Notas iniciais
Eu comecei essa historia no começo do ano, parei por alguns motivos, mas eu tinha muitos planos para essa fic, planos realmente muito bons na verdade, então algo meio que estava formigando em minha cabeça para postá-la mas não sei quando atualizarei-a novamente, dependendo do feedaback.

desculpem os erros, essa historia estava engavetada desde janeiro, não a revisei muito bem.

Links das musicas nas notas finais

Capítulo 1 — Capitulo 1.


Okinawa.

Konoha.

2010

22:00
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— Não temos outra opção Kushina.

— Mais Minato... ele adora essa guitarra, não é justo ter que deixar nossos problemas atingi-lo de tal forma.

— Eu sei... Não vai ter sequer um momento no futuro que eu me arrependa disso, porém quando ele for mais velho ele iria entender o do por que eu ter feito isso. — disse Minato subindo as escadas. Aos olhos de minato aquela sua atitude ia custar a relação com seu filho por alguns anos, naruto amava aquela guitarra tanto quanto ele amava seus pais. Ter que vender seria uma pena.

Ao subir as escadas se deparou com um som que logo reconheceu, não só reconheceu mais como achou maravilhoso, lembrava sua adolescência, de como era ser jovem, não era todo dia que ouvirá um som tão polido daquele, seu filho teria seu filho evoluído tanto em um mês? O som do qual o fazia se lembrar tão bem da sua adolescência era a guitarra de seu filho, do qual teria que vender, com muito pesar. Ao chegar mais perto pôde não só escutar melhor a melodia do qual o instrumento repercutia, como pode reconhecer, seu filho conseguirá tocar stairway to heaven em tão pouco tempo de uso do instrumento? Ao bater na porta, fez o instrumento parar, se tinha alguma dúvida sobre quem estava realmente tocando, ela desapareceu.

— Quem bate?

— O seu pai!

— Dúvido.

— Abre logo isso Naruto. — Minato não tinha muito tempo para ser brincalhão como de costume com seu filho, então o mesmo teve que mudar para uma voz um pouco mais imponente.

— o..ok — gaguejou Naruto, não demorou muito para que o mesmo fosse abrir a porta. Uma figura pequena com dez anos de idade abriu a porta.

— Precisamos conversar.

— Primeiro, deixa eu te mostrar algo que eu aprendi pai. — Falou Naruto interrompendo totalmente Minato e correndo para sua cama, onde estava sua guitarra. Animado, subiu em sua cama, Pegou sua guitarra, E começou a dedilhar, o que surpreendera seu pai, pois o mesmo estava tocando um solo de guitarra que ele reconhecera perfeito.


Ao terminar de fazer o que tinha acabado de aprender, Naruto olhou para a porta em que seu pai estava.

— Então... O que achou?

— Onde aprendeu a fazer isso?

— Sozinho.

— Fazer o que você está fazendo sozinho sem a ajuda de ninguém é impossível. — Por um momento Minato viu que Naruto não estava mentindo, seu filho tinha não motivos para isso.

— Eu aprendi sozinho, ouvi as notas se encaixando, e fui tocando elas, você não queria me falar alguma coisa? — Minato não sabia mais como dar a notícia que ele veio para dar. Simplesmente não podia tirar de seu filho sua guitarra, talvez ele se arrependesse amargamente se o fizesse.

—.... Toque mais baixo, está incomodando os vizinhos, é isso que eu vim avisar. — Deu um sorriso para seu filho.

— Pode deixar pai. — Falou Naruto retribuindo o sorriso que seu pai lhe deu.
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Konoha.

Konoha high school.

2017.

Olhei aqueles portões imponentes da escola, realmente era muito diferente das outras que eu estudei, das muitas outras.

— Obrigado pai. – Falei olhando para dentro do carro logo atrás de min.

— Por nada filho, comporte-se no seu primeiro dia, ok? — Falou minha figura paterna se abaixando um pouco pra me ver melhor.

— Não há com que se preocupar. — Falei eu, dando um fraco sorriso, tentando ao mínimo passar um pouco de credibilidade no que eu disse. Vi ele retribuir com um sorriso sincero, ele sabia que o problema não era eu, então eu o vi dar partida no carro, e ir embora. Não havia como enrolar mais uma semana para entrar na escola agora, suspirei, e fui em direção a grande escola.

