Notas iniciais
Desculpa a atraso, boa leitura. ^^

Ninguém sabe quando ou como começaram a definir o real motivo para o sexo. Existiam motivos?

Seus humanos tinham diversas crenças. Uns acreditavam que o sexo fazia parte da vida, parte do caminho para alcançar o paraíso. Outros acreditavam que sexo era somente reprodução, procriar e somente isso. Outros faziam por puro prazer. Já outros acreditavam que sexo era a forma concreta para o amor.

Claro que tinha estudado sobre o sexo, mesmo sendo assexuado. Afinal, ele mesmo tinha afirmado que experimentou. Existiam pessoas que acreditavam no amor sem o sexo e outras que acreditavam no sexo sem o amor.

No fim tudo se resumia na forma primitiva. Se você queria sexo era só fazer, certo? Com ou sem consentimento.

Porém, como ele estava acima disso. Acima dos seus seres humanos, pois ele seria futuramente um deus para eles, ele não precisava disso. Ele não caia aos estímulos primitivos.

Essa coisa nojenta de dois corpos se juntarem para tornar físico o sentimento deles. Ele não precisava dessa coisa de desejo, de beijos e pele com pele.

Era isso que Izaya pensava antes de ser arruinado. Seu mundo que criou na sua mente estava sendo destruído por culpa do monstro do Shizuo.

Quando ele tinha chegado em casa naquela noite, ele não conseguia respirar direito. Largou a camisa de Shizuo no chão quando caiu de joelhos na sala e levantando a mão até o peito.

– Não! – sussurrou para si.

Não podia ser destruído. Não poderiam tirar do trono dele de rei do mundo, muito menos aquele maldito poderia fazer isso. Ele sempre teve orgulho de estar acima, mesmo que esse último tempo ele estava lidando com o libido. Por quê? Ele não conseguia controlar o seu coração batendo rapidamente. Não conseguia conter a euforia estranha que surgia. Seus lábios vibravam ansiosos e com saudades.

– NÃO!

Ele se levantou apressadamente e correu para o banheiro. Precisava se livrar de tudo, se lavar cada parte de seu corpo que fazia se lembrar do toque de Shizuo. Ele não queria acreditar que o que ocorreu era real.

Ao chegar ao banheiro ele retirou as roupas e parou em frente ao espelho nu. Seu coração disparou, não era medo. Não, não sentia isso, era outro sentimento. Um sentimento que não conseguia decifrar quando viu as marcas de mordidas e chupões por todo o seu pescoço e peito.

Aquela outra marca daquele estranho tinha sumido no meio de tantas. E não era aterrador saber que Shizuo fez aquilo nele, um sentimento de satisfação começava a surgir. Não conseguia conter o sentimento de contentamento em ver e tocar cada uma das marcas. Shizuo em nenhum momento aplicou força e o machucou, na verdade recapitulando em sua mente Shizuo parecia ter colocado em pratica algo que estivera almejando, como se tivesse marcando território.

– Não pode ser! – não conseguia colocar os pensamentos no lugar. Logo ele que era concentrado nas coisas.

Passou os dedos pelas marcas, suspirando e lambendo os lábios. Existiam pessoas que gostavam de ser dominadas, ele não tinha parado para pensar se era uma dessas pessoas. Oh, não. Ele sempre se viu dominante, o controlador, tudo seguia conforme o que ele planejava e queria. Ele era o dono do jogo.

Mas aquela monstruosidade do Shizuo acabava com isso rapidamente. Se seu jogo seguia conforme planejado, Shizuo estragava. Ele não seguia seus planos. Era uma locomotiva destruindo tudo onde passava.

Porém aquele monstro tem mãos que o fazia derreter, as mesmas mãos que lhe acariciaram. E aquela boca? Aquela boca que provou maior parte do seu corpo e... Não! Ele correu até o chuveiro e ligou a água gelada. Fechou os olhos passando a mão pelo cabelo e esfregando o rosto, até os dedos pararem em seus lábios.

