Closer

10 10 - Sobre amor e eros.


Notas iniciais
Olar, como vai? :D Gratidão por voltar, apesar de eu estar atrasada e mais lenta que o habitual. E boa leitura. Até as notas finais.

"Eu quero ver o resultado de Eros antes de opinar." Yuri falou, feliz por achar meios de parar de falar de Ágape e tornar o assunto mais... Agradável.

Eros, porém, era o tópico que Otabek mais temia que Yuri travasse.

"Hum... Certo. Vou botar o vídeo para você e vou..." Altin desconversou, sem aparentar o nervosismo que sentia.

Foi quando Yuri apertou sua coxa num ponto já próximo da virilha e disse, baixo e dominador:

"E vai ficar aqui, abraçado comigo, assistindo o vídeo."

Otabek praguejou baixinho, nervoso e surpreendentemente excitado pelo lado mandão do amante. No dia que Yuri dançou Eros, o fotógrafo teve uma ereção. Sua sorte foi que naquele dia Yuri nem tentou avançar, porque caso contrário, eles teriam transado ali mesmo, naquela sala, com todas as câmeras filmando de tão seduzido que estava. A diferença entre essa coreografia e Intoxicated era simples: a segunda tinha mexido com Otabek de tal forma que ele se comportaria com um animal e provavelmente machucaria o bailarino se rendesse à tentação...

O fato é que o fotógrafo não sabia se era capaz de assistir o vídeo que iria expor, porque também tivera ereções assistindo aos vídeos e durante a edição. Mesmo que tentasse trazer seu lado profissional à tona, seu lado humano o fazia parar para certos alívios que eram o motivo do seu constrangimento atual. Para além disso, não sabia se seria capaz de suportar assistir tudo de novo com Yuri entre suas pernas, encostando seu corpo em si enquanto demandava um abraço que ele definitivamente estava gostando de dar, mas que agora lhe incitava indecências pela mera perspectiva de ver o vídeo.

No entanto, se Yuri o queria ali, estaria ali de bom grado, inconscientemente aceitando sua sina de homem condenado. Só rezava para aguentar o tranco e ainda se manter profissional, pois o seu modelo estava puramente interessado no seu trabalho. Teimoso, tentou lutar contra o seu destino. Deu o play no vídeo e pegou o celular, buscando distrações.

O bailarino pausou o vídeo que nem chegou a começar direito quando notou o movimento do outro. Desfazendo-se da posição confortável que era estar no abraço do outro, ele pegou o celular de Otabek e disse:

"Você vai assistir comigo, Beka."

Quando o cazaque se mexeu, tentando sair da armadilha que era ter o bailarino entre suas pernas, Yuri anunciou de forma mandona.

"Você não vai sair daqui, Beka." O anfitrião falou, envolvendo os braços fortes do outro em seu corpo, acrescentando de forma quase doce. "Está frio."

Rendido, Altin parou de se mexer, deixando que deixando que Yuri se ajeitasse entre suas pernas e se acomodasse, e depois desse o play. Se era inevitável assistir ao vídeo com Plisetsky naquela posição muito específica, rezaria pelo melhor.

O bailarino viu uma letra artística, arredondada, cursiva e sensual escrever lentamente na tela preta "Sobre o amor: Eros. Por Yuri Plisetsky" em vermelho vinho e ficou ansioso.

Para o bailarino, ver o resultado pela tela era chocante. As luzes que lhe faziam parecer que estava em chamas, o caimento da saia no corpo, o cabelo, a maquiagem, a pose. Quando a música começou, assim como seu improviso, o seu fôlego foi embora. Não se reconhecia em vídeo, mas sabia que era ele dançando ali, porque a música evocava suas memórias físicas e seus instintos. Talvez pela sedução e o desejo sexual que expressava serem tão primitivos e inatos, ele não percebeu que se mexia conforme a música, dançando sentado.

