Cobertor - Izuku Midoriya
4 Seguindo em frente
Notas iniciais
Pov. (S/n)
A vida é cheia de surpresas, tanto que ontem fui surpreendida ao descobrir sobre a traição do Izuku e mais tarde, o Bakugou apareceu e me convidou para tomar sorvete. Havia contado para o Bakugou que o Izuku havia me traído com a Ochaco e o garoto explosivo me deu uma ideia para que ele pagasse pelo que fez.
Mas... O Izuku merece isso que irei fazer?
Me levanto da cama e olho para um porta-retrato que continha a foto do nosso primeiro encontro e suspiro. Não entendo como ele pôde fazer isso, logo o Izuku...
Ele sempre foi tão fofo, gentil, um amor de pessoa...
Tento afastar os pensamentos, pois ficar só remoendo, não vai me levar a nada. Com isso em mente, visto o meu uniforme e depois de tomar o café da manhã, sigo para a U.A.
Nós tivemos aula em conjunto com o segundo ano C, onde teríamos que tentar resgatar vítimas espalhadas pelo campo enquanto no cenário, os prédios estavam em chamas e ao mesmo tempo, vários robôs atacavam a cidade fictícia. Estava difícil me concentrar na luta. Como a minha individualidade não era boa para combate, eu havia me especializado em vários tipos de lutas e também usava alguns apetrechos feitos pelos alunos do departamento de suporte.
Após utilizar a minha quirk para encontrar as vítimas e resgatar mais uma de um prédio que estava desmoronando pelo fogo e levar ela num local seguro, volto ao campo de batalha.
Tiro do meu cinto de utilidade um chicote que lança descargas elétricas e luto contra os robôs. Consigo enrolar a corda em um dos braços de um robô que estava tentando atacar uma vitima e com um puxão, arranco o seu braço de metal.
Não demorou muito para que três robôs aparecessem e me cercassem. Estava pronta para atingi-los com a eletricidade, quando vejo os robôs serem arremessados por uma explosão. Viro-me para o responsável e sorrio.
— Obrigada Bakugou!
Ele me encara e assente, logo voltando a enfrentar outros robôs.
Depois que a aula acabou, sigo para o refeitório e me sento com as meninas numa mesa.
— Não acredito que fiquei em último no teste de hoje! — Comenta Mina.
— Tenho certeza de que você consegue na próxima vez. — Respondo a rosada. — Se quiser, a gente pode combinar um dia desses para treinar juntas.
— Você faria isso por mim, Kinomoto-chan?! — Confirmo e ela agradece. — Obrigada minha salvadora!
— Há, há, não é para tanto. Enfim, alguma novidade?
— Falou de novidade, procurou a pessoa certa! — Responde Mina.
Ela pega seu celular e mostra uma foto onde eu e o Bakugou estávamos tomando sorvete e me pergunta:
— Então quer dizer que você já superou o Midoriya e partiu para outra?
Tanto eu como as meninas, nos surpreendemos. Como ela...
Me recomponho e digo:
— Cansei de chorar pelo leite derramado e segui em frente. Eu e o Bakugou, por enquanto somos apenas amigos, mas... não seria uma má ideia ser algo a mais, não?
— Boa sorte em tentar conquistar a bombinha. — Fala Kyoka. — Que eu saiba, ele só liga em ser o número um. O Bakugou não faz o tipo que gosta de romances.
— Você tem certeza? As pessoas podem mudar, talvez ele só não encontrou a pessoa certa ainda.
— Jiro, da um desconto a (S/n), ela tem todo o direito de seguir em frente. — Mina fala. — Eu apoio você, amiga!
— Obrigada.
Passou-se duas semanas, desde então, comecei a conversar mais com o Bakugou no colégio. No começo, as pessoas não conseguiam acreditar que logo eu havia me tornado amiga dele. Mas com o tempo, meus amigos se acostumaram ao nos ver andando juntos pelo corredor ou sentando juntos no refeitório.
Não demorou para que surgissem boatos sobre nós dois, cujo chegaram ao ouvido do Izuku.
Estava andando até a fila do lanche com o Bakugou ao meu lado.
— (S/n), por quanto tempo pretende fazer essa encenação?
— Você que deu a ideia, talvez até que o Izuku me peça desculpas...
— E se o nerd não pedir, o que você vai fazer?
— O jeito é seguir em frente.
Ando mais um passo na fila, pego um copo com suco de laranja e começo a fazer meu prato. Depois de pronto, iria seguir para a mesa do Bakusquad, mas o Katsuki pede para eu o seguir até o terraço.
Ao longe sinto um olhar penetrante nas minhas costas e dou uma espiada, notando que Izuku nos observava. Ochaco parecia estar falando com ele, mas Izuku não prestava atenção.
Volto o meu olhar a frente e subo as escadas que levavam ao terraço. Chegando lá, nos sentamos no chão e almoçamos enquanto observávamos o colégio do alto, como a U.A é enorme!
Pov. Midoriya
Desde que eu e (S/n) demos um tempo, a Uraraka não largou do meu pé. Eu não consegui ter um único momento para conversar com (S/n), só queria lhe contar a verdade. No dia em que ela viu eu e a Ochaco nos beijando, a Uraraka havia tomado a decisão de se declarar a mim, mesmo sabendo dos meus sentimentos pela (S/n).
Então eu a rejeitei, mas a (S/n) apareceu justamente na hora errada. Uraraka não se conformou com a rejeição, ela acreditava que eu estava me confundindo e que no fundo sentia o mesmo por ela.
Foi então que a Ochaco percebeu a (S/n) se aproximando e me beijou. Eu poderia tê-la afastado de mim e dado um basta, mas... Queria ter certeza se o que sentia por (S/n) era verdadeiro, então a deixei me beijar.
Porém, não senti nada.
Meu coração não se acelerava da mesma forma que acelera por ela, não senti aqueles arrepios na pele por sentir o contato ou as famosas borboletas no estômago, não senti nada pela Ochaco.
Quando a (S/n) nos viu , meu coração se apertou, estava profundamente arrependido.
Queria poder voltar no tempo e impedir a mim mesmo ter deixado a Uraraka me beijar. Ver as lágrimas escorrendo pelo rosto da minha amada me partiu no meio. Tentei ir atrás de (S/n), mas a Ochaco me impediu, distraindo-me com suas conversas.
E quando consegui me livrar dela, (S/n) havia sumido.
Depois desse dia, percebi que a (S/n) estava se aproximando demais do Kacchan. Ver os dois juntos estava me causando uma dor muito grande no peito. Desde quando eles se tornaram amigos?
Eles não se desgrudam nunca!
Queria ir lá tirar satisfação, mas novamente a Ochaco me atrapalhou. Disse que precisava de ajuda com a lição de casa. Suspirei e decidi ajudar, afinal era apenas uma tarefa escolar.
Tentei prestar atenção no que Uraraka falava, mas o meu olhar sempre desviava para os dois. Não posso perder a (S/n)! Eu a amo muito!
Quando vi eles darem as mãos enquanto subiam as escadas, não suportei mais e saí do refeitório, deixando a Uraraka de lado. Sigo até o dormitório e entrando no meu quarto, tranco a porta e permito-me chorar.
— N-Não vou desistir de você, (S/n). — Falo entre as lágrimas. — Irei te dar o tempo que precisar, mas não irei desistir de ter você de volta.
Continua...
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