No caminho pude notar as panelinhas se formando na frente do colégio, não dei muita bola, quase toda escola é igual quando o assunto é aluno, mais não pude deixar de notar uma loira com grandes cabelos, uma franja que cobria seu olho direito, e olhos quase tão azuis quanto os meus, ela passou por min como se não tivesse me visto, indo ao encontro de outras pessoas na frente do colégio.


Assim que entrei no colégio, soube de cara, o seu diferencial dos outros, o colégio era quase um castelo, era muito grande mesmo, com um salão oval na entrada, com uma estátua de diferente pessoas no meio do salão, pessoas que eu acredito ter sido os antigos diretores, por que a minha tia tsunade também estava esculpida em bronze ao lado de outros 3 homens.

Comecei a procurar a sala da diretoria, só de pensar em começar a estudar com aqueles olhares indecifráveis daquela gente esnobe me dava um nervosismo, então comecei a passar um pouco mal, isso acontecia com frequência, eu tenho muitos ataques de ansiedade, precisava molhar um pouco meu rosto, então comecei a procurar o banheiro naquela imensidão.

Após me perder umas quatro vezes consegui achar a sigla ‘’WC’’ em uma das portas, entrei pela porta mais rápido que pude e fui na pia lavar meu rosto, liguei a torneira, então pude notar que tinha dois registros, um para água quente e outro para gelada então tratei logo de ligar a água gelada para passar no rosto, mesmo assim, continuava com aquela maldita ansiedade me incomodando, então decidi me sentar em uma das privadas, fui no ultimo box do banheiro, abri a porta, e me sentei de cabeça baixa e olhos fechados, tratei de respirar fundo várias e várias vezes, fiquei uns dez minutos nesse exercício, até que um barulho fora do box em que eu estava me desperta.

— EU MANDEI NÃO MECHER COM ELA, SEU PUTO DE MERDA. — Gritou uma figura, que não pude identificar se era mais velha ou não, mas com certeza ia bater em alguém.

— Eu só a ajudei a recolher as coisas que caíram no chão. — falou uma segunda figura, dessa vez parecia ter alguma dificuldade na voz, como se estivesse sendo pressionado contra algo.

— Ela me disse que tem medo dessa porra de maquiagem que você passa na porra da cara, então eu já falei pra ir pra longe dela seu merda, você fez totalmente ao contrário do que eu te MANDEI. -falou a primeira figura, dessa vez mudando seu tom de voz para um mais ameaçador.

— Eu já falei qu.. Cugth. — Dessa vez sequer precisei tentar imaginar o que tinha acontecido, o cara tinha levado um soco na boca do estomago tão forte que se engasgou antes mesmo de terminar de se defender.

— Se chegar perto dela novamente você tá fodido, ME OUVIU BEM? SEU MERDA. — Falou pela última vez a pessoa ameaçadora, antes de bater à porta do banheiro com força. Eu até pensei em intervir antes, mais não havia ideia do que estava acontecendo, e se eu me metesse em uma briga no meu primeiro dia de aula eu que estaria fodido depois para explicar isso em casa. Sai do box em que estava, cauteloso, logo de cara pude ver uma figura ruiva deitado no chão encolhido com a mão na barriga.

— Ei, você está bem? — Perguntei chegando mais perto, logo vi ele se desdobrar e olha para min, com uma cara de dor imensa, acho que ele nem conseguia falar naquele momento, chegando a essa conclusão peguei um braço dele ainda no chão e passei pelo meu pescoço, e com o meu outro braço o ajudei a ficar instável, logo saí com ele pela porta do banheiro também, então só ai pude notar que existia placas de sinalização na escola, coisa que com minha ansiedade não pude notar, então acabei me perdendo, então notei também, que a palavra enfermaria, estava presente em todas elas, com setas apontando a direção, provavelmente para que alunos machucados conseguirem se localizar naquela escola imensa.

Então comecei a seguir as setas, que apontavam em direção a enfermagem, pude reparar que não tinha ninguém nos corredores, o que era estranho, mais também agradeci mentalmente, pois atrairia muita atenção para min, e meu plano escolar é ficar em paz e sozinho respectivamente, saindo desses pensamentos, pude reparar mais no ruivo que estava se apoiando em min, ele tinha as suas pálpebras pintadas de preto, conheço bem o estilo gótico quando vejo, bandas como o The Cure principalmente, faziam parte do meu gosto, entre tantas outras, até com um pezinho em Korn, deixei isso de lado por um momento, não era muito da minha conta.

