controlado e firme nas suas palavras. E o olhava nos olhos com firmeza. — Eu posso ser um monstro, concordo que sou uma aberração destrutiva que deveria ser afastado do mundo pois tudo que eu faço é machucar, mas não sou um animal irracional. — ele puxou Izaya para mais perto, o moreno sentia o coração voltar a disparar. — Eu não machuco ninguém por prazer, odeio mais que tudo a violência! Posso ser uma aberração, mas não sou movido por desejos e o que você chama de instinto.

— Shizu-chan é engraçado. — Izaya riu da cara do loiro, para poder controlar o seu coração disparado e aquele sentimento que fazia o seu coração doer tanto. — Você é uma locomotiva destrutiva, uma bomba relógio prestes a explodir. Todos sentem medo do monstro que você é. Você não é humano, é um animal selvagem que machuca. — sorriu de lado aproximando o corpo e colocando um de seus joelhos na ereção do loiro. — Olhe só quem está duro? Vai me dizer que não quer se entregar aos seus instintos?

Ele foi surpreendido quando Shizuo o largou e lhe empurrou para longe, respirando fundo. Cadê aquele Shizuo que gritava e quebrava as coisas? Cadê aquele seu monstro que quebraria a sua cara? Por que ele estava agindo daquela forma? Não seria possível aquilo, não queria acreditar, mesmo que seu coração doesse tanto com algo que não entendia. Então ele riu de novo, riu de desespero, não acreditando no que estava havendo. Por que? Por que com Shizuo não seguia conforme seus planos?

— É só sexo, tá bom!? — gritou para o maior, pegando o loiro e a si mesmo de surpresa. Nunca em sua vida tinha ficado tão desesperado como estava ficando naquele momento. Ele estava confuso, necessitado e aflito. Ele não conseguia entender aquilo tudo, mesmo que ele tivesse lido sobre aquilo em vários lugares ele não conseguia entender aquele sentimento e não queria que Shizuo o forçasse a entender. — Eu quero sexo, você também quer! — continuou a gritar e observou Shizuo o olhar admirado. — Eu não estou pedindo você em casamento ou pedindo outra coisa. Eu desci tão baixo ao ponto de vim aqui se esfregar na sua cama para você me foder ao menos um pouco!

— Eu não quero sexo. — Shizuo disse aquilo tão tranquilamente que o irritou mais.

— MAS EU QUERO! — gritou tão furiosamente puxando os próprios fios de cabelo. Ele não queria se desesperar com isso. Logo por algo tão banal, mas aquele maldito não cooperava.

— Chega, Izaya-kun! — Shizuo estreitou os olhos e lhe deu as costas se afastando. — Iremos conversar outro dia que você esteja pensando racionalmente. Eu não quero desse jeito.

Izaya sentiu como se tivesse sido esfaqueado no peito. Era um sentimento horrível, jamais se sentiu assim ao ser rejeitado. Shizuo parecia tão humano, tão seguro com suas próprias ações. Ele parecia compreender tudo que estava passando e se controlando muito para não perder o controle. Ele queria a besta selvagem loira de volta, ele queria o mesmo homem que seria capaz de amassar uma placa na sua cabeça. Izaya se sentia patético em estar perdendo a compostura, agindo feito um louco e não compreendendo o que estava sentindo.

Aquela dor no peito era alucinante, insuportável. Doía tanto que pensava que morreria somente por sentir aquilo. Era a mesma dor que sentiu no passado, só que mais sutil. Era como na escola, quando Shizuo olhava como nada. Lembrava-se bem da dor, uma dor que disfarçou bem quando o loiro lhe dava as costas na escola, ou quando desviava o caminho, ou falava que queria ficar longe dele. Aquela dor aguda quando o loiro dizia palavras vazias, preferindo ficar com qualquer um do que com ele. Aquela dor quando os olhos de Shizuo transmitiam alegria por interagir com alguma pessoa, menos com ele.

Maldito!

