Notas iniciais
eu poderia pedir desculpas porque sou uma tremenda filha da puta e não escrevi o capítulo e fiz vocês esperarem etc etc etc, mas quando você termina uma amizade que foi mais dramática do que novela mexicana, é um tanto difícil – pelo menos para mim – escrever qualquer coisa que preste. Não digam que eu nem ao menos tentei porque eu escrevi e reescrevi esse capítulo muitas vezes até sair algo bom o suficiente, ao menos, que eu ache, não sei vocês, enfim. Tenho que falar mais alguma coisa?.... AH SIM segurem o coração para o fim, o maior segredo da fic (que aliás envolve percabeth) está no fim desse capítulo. É sério. Se preparem. Tipo, tomem calmante ou coisa assim.

p.o.v Percy

Um silêncio mortal ocupou a sala assim que Poseidon começou a falar:

– Sejamos honestos, os ingleses só começaram essa inútil busca por vingança, motivos pessoais. A desafortunada morte da futura rainha – ele enfatizou a palavra morte, o que fez com que muitos rostos se encresparem – e, bem, não nos importamos com a perda de mais uma tripulação e não vamos nos vingar por isso, mas eu não duvido nem um pouco que isso não vai acabar por assim só. – fez-se uma pausa antes dele continuar, olhando para todos em volta da mesa – Não resolvo nada por mim, vocês sabem o que tem que fazer para o começo de uma guerra...

As vozes explodiram em questão de segundos antes mesmo de Poseidon terminar. Lamurias antecipadas “nós vamos morrer”, outras ainda de encorajamentos “parem de reclamar, cães sarnentos! Ao convés e à guerra!”, e ainda “comam cereal” o que fez com que muitos olhassem para Demeter sem entender o raio do motivo do amor platônico entre ela e sementes da terra.

O imediato rebuliço se cessou completamente quando uma voz acima das escadas foi ouvida:

– Não há razão para que uma guerra desnecessária comece, quando esta encontrou estopim em minha suposta morte. – todos os rostos de viraram na direção das escadas e, por alguma razão que despensa explicação, um sorriso de lado apareceu no meu rosto assim que encontrei os olhos tempestuosos da garota loira. – Mas se esta houver, creio que precisará de uma tática melhor do que apenas seguir o código.

A face de Poseidon se enrijeceu, e eu ninguém gostaria de estar na pele de Annabeth naquele momento, mas não pude deixar de rir brevemente com a situação: o feitor do Código enraivecido com uma loira teimosa e irritantemente orgulhosa. Por obstante, sabia que Annabeth poderia destruir com qualquer um apenas com as palavras – e talvez um murro certeiro no rosto, quem sabe.

– Certo. – ele suspirou, virando-se para as escadas levemente entretido – Então diga-nos, ó senhorita Sou-Melhor-Do-Que-Todos, sua maravilhosa e infalível ideia.

– Faça o inesperado. – Annabeth respondeu em um dar de ombros, como se fosse a coisa mais óbvia – Ingleses são xenofóbicos e absolutamente arrogantes, podem até se impressionar com certa ousadia de pelo menos dois navios piratas lutando juntos... Mas uma tropa inteira? – ela balançou a cabeça, provavelmente imaginando o genocídio que isso seria. – Eles não esperam por isso. Vocês acabariam com a marinha em um estalar de dedos se se juntarem.

– Claro – seu tom era de descaso – e como sabe se isso vá funcionar?

– Eu não sei. – pela primeira vez, ela não parecia constrangida falando isso – Mas o que eu sei é que eles têm ética; já vocês, matam seus inimigos como se seu obstáculo não fosse humano.

Ninguém mencionou nada. Clarisse, ao meu lado, sussurrou:

– Amei essa garota.

– Entendemos, senhorita Chase. – Poseidon disse depois de uma longa pausa – Então o que quer?

– Se acaso a guerra vir a acontecer, faça o inesperado.

– Sim – ele rolou os olhos para o alto – Isso você já disse, mas alguma coisa?

– O plano B: — ela desceu as escadas e se posicionou ao lado dele, olhando para toda a sala – se não houver guerra, ou se acaso se decidir assim, então eu volto à Inglaterra por conta própria e tomo seu poder como Vossa Majestade, você se vê livre de mim e isso talvez acabe. Satisfeito?