Shizuo tinha o beijado. Nem poderia classificar como um beijo já que foi um roçar de lábios, mesmo assim foi isso que o fez acordar e perceber o que estava fazendo. Nem nas suas fantasias e sonhos primitivos esse beijo ocorreu, e agora no seu mundo real aquilo tinha sido bem concreto.

Nos diversos livros que tinha lido na sua vida, o beijo estava na história há anos. Alguns guerreiros Gregos beijavam-se no retorno do combate. Os romanos somente beijavam aqueles que nutriam sentimentos e assim seguia em cada cultura.

Pessoas beijam quando sentem atração e carinho, ou só vontade. Contudo Shizuo não beijava, ele tinha se certificado disso desde jovem. Toda vez que alguma menina inventava de se declarar para o loiro, ele aparecia e fazia algo e Shizuo ia atrás dele. Não era ciúmes, claro que não. Ele só queria acabar com o divertimento de Shizuo, o loiro merecia ficar sozinho.

Por isso que retirou todas as cartas de declarações do armário do loiro antes que este as encontra-se. Afinal, monstros não podem ficar com os humanos.

Ah, era gratificante aparecer na hora que a menina estendi a carta para Shizuo, a lia na frente dela e a humilhava fazendo Shizuo correr atrás dele. Era maravilhoso olhar para trás sorrindo, vendo Shizuo correr o olhando fixamente, o vento batendo no cabelo loiro e a camisa começando a desabotoar devido a movimentação.

Era lindo...

Não! Balançou a cabeça, jogando água pelos lados e desligou o chuveiro. Respirou profundamente ao se secar, ainda sentindo a pele formigar. Ao andar pela casa de toalha ele parou e olhou para a camisa branca jogada no chão. Aproximou-se observando e começou a cogitar o que poderia fazer com ela.

Ele poderia rasgá-la, queimá-la, joga-la fora, mas o que fez foi cheirá-la mais uma vez. Bateu em sua própria testa achando aquilo ridículo e se xingou ao lembrar que Shizuo o encontrou dormindo com aquilo.

E novamente aquilo levou a pensar sobre aquele beijo e a olhar aquela camisa perdido. Olhou todos os lados e correu para o quarto fechando a porta. Ele sabia que estava sozinho, sabia que ninguém o observava, mas ele precisava de privacidade para o que faria.

Era vergonhoso jogar a toalha para o lado e vestir a camisa, porém fez isso e parou de frente ao espelho. A camisa era grande, as mangas passavam de sua mão e o comprimento chegava a tampar as suas nádegas.

Sentia-se pequeno dentro da camisa de Shizuo, porém contente. De alguma forma se sentia mais quente somente usando aquilo do que com suas roupas e mordendo os lábios ele pegou a gola da camisa e a cheirou. Um arrepio correu por sua espinha quando sentiu envolvido com o aroma de Shizuo, era tão errado e ao mesmo tempo natural.

E com a mente nublada com aquele cheiro ele foi para a cama e se tocou com cuidado para não sujar a roupa.

Na manhã seguinte tinha acordado encolhido e usando a camisa, se sentia relaxado e aliviado. Sem sonhos, sem fantasias, só foi uma noite de masturbação pensando no monstro ao cheirar a camisa, porém seu sono foi profundo. Parecia que tinha dormido abraçado.

Era vergonhoso, mas ter carregado àquela camisa consigo foi a melhor coisa que tinha feito. Agora ele não corria riscos em fantasiar na rua, se excitar com perseguições ou sonhar com sexo. Ele poderia voltar a sua vida normal, seguir com seus planos, amar seus humanos e odiar Shizuo.

– O que aconteceu com o seu pescoço? – Namie tinha perguntado quando entrou no escritório e o encontrou sentado no sofá vestido com as suas roupas normais e sem o costumeiro casaco. – Não me responda! – ela pediu levantando a mão. – É nojento demais imaginar que alguém teria coragem de fazer isso em você!

– Namie~~ — Izaya riu cruzando as pernas. – Ciúmes não é seu forte! – sorriu mais ao vê-la irritada ao cruzar os braços.