Otabek resistia bravamente ao vídeo, às memórias do dia em que foi seduzido e também ao cheiro do garoto em seus braços, que era intoxicantemente bom. Mas não soube o que fazer quando Yuri começou a dançar em entre suas pernas. Mais especificamente ele rebolava contra sua virilha, envolvido pela música e momento, sem nem lhe dar atenção devida. Aquilo era golpe baixo contra sua inútil tentativa de resistir ao amante. Respirou fundo, tentando conter a libido, mas o aroma de flores do cabelo que se soltava do coque frouxo e o cheiro daquela pele funcionavam como álcool no incêndio que era o seu corpo. Como se soubesse do seu estado, Yuri lhe fazia um carinho na coxa superior direta com as pontas dos dedos no ritmo da música. Otabek já estava suando, com o coração acelerado. O sangue, que parecia estar todo fluindo para sua cara e pescoço, sumiu, indo para o meio de suas pernas. Não havia mais nada que ele pudesse fazer por sua excitação.

A princípio, Yuri estava envolvido no vídeo, admirando-se intensa e livremente e adorando a forma como Otabek o retratava. Quando notou que dançava abertamente, envolvido no clima, em suas memórias de seduzir Otabek e na música, não se refreou. Era o seu momento de autoapreciação e se sentia maravilhoso, único e sedutor. Era a mesma energia que sentia no dia da gravação, quando tentava a todo custo seduzir o fotógrafo simplesmente porque podia e o desejava. E agora queria seduzi-lo de novo e sem falhas dessa vez, contagiado pelo momento. Foi quando notou que o outro estava quieto e tenso demais e um volume começava a se formar atrás de si.

Oh... Yuri sorriu como um demônio ao constatar que Otabek estava excitado, quase ereto. Aquilo era muita tentação, muito mais do que podia aguentar. Sem cerimônias, continuou seu jogo de sedução, querendo enlouquecer aquele homem e fazê-lo implorar por mais. A sua própria excitação começava a se formar e ele soube que ambas precisavam ser satisfeitas. Queria fazer aquilo por Otabek, retribuindo o que ele lhe dera na noite anterior, queria tirá-lo a razão e rezava para que aquilo o fizesse ficar, caso os sentimentos que compartilhavam não fossem o suficiente.

Otabek odiava se sentir novamente um adolescente a mercê de Yuri, mas aquele rapaz lhe seduzia sem precisar fazer força. Quando o vídeo acabou, notou que o russo se virava para olhá-lo e preparou sua melhor desculpa para seu estado, mas não conseguiu dizer nada. A forma com que Yuri lhe encarava era cheia de desejo e malícia, fazendo seu corpo aquecer de expectativa e sua mente parar de funcionar. Umedeceu levemente os lábios e notou que fechava os olhos, cedendo completamente às expectativas que o russo lhe fazia criar, pronto para aceitar de bom grado tudo o que ele lhe desse, desde que a tortura da espera acabasse.

Quando Yuri beijou o pescoço de Otabek com os lábios ligeiramente entreabertos, sentiu o moreno estremecer e a respiração ficou presa. O ato se repetiu, sendo agravado pelo cabelo louro e macio acariciando levemente seu ombro e a ponta da língua fazendo movimentos circulares leves. As pontas dos dedos tocaram o outro lado do pescoço do cazaque, que arfou, enquanto sentia o beijo avançar até alcançar-lhe os lábios em um carinho lascivo e apaixonado. Sem entender como o outro conseguia isso, notou que Yuri se afastava de seus lábios, fazendo-o levantar de forma desajeitada para prolongar a carícia.

O bailarino apreciou o desespero do moreno por si, sentando-o no sofá e o guiando até que suas costas tocassem o encosto. Sentou-se sobre as pernas musculosas de Altin, interrompendo o beijo e o capturando sua atenção com o olhar. Guiou as mãos grandes e calejadas do amante até o zíper de seu moletom, fazendo-o abrir a roupa. Tirou-a com um movimento delicado e sensual, sendo tomado de surpresa quando o cazaque lhe puxou pela nuca em um beijo faminto, obsceno e cheio de luxúria. Controlar aquele homem seria difícil, mas sabia que para conseguir o que queria precisava ceder um pouco. Fazia, então, o sacrifício de beijar Otabek Altin com abandono, enquanto sentia a ereção deste lhe massagear as nádegas.