— Eu te odeio! — gritou e puxou o loiro e o encostou na parede. — Estou passando por um longo período na minha vida que tudo que tenho imaginado é você me possuindo por todos os cantos dessa cidade. — os olhos de Shizuo se arregalaram e Izaya riu. — Assustado? Como você acha que me sinto quando eu fico me masturbando pensando em você? — se aproximou de Shizuo e lhe arrancou a gravata, abrindo a gola da roupa do mesmo, aproveitando para beijar o pescoço. — Te odeio tanto. Odeio pensar que você está vinte e quatro horas do dia na minha cabeça! — arrebentou os botões da camisa e lhe tocou o peito definido distribuindo beijo por lá também. — Odeio não conseguir trabalhar, viver e seguir amando meus humanos sem pensar em você. — caiu de joelhos no chão, terminando de abrir a calça que estava um pouco aberta, percebendo que Shizuo não estava mais excitado. — Eu só preciso que você me toque para que isso passe. Me toque somente uma vez, uma só e eu vou embora. — sentiu sua garganta se fechar e seu rosto molhado.

Que Angustia era aquela?

— Você está chorando!? — seus corpo paralisou em choque e olhou para cima, vendo Shizuo o olhar espantado e se levantou. Suas mãos tremiam, seu coração parecia que sairia pela boca e sua garganta ardeu. Piscou sentindo algo molhado descer por seu rosto e se assustou.

— O... O que? — sua voz falhou.

Levou as mãos tremulas até a parte debaixo de seus olhos, tocando sua pele molhada e olhou para os seus dedos. Estava chorando? Nunca tinha acontecido isso antes. Nunca! Nem quando era criança, quando um dos seus pais resolvia lhe bater por algo que tinha feito errado, ou quando as crianças se distanciavam dizendo odiá-lo, ou quando os professores o achava estranho por sentir nada ou quando se machuca brincando sozinho. Ele sempre foi alto suficiente, sempre foi capaz de cuidar de si e não sentir nada que pudesse lhe fazer chorar.

Ele não podia acreditar, ele não conseguia parar. Era uma sensação horrível, uma experiencia que não queria ter tido. Seus olhos ardiam, sua vista ficava embaçada, respiração falha, garganta arranhada e aquilo das lágrimas descendo era nojento sem contar na dor insuportável no peito. Como seus humanos gostavam daquele tipo de coisa? Como ele poderia parar isso? E uma grande pergunta, por que ele estava chorando?

Aquilo o diminuía a um simples humano! Humanos eram fracos, tinham sentimentos demais. Eram reféns das próprias emoções e isso ele não poderia ser.

Ao levantar o olhar para Shizuo o encontrou sorrindo, não era um riso de pena, não era um deboche, parecia um sorriso admirado que poucas vezes viu Shizuo distribuir para cães de rua ou para aquela criança, Akane. Colocou um pé para trás quando Shizuo se aproximou e não conseguiu se distanciar mais, pois o maior segurou o seu rosto admirado. Usou todas as suas forças para afastá-lo, principalmente quando este resolveu acariciar as suas bochechas molhadas pelas lágrimas. Ele não queria pena, não queria sentir aquilo, aquele calor estranho no seu peito. Chutou as pernas de Shizuo e não conseguiu efeito, o maior apenas o segurou e beijou toda a extensão do seu rosto, beijando todas as suas lágrimas.

— Pare com isso, seu acéfalo! — resmungou sentindo seu rosto quente e não conseguia decifrar o que era.

— Eu gosto quando você fica assim, humano! — Shizuo falou o paralisando e logo depois o beijou.

O Orihara não conseguiu conter os olhos arregalados e o calor do peito e empurrou Shizuo, o olhando atordoado e sentindo uma leve tontura.

Humano... Humano... Merda!

Ele precisava ir embora rápido. Bem que tinha desconfiado que algo não sairia certo daquilo, por isso ele correu para o quarto de Shizuo pegando as suas roupas dobradas em um canto, colocando a sua calça as pressas sem se importar em vestir sua cueca. Ele precisava sair de lá rápido, antes que algo acontecesse.