– Menos... – ela torceu os lábios. – Jamais sentiria ciúmes de você, meu coração é somente do Seiji! – ela ficou vermelha ao levar uma mão para o peito. Um gesto demonstrando sentimento.

Ele tinha estudado o amor e francamente amor era a emoção abstrata mais idiota que tinha visto na humanidade. As pessoas faziam coisas interessantes pelo amor, mas ao mesmo tempo estúpidas.

– Irei sair! – se levantou pulando e pegou o seu casaco e saiu sem se despedir.

Fazia tempo que não pulava por aí com liberdade, sem receio e sentindo-se com liberdade. Ele iria aproveitar e ver os seus humanos, que tal visitar Shinra e a Celty? Seria interessante brincar com eles.

Por isso foi interessante demais ser recebido por Shinra enquanto a Celty estava fora de casa. Ele queria que ela estivesse lá para poder lançar alguma palavra que a incentivasse socar o seu amado.

Era engraçado vê-la esconder o constrangimento batendo em Shinra.

– Oh, Izaya-Kun! – Shinra o deixou entrar. – Entre, a Celty deixou a comida maravilhosa dela pronta antes de sair.

Era meio enjoativo ver que Shinra elogia tudo da Celty, até mesmo a comida horrível dela, em nome do amor. Eles se conheciam desde o fundamental, desde o dia que Shinra o chamou para o clube de biologia e até mesmo nesse tempo Shinra se mostrou apaixonado pela dullahan.

Um amor de anos, poderia dizer. Shinra falava sobre a sua amada, contava histórias, dizia que queria fazer amigos para agradá-la. Um amor juvenil que achava que era brincadeira, que iria passar, mas ao observar Shinra percebeu que ele a amaria para sempre. E ele percebeu muito bem que Celty seria a prioridade na vida de Shinra.

– Shizuo esteve aqui faz pouco tempo! – Shinra tinha dito cortando os seus pensamentos, não conseguiu disfarçar o seu semblante fechado.

– Espero que ele morra! – desejou em voz alta e Shinra o olhou sorrindo.

– Shizuo e você são engraçados. – Shinra riu lhe entregando um prato com missoshiru. – Se ele morresse você ficaria muito triste.

– Ham? – Izaya olhou para Shinra, dessa vez confuso com o que escutava.

– Você e Shizuo se completam, não? – Shinra sorriu, o mesmo sorriso que Izaya tinha decifrado que Shinra fazia quando falava algo com sinceridade. – Uma vez Celty e eu conversamos e o resultado foi que você e Shizuo talvez estejam apaixo...

Claro que Shinra não pôde terminar, não quando uma tijela quente de sopa é jogada na sua cara. E mesmo se quisesse terminar Izaya não escutaria, pois tinha saído do apartamento batendo a porta.

Izaya saiu apressado, pulando pelos prédios não querendo encontrar as pessoas. Não era novidade que talvez Shinra pensasse esse tipo de coisas, levando pelo meio lógico pareciam estar apaixonados, mas não estavam. Eles se odiavam.

Quando era jovem e escutava Shinra falar do colega que estudava em outra escola ele ficou curioso em conhecer o garoto tão forte que derrubava milhares, o garoto que Shinra tinha relatado que levantou uma geladeira quando criança, que jogava mesas e levantava motos.

Passava horas do seu dia pedindo para que Shinra falasse mais do tão famoso Shizuo e quando o viu pela primeira vez no primeiro dia de aula no colegial, ele decidiu que queria Shizuo ao seu lado para seus planos futuros.

O maldito tinha que ter dito que não gostou dele! Foi ódio a primeira vista.

Shizuo deveria ter morrido atropelado por aquele caminhão, mas não. Cada vez que se machucava ficava mais e mais resistente e forte. Cada vez mais ágil, cada vez mais veloz, cada vez mais...

Ele parou de pular pelos prédios quando a palavra “lindo” passou por sua cabeça. Ele não poderia achar lindo aquele monstro. Claro que não? Aquele sorriso nervoso, meio que um rosnado não poderia ser lindo. Aquele cabelo loiro ao vento e com o sol batendo nele também não era lindo. Mesmo aquele sorriso sincero e gentil que ele dava para aquela criança Akane era horroroso e não lhe provocava inveja dela.

