Closer to the Edge
16 The Way
Notas iniciais
O fato de fazer sexo no telhado parece loucura tanto para mim tanto para qualquer um. Mas, sinceramente, no momento eu não pensava em nada. Aquele idiota tinha se transformado em um tipo perfeito de droga alucinógena para mim. Algo que mesmo com todos os tratamentos do mundo eu não me desapegaria tão fácil.
E não sei se quero me desapegar.
Em outras vezes, foi tudo como um desespero, rápido como um piscar de olhos. Mas agora, Percy fazia tudo com gentileza, “aproveitando o momento” digamos assim. Ele me deitou como se eu fosse feita de vidro e, enquanto me beijava e mordida meu pescoço, senti suas mãos retirando com habilidade minha blusa e deixando de lado com rapidez.
Senti meu corpo esquentar e minha respiração falhar quando suas mãos passeavam pelo meu corpo, sua boca descendo da minha boca para meu pescoço, depois para os meus seios. Meu corpo inteiro pareceu que ardeu em chamas quando senti sua boca mordiscar e sugar o mamilo direito enquanto acariciava o outro, dando o mesmo tratamento no esquerdo logo depois. Senti suas mãos irem para a minha cintura, retirando com uma calma realmente irritante minha calça.
– Percy – arfei – Eu não sou de porcelana.
– É para acelerar?
– Ah, por favor.
Ele sorriu contra minha pele e um segundo depois eu já sentia sua respiração em minha virilha. Ele penetrou três dedos de uma só vez, os movimentando abruptamente. Tive que morder o lábio inferior com força, o suficiente para que sentisse o gosto de sangue invadir minha boca, para não gemer. Não estávamos sobre quatro paredes, afinal.
Percy tinha um sorriso torto do rosto, seus olhos estavam em um tom extremamente escuro. Ele aumentara a velocidade enquanto batia e apertava minha coxa. Quando eu arqueei assustadoramente as costas, senti sua língua quente em minha intimidade, mas ele apenas sugava. O que tornou mais difícil a missão de não gemer. Ele ainda mordeu e sugou até se dar por satisfeito quando eu praticamente implorei gemendo perigosamente alto. Quando finalmente gozei, o puxei pelos cabelos para mais perto.
Pode-se dizer que eu queria que ele me engolisse.
– Está ficando difícil? – ele levantou a cabeça, passando a língua pelo lábio, ainda com o sorriso torto estampado – Praticamente não gemeu.
– É claro que não. – respondi, trocando as posições e mordendo seu pescoço, fazendo-o suspirar em meu ouvido – Hoje quem vai gemer para mim é você.
Toquei de leve o indicador em sua boca, o puxando para mais um beijo. Os meus beijos foram para o seu pescoço, ombros e foram descendo pelo peito. Sua respiração parecia descompensada. Eu apertei levemente seu membro sobre a calça enquanto beijava sua barriga. Eu comecei a abaixar sua calça, do mesmo jeito que ele havia feito na minha, calma e sem pressa. Mas ele deixou a cabeça cair para trás e se afastou um pouco de mim, a retirando ele mesmo.
– Apressado... – comentei, sorrindo ao ter a visão de todo o seu corpo.
Ele não respondeu, apenas me lançou um olhar de desespero e um sorriso brincalhão tornou-se visível em minha boca.
Eu segurei seu membro com a minha mão, fazendo movimentos de vai e vem lentos. Ele inclinou novamente a cabeça para trás, suspirando pesadamente e quando ao voltar a olhar para mim, ele gemeu baixo, acariciando o meu cabelo. Eu passei minha língua lentamente por toda a sua e depois depositei um beijinho na cabeçinha do seu membro, ele revirou os olhos de prazer e meio que suspirou e gemeu ao mesmo tempo. Ele se segurou em meus cabelos, de forma em que eu não sabia se ele acariciava ou apenas precisava de algo para segurar, levou meu cabelo para trás e o segurou em um rabo de cavalo.
Eu sorri com os gemidos e suspiros que saia fracamente de sua boca e engoli seu membro aos poucos. Por um momento, ele pareceu ficar sem fôlego.
Eu disse que sempre ganhava.