Quando Yuri rebolou sobre seu colo, Otabek interrompeu o beijo para soltar um gemido rouco e grave que lhe levou o resto do fôlego. Sentiu o loiro descer novamente pelo seu pescoço, beijando-lhe a pele e descendo pelo peito. O russo tinha destino certo e mesmo querendo controlar o moreno, não conseguia manter o controle sobre si mesmo e seus desejos. Baixou-lhe a calça de moletom vinho, olhando aquela ereção com adoração e desejo. Finalmente faria o que queria. Com a boca, tocou o membro do cazaque com habilidade e sugou-lhe levemente a glande, usando a língua para fazer-lhe um carinho suave. Provocava-o deliberadamente, adorando ouvi-lo gemer de forma intensa e baixa, enquanto seu quadril se erguia por reflexo, buscando mais daquele toque.

Otabek estava prestes a enlouquecer de excitação quando sentiu as mãos de Yuri em sua virilha, baixando-lhe os quadris. Respirou fundo e prometeu para si mesmo que iria apreciar os cuidados, deixando-o tomar as rédeas da situação, mesmo que isso lhe custasse a sanidade. Sentiu o russo lhe acariciar intimamente com os lábios. Abriu os olhos e mirou no loirinho, que tinha um olhar que parecia lhe perguntar obscenamente se ele gostava do carinho que fazia.

Yuri gostou do olhar aprovador de Altin, juntamente com um fraco sorriso de canto e o carinho que a mão deste lhe fez no rosto e no cabelo. Fechou os olhos e recomeçou o que fazia, adorando sentir a textura macia daquele membro contra sua boca, enquanto sua língua agia com habilidade, arrancando gemidos altos e graves que pareciam estar presos há muito tempo e eram tão deliciosos de ouvir que faziam o russo estremecer. Ele prendeu a respiração por estar surpreso e depois suspirou audivelmente quando sentiu Otabek acariciar sua nuca, juntando seus cabelos, segurando-os e puxando-os quando o russo lhe sugava o membro um pouco mais forte.

O cazaque tentava ao máximo retardar o orgasmo, mesmo tremendo e arrepiando-se com os cuidados do bailarino. Foi quando cometeu o erro de abrir os olhos e ver o quanto Yuri se deliciava consigo, o seu olhar de prazer e luxúria lhe encarando e quase lhe roubando a alma, enquanto seu membro sumia naquela boca quente, úmida e habilidosa. Puxou-lhe os cabelos por reflexo, mexendo os quadris tentando evitar seu ápice:

"Yura..." O mais velho chamou em um suspiro rouco. "Eu não vou aguentar."

Foi quando o fotógrafo viu seu falo sumir de vez naquela boca e reaparecer, dando-lhe uma última chupada antes de liberá-lo do carinho íntimo e cobrir a ereção com a calça novamente. Aqueles olhos verdes demoníacos o encaravam com desejo, enquanto a boca lhe beijava a barriga, seguindo uma trilha pelo seu tronco até encontrar seus lábios, que foram provocados com leves toques da boca e da língua russa. Incapaz de resistir, Otabek o puxou e o beijou como se aquela fosse a boca mais excitante do mundo e ele nunca mais tivesse a chance de acarinha-la daquele jeito.

Rindo de embevecimento e desejo, Yuri se deixou beijar e o correspondeu, ora com intensidade, ora com leves provocações e pequenos toques, que o outro não conseguia resistir, fazendo o carícia se aprofundar. Puxando seu homem pela nuca e cós da calça, fazendo-o levantar, guiou-o para o quarto, tomando a frente na caminhada. Otabek o parou, puxando-o e encostando seu tronco nas costas de Plisetsky, fazendo-o agarrar sua nuca, encostando-se naquele peito e empinando os quadris, rebolando levemente e suspirando de satisfação por sentir a ereção do outro se esfregar em suas nádegas apesar do empecilho que eram os tecidos entre os dois.

Pela forma que Otabek lhe abraçava e lhe apertava o corpo, aquele homem parecia fora de controle, exatamente como o bailarino sempre quis ver. Mas, mesmo naquele estado, Altin parecia inclinado a ser dominador. Aquilo não o desagradava, na verdade. Tornava o desafio de domá-lo mais interessante.