Então por que mesmo com essa convicção o seu coração doía tanto?

Precisava voltar para casa, antes que ele voltasse a ter aqueles tipos de pensamentos, contudo sem perceber ele parou novamente sobre um prédio na esquina de uma via, vendo rapidamente um cabelo loiro. Shizuo estava conversando com Kadota e seu grupo.

Felizmente estava sozinho, sem o idiota do Tom ou outro tipo de incomodo. Então no dia de folga Shizuo resolveu conversar com os amigos? Depois conversaria com a Celty e o Simon?

Shizuo deveria voltar para casa e se isolar. Como era Shizuo sozinho em casa? Será que ele se lamentava por ter passado a vida inteira sozinho, sem amigos porque tinham medo dele? Ele poderia imaginar isso, o solitário Shizuo entrando naquela casa, seguindo para a geladeira, tomando leite com aquela boca.

Não conseguia se conter em imaginar os lábios de Shizuo, tocando os próprios lábios. Maldito, ele precisava acabar com esses tipos de pensamentos, somente seus humanos que pensavam desse jeito. Shizuo precisava morrer para acabar com esses sentimentos confusos dentro dele.

Por isso que não se conteve em pular daquele prédio e correr na direção das costas de Shizuo, o barulho fazendo o loiro olhar para trás e por instinto segurar a sua mão que tinha levantado a lamina contra ele.

Izaya não acreditou no que estava observando, Shizuo naturalmente segurou seu pulso com força, mas quando percebeu que era ele arregalou os olhos e soltou dando um passo para trás olhando para o seu pulso marcado ao mesmo tempo em que transmitida um olhar de arrependimento.

– Izaya, o que está fazendo? – Kadota tinha perguntado atrás do loiro.

Dane-se, Izaya não escutou. Como ele poderia escutar quando o seu olhar e do Shizuo se encontraram daquele jeito?

“Não, não faça isso!” Sua mente gritava quando percebeu que Shizuo parecia hesitante em atacá-lo. “Faça o que você sempre fez!” Shizuo desceu o olhar e parecia olhar para os seus lábios. Então Shizuo abriu a boca, não parecia que iria gritar.

Escutou um grito feliz vindo da garota chamada Erika.

– Shizu-chan vai se declarar? – ela gritou.

Izaya sentiu um zumbido no ouvido e coração acelerou.

“Não!” Ele queria tudo de volta, sua vida normal como o rei do jogo. O homem que seria Deus. O que permaneceria vivo após a morte. Ele estava no topo dos humanos, não queria estar no mesmo nível que um e não seria por culpa do Shizuo que ele seria jogado para baixo.

Por isso atirou o canivete no ombro de Shizuo, sabendo que só aquilo não o mataria e saiu correndo.

– Izayaaaaaa!!

Isso, Izaya torcia por esse grito de ódio. Era isso que precisava, saber que entre eles existia esse vinculo de ódio solido. Ao olhar para trás ainda correndo, percebeu que Shizuo corria atrás dele rosnando. Era desse jeito que eles eram e era assim que tinha que permanecer.

Mas aquele idiota do Shizuo nunca seguia o que ele planejava. Quando pensou em pular e sumir das vistas do ex-barman, ele sentiu o capuz sendo puxado e em choque percebeu que ele foi arrastado para um beco.

– O que está fazendo, seu acéfalo? – reclamou e gelou quando se virou porque uma grande mão tocou o seu queixo e o fez olhá-lo, mas o susto maior foi quando Shizuo o beijou. Suas pernas tremeram em ansiedade e sua barriga começou a ter uma sensação diferente. Ele afastou o rosto de Shizuo atordoado. – Isso é nojento, seu Neandertal!

– Fique quieto uma vez, pulga! – suas pernas tremeram ainda mais quando Shizuo sussurrou isso em seu ouvido, não era medo, era diferente e a sensação da barriga somente aumentou quando Shizuo voltou a beijá-lo.