— Está fugindo? — ele não precisou olhar para trás para saber que era Shizuo falando. — É tão covarde assim? Quando algo que não consegue controlar acontece você sempre foge.

— Essa coisa de sentimentalismo me deixa enjoado, Shizu-chan! — vestiu a camisa o mais rápido o possível. — Perdi completamente o tesão com essas suas frescuras emocionais, não está sendo divertido aqui.

— Você está com medo!

— De você? — Izaya não conteve a risada irônica quando pegou o seu casaco e olhou para Shizuo com um ar sarcástico e levantou uma sobrancelha vendo que Shizuo não tinha arrumado suas roupas no lugar. Era estranho que ele não ficou furioso por aquelas roupas estarem arruinadas. — Eu não tenho medo de você!

— Não estou falando de mim. — Shizuo cruzou os braços. — Estou falando do fato que você está apaixonado por...

Shizuo se calou, não que Izaya tivesse força para contê-lo, mas ele se calou ao ver o canivete passar de raspão por seu rosto, lhe tirando um filete de sangue e cravando na parede atrás dele. Izaya se sentia trêmulo, ele queria muito ter acertado Shizuo, mas não conseguiu. Ele tentou, ele jurava que tentou acertar para matá-lo, mas seu coração lhe fez errar. Uma vez na vida ele tinha todas as possibilidades na sua frente matar Shizuo, mas ele não conseguia.

— Você está apaixonado por mim, não é? — Shizuo continuou e se aproximou.

— Cala a boca! — gritou, tirando mais um canivete de seu bolso o estendendo como uma ameaça para o maior que se aproximava. — Eu vou te matar.

— Claro que está! — Shizuo continuou se aproximando. — Eu estava tão cego tentando esmagar você pulga, que não percebi o tão apaixonado você estava por mim.

— Eu juro que vou te matar se continuar falando besteiras, seu anormal! — ele jurou e tremeu mais quando o ex-barman parou perto de si, com a garganta levantada bem perto da sua lamina.

— E você está com medo, pois não sabe lidar com isso. Não é? — ele encostou sua garganta na lamina e o olhou nos olhos. — Poderia até arriscar que seu desespero é maior porque você me ama e não sabe agir com esse tipo de sentimento. É algo humano demais para você, certo? Eu sei como é. Também estive confuso com isso.

O informante apertou a lamina na garganta do loiro, pronto para cortá-lo, mas não conseguia se mexer, não conseguia fazer algo que almejou a vida inteira para fazer. Ele queria matar. Queria destruir e não conseguia. Ele não queria pensar em amor, seu único amor eram os humanos e Shizuo não era humano. Ele não poderia amar aquele ser.

O zumbido em seu ouvido era mais alto, sua tontura insuportável e seu peito ardia tanto. Ele abaixou a lamina e ficou encarando o loiro e arregalou os olhos ao perceber sentimentos naquele olhar. O maldito sentia algo, estava vendo naquele olhar os mesmos sentimentos que via nos olhos de Shinra para a Celty. Shizuo estava tendo aquele olhar estranho que o fazia se afundar nele.

Shizuo estava apaixonado por ele, e fazia questão de transmitir no olhar. Por isso o medo de machucá-lo, por isso toda aquela confusão nas suas perseguições. Shizuo estava apaixonado.

Aquele era o momento, era agora que ele poderia usar dos sentimentos de Shizuo para si para esmagá-lo, humilhá-lo e usá-lo. Mas ele ficou parado, seu corpo não estava fazendo nada que ele estava mandando, seu corpo ficou ali sem se mover quando o loiro acariciou o seu rosto o olhando admirado, talvez por conseguir o tocar sem o machucar, ou talvez conseguir olhar o seu medo.

Aquilo era uma armadilha. Era algo que se ele cedesse, não teria volta. Realmente ele precisava fugir antes que se afundasse de vez naquele abismo.

