Cobaia 0013

15 Capítulo 15 - Um Sábado agitado


Notas iniciais
Oi povo! Desculpe mesmo pela demora! Sempre que eu tentava escrever era aos pouquinhos, não saia muita coisa. Até que ontem eu consegui terminar. Mil desculpas. Boa leitura.

12-06-5026 Sexta-feira

–Bem mais que isso.

E então...

Ele me beijou.

E eu não pensei duas vezes antes de corresponder. Daisuke foi tão doce e calmo, como se tivesse medo de que aquele momento acabasse, e eu também tinha esse medo. Amigo... eu tambem não queria que ele fosse meu amigo. Mas não sabia se devia falar o que eu sentia para ele. Tudo pareceu insignificante e distante enquanto nos beijávamos. Eu não sei por quanto tempo nos beijamos, mas paramos pela falta de ar.

Daisuke colou minha testa a sua, depois me olhou e sorriu aberto, aquele sorriso que eu gosto. Aquele sorriso que, de tão grande faz com que os seus olhos puxados se fechem quase que completamente. E eu sorri pequeno em resposta, involuntariamente.

.

Depois disso eu não sabia como agir perto do Daisuke, era embaraçoso. Como as pessoas conseguem conversar normalmente com uma pessoa que acabou de beijar? Eu não conseguia fazer isso. Dançamos mais algumas vezes de forma animada ao som do DJ e isso me deixou mais calma. Percebi que eu estava me desesperando por nada. Era o mesmo Daisuke, só que com vantagens.

Já passavam de duas horas da madrugada o que era bem tarde para os trabalhadores da Companhia. Eu estava bem cansada e decidimos ir embora. Ir embora a pé. Robert e Eric havia ido embora mais cedo, por conta das crianças e ficamos para trás. A Companhia não era tão longe, mas meus pés, apertados dentro do salto já não aguentavam mais.

– Droga. — disse enquanto soltava a mão de Daisuke para tirar meus saltos no meio do caminho.

–Quer colocar meus sapatos? — Daisuke disse, cavalheiro.

Eu ri baixo.

–Não, Obrigada. Acho que não daria muito certo, e eu gosto de andar descalça.- Disse enquanto voltava a segurar a mão de Daisuke.

Ele pegou os saltos da minha mão e passou a carrega-los.

Nos fomos até a Companhia conversando trivialidades. Não falamos nada sobre o beijo, ou sobre nossos sentimentos no caminho. Daisuke me levou até meu quarto.

–Obrigada por me levar ao baile, Daisuke.

–Eu que agradeço Kalena. -sorriu.

Ficamos nos olhando por um tempo. Era ao mesmo tempo constrangedor e bom. Nenhum de nós queria sair de perto do outro.

Ele se abaixou, se aproximou do meu rosto e falou baixo, com os lábios próximos aos meus.

–Boa noite, Kalena.

–Boa noite, Daisuke.- falei, também baixo.

E novamente nos beijamos. Diferente do primeiro beijo, calmo e hesitante, Daisuke parecia bem mais confiante. Segurou na minha cintura com firmeza e me deu um beijo de tirar o ar, literalmente. Depois sorriu e foi despreocupado em direção ao seu quarto, deixando uma Kalena completamente congelada no lugar com o rosto vermelho.

Consegui sair do transe e fui tomar um banho e me trocar, coloquei um pijama e me deitei. Suspirei alto e pensei em tudo o que havia acontecido enquanto admirava a rosa lilás em cima da pentiadeira. Adormeci rapidamente

13-06-5026 Sábado

~Daisuke on~

Acordei tão feliz que nem me importava de arrumar o quarto. Eu havia deixado tudo bagunçado, inclusive as roupas que eu havia usado ontem estavam no chão. Liguei a TV e como sempre coloquei no canal de música. Começou a tocar "Sober" do BigBang. A música era bem animada e me fazia ficar ainda mais feliz do que eu ja estava. Eu sempre aprendo as músicas muito rápido então eu já cantava ou quase gritava o refrão enquanto chutava e jogava as roupas dentro do guarda roupa.