Segui as setas até as mesmas me levarem a enfermaria, o que não demorou tanto quanto eu estava esperando, tratei de empurrar rápido a porta de madeira, logo vi uma mulher de cabelos pretos amarrados e de jaleco, logo a reconheci como a médica que ia cuidar do carinha aqui no meu ombro, logo que entrei ela olhou para min com uma cara de surpresa e não tardou em levantar para me ajudar a colocar ele na maca.

— O que aconteceu com ele? — perguntou me ajudando a deixa-lo deitado na maca.

— Eu não faço ideia, entrei no banheiro e ele estava no chão com a mão na barriga. — Menti, talvez eu quisesse zero envolvimento com aquilo. Após eu dizer isso, ela levantou um pouco a camisa do ruivo, ela acabou abaixando rápido, mas mesmo assim pude ver que estava extremamente roxo a região do abdômen do mesmo.

— Ah Gaara, o que você fez dessa vez? — Falou com um tom de lamentação. apesar de descobrir o nome do cara ruivo, não dei muita bola.

— Muito obrigada..?

— Naruto

— Sim, Naruto, muito obrigada por ajudar, precisa de algo mais? — Perguntou ela novamente tentado ser atenciosa.

— Queria saber onde é a secretaria, a escola é muito grande sabe?

— No salão oval, assim que você entra, segunda porta. — Falou ela gesticulando.

— Muito obrigado. — Falei dando as costas, estava muito mais que atrasado. Assim que saí da enfermaria pude ver nas plaquinhas, 3C, 3A... Secretaria, então comecei a seguir novamente as placas.

Novamente, não conseguir não notar como a escola era grande, mas foquei nas plaquinhas que me levavam a diretoria. Após alguns minutos estava eu de volta ao salão oval, então identifiquei a porta que suspostamente seria a secretaria, não tardei de caminhar até a mesma, girando logo a maçaneta e forçando a grande porta de madeira para dentro da sala. Então lá estava ela, minha tia Tsunade com os braços cruzados e uma cara nada boa.

— Onde esteve? — Falou com um tom nada amigável.

— Eu me perdi. — Falei inocentemente dando de ombros.

— Mesmo com as sinalizações? — Perguntou mais uma vez desafiadora.

— Sua porta não tem a plaquinha. — Falei mantendo a calma.

— Escuta só, Naruto, é muito bom te ver novamente depois de tanto tempo, mas eu não quero mentiras entre nós, falei para seus pais que cuidaria de você enquanto você estivesse aqui, então só quero saber de verdades entre nós, sei onde você estava, não quero saber o do por que, dessa vez deixo passar por que você está muito atrasado no momento. — Falou ela muito séria, se eu soubesse que não tinha como mentir para essa mulher, nem tinha começado. Tia Tsunade me estendeu um papel que não esperei nem um segundo para pegar de sua mão.

— Entregue esse papel para o professor que está dando aula na sua classe, agora vá, conversaremos depois. — Disse soltando uma piscadela e um sorriso para min.

Eu saí de sua sala mais rápido que pude, andei um pouco e parei para reparar no papel que ela tinha me dado, que estava mais para um envelope pequeno selado, nele tinha escrito o número da minha sala 3A, não perdi tempo e comecei a procurar nas plaquinhas de sinalização até encontrar as setinhas que me levariam a minha sala, comecei a segui-las, até dar de cara com uma plaquinha em cima da porta escrito 3A, respirei fundo e bati na porta 3 vezes, esperei um pouco e a porta foi aberta por um cara grisalho com uma tremenda cara de tédio.

— Naruto... Certo? — Falou ele com uma voz igualmente de tédio

— Sim, Naruto... Aluno novo..- Falei eu pausadamente, esperando que ele me deixasse entrar, assim que percebi o que faltava estendi para ele o envelope.

— Muito bem, bem-vindo ao 3ºA. — Dando espaço para eu entrar, logo vi que a sala era gigantesca assim que entrei, quando o fiz, a atenção logo se voltou para minha pessoa, logo eu era pequeno perante aqueles olhares, que de alguma forma não conseguia decifrar, se era nojo, se era curiosidade, ou até mesmo olhares de superioridade, por isso eu não gostava de atenção.

