Notas iniciais
Oie!!! Boa leitura!! ;)

Ele não se lembrava de quando foi que passou a amar os seres humanos. Foi uma criança normal, criada em uma família normal... Bem, menos as sua irmãs. Ele sempre gostou de observar as pessoas, pois sempre se sentiu diferente delas.

Eram desafiadoras, mesmo quando eram singulares demais. Quando criança adorou observar quando seus colegas choraram pela morte do hamster da turma e no outro dia todos estavam felizes com o novo mascote. Era interessante demais obervar o quanto eram hipócritas e egoístas. Era fascinante ver como eles se sentiam o centro do mundo.

Por que seus problemas são maiores do que dos outros? Por que você se sente tão importante se nem 0,1% do mundo se lembraria de você caso morresse? Eram perguntas interessantes de fazer. Em falar em interessante, lembrava-se muito bem do primeiro suicídio que testemunhou.

Tinha conversado com a pessoa, falado sobre o sentido da vida dela. Sobre a mentira de sua vida conjugal. Lhe tinha feito refletir e se perguntar se o que considerava verdade era realmente algo verdadeiro. Ou se interessou e tratou aquela mentira como ponto de apoio, algo para se agradar e permanecer feliz. O primeiro suicídio que viu o homem não aceitou mais viver sobre a verdade que estava sendo traído.

Jogando-se daquele prédio tudo que sobrou foi uma mancha de sangue no chão.

Claro que ele, Izaya, não terminaria assim. Não, ele era mais. Ele estava acima disso, seria aquele que comandaria e reinaria sobre os seus amados humanos. E como ele definiu que amaria toda a humanidade ele não se apaixonaria.

Infelizmente ele tinha os mesmo extintos fisiológicos humano. Apesar do pequeno acidente na sua adolescência naquele vestiário, se descobriu assexuado e sem nenhum desejo, porém algo odioso estava acontecendo com ele e isso não estava conseguindo controlar.

Era a segunda vez que não conseguia controlar algo. A primeira vez que não conseguiu controlar algo, na verdade alguém, foi e ainda é Shizuo. Agora ele não estava conseguindo controlar o seu próprio corpo.

Primeiro eram sonhos, já tivera sonhos eróticos na adolescência com certa pessoa, mas eram vazios e terminaram rápido, tinha feito até questão de apagar da sua memória. Mas de uns tempos para cá esses sonhos molhados estavam lhe atormentando.

Agora ele mal conseguia dormir e se fechasse por poucos segundos os olhos os sonhos já começavam com ele sendo penetrado loucamente pelo maldito Shizuo. Ele precisava dormir, descansar a mente para começar mais um dia com os seus humanos, porém infelizmente parecia que dormir estava fora de cogitação. Afinal, se dormisse sonharia aqueles sonhos estranhos e acordaria com uma ereção maldita que acabaria com uma masturbação frustrante.

Tinha chegado um momento que não conseguia mais dormir, pois ele não queria sonhar com Shizuo daquela maneira.

Se fosse somente os sonhos que o atormentasse estaria bem. Mas agora eram as fantasias, não importa onde ou o horário ele acabava fantasiando com o maldito ex-barman. Tomando um copo de água acabava vindo à sua mente o loiro prensando-o contra a bancada e lhe tirando a roupa, se estava sentado na cadeira de seu escritório imaginava Shizuo o jogando sobre aquela mesa e lhe chupando, se estava trabalhando extorquindo alguém vinha a mente Shizuo lhe jogando no chão e o possuindo. Eram em todos os lugares que imaginava: carro, escadas, janelas, banco da praça, jardim, restaurantes.

E se sua ereção começasse no meio das pessoas, ele somente colocava as mãos no bolso do casaco e disfarçava. Só que seu tormento ficava pior quando encontrava Shizuo. Quando haviam aqueles embates e o loiro se aproximava as pernas de Izaya ficavam bambas e começava a ficar mais excitado. Cortes, facas, placas e destruição com a briga deles dois e que se acabava com uma masturbação solitária de um deles no apartamento.

Izaya estava cansado, muito cansado. Se masturbar não estava lhe dando alivio, muito pelo contrario, estava lhe deixando mais estressado. Não importava a quantidade de dedos ou o tão profundo que os colocasse ainda se considerava vazio.

Ele não conseguia se aliviar!

No dia que imaginou no meio de uma das suas brigas com Shizuo que o loiro poderia o capturar e lhe possuir em um daqueles becos ele decidiu não sair mais até resolver esse problema.