Não.

P.o.V Annabeth

Você é uma idiota.

Eu sei, não precisa lembrar-me disso.

Às vezes parece que você acordou sem nenhum neurônio.

Respirei fundo e tomei controle sobre minha consciência inconsequente.

– Está...? – Poseidon não continuou, havia uma hesitação incrédula em sua voz, mas ele se recompôs não muito tempo depois – Está certa disso?

Não claro que não o lado da emoção ecoou Não quero ficar longe do seu filho nem por um segundo sequer, não quero voltar à cova daqueles ratos imundos e hipócritas, não quero! não abri a boca para falar algo tão mimado como isso, o lado da razão retomou e eu respirei fundo antes de responde-lo:

– Sim, tenho certeza.

Ele semicerrou os olhos, provavelmente não acreditando em nada do que eu falei, mas por fim bufou e se virou para os presentes:

– Não preciso lhes dizer qual é o procedimento...

– Isso não vai dar certo! – uma mulher alta, com cabelo caramelo e roupas de um verde-escuro como os próprios olhos se pronunciou – Todos aqui sabem o que acontece quando tentamos eleger um rei!

– Rei? – perguntei.

– Número 115: em eminencia de guerra quem deve decidir é o Rei Pirata, ao qual deve ser escolhido pelo conselho. – Charlotte respondeu, olhando para as unhas sujas.

– E porque ainda não fiz...? – parei subitamente, entendendo o que a mulher de cabelo caramelodisse – Cada um próprio se elege, estou correta?

Ela assentiu, com um sorriso sem mostrar os dentes.

– Mas de qualquer forma... – Poseidon continuou – Teremos que fazer isso de qualquer forma.

Ele fez um gesto com as mãos em direção da filha, essa que bufou e rolou os olhos para o alto.

– Isso é mesmo necessário?

– Charlotte...

– Ai, como queira! – ela jogou as mãos para o alto – Charlotte Green.

Todos se voltaram para a garota ao lado de Charlotte, uma garota suja e machucada, de ombros largos e mal-encarada, juntou as sobrancelhas.

– O que? Eu voto também?

– Não tens um navio, muito menos uma tripulação – Poseidon explicou, apontando para o chapéu em cima da mesa cheio de cordões dourados – Mas obtêm o cordão, portanto, vota, sim.

A garota de olhos escuros deu de ombros.

– Clarisse La Rue.

E assim se seguiu:

– Dakota. – disse um garoto branco com lábios vermelhos, dando a imagem de um vampiro vinculada a ele.

– Tavis Stoll. – falou sem nenhum interesse um garoto magro e esguio, com cachos castanho-claro cobrindo os olhos da mesma cor.

– Deméter Gardner. – a mulher de cabelos caramelos se pronunciou.

– Hefesto Lancaster. – ao lado da última, um ser com barba espessa e um macaco no ombro resmungou.

– Ártemis Moodmoon.

Agora só restava Nico e era óbvia sua resposta:

– Charlotte Rebecca Green.

Certo, talvez não tão óbvia.

– O QUÊ?! – todos os capitães, menos a própria Char, disse em uníssono.

– Filho da mãe. – ela sussurrou.

Nico sorriu de lado.

– Não me agradeça. – ele fez uma reverencia, rolando os pulsos e as mãos – minha rainha.

– Maravilha. – Poseidon murmurou ao meu lado – Então, senhorita Green, o que disser, faremos.

Charlotte sorriu brevemente, era claro que adorava ser quem mandava.

– Não é necessário cerimônia. Eu quero vingança.

***

– Vamos morrer! – Clarisse La Rue resmungava – Mas pelo menos com um pouco de honra que nos resta.

– Clarisse, não temos honra. – Percy respondeu.

O que foi decidido na, agora com seis pessoas, grandiosa sala foi que, amanhã de manhã, três navios rumaram juntos aos mares perto da Inglaterra, seguido pelo resto da tropa logo depois. Os três escolhidos foram o Conçu, obviamente, o Dumort e o Hunter. Na verdade, seria o The Gold, mas pelo que ouvi, ele agora jazia em um banco de areia no fundo do mar.