Estapeou a mão de Shizuo e riu falso se afastando dele e colocando o casaco. Fingindo muito bem estar contente e não ligando para aquilo, porém sentiu seu braço ser segurado e um leve puxão e seu corpo se chocou com o do maior e novamente sentiu os lábios contra o seu.

Ele não aguentou mais, seu corpo cedeu e ficou parado com todas aquelas sensações confusas, deixando o canivete cair no chão. As mãos grandes lhe tirando o casaco, depois findando o beijo para lhe tirar a camisa e Izaya não sabia o que estava acontecendo.

— Não chore!

Ele escutou a voz de Shizuo, mas não sabia o que estava havendo. Ele não sabia o porque estava chorando, o seu corpo não lhe obedecia para parar aquelas lágrimas, só sabia que seu peito estava se sentindo cada vez mais leve quando Shizuo o deitou naquela cama e lhe tirou todas as roupas, beijando todo o seu corpo.

Talvez ele tenha se perdido em meio a névoa de sentimentos e não soube explicar o quanto o zumbido de seu ouvido desaparecia gradativamente enquanto o maior descia beijos e chupões por todo o seu tronco. Algo possessivo, algo dominador que o excitava e lhe deixava confuso. Shizuo o marcava como dele.

O maior parecia amar aquele seu lado fraco, aquele seu lado humano. Aquele maldito lado que tanto odiava em si, mas Shizuo parecia adorar.

Shizuo amava a sua humanidade.

— Eu te odeio tanto. — sussurrou, se virando na cama e se colocando de bruços, sentindo agora os beijos de Shizuo se espalhar por sua coluna e descendo até as suas nádegas, dando mordidas leves na sua carne. — Odeio o fato que você não é igual a ninguém. — por desejo se colocou de quatro, apoiando braços e rosto sobre o travesseiro que carregava o cheiro de Shizuo.

O loiro não respondia, estava dedicado a lhe tocar e lhe dar um prazer. Tinha provado que sua pele era sensível e estava acariciando suas pernas, seus quadris, aproveitando e beijando cada parte de suas nádegas. Izaya se agarrou aos lençóis, afundando seu rosto no travesseiro ao gemer de prazer ao perceber que Shizuo colocava sua língua quente e úmida na sua entrada. Seus pelos se arrepiaram, se sentiu mole e teve espasmos ao ponto de se empinar mais, para sentir com intensidade.

Virou o rosto no travesseiro, gemendo e escutando o barulho molhado sentindo a língua entrando e saindo.

— Te odeio... — sussurrou mais e gemeu ao sentir novamente os dedos entrarem. — Eu queria te trancar, deixar algemado como o animal que você é em uma jaula para te afastar do mundo e somente eu poder te observar. — começou e sentiu os dedos irem direto em sua próstata, arrancando um gemido mais alto.

— Isso é ódio? — foi tudo que ele escutou de Shizuo antes deste inserir mais um dedo.

— Odeio o seu sorriso! — gemeu rebolando os quadris, querendo mais do contato e jogou a cabeça quando com a mão livre Shizuo acariciou o seu pênis carente e vazante. — Odeio o fato que você o mostra tão pouco e para pessoas insignificantes. — ele foi virado, colocado de barriga para cima e novamente sentiu os dedos entrarem, dessa vez eram três e pareciam molhados, talvez Shizuo os tenha lambuzado antes. Fechou os olhos, sentindo o rosto molhado e sentindo o prazer dominar o seu corpo quando o maior começou a chupar um dos seus mamilos. — O... Odeio que me toque aí!

— Parece o contrário. — loiro sussurrou quente contra o seu mamilo eriçado e voltou a chupá-lo.

Um arrepio lhe correu pelo corpo o quanto lembrou de um sonho que uma vez tivera com Shizuo que parecia com aquela cena. Gemeu alto com os sons eróticos daquela boca mordendo de leve o botão rosado de seu peito e fechou os olhos quando Shizuo resolveu descer aquela boca quente para o seu pênis o engolindo por completo.

— Odeio saber que... Meu corpo só... Só fica assim com você... — gemeu, segurando o cabelo loiro e forçando a se movimentar para o seu membro entrar mais na boca. Shizuo não parecia se importar, afinal estava lhe acertando na próstata firmemente com o dedos.

