Closer to the Edge
1 Prólogo
Notas iniciais
Annabeth Chase. 16 anos. Cabelos loiros. Olhos cinzas únicos. Beleza incomparável. Princesa e futura Rainha da Inglaterra.
A mãe, na qual ninguém nunca pronunciou o nome, morreu no parto. Desde então, a loira foi criada pelo pai, o rei Frederick Chase, e por todos os mimos da realeza.
Quando ela tinha 5 anos, o pai se casou novamente com um mulher nem um pouco agradável e teve mais dois filhos com ela. Mas a filha mais amada pelo rei, com toda certeza, ainda era Annabeth. Por isso, a nova rainha criava os piores problemas e colocava tudo na culpa de Annabeth. Mas a loira sempre dava um sorrisinho inocente, o que amolecia o coração de Frederick completamente.
Aos 10 anos, quando a grande maioria das garotas estavam recebendo lições de como ser uma boa esposa, Annabeth aprendia como governar um Império: Já sabia falar 11 línguas fluentemente e aprendia mais 6, praticamente comia livros todos os dias e era excelente em matemática. Já tinha uma vasta noção de política e tinha um considerável dom persuasivo.
Sua vida era perfeita: Era a mais linda de todo o reino, sendo desejada por muitos homens da Europa (incluindo os casados). Era mais inteligente que qualquer um. Todas as brigas com a madrasta era ela quem ganhava, sem ao menos cair do salto. Seu pai lhe dava um armário novo praticamente todos os dias. Todos no castelo a respeitavam e a temiam mais do que o próprio rei.
Então aconteceu.
Em uma festa dada pela França, para resolver problemas e renovar o tratado de paz; Frederick teve um surto de tosse, mal conseguia respirar direito. Suspeita de tuberculose.
Os melhores médicos foram chamados para aplacar a doença, que poderia ter anos de tratamento, mas nenhum medicamento conhecido o curava.
A Família Real e os políticos do Parlamento Inglês resolveram ter um plano B, se a doença não deixasse o rei sobreviver: casar Annabeth Chase, diminuir a maioridade da garota para 16 (na época era 21) e torná-la Rainha.
Qualquer um com um mínimo de bom senso aceitaria sem pestanejar: ser Rainha da Inglaterra, quem nunca quis isso?
Mas Annabeth não era qualquer pessoa.
Ela tinha bom senso? Claro que tinha. Mas Annabeth tinha juízo o suficiente para saber que não era aquilo que ela queria.
A loira sabia que a função da esposa em 1757. Era, basicamente: engravidar, cuidar dos filhos e viver a sombra do marido. Aquilo não era para ela.
Mas ela não teve opção.
O cara que subiria ao trono inglês ao lado dela já fora escolhido: O Duque de Cambridge, Luke Castellan.
Annabeth nunca gostou muito dele, sempre o achara o tipo de cara que enfia uma faca nas suas costas depois de fingir ser seu amigo. Mas ele era bonito, e estava disposto a fazer Annabeth gostar dele.
Sem nenhum susseso, para falar a verdade.
Ela já tentara convencer que seria uma boa rainha sozinha. Afinal, nunca precisou de ninguém para fazer qualquer coisa. Mas nem a família Real, nem o Parlamento andou para trás na decição.
E aqui está ela, com um vestido de renda branco, um véu fino cobrindo seu rosto e se obrigando a dar um sorriso no mínimo convincente para o pior dia da sua vida.
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