– Maenjeongsini nan himdeuleo

Amugeosdo hal suga obseo

Maenjeongsini nan jeil silheo

Neo eobsin jamdeul suga eobseo.

Aumentei a música e fui em direção a cozinha comer alguma coisa, não tinha nada para fazer hoje, talvez mais tarde andaria pela cidade só para garantir, então eu podia enrolar bastante. Já eram quase 13 horas e eu não havia comido nada, nem ao menos trocado de roupa, eu usava somente a calça de moletom como de costume. Abri o armário da cozinha e não havia nada além de lámen instantâneo. Coloquei água pra ferver em uma pequena chaleira e fiquei apoiado na pia pensando na vida. Na verdade pensando em ontem.

Eu estava tão feliz, tão feliz que sorria sozinho na pequena cozinha. Eu realmente havia beijado Kalena.

Eu estava tão distraído que nem vi o tempo passar, a água já havia fervido e a chaleira apitava. Eu colocava a água no pote de plástico e pensava no beijo. Depois, com cuidado peguei o pote de lámen quente e me virava em direção ao quarto enquanto soprava a comida...

–Oi Daisuke!

Eu havia levado um susto! Sério! Joguei o lámen para cima que acabou caindo em cima de mim na volta. Tentando fugir da chuva de lámen dei alguns passos para trás, mas acabei escorregando. Não foi nada legal. Estava tão quente.

–Ah! Droga!

–Daisuke! Me desculpe! Eu não queria te assustar! — disse Kalena, preocupada, enquanto se abaixava para me ajudar.

–Tudo bem, tudo bem. — Disse, já me levantando.

–Ah Daisuke! Esta doendo muito? — Ela perguntou enquanto analisava meu tronco e ombros cheios de lámen.

–Só um pouco... -parei para realmente analisar o estrago. -Nossa! Isso são bolhas? — Eu olhava para meu peito vermelho e apertava as bolhas de água que se formavam.

–Não faça isso Daisuke!

Eu ri.

–Não sabia que era possível se queimar desse jeito com lámen.

–A água devia estar bem quente para isso.- ela analisava as minhas queimaduras.

–Eu estava distraído e deixei a água ferver.

Kalena me puxava para o quarto enquanto ainda se desculpava.

–Me desculpe Daisuke. — Eu me sentei e ela começou a tirar o macarrão que ainda tinha pelo meu corpo. — Eu sou uma idiota.

– Você não é idiota.

–Claro que sou. Que idéia era essa de entra no seu quarto do nada.

–Não tinha como você saber. — os olhos dela estavam úmidos e ela mordia o lábio inferior. -Hey. — disse tentando tirar sua atenção do macarrão e virando seu rosto em minha direção. — Eu me curo rápido lembra? Vou tomar um banho e daqui a pouco vou estar melhor, certo?

Ela simplesmente concordou com a cabeça.

Peguei uma toalha e minha calça jeans e fui em direção ao banheiro. Foi um pouco difícil tomar banho sem estourar algumas bolhas, mas não era nada de mais mesmo.
Quando sai do banheiro Kalena veio em minha direção com uma pomada branca.

–Não precisa...

–Precisa sim!

Eu me assustei com seu tom de voz e ela tentou passar a pomada comigo ainda em pé, mas não deu muito certo. Me sentei na cama para que ficasse mais fácil.

–Me desculpe. Não queria falar desse jeito com você. Eu estou brava comigo, não com você. — Ela disse já terminando de cuidar das minhas bolhas.

–Kalena. Esta. Tudo. Bem. Ok? -disse pausadamente e depois dei um beijo em sua testa.

– Ok. Mas vou cozinhar para você hoje, nem adianta dizer não.

– E como eu diria não?