Começou a tremer com excesso de prazer, eram da boca em seu pênis e dos dedos em sua entrada. Ele estava quase perdendo o controle, gemendo sem pudor levantando as costas e quase gozando quando Shizuo se afastou e retirou os dedos e a boca, lhe deixando tremulo de desejo sobre a cama.

Não pensou duas vezes ao se sentar na cama e pular sobre o colo de Shizuo arrancando-lhe a camisa aberta e lhe tomando os lábios com fúria e desejo.

— Te odeio! — voltou a repetir e viu Shizuo rir contra a sua boca e o puxar para um beijo, beijavam-se enquanto com esforço Izaya arrancava a calça de Shizuo o querendo mais. — Odeio que me trate com carinho quando eu quero que me odeie de volta! — derrubou Shizuo contra a cama e se sentou sobre os quadris do mesmo e o olhou nos olhos. — Quero que continue me odiando.

Shizuo não teve tempo de responder, também não poderia com um Izaya se levantando sutilmente e lhe segurando o pênis e o levando para a sua entrada. O informante sentiu o maior segurar os seus quadris e o ajudar a descer lentamente, sentindo o falo quente e rígido o invadir e uma dor ardente o consumir. Mas ele gostava daquela dor, gostava o quanto sentia-se preenchido e o quanto almejou isso. Era tão quente, macio e lhe acertava em cheio em seu ponto doce que fazia as suas mãos sobre o peito do ex-barman tremerem.

Abaixou o tronco e passou os braços em voltado do pescoço de Shizuo derretendo com o fato que o mesmo abraçou o seu corpo e fixou os pés na cama para levantar a pélvis e entrar mais em si. Gemeu contra os lábios do loiro e o beijou, passando a língua naquele lábios e sorrindo descaradamente quando deu uma rebolada arrancando um gemido do maior.

— Quebra-me! — sussurrou sorrindo e se agarrou firme no corpo de Shizuo.

Parece que aquela foi a deixa para o loiro quebrar mais uma barreira e o apertar mais segurando o seu corpo e saindo por completo e voltando com tudo fazendo Izaya gritar. A penetração era forte e intensa, Izaya se agarrou mais no pescoço do maior e gemeia alto pouco se lixando para os vizinhos, que eles o escutassem, estava pouco se fodendo para eles. Tudo que ele queria era continuar sendo tomado com força e que aquela cama aguentasse aqueles movimentos. Queria era se perder nessa mar de prazer em ter Shizuo completamente lhe tomando o corpo, usando da sua força para ambas as mãos estarem segurando as suas nádegas enquanto o corpo impulsionava o pênis para dentro, batendo fundo dentro dele, sentindo os testículos do loiro batendo em sua bunda e escutando o som pervertido de seus corpos se chocando.

Frenético, forte, intenso e perverso. Eram ambos sujos.

Era tão bom, tão delicioso ao ponto de afundar o rosto no pescoço de Shizuo e se perder em seu cheiro enquanto era finalmente preenchido, não se sentia vazia, não se sentia frustrado. Estava em paz, se sentindo bem e completo. Estava perdido naquilo. O maior tirou uma de suas mãos sobre o seu corpo e o levou até a sua nuca o puxando para um beijo desajeitado devido o movimento frenético. Não conseguiam se beijar direito e como vingança apertou o seu interior ouvido o gemido alto.

Ele gostava de se sentir assim, como nunca havia sentido antes.

Por um período curto de tempo Shizuo parou de o penetrar e o virou o jogando sobre a cama e ficando em cima de si e no meio de suas pernas, voltando a lhe invadir e a lhe beijar. Aproveitou para circular as penas e sentir o frenesi dos movimentos, o prazer e a violação de sua próstata. Marcou com força as costas de Shizuo como uma pequena vingança, mesmo que aquilo não fosse doer no maior e sorriu em meio a mais um beijo desesperado.