— Pode se sentar Sr.Uzumaki — Falou ele estendendo um dos braços em sinal que eu me sentasse, os olhares continuavam sobre min. — Sou seu professor, Kakashi. — Falou ele quando passei na frente do mesmo para me sentar em uma cadeira no fundo da sala, que estava substancialmente vazio.

Não demorei muito para chegar em minha cadeira, colocando minha bolsa sob a mesa eu parei para reparar em minha sala enquanto retirava as coisas dela, assim que eu me sentei voltaram a conversar normalmente como se eu não estivesse mais ali, pude reparar que a loira que passou por mim na entrada estava ali, escutei uma voz similar à que tinha agredido o cara ruivo no banheiro conversando com a loira, ou melhor dando em cima dela. Pude notar outra pessoa no canto da sala de cabeça baixa, um pouco branco demais, usava um moletom com capuz que cobria sua cabeça, mas reparei uma pulseira do Asking Alexandria, fã de metalcore né? Interessante, mais uma vez encontrei uma pessoa que se diferenciava das outras aqui, o resto parecia ser tudo igual, mas não me interessava muito.

— Então classe, sobre probabilidade... — Após Kakashi falar isso, escutei um bla bla bla insano na classe, protestando sobre o assunto.

não queria dormir no meu primeiro dia, até porque se eu fizesse com certeza tia Tsunade iria saber então era melhor deixar quieto e apenas copiar o que estava no quadro.

Aula seguia normalmente, mas não importava o quanto eu tentasse não conseguia prestar atenção naquela coisa chamada matemática, então achei melhor só não parecer inteligente para ele não me chamar para responder qualquer coisa no quadro, eu queria ser invisível.

O que pude reparar era o quão o cara valentão lá do banheiro parecia ser boçal, ele atrapalhava a aula e não tinha sequer o mínimo respeito pelo professor, que também não parecia dar a mínima para isso, afinal, ele era pago para dar aula, prestava atenção quem quisesse, mas a atitude dele atrapalhava alguns alunos, o que deixava ele mais boçal ainda. Tentei não dar muita atenção a esse cara, que por acaso, tinha o nome de Kisame, ele conversava animadamente com outros dois caras dos quais eu também não dava a mínima, porém toda a sala podia escutar o que o mesmo estava falando, ele parece namorar com uma garota chamada Shion, mais não perdia a oportunidade de dar em cima da outra loira, que se chamava Ino.

Passado um pouco mais de tempo, a aula estava um tédio e o cara emo não tinha acordado ainda, então os idiotas ficavam jogando bolinhas de papel nele, o que me deixava um pouco incomodado, mas ignorei o meu lado justiceiro dos mais fracos. Logo o sinal tocou, estava na hora do intervalo, então esperei todos saírem, não gostaria de ter contato com nenhuma dessas pessoas, Logo a sala estava vazia, até o professor tinha saído e eu não tinha visto, porem o emo tinha ficado na sala dormindo, até pensei em acorda-lo, mas eu sequer conhecia ele então achei melhor deixar isso de lado e sair para comer.

Não me canso de dizer o quão essa escola é grande, principalmente o seu refeitório, várias pessoas já estavam sentadas com seus respectivos grupos, o que era uma merda porque mesmo tendo várias mesas sobravam pessoas que não faziam parte do grupinho de alguns alunos mais populares e ricos, então os mesmos ficavam em pé ou procuravam outro lugar para comer que era o que eu pretendia fazer.

— Ei novato, sai da frente – disse alguém que eu não tinha reconhecido, antes de bater no meu ombro com tanta força ao ponto de me fazer cair no chão enquanto eu estava na fila para pegar minha bandeja de almoço. Quando olhei pra cima reconheci o rosto de Kisame e seus amigos, rindo da minha cara, fazendo com que outras pessoas na fila passassem na minha frente, sem sequer prestar atenção em min caído no chão.

Me levantei o mais rápido o possível, mas já era tarde, todo mundo que estava na fila tinha passado na minha frente inclusive Kisame, então eu fiz o que sempre faço quando a vida me coloca no chão: me conformei com a situação, não queria briga, e muito menos chamar a atenção para min, então se é pra ficar no final da fila, que seja.