Era um problema grande, muito grande, pensar essas coisas com o acéfalo do Shizuo. Aquele maldito, aquele idiota. Ele iria pagar quando tudo isso acabasse, a culpa era toda dele.

Agora mesmo que a ereção surgisse, ele não se tocava. Seu corpo iria se acostumar e lhe obedecer e não pensaria mais nisso.

– Está se escondendo de alguém?

Não precisava olhar para trás para saber que era Namie, que provavelmente estava arrumando os seus livros. Ela fazia parte dos seus amados humanos, mas ela era um estorvo as vezes e agora ele estava concentrado demais querendo refletir sobre a janela.

Ele não estava fugindo de ninguém, queria arrumar uma solução para o seu problema, por enquanto queria evitar de sair e imaginar coitos por todos os cantos da cidade. Muito menos queria encontrar Shizuo. Ele também não usou o seu computador por um bom tempo, evitando as salas de bate-papo, principalmente quando ele criou a mania de acessar as câmeras de segurança da cidade e passou a procurar as imagens de Shizuo.

Pelos estudos que fez sobre os seus seres humanos, isso não estava sendo considerado normal.

– E como está o seu irmãozinho com aquela sem sal? – perguntou para alfinetar e olhou para trás.

A imagem que viu era satisfatória, Namie com a boca torta de desgosto olhando para ele com ódio. Tinha acertado em cheio o ponto fraco dela. Ah, o amor. Esse tipo de amor que envolvia paixão e sentimentos, esse tipo de coisa que acorrentava as pessoas, isso não sentia. O seu amor era geral, era para todos. Era universal, menos para Shizuo.

Odiava Shizuo.

– Não sei o que aprontou para se esconder. – ela voltou a falar e a limpar os livros. – Mas ficar somente trancado aqui está me atrapalhando!

Expulso da sua própria casa. Como poderia isso? Ele não tinha culpa que seu escritório era também onde ficava sua casa. Tinha culpa? Muito menos tinha culpa pela Namie estar sofrendo naquele amor incestuoso.

Esse amor estúpido que fazia as pessoas ficarem mais lentas e se matarem. Por que seus amados seres humanos tinham essa tendência de sofrer e fazer tudo por amor? Namie sofria pelo irmão dela, este era apaixonado pela imagem que a outra carregava e por assim adiante. Sofrer por amor era a coisa mais idiota que seus seres humanos poderiam fazer.

Somente saiu de casa para não ter que escutar aquelas lamentações.

Ele não era de muito ficar parado mesmo, era agitado, saltitante e espontâneo, contudo estava fora de controle esses últimos dias. Então não foi uma grande surpresa quando ele ficou em cima de um prédio observando com um binóculo Shizuo andar pela cidade com Tom.

Por que sempre andar com Tom? Tá certo, era o seu chefe, mas nas horas vagas você também anda com o seu chefe?

Apesar de Shizuo sempre querer ficar sozinho, ele vivia sempre rodeado por pessoas. Enquanto ele queria amar ainda mais os seus seres humanos, parecia que eles queriam ficar cada vez mais distantes.

Shizuo, sendo um monstro que é, poderia se manter isolado de todos. Ficar preso para sempre longe da civilização.

Claro, ele poderia visitar Shizuo para atormentá-lo. Sim, ficar sozinho em uma sala com Shizuo e rasgando-lhe a roupa enquanto o loiro rosnava contra ele e o segurava os pulsos para impedi-lo de cortá-lo. Então com súbita raiva o loiro também rasgaria as suas roupas como retaliação e o jogaria de bruços no chão.

“O que você quer, Izaya-kun?”

“Quebra-me” Pediria para Shizuo ao se colocar de quatro e então...

O que?

De novo isso?

Até quando seria atormentado por suas fantasias? Agora se sentia desconfortável na sua calça e extremamente irritado quando perdeu Shizuo de vista. Pulando entre os prédios procurando por aquele monstro ele parou e sentiu seu peito se afundar.

Shizuo tinha parado de andar com o Tom...

“Tire as mãos dele!”

Shizuo tinha parado porque tinha uma mulher na frente dele...

“Tire as mãos dele!”

E essa mulher tinha colocado os braços em volta do pescoço de Shizuo...

“Tire as mãos dele!”

Seu peito se afundou tanto que escutava um zumbido em seu ouvido e sem pensar direito atirou o seu canivete na direção dela.

Shizuo olhou rapidamente para sua direção e empurrou a mulher deixando o canivete atingir o chão. Malditos reflexos daquele monstro.

Quando seu por si, ele viu Shizuo olhando fixamente para a sua direção e depois para a mulher caída no chão com o braço vermelho. Izaya sentiu uma satisfação que pelo menos a mulher não tinha saído ilesa, mesmo que a culpa daquilo tenha sido de Shizuo.