Gemeu mais quando Shizuo resolveu o masturbar na mesma velocidade que o penetrava e ele sentia o seu ventre se aquecer e a construção de seu orgasmo vim com intensidade, apertou o seu interior em volta do pênis de Shizuo e o viu fechar um dos olhos mordendo o lábio.

— Diga! — Shizuo lhe disse.

— Que? — acabou fechando os olhos quando Shizuo moveu os quadris e lhe acertou mais rápido e forte.

— Diga o que sente! — Shizuo mandava em meio a penetração e Izaya não conseguia se concentrar em meio ao prazer que sentia somente gemia e queria a libertação na mão do loiro.

— Eu te odeio! — respondeu sem folego e gritou ao ter seu penis apertado por Shizuo, que agora havia parado de o masturbar e tinha apertado o seu membro colocando o polegar o impedindo de gozar. — Solte!

Levou suas mãos até o pulso do maior o tentando soltar sem resultado e com a outra mão Shizuo agarrou os seus dois pulsos e os levou juntos até a cabeceira da cama, colocando força suficiente que Izaya não pudesse soltar. Enquanto com a outra ainda segurava o seu pênis, mas continuava o penetrar sem diminuir o ritmo.

— O que verdadeiramente sente! — Shizuo mandou ainda o penetrando e o impedindo de gozar. Izaya estava aflito, sentia-se no limite, precisava colocar pra fora ou senão enlouqueceria.

— Eu não sei o que sinto! — seu coração disparou e se contorceu de prazer e lamuria. Ele sabia, sabia muito bem. Ele somente não queria confessar, não queria ser igual aos seus humanos, não queria ser igual a aqueles que tanto riu.

— Sabe sim. — Shizuo se abaixou e lhe roubou um beijo, diminuindo a velocidade da penetração para o encarar melhor.

— Talvez eu tenha uma pequena obsessão por você! — desviou o olhar dos olhos amendoados e respirou fundo em lamuria, pois parecia que ser penetrado lentamente era pior, parecia que aumentava o seu desespero em se libertar. Ele escutou um estalar de língua do maior. — Talvez eu te queira somente para mim, longe de todos. — gemeu com uma penetração mais firme, como um castigo e meio que gostou disso, meio que gostou dessa sensação quente no peito. — Quero monopolizar você.

Shizuo riu e lhe soltou o pênis e segurou suas mãos entrelaçando os dedos, lhe deixando completamente confuso.

— Isso serve, por enquanto. — o maior encostou as testas e encarou de perto, rebolando um pouco enquanto entrava e saia lentamente. — Preste atenção, pulga! — mandou. — Odeio seu jeito de superior, odeio que você se sinta um Deus e brinque com as pessoas, odeio que você não queira ser um humano sendo que tudo o que você é humano como qualquer outro. Odeio sua ideia deturpada de amor para com a humanidade, mas mesmo assim eu te amo com todos esses seus defeitos. — Izaya não conseguiu conter os olhos arregalados quando viu Shizuo levantar os tronco e aumentar o ritmo gradativamente. — Fazer o que? Ninguém é perfeito.

Era estranho, não conseguia conter o sorriso que surgiu e o peito mais quente. Ele virou os rosto e sentiu Shizuo largar uma das suas mãos para segurar o seu rosto e o beijar. Talvez Shizuo tenha fetiche por sua humanidade, toda vez que sentia que seu corpo ou feições estavam fazendo algo fora do normal, parecia que Shizuo se atraia mais por ele. Ele odiava sentir seu rosto quente ou as lágrimas descendo, mas o maldito acéfalo parecia amar aquilo.

Aquele olhar admirado, aquele mesmo olhar que algumas vezes viu em Shizuo na escola, mas achou que era sua imaginação. Quem não acharia que era imaginação estar lendo um livro qualquer na escola e Shizuo o encarar? Ou quando estava irritado por ter esquecido o seu guarda-chuva e todo sujo de lama, mas no fim brincava nela e sentindo o loiro o olhando admirado. Ou quando você está se sentindo todo nojento com uma gripe e com o nariz escorrendo e o loiro lhe encara com um brilho nos olhos.