Demorou um pouco até que eu pegasse meu almoço, queria sair rápido dali, não antes sem olhar para a loira que estava sentada e conversando divertidamente com o que parecia ser algumas de suas amigas, o que mais me chamou atenção foi uma garota de cabelos rosa, o que pro padrão daquela escola era muito estranho.

Então comecei a procurar um lugar para sentar e comer em paz, o primeiro lugar que eu pensei foi a biblioteca, então tratei de ver nas plaquinhas onde ficava e novamente comecei a seguir as setas onde apontavam a direção da mesma para min. Após subir uns lances de escada e dobrar a direita umas três vezes, pude encontrar a biblioteca, apesar de parecer sua porta não era nada pesada então segurando minha bandeja com uma mão, com a outra pude empurrar para o lado de dentro, mesmo assim, a porta não se abria, provavelmente alguns outros alunos já tentaram almoçar aqui mais proibiram fechando as portas da biblioteca, fazendo assim que alguns alunos fossem jogados a selvageria lá em baixo.

Meus pensamentos foram interrompidos com um som muito alto, rápido, barulhento e característico pra min, era o som de um solo de bateria, muito bem tocado por sinal, então tentei seguir esse som, por extinto, queria ver de onde estava vindo, e quem estava tocando, sempre que eu dava um passo a mais em direção para saber quem era que estava tocando, o som ia se tornando menos abafado, porém não menos incessante, fazendo com que eu pudesse escutar melhor o som maravilhoso que vinha de uma sala fechada.

— Achei.. — Sussurrei pra min mesmo, se bem que se eu tivesse gritado, ninguém iria ouvir mesmo, o som da bateria estava tomando conta do corredor todo. Com uma pequena janela na porta pude espiar quem estava lá dentro tocando aquele instrumento que era tocado com maestria por um cara com um penteado ridículo com uma jaqueta verde. Aquela empolgação dele me fazia querer pular, bater cabeça, ele tocava tão empolgado.

Então não resisti em entrar no que parecia ser uma sala para dar aula de música tendo em vista todos os instrumentos aqui. Cheguei à conclusão que ele sequer parará uma vez desde que começou a tocar aquele solo, e percebi que ele ainda não tinha me visto pois pelo que parecia estar muito concentrado no que estava fazendo.

Não pensei muito no que eu ia fazer, ficar parado aqui o tempo todo vendo aquele cara tocando? Então aí meu cérebro me deu uma ideia quando eu vi a poucos metros de mim uma guitarra fender stratocaster preta, encostada de qualquer jeito na parede, então deixei meu almoço em cima de uma cadeira e fui até ela devagar, peguei-a em minhas mãos, era uma bonita guitarra, então vi que tinha um pequeno amplificador ligado ao lado, então sem fazer barulho arrastei ele um pouco pra frente e acoplei a guitarra, o garoto parecia estar tão concentrado no que fazia que não tinha visto nada do que acontecia.

Passei a alça da guitarra pelo meu pescoço. Ainda faltava algo, um microfone, não demorei a lembrar e que não demorei muito para achar no meio das coisas e instrumentos musicais também. Então não tardei ligar no mesmo amplificador da guitarra, coloquei o microfone no pedestal e toquei um riff da primeira música de metal que surgiu na minha cabeça naquele momento, fazendo assim com que ele parasse de tocar assustado e olhando pra mim.

— E-Eu.. Não estava fazendo... — Então ele parou e me olhou direito, então pude olhar direito para a cara dele também, e o que mais me chamava a atenção eram as grossas sobrancelhas que o mesmo tinha, então ele não pareceu entender o que eu estava fazendo. Nem eu sabia o que eu estava fazendo.

— O que você.. — Não o deixei terminar aquela frase, sabia que ele ia perguntar o que eu estava fazendo, então não deixei o mesmo falar tocando um riff poderoso da música Tom Sawyer do Rush, foi o que tinha me dado na telha nessa hora, ele pareceu estar mais confuso, então não parei de tocar o mesmo riff, ai ele se deu por vencido e começou a introdução na bateria daquela maravilhosa música que para minha sorte ele conhecia e não me deixaria tocando sozinho, então finalmente dei continuidade a música, indo direto ao microfone (Todas as músicas estarão nas notas finais do capitulo para vocês ouvirem.) :

A mondern world mean mean stride,
Today tom saweyer mean mean, pride.