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Agora estávamos deitados na cama de Kalena, de forma similar a que ficamos na minha cama, com a costas apoiadas na cabeceira. Porém Kalena estava do lado da parede. Comíamos o sorvete que eu trouxe de sobremesa e assistíamos um programa qualquer. Olhei para meu tronco e passei a mão por ele e pelos ombros, já não haviam bolhas, nem ao menos estava vermelho. Terminamos de comer e levamos a bagunça pra cozinha, Kalena havia feito macarronada então tinha bastante sujeira para limpar. Começamos a lavar a louça.

–Não precisa me ajudar, Daisuke. Sei que não gosta disso.

–E quem gosta de lavar louça?

Ela riu baixo.

–Relaxa, eu não gosto, mas sei lavar louça.

–Olha só! Que menino prendado!

–Você dúvida das minhas habilidades, Kalena? — disse enquanto arregaçava mangas invisíveis.

Ela riu mais alto dessa vez.

–Talvez.

Eu não resisti tive que jogar água nela!

–Ah! Daisuke! Isso é nojento! — Disse enquanto tentava se limpar.

Voltei a lavar a louça.

–Não pode duvidar de Daisu...

Fui interrompido por muita água contra meu rosto.

–Você vai se arrepender Kalena!

Dane -se a louça. Agora estávamos fazendo uma guerra de água e detergente na cozinha que com certeza não foi uma boa idéia. Kalena tomou um belo escorregão e quando fui tentar ajudá-la também cai, mas por cima dela.

Nos ríamos bastante da situação até que Kalena percebeu realmente o que estava acontecendo.

–Ah.. Acho que isso não foi uma boa idéia, não é?

–Talvez esse fosse meu plano inicial. -disse enquanto levantava uma sobrancelha.

Eu tentei beija — la, mas ela tampou e virou o rosto, tímida.

Dei um sorriso aberto.

Me levantei e estendi a mão para ajudá-la. Voltei a lavar a louça enquanto Kalena começou a secar o chão.

–Vou dar uma volta por Baskerfield hoje. Quer vir?

–Sei lá...

–Vamos. Vou passar no Cosgrove, a gente pode comer alguma coisa, sei lá.

Silêncio. Kalena parecia demorar para se decidir e me virei para ve-la. Ela estava parada olhando para o nada e sorria. Parecia alguém tramando um plano infalível.

–E... Então?

–Vamos! Acho que vai ser interessante. — respondeu enquanto virava de costas e voltava a secar o chão.

.

.

Eram aproximadamente 17 horas e nós já estávamos a caminho do Cosgrove. A tarde estava fria e Kalena quase desistiu de ir. Disse que preferia fazer pipoca e assistir à um filme debaixo das cobertas, eu quase cedi, mas eu precisava fazer uma patrulha e queria ficar com Kalena. 2 em 1.

Já havíamos andado bastante e por isso já íamos para o bar. Não estava tão cheio por conta de não ter nenhum show então arrumamos rapido um lugar para sentarmos. Decidimos sentar no mesmo lugar que sentamos da última vez que viemos. Sentamos e eu apoiei meu braço no encosto da cadeira, passando por cima dos ombros de Kalena. Ela parecia um pouco tensa.

–Esta tudo bem?

–Claro.

Pegamos o cardápio. E rapidamente decidimos o que pedir.

–E aí, Daisuke? — Luther veio nos atender.

–Fala, Luther.

–O que vão pedir?

–Cerveja,uma porção grande de batatas e...

– Esse drink aqui, de limão. — disse Kalena enquanto apontava a bebida no cardápio.

–Certo... Daqui a pouco eu volto com o pedido.

–Valeu Luther.

Ficamos conversando, enquanto esperávamos a comida. Charlotte passou por nossa mesa e me cumprimentou rapidamente.

–Não gosto dela.

Kalena repetiu o que tinha dito na noite em que viemos aqui.

–Isso é ciúmes, Kalena? — provoquei

–N... Não!