– Dignidade ao menos. – Clarisse rebateu.

– Nesse caso, isso você não têm.

Clarisse se preparou para rebater, mas Nico os interrompeu:

– Calem a boca ou se casem logo. E vamos lembrar que o Jackson tem a Cachinhos Dourados agora. – Nico olhou de relance para Clarisse – Sinto pela sua perda, aliás. Chris era a única coisa que te deixava desejável.

– Vá para o inferno.

– Primeiro você.

– Damas primeiro. – Clarisse rebateu, sorrindo de lado. – e como você é a mais velha...

Nico lançou lhe um olhar demoníaco de volta. Ele lembrava um gênio, ou um louco. Nesse caso, um assassino.

– Isso foi maluquice. – Poseidon suspirou, mexendo os dedos em seu chapéu, olhando pela janela estreita no extremo oposto da sala – Se livrar da garota seria algo mais brilhante.

– Vamos lembrar que precisamos da metida a sabe-tudo. – Charlotte respondeu – Por mais que você não aceite.

– Sabiam que eu estou bem aqui? – dei ênfase nas últimas palavras.

– Estou lisonjeado em participar da discussão em família, — Nico começou – mas tenho algo mais interessante a fazer. Do tipo ver o Dakota vomitar o rum com vinho da noite passada. Clarisse, me acompanha?

– Muito obrigada. – ela agradeceu, seguindo com ele para a saída.

Nem um pouco sutis.

– Eu tenho uma ideia – Percy se sentou ao meu lado no terceiro degrau da escada de madeira e sussurrou – O que você quiser fazer.

Não pensei muito.

– Eu descobri que minha mãe não está somente viva como também é uma vadia de mão cheia, além disso há uma grande chance de sermos todos enforcados como manda a Lei e eu voltarei à cova dos ratos e terei que me casar com um completo inútil do Castellan. – fiz uma careta como se isso tudo fosse rotina e sussurrei de volta – A única coisa ao que eu preciso é de uma bebida forte o suficiente para me fazer pensar que não preciso me preocupar com o futuro e quero que você rasgue minhas roupas e fazer-me gemer tão alto que todos nessa ilha desejariam ser a gente, pode ser?

– Uma coisa ao qual aprendi é nunca te contrariar. – ele respondeu em um sorriso torto.

– Mas preciso de um tempo aqui.

– Que? – ele controlou o volume da voz – Quer se jogar aos leões assim? Você não tem noção do que é ficar perto quando esses dois começam a brigar... É como estar em uma faixa de guerra sem nenhuma proteção!

– Já tive uma prévia – revelei, dando-lhe um breve beijo nos lábios – Outra regra: nunca me subestime, amorzinho. Vá que eu cuido disso.

Percy bufou e jogou a cabeça para trás, murmurando algo que eu não ouvi. Depois, se dirigiu a saída.

A verdade é que queria tirar uma dúvida quase póstuma em minha cabeça, mas que de certa forma irritante, como se ecoasse sempre que eu encontrava algo relacionado a ela. Não queria levar paz ao relacionamento de pai e filha, sinceramente, a única coisa que precisava era tirar Poseidon da sala.

A única pessoa que sabia de tudo e que podia me contar era Charlotte.

Embora não foi necessário falar os clichês de sempre “vocês são uma família” “precisam se amar”, Poseidon havia se retirado em uma portinha nos fundos.

– Deveria estar tendo uma noite ótima. – Charlotte disse, sentando-se no canto da mesa, me olhando com divertimento — Tenho boa audição, aliás.

Diferente das últimas vezes, meu rosto não esquentou.

– Você sabe por que seu pai não gosta de mim, certo? – digo, indo direto para o assunto – E não é porque ele queria algo melhor para o filho, algo me diz que Poseidon não é desses.

– E o que a faz pensar nisso?

Dei de ombros.