Após a introdução ambos os instrumentos explodem com a música. Com aquele mesmo riff rápido com a bateria para acompanhar e dar ênfase naquela introdução.

Though his mind is not for rent,

Don't put him down as arrogant.

His reserve, a quiet defense,

Riding out the day's events.

THE RIVER

O garoto olhava chocado para Naruto, que dessa vez tinha mostrado seus dotes vocais mostrando maestria tanto no agudo quanto no grave em sua voz.

What you say about his company

Is what you say about society.

Catch the mist Catch the myth

Catch the mystery Catch the drift.


Novamente surpreendendo o baterista com sua voz, que não parava de tocar e começava a se empolgar ainda mais com a voz e com a guitarra por parte do garoto loiro que olhava o mesmo, com a mesma sensação.

The world is, the world is,

Love and life are deep,

Maybe as his skies are wide.


Today's Tom Sawyer,

He gets high on you,

And the space he invades

He gets by on you.


Após cantar o trecho, Naruto sai um pouco de perto do microfone, sabendo que essa era a hora do mesmo brilhar com aquela guitarra. Começou a reproduzir o solo enquanto distorcia, e deslizava a mão esquerda pelas cordas, realizando assim a técnica bem executada do slide com maestria terminando seu solo com o riff inicial, fazendo assim com que o garoto da bateria fizesse uma virada na bateria tocando todas as caixas do instrumento rápido enquanto Naruto mantinha-se no riff fazendo com que a sonoridade soasse muito bem, empolgando os dois novamente.

No, his mind is not for rent

To any god or government.

Always hopeful, yet discontent,

He knows changes aren't permanent,

But change is.


Cantou a ‘’Ponte’’ da música, não deixando de distorcer o som da guitarra com a alavanca.

hat you say about his company

Is what you say about society.

Catch the mist Catch the myth

Catch the mystery Catch the drift.

The world is, the world is,

Love and life are deep,

Maybe as his skies are wide.

Today's Tom Sawyer,

He gets high on you,

And the space he invades

He gets by on you.

Terminou de cantar a conclusão da música com um solo distorcido por cima, vendo o garoto o acompanhar no encerramento. Tinha chego à conclusão que ele era um dos melhores bateristas que ele tinha visto.

— Wow. – Falou o cara de cabelo estranho impressionado.

— È...wow. — Falei eu balançando a cabeça extasiado, logo escuto um barulho na porta da sala.

— Quem está aí? — Falou uma senhorinha entrando cautelosamente pela porta da sala.

— Droga. — Falou baixinho o cara de cabelo engraçado, se levando depressa e agarrando meu ombro. — Se esconde. — Falou ele sussurrando, me arrastando para trás de uma pilha de instrumentos.

— O que você está fazendo? — Falei eu.

— Fica quieto, a dona Koharu não enxerga muito bem então se você calar a boca talvez ela não venha aqui. — Disse ele em um visível tom de desespero e raiva.

— Eu só não entendo o qu.. – Fui interrompido por ele novamente.

— Se ela nos pegar, você ganha uma detenção por estar aqui sem permissão. — Falou ele com a mão na boca para abafar o som de suas palavras.

Após ver a senhorinha começando a se aproximar de onde estávamos, percebi que ele começou a suar frio, então eu precisava tomar uma atitude, pois ela podia ser cega, mais n parecia ser burra, assim que visse o amplificador com a guitarra e o microfone plugados ela já saberia que tinha gente tocando aqui.

— Certo, eu já fiz isso antes, você só precisa confiar em min agora. — Sussurrou ele vendo a senhorinha se aproximar de nós. — Você parece ser legal, a galera dessa escola não parece ser muito bacana, porem você foi diferente do que eles foram comigo, então valeu. — Falou ele soltando um sorriso de orelha a orelha e dando um ‘’joinha’’ com a mão direita.

— Posso ouvir vocês aí. — Falou a velhinha tentando chegar o mais rápido que podia aonde estávamos para reconhecer nossos rostos.

