Closer to the Edge
11 One More Night
Notas iniciais
Eu me concentrava para não abraçá-lo e dizer que era brincadeira.
Mas eu tinha que me manter firme.
Sabia que alguma coisa, qualquer que fosse, daria muito errada se eu me aproximasse demais dele. Eu teria que aguentar a carinha de foca bebê abandonado pela mãe que ele estava fazendo. Sacrifícios têm de ser feitos, não?
Mas Percy não facilitava as coisas. Ele pareceu ter um interesse repentino pelas ondas que o mar produzia contra o casco do navio, ficando em silencio por um longo tempo. Sua expressão ela ilegível até para mim, embora parecesse que ele estava escolhendo as palavras certas para dizer alguma coisa no mínimo sensata. Talvez ele estivesse até mesmo não querendo me machucar com as palavras do mesmo jeito que eu provavelmente fiz com ele. Droga.
– Engraçado. – ele sorriu sem humor, mas finalmente falou, o que me dera uma sensação de alivio inexplicável. – Normalmente sou eu quem fala isso.
– Tudo tem sua primeira vez, certo?
Ele assentiu lentamente, como se seu ânimo estivesse saindo e escorrendo em direção ao mar.
– Por quê? – ele perguntou. – Se é que tenha um “por que”.
– Não tem um por quê. – disse, fazendo de tudo para que ele acreditasse nessa mentira sem tamanho – Eu só... Não significou nada. Não para mim.
Ele respirou fundo e novamente riu sem humor, mas não falara nada. Sua expressão era dura, mas eu via que seus punhos estavam cerrados, como se não quisesse que eu soubesse que ele tinha sentimentos.
Como eu queria beijá-lo, como eu queria abraça-lo e falar que aquilo tudo era mentira e que eu sou uma medrosa, que simplesmente não queria perde-lo. Embora eu não sabia de onde vinha essa necessidade toda de tê-lo para mim e somente para mim.
Eu me virei e passei cada perna com cuidado para não tremer meu corpo e sem querer derrubar uma lágrima. Não queria ficar perto dele, tentar segurar a tentação de correr e colar meus lábios nos dele.
– Annabeth... – ele chamou, sua voz parecia levemente embargada. – Se eu te pedisse mais uma noite, o que você diria?
Virei-me, ele finalmente me olhava nos olhos e eu desejei que ele não o tivesse feito. Ele tinha se levantado do batente, com o corpo inteiro novamente para dentro do navio. Seus olhos estavam praticamente em súplica, mas seu rosto estava duro como se estivesse se preparando se eu falasse não. Meu corpo respondeu por conta própria, indo em direção a Percy e colando meus lábios com o dele como eu quis fazer o dia todo. Minhas mãos foram automaticamente para a nuca de Percy quando aprofundamos o beijo, enquanto sentia as mãos dele na minha cintura puxando-me para mais perto. Eu não sabia dizer o que aconteceria amanhã de manhã, mas eu precisava ficar perto dele, mesmo não sendo saudável, sendo completamente viciante.
Percy retirou o corpete azul com maestria, sem nem ao menos parar de me beijar, e o jogou algum canto do quarto. Eu desabotoei desesperadamente a blusa dele, aproveitando a oportunidade de deslizar minha mão por todo o seu tórax enquanto a retirava. Quando o ar faltou, Percy desceu os beijos para o meu pescoço enquanto me guiava lentamente para a cama. Quando eu senti a madeira do pé da cama na minha panturrilha, eu girei meu corpo e em um movimento só eu o empurrei contra ela, fazendo-o quicar umas três vezes antes de ele se estabilizar. Meu lenço e nossas botas já estavam longe quando eu sentei no colo de Percy, o beijando o mais ferozmente possível.
Ele inverteu as posições, colocando cada joelho em um lado do meu corpo, retirando a minha blusa e usando a mesma oportunidade que usei para deslizar a mão por toda a parte superior do meu corpo. Eu senti um arrepio delicioso na minha pele quando os beijos dele desceram de volta para o meu pescoço depois para a minha clavícula, até chegar ao meio dos meus seios, onde ele voltou àqueles olhos escurecidos para mim com um sorriso torto. Seu dedo indicador acariciou o bico do seio esquerdo, enquanto seus lábios se divertiam com o direito, lambendo, mordendo e beijando. Eu gemia e acariciava os cabelos negros de Percy. Ele passou para o outro seio e eu me contorci mais sob o corpo dele, gemendo e agarrando seu cabelo sem nenhum pudor.