– IZAYAAAA! – Shizuo gritou.

– Shizuo... – Tom logo atrás tentou chamar atenção.

Infelizmente para Tom, Shizuo não escutou e correu atrás dele. Teria sido divertido para Izaya se seu peito não estivesse tendo aquela dor estranha, então ele fugiu de maneira que despistasse.

Ele não queria confronto direto com Shizuo hoje, muito menos que o loiro descobrisse a sua excitação. Um lado positivo disso era que nesse momento não carregava uma ereção, o lado negativa era sentir essa dor misteriosa.

Shizuo deveria estar o procurando pela cidade nesse momento, já que nem conseguiu lhe tocar. Izaya nem se preocupou com isso, ele somente queria voltar para casa. Só que aquela dor lhe perturbou, e a necessidade do corpo não lhe deixava descansar.

No caminho ele seduziu um rapaz qualquer e o levou para casa. Se era tudo isso que lhe estava tirando toda a concentração e lhe fazendo agir fora do normal, ele iria tentar ter sexo, mesmo que fosse com aquele estranho.

Namie não estava lá quando chegou, se estivesse teria expulsado-a de lá. Aproveitou e carregou aquele rapaz para seu sofá e o deixou explorar o seu corpo.

Não sentia nada quando o outro tirava-lhe as roupas, olhou para o teto irritado com as mãos que estava lhe tocando os mamilos e sentiu um asco tão grande quando o estranho lhe chupou o lado do pescoço.

Ele não estava excitado, estava enojado.

Acabou enxotando o rapaz de sua casa sem nem ao menos eles passarem pelas preliminares. Ele tomou banho e limpou todas as impurezas do corpo, sentiu muita raiva por ter um roxo em seu pescoço feito por aquele idiota e se deitou olhando para o teto.

Aquela noite ele não dormiu, ficou somente acordado sentido aquela dor.

No dia seguinte estava cansado física e emocionalmente. Ele queria dormir, queria pensar em outra coisa, queria matar Shizuo. Saiu de casa escondendo aquele roxo com o seu casaco querendo ficar sozinho. Então por que o lugar que ele foi parar foi a casa de Shizuo? Ele somente tinha se movido sem pensar novamente. Talvez tenha sido lógico, esse era o horário que Shizuo trabalhava. A casa estava vazia e completamente a mercê dele.

Não foi difícil de invadir, o loiro era estúpido demais para se preocupar com segurança. Ou ele acabava espancando aquele invadisse. Ou simplesmente o mais óbvio, ninguém tinha coragem de invadir a casa do famoso Shizuo.

Dane-se, ele invadiu e olhou todas as coisas da casa de Shizuo. Ele sempre teve aquela curiosidade mesmo, talvez achasse algo constrangedor dele. Mas tudo que encontrou foi uma casa normal, com uma bagunça normal e uma geladeira cheia de leite. Ele se sentiu tentado a colocar veneno no leite, porém deixou de lado.

Perturbou-lhe um pouco estar tranquilo dentro da casa de Shizuo, como se estivesse familiarizado com o local e o cheiro. E esse cheiro o perturbava, pois tinha acalmado os seus nervosos, fazendo o seu coração bater normalmente e a calma circular no seu corpo. O cheiro era mais forte no quarto do Shizuo.

Shizuo não voltaria tão cedo, então não tinha risco de explorar um pouco mais. No quarto abriu o guarda roupa e encontrou todas as roupas organizadas. Grande parte das roupas era aquele conjunto de barman. Organizadas, passadas e dobradas. Tinham outras roupas, mas eram poucas e Shizuo nem deveria usá-las.

Só por causa de uma pequena curiosidade, pequena mesmo, ele pegou aquela camisa branca de barman e a cheirou. Sentiu-se completamente estranho fazer isso, completamente errado. O que ele era? Um daqueles seus humanos lunáticos? Isso era ridículo. E por mais que aquilo fosse ridículo ele não conseguiu parar. Era como se fosse um calmante para o seu sistema, como se todo o estresse desses últimos tempos estivesse indo embora.

Ainda segurando a camisa olhou para a cama de solteiro no pequeno quarto e se sentou nela. Olhou para todos os lados e sentindo cada vez mais tranquilo e se deitou na cama com sapato e tudo, colocando a camisa próxima de seu nariz. Sentia-se tão relaxado naquele jeito que pela primeira vez depois de muito tempo ele dormiu tranquilamente.