— Seria uma pena se você levasse uma detenção então... CORRA POR SUA VIDA. — Disse ele se levantando e colocando sua camisa sob seu rosto e saindo em disparada em direção a porta, com os olhos arregalados, não pensei duas vezes e fiz o mesmo, pondo minha camisa sob meu rosto para passar pela velha sem que ela me perceba e saí correndo que nem uma mula cega torcendo para não bater na parede, senti que a velha até tentou me agarrar, mais felizmente fui mais rápido e desviei dela com um pulo pro lado, ouvi claramente o seu grito de protesto e mais alguns palavrões assim que eu sai da sala.

Tratei de tirar do meu rosto a camisa assim que saí da sala, para ver se o cara de cabelo estranho estava ali.

— Hey, vem rápido, aqui. — Escutei uma voz que reconheci ser do sobrancelhudo, vinda do final do corredor. Não tardei de seguir a mesma até encontrar ele me olhando com cautela, meio alarmado. — Não tenho tempo pra explicar, só me segue tudo bem?

Não tive sequer tempo de resposta, ele pegou a minha mão e me arrastou, ele era surpreendentemente forte, e rápido, nós corremos pela escola toda, tentando não esbarrar nos alunos que estavam fora da sua classe almoçando em escadas ou até mesmo em salas de aula.

Até que chegou a o ponto de eu não conseguir respirar bem.

— ESPERA. — Usei o ultimo folego que me restava para dar um grito e puxar ele que corria sem apresentar sinais de cansaço, fazendo assim com que ele parasse bruscamente.

— O que você tá fazendo? Precisamos correr. — Falou ele se virando novamente contra mim querendo sair em disparada novamente.

— O que VOCÊ tá fazendo? Eu já disse para esperar porra! — Falei eu mudando para um tom mais forte na voz, fazendo com que o mesmo parasse e se virasse novamente para mim, surpreso. — Nós já despistamos a velha, para onde mais você quer ir?

— É complicado, eu vou te explicar quando chagarmos lá, não temos mais tempo para perder, sério. — falou ele se virando e começando a andar mais rápido, dessa vez fazendo com que eu pudesse acompanhar seus passos. — Logo o sinal irá tocar e todos os alunos voltaram para suas salas.

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O lugar em questão me surpreendeu, ele tinha me levado para um campo aberto com várias quadras de tênis lado a lado, eu não conseguia não imaginar que a razão de terem construído esse tipo de coisa era para agradar os alunos em si, normalmente se tem basquete, futebol, Lacoste, jogos mais competitivos e que oferecem um espirito de equipe.

— É por aqui. — Falou ele passando pelas quadras e indo em direção a uma grade alta, revestida de plástico verde. — Vou precisar da sua ajuda. — Disse ele parando em frente uma parte menor da grade.

— Que?

— Faz assim ó — Disse ele se agachando e colocando as duas mãos juntas para formar um ‘’degrau.’’

— Olha, você não precisa fugir da escola só porque aquela tiazinha pegou você, sabia? Ela provavelmente não viu seu rosto então você só precisa voltar pra sua sal... — Fui enterronpido.

— Você não entendeu né?

— Eu não entendi?

— Eu não estudo aqui.

— Você não, O QUE? -Gritei eu perplexo.

— Eu não estudo aqui, eu vim pra ver uma amiga, que por acaso não queria me ver. — Falou ele abaixando o olhar decepcionado.

— VOCÊ É MALUCO PORRA?

— Ela disse a mesma coisa, será que o problema sou eu? — Falou ele pondo a mão no queixo pensativo.

Novamente olhei desacreditado para aquela figura bizarra na minha frente, com certeza não era a primeira vez que ele tinha invadido a escola pra ver a amiga dele, o que me fazia acreditar ainda mais que ele era maluco.

— Enfim, ela não quis me ver aí eu fui procurar a saída e eu me perdi. — Falou ele com um sorriso amarelo, e a mão coçando a nuca.

— Eu sei que é mentira, se não, você não estaria numa sala de música, droga, você pode ser preso sabia?

— Por isso mesmo eu quero vazar logo.

— Tá bom. — Disse eu rendido as circunstancias. Me posicionei de costas para a grade e agachei fazendo o ‘’degrau’’ com as duas mãos, logo ele entendeu botou o pé nas minhas mãos suavemente e eu impulsionei ele para cima fazendo que o mesmo alcançasse a barra da grade e fizesse o movimento pra fica sentando de lado, com uma perna para o lado de fora e a outra para o lado de dentro.