Meus olhos encontraram os dele quando ele trilhou beijos pela minha barriga. Assim que ele tocou na minha calça, eu mordi os lábios. Ele arrancou a minha calça no milésimo seguinte, a jogando para qualquer parte do quarto que não me interessava.
Percy deslizou seus dedos pela minha intimidade, acariciando. Sorriu malicioso para mim ao ver que já estava excitada. Droga. Minhas bochechas esquentaram por causa do seu sorriso e queimaram mais ainda quando ele desceu sua cabeça para o meio das minhas pernas e começou a distribuir beijos pelas minhas coxas, passando reto toda vez pelo meu sexo.
– Para de me torturar! Por favor! – choraminguei.
Ele ainda teve a audácia de rir, mas fez o que eu pedi, parou de me torturar. Deslizou sua língua quente pela minha intimidade e gemeu junto comigo.
– Ah, Percy! – um gemido involuntário saiu dos meus lábios.
– Você deveria gemer meu nome mais vezes. – senti-o sorrir e revirei os olhos, só não sabia se era pelo comentário ou pelo prazer que sentia.
Ele penetrou dois dedos enquanto sua língua brincava com o meu clitóris. Os meus gemidos se intensificavam involuntariamente e ele aumentava a velocidade dos seus dedos e da sua língua. Eu apertei seu cabelo com mais força, o meu corpo arqueou e eu soltei um gemido longo e exausto e gozei nos seus lábios.
Percy se ajoelhou em cima de mim, sorrindo o mais maliciosamente possível, eu me sentei e lambi uma gota que escapuliu e deslizava pelo seu maxilar. Eu o beijei novamente, mais desesperado talvez, minhas mãos desceram do seu pescoço até o cós de sua calça. A retirei e a joguei para algum lugar que não me importava. Ele me deitou na cama com uma delicadeza inexplicável e deslizou para dentro de mim, fazendo-me dar um gemido sufocado pelo beijo dele.
Obviamente, eu não senti a mesma dor que sentira na primeira vez. A única coisa que sentia era o prazer de tê-lo ali, a sensação de tê-lo inteiro somente para mim. Por mais que me arrependia de certa forma de ter me entregado tão facilmente, eu só conseguia pensar na necessidade de ficar com Percy, de beijá-lo e de sentir seu toque que me fazia ter arrepios por todo o corpo.
Controlávamos o volume dos nossos gemidos com beijos, mas as entocas dele foram ficando mais firmes, fortes e rápidas; parecia que ele teve o máximo cuidado da última vez e agora tirava toda a força que conteve. Não demorara muito e eu já tinha chegado ao ápice, gemendo alto, o que fez com que eu me reprendesse. Mas e daí? Todo mundo sabia que isso já havia acontecido.
Depois de um tempo, ele desabou ao meu lado, ele arfava contra o travesseiro.
Eu sorri e depositei um beijo em sua bochecha, o que fez com que ele virasse os olhos para mim. Ah, céus, como eu me perdia tão facilmente naqueles olhos verde-mar.
Eu mordi o lóbulo de sua orelha e desci os beijos até sua nuca e dei um beijinho demorado em uma tatuagem que ele tinha ali. Era um tridente negro com o que parecia água de um azul singelo em torno deste.
– Bonita tatuagem. – comentei.
– Obrigada. – ele sorriu. – Você pode fazer uma na nossa última parada.
– Talvez. – sorri e voltei a beijá-lo.
Ele pareceu um pouco surpreso, o que era estranho, mas correspondeu o beijo sem hesitar. Quando o ar falou mais alto, eu mordi o lábio inferior dele.
– Então, sabidinha, o que faremos agora? – ele perguntou com um tom de inocência não muito a cara dele.
Eu sorri de canto e minhas unhas arranharam de leve as suas costas.
– Você sabe.
– Talvez você pudesse me explicar. – ele provocou, não parecia que ele estava com seus ataques de lerdeza.
– Bem, você disse mais uma noite — comecei, com um sorriso de malicia no rosto. – e a noite ainda não acabou.
E voltamos a nos beijar. Eu não sabia que podia facilmente esquece-lo depois dessa noite e nem sei se vou tentar. Não importava o que vai nos acontecer amanhã de manhã ou o quer que seja na Flórida, eu só queria aproveitar aquele momento, enquanto ainda estava nos braços dele.
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