Fui aproximando meu rosto do rosto dela, porém ela virou rapidamente. Então eu fui me aproximando do seu pescoço.

–É ciúmes sim...

–Claro que n... -comecei a passar meu nariz no seu pescoço. — Daisuke, para! -Ela falava enquanto ria.- Faz cócegas!

–O pedido... — Era Luther... Sempre chegando na hora certa.

–Valeu Luther.

– Mais alguma coisa?

– Ah... Eu posso colocar umas músicas no jukebox?

–Claro. — Ele disse enquanto já saia.

Comi algumas batatas, me levantei, dei um selinho na cabeça de Kalena e fui em direção ao aparelho.

O jukebox tinha uma abertura para colocar pen drive e era conectado a TV que ficava na parede atrás do palco, de frente para nossa mesa. Eu estava colocando meu pen drive e procurando minhas músicas e vídeos quando Charlotte se apoiou no jukebox.

–Oi, Daisuke.

–Oi.. — Eu ainda olhava para o jukebox.

–Faz tempo que a gente não se fala... Você está tão gato. — Ela passou a mão pelo meu ombro.

Ah não! Eu não estava com paciência para as investidas dela.

–Charlotte. — Me virei para ela. — Se não percebeu eu estou com Kalena e minha noite estava sendo maravilhosa até você chegar aqui.

–Nossa! Quer dizer. .. Aquela sua amiguinha? Não está falando sério, está?

Eu estava ficando realmente irritado com ela. Ela se achava a mulher mais linda do planeta. E achava que todos os caras deviam concordavam com ela.

–Sim! Estou falando sério, Charlotte.

–Mas, e a gente?

–Nunca existiu "a gente". — Disse enquanto colocava qualquer música e voltava para minha mesa.

Me sentei e olhei para Kalena. Ela olhava para a TV, sorrindo como se tivesse aprontado algo.

–Você ouviu, ne?

Ela sorriu mais abertamente agora.

–Sim. -corou.

–Agora admita que estava com ciúmes.

–Não estou com ciúmes. Só não gosto dela.

–Sei... -Disse já me aproximando de Kalena. Nos beijamos rapidamente.

.

Começou a passar um vídeo, era de uma música que eu tinha baixado para ver depois, já que tinha a tradução.

Sweater & Jeans

"Ela é como uma garota que se aproxima

Ao virar a esquina num filme preto e branco

"Com licença, estou um pouco perdida"

Ela dirigia um 1957 clássico

É como se na deslumbrante Hollywood,

Eu tivesse visto Marilyn na minha frente

Quero segurar no seu pulso assim

Onde quer que eu vá com você, estarei feliz

Mesmo que seja apenas nos meus sonhos."

Olhei para Kalena, que corou. Eu ri e comecei a cantar e olhar para ela.

"Ah, ah, ah, ah, ah

Yah, ah, ah, ah

Será o início do amor?

Ah, ah, ah, ah, ah

Yah, ah, ah, ah

Ok."

Eu me levantei e puxei Kalena.

–Não, Daisuke.

Eu continuava cantando e agora dançava sozinho, de frente para ela. Comecei a fazer movimentos exagerados interpretando a música.

"Você é como um ensaio fotográfico

Em tempo real diga Olá

Beleza é a palavra que te representa

Eu finalmente encontrei minha Cinderela

Eu beijo sua mão.

Incontáveis dias e mais ainda noites,

Possuem a tranquilidade que se emana desse tempo

Meu Deus, ela está mais bonita que ontem"

Peguei sua mão e fiz com que desse uma pirueta. Acho que isso fez com que ela se animasse e começamos a dançar de frente um para o outro. Eu cantava e apontava para ela por conta da letra da música. Ela ria, mas não parava de dançar.