– Uma mistura de motivos que não teriam nada a ver, mas sei que algo os encaixaria. – andei até a cadeira onde ela apoiava os pés e me inclinei sobre as costas de madeira entalhada. – Poseidon mencionou a desculpa esfarrapada sobre meu sangue real, isso não me convenceu. Você ficou desesperada quando disse para Percy para me esquecer, antes disso, Hazel praticamente ficara em estado de loucura assim que me encostou. Ártemis perguntou se eu era a garota. Depois disso tudo, Poseidon ainda diz que preferiria Rachel ao lado do filho dele, qualquer um para falar a verdade, menos eu. – fiz uma pausa – O que falta saber para tudo isso fazer sentido?

Charlotte me olhara com uma fagulha de fascínio, um brilho no olhar ao qual nunca imaginei que poderia ser lançado, pelo menos, não tão visível.

– É mais inteligente do que eu pensava, senhorita Chase. – ela sorriu e se inclinou para trás, vendo se havia alguma chance de Poseidon voltar, logo depois se endireitou – Meu pai me mataria se eu contasse, mas, como todas as regras que ele cria, será um prazer quebrar mais uma.

Ela se levantou e trancou a porta que levava ao hall de entrada.

– Não há ninguém em casa e Poseidon só sai do mundinho dele quando mais lhe convém. – ela se sentou no mesmo lugar, pondo os pés em cima da cadeira – O que, por sorte, não vai acontecer tão cedo. – suspirou profundamente, umedeceu os lábios e começou:

– Lembra-se de quando, ainda no caís, lhe contei sobre a conturbada família linda e amorosa que tenho? – assenti em resposta – Pois bem, eu omiti alguns fatos. Gosto de contar a versão em que meu pai conta para os novatos, com menos sanguinolência e vingança. Que ele é o santo da história e que, após a morte infortuna de Zeus nada mais justo que o poder passasse para ele. Pelo menos, na lógica maluca de sua cabeça. Houve uma troca de espadas, como deve imaginar, entre Hades e Poseidon. Como sabe, o irmão mais novo saiu vitorioso e, não satisfeito com sua vitória, ainda expulsou Hades e enterrou uma faca em seu olho, como um lembrete de que nunca seria bem-vindo. Os DiAngelo não se importaram, era uma briga dos irmãos não deles. Mas Nicholas e Bianca não os únicos filhos do feiticeiro...

Charlotte deixara a sentença no ar de propósito.

– Hazel não gostou muito disso. – adivinhei, acertando em cheio.

Ela assentiu.

– A quenga de esquina sabia exatamente como se vingar. Ela descobriu, vá saber como, que uma camponesa em Londres caíra nas graças de Poseidon e que esperava um filho homem dele. O plano da bruxa era que a gravidez da moça tivesse diversos problemas e, no parto, a criança morresse assim que chegasse a este mundo. Ah! E ainda por cima sem um olho. O que eu chamaria se justiça poética.

– Certo, a criança sobreviveu – e hoje em dia é um moreno ligeiramente egocêntrico e irritantemente lindo – Como conseguiram desfazê-lo?

– Então, não desfizemos. – ela respondeu e, antes de eu ter um ataque, lembrei a mim mesma que havia alguma coisa para mantê-lo vivo. E esperava que Charlotte chegasse a essa parte logo. – Poseidon ordenara a todos os capitães que possuíam este cordão na época – ela apontou para o próprio pescoço, onde o cordão de ouro se encontrava ali novamente – Foram em busca de feiticeiros que poderiam acabar com isso antes que o Jackson já nascesse morto. A droga é que feiticeiros são arrogantes e orgulhosos, mas os vermes tinham medo do que poderia lhes acontecer se revertesse uma maldição de Levesque. Hazel idiota – bufou – Mas, nós encontramos a ruivinha. Rachel, você já conhece. Ela não reverteu à maldição, ela achou... uma âncora ao qual a vida do nosso querido Jackson podia se agarrar. E é aí que a senhorita entra.

Fiquei perplexa por breves segundos antes de me lembrar de que Percy não havia nem nascido na época, não teria como Rachel ser apaixonada por ele nessa época.

– Antes que pergunte, creio que ela gostaria de ter um jeito para que mude a âncora. De você para ela. Ou que ainda procura uma mecha cinza naquele cabelo ruiva ensebado.

– Mecha cinza?