Como se o achasse lindo.

Tinha achado que imaginou aquilo, mas era concreto tudo. Talvez ele só não quis enxergar. Shizuo amava e se atraia por sua pequena humanidade e com aquele pequeno pensamento inútil ele abraçou o loiro se se derramou contra a barriga de ambos, respirando fundo e se apertando ao sentir o jato quente dentro de si e um gemido lhe tomar a audição.

E com o coração mais calmo ele fechou os olhos, beijando Shizuo calmamente, sussurrando contra os lábios deste palavras que vieram tão instantaneamente e se permitiu dormir não vendo o olhar surpreso do loiro. Tendo um sono calmo, sem sonhos e sentindo o calor de um abraço apertado.

Quando ele tinha aberto os olhos novamente ele resmungou devido o sol entrando na maldita janeira. Olhou para aquela direção e fechou a cara puxando o cobertor para cobrir o seu rosto e reclamou de dor por todo o seu corpo e principalmente na sua bunda e retirou o cobertor para reclamar e encontrou Shizuo vestido com um pijama que nunca tinha visto, camiseta branca e calça moletom azul, com o cabelo molhado lindamente jogado para trás e ele segurava uma garrafa de leite meio cheia. O maior estava sentado na outra extremidade da cama o encarando.

Izaya achou que Shizuo poderia usar aquele penteado somente para ele.

— Que romântico, Shizu-chan. — viu o loiro girar os olhos para o seu sarcasmo e se sentou sorrindo. — Não me bater no período da manhã já é uma grande prova de amor. — Shizuo rosnou e tomou um gole de leite com raiva. — Sabe que agora irei te zoar para sempre por ter confessado que me ama, não é? Shizu-chan~? — usou da forma mais enjoativa a voz, pelo menos querendo sair por cima de tudo aquilo e todas as sua lágrimas.

— E você terá que lidar com o fato que foi você quem fez o pedido de namoro. — Shizuo respondeu e Izaya parou de sorrir e o olhou confuso. O sorriso meio nervoso de Shizuo cresceu e ele o encarou tomando o gole de leite. — Esqueceu o que me disse antes de dormir?

Aquilo realmente o pegou de surpresa, lembrando-se meio que dificilmente que talvez em meio ao um beijo pediu Shizuo em namoro. Aquilo foi tão piegas e nojento, ele fez o pedido no calor do momento. Então por que sentia que estava sorrindo? Levou a mão até os lábios sentindo realmente que estava feliz, achando estranho se sentir feliz somente por aquilo. Olhou para o ex-barman e o encontrou com aquele olhar para o seus lábios.

— Então você é meu! — riu, tirando a conclusão do significado do que o namoro deles seria.

— E você é meu! — foi o que Shizuo respondeu.

Seria divertido ver as pessoas reagindo na cidade ao descobrir o relacionamento deles dois. Como elas reagiriam? Nojo? Curiosidade? Medo? Eles dois eram as pessoas mais importantes da cidade. Talvez Shinra seria o mais feliz, ou será aquela garota estranha otaku? Talvez se ele pudesse manipular Shizuo para os seus planos futuros seria mais interessante, apesar de que achava que o loiro era tão cheio de moral que não entraria nos seus jogos, mesmo que dissesse que o amava.

Que estúpido tudo aquilo. O que seria a moralidade aquilo que viveriam? Eram dois homens em um relacionamento, muitos já considerariam ambos imundos e imorais. Em uma época até seriam queimados vivos, talvez na atualidade também se as pessoas não tivessem medo deles dois.

Mesmo que eles estivessem vivendo em sodomia, em imoralidade na visão dos tradicionais, ele tinha certeza que Shizuo manteria a moralidade e não entraria nos seus esquemas.