"Você é meu suéter e jeans vintage

Você é meu suéter e jeans vintage

Que é perfeito para mim

Meu suéter e jeans vintage

Seu perfume é como o vinho que me embriaga

Em uma noite de estrelas cadentes,

Compartilhamos um cálido beijo

Mesmo que tudo se desgaste e desapareça

Naquele lugar algo sempre brilhará

Vou registrar cada simples momento

Porque todos eles são como um milagre

Não vamos terminar, não vamos nos separar

Ah, ah, ah, ah, ah

Yah, ah, ah, ah

O tempo passa por nós

Ah, ah, ah, ah, ah

Yah, ah, ah, ah

Ok.

Você é como um ensaio fotográfico

Em tempo real diga Olá

Beleza é a palavra que te representa

Eu finalmente encontrei minha Cinderela

Eu beijo sua mão.

Incontáveis dias e mais ainda noites,

Possuem a tranquilidade que se emana desse tempo

Meu Deus, ela está mais bonita que ontem

Você é meu suéter e jeans vintage

Você é meu suéter e jeans vintage

Que é perfeito para mim

Meu suéter e jeans vintage

Oh baby, você é como uma pintura viva

Você me envolve suavemente

É como se fossemos uma só pessoa

Você completa todas as cenas

Você seria o meu mundo para sempre?

Seja minha Marilyn e eu serei seu James Dean.

Você é como meus sonhos

Em tempo real me diga Olá

Vamos manter em segredo,

As coisas que apenas nos sabemos

Eu finalmente encontrei minha Cinderela,

Eu beijo sua mão.

Dias deslumbrantes e noites ainda mais brilhantes

Possuem a singularidade que emana desse tempo

Meu Deus, ela está mais bonita que ontem

Você é meu suéter e jeans vintage

Você é meu suéter e jeans vintage

Que é perfeito para mim

Meu suéter e jeans vintage

Você é meu suéter e jeans vintage

Você é meu suéter e jeans vintage

Que é perfeito para mim

Meu suéter e jeans vintage

Meu suéter e jeans vintage

A música acabou e os poucos clientes bateram palmas para nós. Eu me curvei exageradamente em agradecimento e Kalena apenas correu para nossa mesa.

.

.

Kalena foi ao banheiro antes que fossemos embora. Eu ainda estava na mesa esperando por ela quando ouvi a porta do Cosgrove ser aberta com força enquanto algo pesado rasteja vá pelo chão.

–Boa noite. -Era Luther falando, parecia nervoso.

–Procuramos uma garota... Com cabelos brancos. — Górgonas... procuravam Kalena.

–Eu não me lembro de uma garota assim...

–Se acalme garoto, não vamos fazer mal a você. A menos que você esteja mentindo...

Eu me levantei e fui em direção ao corredor pequeno que dava para os banheiros. Kalena vinha em minha direção e estranhou minha feição de preocupação.

–Daisuke? O qu.. -tapei sua boca com a mão esquerda e levei meu indicador direito até minha boca mostrando que ela devia fazer silêncio.

No corredor havia alguns armários, onde eram guardados alguns copos extras. Um dos armários estava vazio. Sei disso porque já havia me escondido de uma gangue de lobisomens uma vez. Fazer o que? Não tava afim de apanhar.

Abri o armário, coloquei Kalena lá e depois entrei. Estava bem apertado, mas pelo menos ela estava escondida.

–O que está acontecendo? — Ela cochicou.

–Górgonas.- cochichei em resposta.

Ela arregalou os olhos que começaram a lacrimejarar enquanto ela respirava de forma acelerada.

Segurei o seu rosto virado para mim.

–Calma, ok? Eu não vou deixar nada acontecer com você.

Ela concordou com a cabeça e eu beijei o topo da sua cabeça.

Nada vai acontecer com você Kalena.

Notas finais
Espero que tenham gostado. E mais uma vez desculpa pela demora. Links. Sober: https://www.youtube.com/shared?ci=Q0EN_oPI05s Sweater & Jeans : https://www.youtube.com/shared?ci=S9BLUpG5fSQ