– Chegarei lá. – Charlotte limpou a garganta – Veja bem, vocês se amam, o tipo de amor que pode incinerar o mundo ou erguê-lo em glória, mas a coisa é que não se apaixonaram ao acaso. Foi uma maldição, senhorita Chase. Você nasceu quando? Doze de julho de 1741? – assenti – Como pensei. Rachel acabara o feitiço reverso nesse dia. Mas entenda: não é você, a pessoa física, é o sentimento que meu irmão supre por você. Em outras palavras ele te desejava até antes de te conhecer de fato. Ele se apaixona por você, é o estopim; o sentimento é recíproco, então não há como voltar atrás. Bem complexo, eu sei. Ainda assim, Hazel quase acabara com tudo: como uma maneira desesperada, na esperança de que o ser, no caso você, não sentisse o mesmo. Porém, odeio admitir, Rachel pensou nisso também. Ela lançou outro feitiço, até mais forte, que faria a pessoa ser instantaneamente atraída por Percy como ímãs. Já ele, não precisava de tanto: bastava ouviu seu lindo e melodioso nome e caía em um torpor, na qual só poderia terminar quando a tivesse.

– Ele ouviu meu nome e pronto?

– Sim. De primeira não acreditei, admito, mas então eu te vi e, principalmente, — ela esticou a mão até os meus cabelos, pegando uma mecha escondida da minha própria visão pela franja grande – vi isso.

Lotte puxou delicadamente a mecha para frente dos meus olhos. Acredito que minha expressão era de espanto diante da mecha grisalha, se um loiro tão branco que era puxado para o cinza-claro.

– No começo – Charlotte continuou, soltando a mecha – era apenas um fio, mas eu consegui ver. Quanto mais o ama, mais o sinal fica visível. Não se preocupe, aliás, é apenas uma mecha, não vai ficar grisalha antes do tempo. Digamos que chegou ao ápice, uma mecha inteira é o máximo.

– Certo. – digo, não me preocupando muito com a aparência do meu cabelo naquele momento – Você disse que Rachel conseguiu uma âncora, no caso eu, mas não um antídoto...

Não foi necessário continuar.

– Ah, certo. – ela balbuciou, respirando fundo – Quando você fez aquela estupidez de que “não tinha importância para você” – fez aspas com os dedos e o tom era de deboche – eu só não te matei e não te fiz ser comida de peixe porque a parte cinza aumentara consideravelmente e que isso se resolveria logo, se não, eu te matava e daria um jeito do meu irmão superar a perda. – mais um suspiro pesado – Felizmente vocês se engalfinharam no quarto de novo. Entenda: Hazel desrespeitou algumas regras quando tentou apressar uma morte, e Rachel ao salvar uma vida condenada. Entre outras palavras, se Percy pensar que não se importa mais com ele todos os dezesseis anos do garoto voltaram aos poucos, com muita mais dor agora. Desfalecerá como se tivesse contraído uma doença terminal dolorida, agonizando com todos os anos que vivera sem permissão voltados quinhentas vezes, ou até mais, quem sabe?

Minha garganta pareceu fechar e senti meu estomago revirar. Muito provavelmente estava mais pálida do que gostaria, como se de repente tivesse ficado com febre.

– Encare os fatos, vocês nasceram para pertencer um ao outro e toda essa baboseira de final feliz de contos de fadas. – Charlotte já estava de pé, apoiando-se na porta já aberta – Infelizmente, princesa, aqui é o mundo real. Então não mate meu irmão. Ou eu vou te caçar até o fim do mundo e matar todos a quem você ama para então, finalmente, retirar o seu coração e rasgar sua garganta, estou clara? – ela fez a ameaça com um sorriso amigável no rosto, tornando tudo mais assustador. – Sei onde Percy está, vou te mostrar como chegar lá. Não me preocupe se não chegar no tempo amanhã, também preciso de uma bebida forte o suficiente para esquecer o dia de amanhã – uma expressão pensativa apareceu em seu rosto – e talvez um espanhol de brinde.

Sorri e balancei a cabeça, revirando os olhos e saí da casa com Charlotte logo atrás de mim.

Notas finais
como sempre, eu estava certa. ALIAS, EU SOU FÃ DE LANA DEL RAINHA You know you love me XOXO Gossip Girl