Ah, aquele senso de moral idiota. O mesmo senso que poderia destruir o relacionamento de ambos. Aquilo não tinha graça nenhuma, eles eram tão diferentes que tudo que tinham poderia dar errado. Shizuo odiava muitos coisas nele, assim como ele odiava muitas coisas em Shizuo, de fato. Seus ideais eram tão diferentes que um relacionamento entre eles dois era algo ridículo e infundado, não daria certo.

Ninguém acreditaria nisso, até ele mesmo não estava acreditando.

Ele tinha dificuldades de expressar suas emoções e Shizuo parecia querer vê-las a todo momento. Ele ainda estava confuso pelo o que sentia e com medo desse algo novo que não conseguia trabalhar. Tudo era uma incógnita.

Eles teriam brigas, viveriam tentando se matar, o pensamento de certo e errado de ambos iria os separar nessa guerra. Eles terminariam essa relação com mais ódio um do outro, cheios de feridas e fraquezas expostas. Um faria mal ao outro. Era melhor terminar agora isso, antes que tudo aquilo que eles teriam se desenvolva em uma catástrofe.

— Eu te amo!

Izaya franziu as sobrancelhas com a fala repentina do loiro e o encarou furioso por ter feito o seu coração disparar e perder a vontade de terminar aquilo.

— Não diga essas coisas como se fosse normal dizer entre a gente. — pediu, apertando o cobertor nas mãos se sentindo ridículo por se sentir feliz com aquela frase. Percebeu que Shizuo olhou para a janela, com um olhar perdido.

— Eu precisava dizer. — Shizuo soltou a respiração e permaneceu com as sobrancelhas franzidas em preocupação. — Eu me sinto mais humano dizendo isso, mesmo que você não sinta o mesmo por mim. Somos dois monstros perdidos em amores diferentes, então eu precisava dizer.

Foi então que Izaya percebeu, Shizuo tinha pensado o mesmo que ele. Que eles futuramente se separariam por serem diferentes e por serem contrários em seus ideais. Era mesmo triste que ambos estavam já pensando no fim, pois sabiam no que aquilo resultaria, mesmo assim seu coração disparou. Shizuo ao dizer que o amava se agarrava naquela esperança mínima e ingênua de que no fim tudo daria certo porque o amava. Seu monstrinho realmente acreditava que eles poderiam ficar juntos no final, pois o amor venceria. Era hilário, mas ao mesmo tempo divertido.

Por que não tentar? Se era nessa esperança pequena que Shizuo queria se agarrar, ele também poderia fazer o mesmo, não é?

Ambos já eram loucos mesmo.

— Você é um monstro, Shizu-chan! — engatinhou na cama vendo o loiro o olhar rosnando e sorriu ao sentar no colo do maior passando a mão por seu cabelo. — Você é nada humano. — lhe beijou os lábios, vendo Shizuo se acalmar e as sobrancelhas ficarem sem aquele formato furioso. — A tendência de um ser humano é amar outro ser humano. — sentiu os braços em volta de si e o olhar atendo do ex-barman. — Se o ser humano ama algo que não é humano, ele é considerado uma aberração. — acariciou os fios de cabelo dourado e sorriu. — Você é um monstro!

— Izaya-kun...

— Hei, Shizuo-chan... Eu devo ser uma aberração!

Notas finais
Oie!! MIL PERDÕES pela a demora. eu tentei, juro que tentei fazer isso antes. Primeiramente, problemas pessoais me tiraram a criatividade. Segundo, eu apaguei tanto e reescrevi para ver se o capítulo ficava de meu agrado. Como pedido de desculpas fiz um capítulo grande, mesmo que eu não tenha me agradado com o resultado final. Sim, esse é o capítulo final, a partir daqui o sentido da história seria outro e não é o sentido do enredo que trabalhei aqui, então seria legal terminar por aqui, deixando aberto para a imaginação. Agradeço a todos os comentários durante o período da fanfic, desculpa por ter demorado tanto. Desculpas pelo eventuais erros. Mesmo sendo o ultimo capítulo, deixem comentários. quero saber o que acham, se posso focar em outro tema (outra fanfic) dessa casal ou está de boa essa. Agradeço a todos e beijos :*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!