Eu comecei com movimentos lentos de cabeça, que eu fui aumentando a velocidade aos poucos. Às vezes eu soltava um gemido enquanto praticamente o engolia que parecia estar causando o efeito desejado: ele estava quase se esgoelando para não rosnar ou gemer alto.
Eu o retirei todo da boca e chupei a cabeça com força, fazendo com que ele tapasse a própria boca com uma das mãos. Depois passei a masturbá-lo enquanto lambia e apertava levemente seus testículos. Suas pernas estavam tremulas, e eu não pude evitar olhar para cima. Quando seus olhos encontraram os meus, eu sorri o mais maliciosa possível, ele revirou novamente os olhos e mordeu o lábio com força.
– Annabeth – ele murmurou – chega, por favor.
Eu fiz um pequeno biquinho enquanto ainda o masturbava.
– Mas eu quero que você goze.
– Provocadora desgraçada. – resmungou, me fazendo rir e aumentar mais a velocidade.
Vamos acabar logo com isso.
Quando ele finalmente gozou, lambi toda a base desde os testículos até a ponta de seu membro e engoli o que pude. Ele gemeu mais alto do que deveria, mas isso me fez ficar ainda mais excitada, e não aborrecida.
Ele trocou novamente de posição, e eu fiz uma careta de indignação, meio que aprendi que ficar por cima era melhor. Ele sorriu ante a minha carranca e se posicionou sobre mim. Eu abracei seu pescoço e roubei um beijo, gemendo sobre seus lábios quando ele penetrou lentamente. Quando Percy ficou todo dentro de mim, parou por alguns segundos para sabe-se lá o motivo, mas eu não aguentava mais! Pode me chamar de afoita, mas aquilo era uma tortura!
Eu comecei a rebolar contra ele, Percy não teve alternativa a não ser entocar. Saia lentamente e voltava com força, fez isso várias vezes, mas a saída lenta se tornou praticamente impossível para ambos e os movimentos rápidos e com força se tornaram constantes.
Passe a usar seu pescoço para abafar meus gemidos, e ele utilizou minha ideia logo depois. Aquilo era praticamente o paraíso, ele gemia contra o meu pescoço e arfava. Seus gemidos com meu nome me arrepiavam mais do que seus suspiros quentes. Mas ambos eram harmoniosos e deliciosos.
Eu rebolava com vontade e apertava seu membro de propósito tencionando os músculos. Como uma dança sincronizada com zero de sutileza.
Em determinado momento eu encontrei a força descomunal que eu precisava para jogá-lo ao meu lado e ficar por cima, com um sorriso vitorioso no rosto. Praticamente afundei seu membro dentro de mim e comecei a rebolar, a expressão de Percy mudando de surpresa para prazer. Eu abafava meus gemidos como podia: selando meus lábios nos dele, chupando o seu pescoço e mordendo o lábio. Mas eu apreciava enquanto continuava por cima.
Embora isso não durara muito.
Percy me pegou pelas coxas e trocou de posição, com uma força que quase fora suficiente para quebrar a madeira e nos fazer cair.
Isso não seria legal.
Por mais que gostasse de ficar por cima, aquela posição era mais prazerosa. Percy ia e vinha com toda a força, eu provavelmente devo ter gozado umas cem vezes, enquanto me beijava em uma tentativa falha de gemer mais baixo.
Quando eu senti seus músculos relaxarem, Percy desabou ao meu lado. Eu arfava muito, parecia que não importa a quantidade de ar que eu inspirava, não parecia suficiente.
– Sabe o que aprendemos hoje, Percyto? – suspirei quando minha respiração voltou ao normal.
– Que eu por cima é melhor? – ele chutou sorrindo para mim.
– Não. – respondi. – Que deveríamos beber mais.
***
Acordei com as batidas de um coração calmo.
Senti músculos relaxados em baixo de mim e o habitual e reconfortante cheiro de maresia misturado à menta invadir meu nariz. Sua respiração contida, fazendo seu peito descer e subir em uma sincronização quase rítmica, e suas pernas entrelaças as minhas me faziam querer congelar aquele momento.
Eu havia feito Percy de travesseiro e colchão.
E, olhando para os lados, percebi que em alguma parte da noite ele havia nos trazido para o quarto.
Garoto esperto.
Retirei minhas pernas entrelaças as suas e engatinhei com cuidado para frente, até meus olhos pararem em seu rosto sereno.