Era como dormir tendo alguém abraçado com ele, era quente e aconchegante, os braços eram acolhedores. Não lhe perturbou saber que o dono daqueles braços era certo loiro.

Tão bom.

– IZAYA!

Acordou de sobressalto com o grito que escutou e ao abrir os olhos no susto olhou em direção a porta, vendo que era Shizuo parado na porta com as mãos fechadas em punhos o encarando. Instintivamente olhou para a janela próxima a cama e viu que já era noite.

O que? Tinha realmente dormido o dia inteiro? Maldição, Shizuo o tinha encontrado dormindo em sua cama com aquela camisa no seu nariz? Quando percebeu o ex-barman tinha marchado diretamente a ele e segurado a gola de sua camisa.

– O que faz aqui, pulga? – Shizuo gritou o colocando sentado. – Está planejando fazer al... – de repente ele se calou.

Por alguns segundos Izaya não tinha percebido o porquê de repente Shizuo parou, mas depois de analisar o olhar do outro ele percebeu que Shizuo estava olhando diretamente para a marca roxa que tinha no lado do seu pescoço. Oh, isso era nada. Ficou surpreso quando Shizuo o jogou de volta a cama e puxou mais a gola de sua camisa para ver melhor a marca.

Qual era o problema do Shizuo? E também qual era o problema dele? Por que não largava aquela camisa, cortava a garganta do Shizuo e saia correndo?

– Que foi Shizu-chan? – começou a usar a sua língua de cobra para saber se Shizuo o largaria. – Com inveja que sou desejável para alguém?

– Uma pessoa fez isso em você?

Que pergunta era aquela? Shizuo estava estranho o encarando daquele jeito. Odiava não poder ler Shizuo.

– Sempre achei você burro, Shizu-chan, mas sinceramente essa pergunta respondeu as minhas suspeitas. – olhou para o lado, apertando a camisa na sua mão. – O que você acha?

O olhar de Shizuo para ele foi algo que fez um arrepio na espinha, arrepio do qual aumentou quando Shizuo se abaixou e colocou a boca sobre aquele local do seu pescoço. Jogou a cabeça para trás e fechando os olhos quando aqueles lábios aplicaram chupões por todo o seu pescoço.

Sua mente ficou em branco, não conseguia pensar se aquilo era real ou não, independente do que fosse aquilo estava sendo muito bom. Aquele cheiro lhe dominou e aquele corpo grande e quente em cima de si lhe deixava em delírio.

Ainda de olhos fechados sentiu suas calças apertadas e aquela boca lamber, morder e chupar todos os lados de seu pescoço. As mãos quentes foram até a sua cintura, levantando lentamente a camisa até chegar a mostrar os seus mamilos. Sua vista estava embaçada quando abriu minimamente os olhos para ver fios loiros descerem até o seu peito e Shizuo lamber um de seus mamilos.

Não aguentou, gemeu alto ao jogar a cabeça para trás e colocou a camisa perto da boca para abafar os gemidos. Era tão bom, muito bom ter os mamilos chupados daquele jeito, todo o seu peito marcado e sentindo as leves mordidas. Tudo era estranhamente carinho.

Shizuo... Shizuo... Shizuo...

– Toque-me! – sussurrou sem perceber e sentiu lábios sobre os seus próprios.

Abriu os olhos em choque quando percebeu que Shizuo estava lhe beijando. Em todos os sonhos e fantasias Shizuo nunca o beijou. Nunca! Todas essas coisas malditas eram somente sexo e aqui e agora estava acontecendo um beijo.

Aquilo era real! Maldição, era real! Não podia ser real.

Empurrou Shizuo, o que pegou o loiro de surpresa já que não conseguiria lutar contra a força. Shizuo estava com a guarda baixa, por isso aproveitou e pegou o canivete de seu bolso e cortou o lado da bochecha do loiro e depois cortou o peito de Shizuo e pulou pela janela.

– IZAYAAAAAAAAAAAAA!

Escutou o grito de raiva ao longe enquanto corria pela noite sobre os prédios, com a camisa de Shizuo ainda na sua mão e o coração batendo a mil.

Notas finais
Oi!! Desculpa a demora de postar, tenho outras fics em atraso que quero dar atualizada e acabei demorando de postar essa. Imaginei várias coisas para esse capitulo, acabei modificando e reescrevendo até ficar de meu agrado. Fiz com carinho e estou imaginando muita coisa para essa história!! hahaha Amei os favorito e os comentários!! Sério gente, vocês são lindos. Isso motiva mesmo um autor. Obrigada por lerem e não se esqueçam de comentar!! ;) beijos e até a próxima!! =*