Shizuo não era experiente com o beijo, parecia descobrir algo curiosamente, mesmo assim era bom. E quando a língua ansiosa entrou em sua boca, ele teve sorte que Shizuo segurava sua cintura o trazendo para mais perto, pois ele não tinha confiança nas suas pernas naquele momento. Um arrepio surgiu nas suas costas e seu sangre circulou mais quando a língua de Shizuo foi parar no seu da sua boca, voltando a batalhar com a sua. No meio do beijo soltava gemidos.

Estava se perdendo no gosto dos lábios, no cheiro viciante e no calor dos braços. Quando o beijo terminou e ele abriu os olhos, percebeu que por algum motivo seus braços estavam em volta do pescoço de Shizuo, enquanto este o abraçava mais e beijava o seu queixo.

O choque da realidade o atingiu e em desespero pelo ato impensado. Pela primeira vez em toda a sua vida ele se sentiu perdido. Como uma resposta ao seu ato impensado, ele tirou o outro canivete que tinha do bolso de sua calça e a cravou na barriga de Shizuo.

Sem pensar duas vezes ele fugiu sem olhar para trás, com um sentimento de saudades percorrendo por todo o seu corpo.

Quando tinha chegado ao seu apartamento ele ainda puxava muito o ar e não era pela corrida. Ele não deveria estar preocupado com Shizuo, aquele acéfalo tinha sobrevivido a um tiro, lógico que iria sobreviver a um simples canivete.

– Voltou cedo!

Ele voltou sua atenção para as estantes de livros e percebeu Namie limpando uma delas ainda de costas. Preferiu dizer nada e se sentou no sofá tentando se acalmar. Ele não era assim, ele nunca foi assim. Ele estava saindo do verdadeiro personagem Izaya e se tornando algo ruim.

– Saia! – solicitou não olhando para Namie.

Ele sabia que ela estava o encarando, provavelmente pensando o tão deplorável que estava com aquelas marcas no pescoço, soado e puxando o ar. Mas ela era esperta quando queria e não perguntou ao pegar a bolsa e sair sem falar mais nada.

Ele odiava isso, todos esses sentimentos confusos. Precisava se acalmar e por mais ridículo que fosse, ele seguiu para área privada entrando no seu quarto e procurou por todos os cantos a camisa branca de Shizuo. Era humilhante, mas aquele cheiro o acalmava.

O desespero e raiva cresceu ao não achá-la. Revirou, jogou as coisas de lado, quebrou outras e não a encontrava. Em subida raiva ele mandou uma mensagem para Namie perguntando sobre a camisa e como resposta recebeu:

“Encaminhei todas as suas roupas para a lavanderia, estarão de volta amanhã pela manhã”

Ele poderia matá-la por isso, mas a única coisa que fez foi jogar a celular contra a parede. Estava arruinado, a camiseta que seria o seu ponto de apoio voltaria sem o cheiro daquele monstro.

Talvez isso fosse certo, ele precisava arrumar outro jeito de resolver aquilo. Outro jeito de voltar tudo ao normal, ser ele mesmo, odiando Shizuo sem desejá-lo. Ele poderia amar seus humanos, mas não queria ser igual a eles. Tudo culpa do Shizuo, aquele maldito.

E se talvez... É poderia dar certo. Era sexo, somente isso! Muitas pessoas faziam por puro prazer, sem remorso e sem sentimentos. Na antiguidade e na atualidade sexo era só pelo simples ato de se sentir bem e relaxado. Se seu corpo desejava tanto assim, contudo não conseguia fazer com outras pessoas, ele poderia dar para o seu corpo o que queria.

Assim, após saciado ele poderia seguir sua vida normalmente, amando os seus humanos, odiando Shizuo e eles dois brigando. Afinal, era tudo carnal e passaria rapidamente, nem precisaria roubar outra camisa.

Estava resolvido, ele iria fazer sexo com o monstro do Shizuo.

Notas finais
Realmente me desculpe a demora, fiz o capitulo um pouco maior. Estou gostando de escrever sobre Shizuo e Izaya!! o/ Deixem um comentário, cada opinião é bem vinda e motiva muito um autor. Beijos. ;)