– Percy... – chamei, dando leves beijinhos em várias partes de seu rosto: testa, ponta do nariz, bochechas, até começar as dar selinhos superficiais em sua boca – Cabeça de Alga, acorde...
Na medida em que mais beijos dava, ele começava a corresponder. Sorrindo sob meus lábios, suas mãos no fim das minhas costas me puxando para si, aprofundando o beijo até ele passar de simples beijinhos a beijos de verdade. Percy trocou as posições, se apoiando nos joelhos para não colocar todo seu peso em mim, enquanto eu arranhava suas costas e me impulsionei para frente, tentando desesperadamente entrar em contado com seu corpo.
– Desesperada... – ele sorriu entre um beijo e outro.
– Calado. – respondi, ele apenas riu.
Percy deitou ao meu lado e eu dei um gemido de irritação com esse ato. Bufei e cruzei os braços, olhando-o totalmente sem paciência.
– EI. – ele sorriu para mim, não afetando em nada minha expressão irritadiça – Não parece, mas a beldade grega a quem vos fala ainda é humano. Preciso respirar, dona moça. – ele deu um rápido toque com o indicador em meu nariz, como se ele tivesse levado um choque assim que me tocou – Você está insaciável. Coisa feia.
Dei de ombros.
– O que você quer que eu faça? – sorri mordendo o lábio e passando minha perna pela sua cintura, ficando por cima. Ah, como eu amo isso. – Você é pior que uma droga. Vicia.
Ele deu uma risada rouca, pendendo a cabeça para trás e olhou para mim com um brilho no olhar.
– Ferindo seu orgulho, Annabeth Chase?
Bufei.
– Não seja ridículo. Apenas disse verdades.
– Ótimo, então vamos encarar o óbvio e fale que eu sou muito gostoso e um máximo.
– Você fica melhor calado.
– Ora, obrigado. – ele sorriu, mas logo depois fez um careta. – Ei!
Deixei escapar uma risada e sentei em seu colo, pousando meus braços em seus ombros, enquanto ele ainda estava com a cara emburrada.
– Você poderia fazer algo de bom, tipo me beijar. – insinuei, rebolando lentamente em seu colo, sentindo seu membro ganhar vida sob minha intimidade.
– Você é manipuladora.
– Ainda bem que você sabe, queridinho.
Ele revirou os olhos e levantou o pescoço para me beijar, enquanto eu me inclinava para o mesmo objetivo. Mas antes mesmo de nossas bocas sequer se tocarem, um furacão negro entrou praticamente arrombando a porta.
– Houston, nós temos um problema. *
Percy trincou o maxilar e bufou, olhando para cima em uma expressão de “dai-me paciência”. Eu mordi o lábio constrangida e me sentei ao lado de Percy, puxando o cobertor e me cobrindo o máximo possível. Meu rosto provavelmente estava mais vermelho que o colete do ser que estava na nossa frente.
– Bom dia para você também, maninha. – ele ironizou. – Mas, será que da próxima vez, assim, você poderia ser menos indiscreta?
Charlotte estreitou os olhos para Percy, como se pedisse mentalmente para ele ser um pouco menos idiota. A cabeleira negra estava solta até o fim das costas, a blusa de baixo do colete vermelho estava devidamente abotoada. Ela não parecia nem ter o mínimo de vergonha que pessoas normais teriam nessa situação.
Mas fazendo um retrospecto, Charlotte não era uma pessoa normal.
– Menos, Jackson. – ela disse. – Protocolo Prata.
É incrível como apenas com duas palavras ele conseguia ficar pálido como um fantasma.
– Ah, não.
– Ah, sim. – Charlotte fez uma careta. – Eu também não vou com a cara delas, mas você sabe...
– É eu sei. – Percy colocou uma calça em baixo do lençol e se levantou até a pequena cômoda — Problemas de prata.
Eu limpei a garganta e ambos olharam para mim.
– Ah desculpe, Annabeth. – ela disse – Virgem de prata.
Continuei com o rosto confuso.
– Você vai ver. – Percy respondeu.
– Enfim – Charlotte disse – Não demorem.
Ela seguiu para a porta, mas parou no batente e olhou para trás.
– É sério. Caçadoras não gostam de atrasos.
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