— Foi um prazer tocar Tom Sawyer com você, Seja lá qual seja seu nome. — Disse antes de se posicionar novamente para pular para o lado de fora.

— Naruto.

— O que?

— Naruto, meu nome é Naruto Uzumaki.

— Ah, então foi um prazer tocar com você Naruto, Rush é uma das minhas bandas preferidas, e meu nome é Lee. — Falou ele dando um grande sorriso. — Espero te ver novamente. — Disse ele antes de pular para o lado de fora, fazendo assim que o plástico verde cobrisse a figura dele e eu não visse mais.

Por mais que eu o achasse um maluco, ele tocava muito bem, após concluir o meu pensamento o sinal tocou novamente, então tratei logo de sair dali, precisava voltar a minha classe mais rápido possível, então comecei a apertar o passo pra sair dali.

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As aulas seguiram normalmente, sem sinal de que não seriam diferentes, o playboy perturbando na aula, o cara emo dormindo, as panelinhas conversando entre si, pude notar agora que as amigas da loira estudavam na minha sala também, inclusive a garota de cabelos rosa, que parecia dar umas olhadas pra o emo dormindo, não que seja da minha conta afinal, mas ela parecia ser dos grupinhos populares que se juntavam para almoçar juntos. Eu tenho que sair rápido daqui, não consigo prestar atenção na aula e o tédio começou a fritar meu cérebro.

Fiquei olhando a hora no relógio de parede a cima do quadro a cada Cinco segundos, e a cada Cinco segundos parecia que a hora passava mais devagar ainda, era uma tortura de tédio, e aparentemente esse professor, Asuma, parecia mais preocupado com o desempenho da classe, o que me deixava preocupado em levar uma reclamação, sobre isso o cara emo dormindo não parecia muito preocupado, mas me fez copiar tudo que estava no quadro até então.

Quando finalmente o sinal toca, eu novamente deixo os demais alunos saírem, para depois eu sair logo em seguida, do lado de fora pude ver os demais alunos de outras salas saírem também, alguns, conversando uns com os outros e se enturmando, apenas abaixei a cabeça e comecei a andar em direção a saída mais rápido que pude, até que senti uma mão pesada sobre meu ombro, segurando-o.

— Precisamos conversar, Naruto.. — Assim que ouvi a voz, já tinha reconhecido a quem pertencia, então me virei pra ter certeza.

— O que foi tia tsunade?

— Me acompanhe até a secretaria, por favor. — Pude sentir o peso em sua voz, um peso de um tom sério.

Então concordei com a cabeça em acompanha-la, então a mesma se virou e fez um sinal com a mão pra que eu a seguisse, passando por alguns alunos de saída chegamos na frente de sua sala, então pude ver ela, parando, respirando fundo e entrando na sala, então vi que uma senhora estava parada na frente da mesa da tia Tsunade com uma feição impaciente e batendo o pé esquerdo no chão de maneira nervosa, logo reconheci como a velhinha da sala de música.

— Naruto, essa é a professora koharu Utatane, ela me disse que viu um rapaz com a suas feições invadindo a sala de música acompanhado de outra pessoa, da qual não consegui identificar na escola. — Logo engoli o seco, talvez o Lee fosse preso se descobrissem que ele invadiu a escola, e se não fosse preso iria ser fichado ou no mínimo iria levar uma multa.

Então a velhinha chegou perto de min, e começou a me analisar da cabeça aos pés, forçando os olhos o máximo que podia pra encontrar uma semelhança com o que ela tinha ‘’visto’’ lá na sala de música.

— Exatamente como eu descrevi, viu Tsunade? — Disse ela se virando para a mesma.

— Estou vendo Koharu. — Disse ela botando a mão na cara e abaixando a cabeça. Nesse momento eu me sentia muito culpado, então fiquei meio triste por ela.

— Espero que você cuide desse aqui e descubra aonde está o outro. — Falou ela apontando para a minha cara e logo em seguida saindo da sala bufando e batendo a porta.

— Eu... — Tentei falar.

— Não fala nada garoto, você mal entrou na escola e está prestes a receber uma suspensão. — No mesmo momento que ela falou isso eu arregalei os olhos.

Notas finais
musica: rush tom sawyer: https://www.youtube.com/watch?v=auLBLk4ibAk
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.