Otabek não compreendeu quando Yuri se separou bruscamente de si, mas reparou que estavam no quarto do mais novo. Sua memória trouxe de volta a primeira vez que eles entraram em um quarto juntos, a tensão do desejo que sentia pelo russo e a forma como este lhe provocava, tirando seu juízo desde muito cedo. Quando o loiro lhe sentou na cama e lhe beijou a testa, não conseguiu evitar um sorrisinho malicioso, provocando com a voz baixa e grave:

"Vai me botar para dormir, Yura?"

O que ele não esperava era pela resposta do seu bailarino. Yuri sorriu de forma sedutora, quase que sutilmente predadora, fazendo-o prender sua respiração em expectativa. Ele se virou, olhando o moreno por cima do ombro esquerdo.

"Você quer dormir, Beka?" Ele perguntou, manhoso.

E começou, ainda de costas, enquanto falava, a abaixar a calça preta de moletom que usava, revelando as nádegas alvas, firmes e redondinhas e as coxas musculosas e bem feitas. Ouviu Altin soltar a respiração presa de forma ruidosa. Em um movimento suave e lento, Yuri tirou os cabelos das costas, enquanto se livrava de vez da roupa que usava.

"Ou você prefere fazer outras coisas?" O russo perguntou, agora em um tom provocativo, olhando o mais velho por cima dos ombros.

Otabek engoliu saliva, mordendo os lábios com pouca delicadeza por ver Yuri fasciná-lo daquela forma. Tocá-lo, beijá-lo, venerá-lo e lhe dar prazer era tão fundamental quanto o ar que respirava. Determinado e desesperado, esticou os braços, movendo o tronco para alcançar aquele homem que o enlouquecia com tanta facilidade. Trouxe-o para si em um abraço que não derrubou o russo. Altin o queria em pé para o que tinha em mente.

Yuri suspirou de prazer e satisfação quando Otabek lhe agarrou com firmeza pelo tronco, trazendo-o para perto, beijando, mordendo, chupando e lambendo sua nádega direta, enquanto apertava, massageava com força e parecia querer deixar marcas na da esquerda. O cazaque balbuciava coisas incoerentes e fez o bailarino gemer de prazer quando sua mão direita lhe tocou a virilha, tão próximo de sua ereção tão sensível.

Perdeu o equilíbrio quando o fotógrafo passou o dedo indicador entre suas nádegas, massageando-lhe suavemente sua entrada, e sentou no seu colo, sentindo os beijos e sucções do outro enquanto as mãos massageavam o bumbum de Yuri e permitia que a ereção do moreno lhe tocasse de novo de forma tão íntima. Para não se desviar do seu propósito original, mas sem recusar o esforço do outro para ficar perto de si, Yuri buscou o lubrificante e as camisinhas que agora estavam em cima do criado mudo. Com muito esforço, parou aquele homem de sua loucura e ajeitou os dois na cama.

Otabek se deixou ser reposicionado por Yuri, que o deitou e tirou suas calças, olhando para o seu corpo com adoração e desejo, engolindo em seco perante seu membro teso. Sentiu a respiração do bailarino na área e puxou o ar ruidosamente, desejando mais que tudo aquela boca lhe beijando intimamente. Quase lhe doeu fisicamente quando o loiro fez que ia beijar-lhe a ereção e passou direto. Ainda de quatro e tendo o cazaque entre as pernas e braços, o russo lhe entregou o lubrificante e a camisinha com um sorrisinho sexy e o moreno soube o que deveria fazer.

Altin se ajeitou, ficando ligeiramente sentado em uma posição relativamente confortável, enquanto botava Yuri de joelhos, ainda entre as pernas do mais novo. Manuseava o lubrificante de forma quase febril, querendo deixar o outro pronto para lhe receber, mas reparou o quão próximo do seu rosto estava aquela ereção que era tão convidativa. Lubrificou os dedos e se preparou para o que faria.

Yuri sentiu o corpo se retesar de prazer e os gemidos baixos e palavras incoerentes lhe escaparem dos lábios quando Otabek lhe lambeu a base do membro até sua ponta e o tomou na boca, iniciando uma carícia deliciosa que quase lhe tirou a razão. Sentiu o rapaz lhe penetrar com um dedo e soube que não teria paciência para a lentidão do amante habilidoso, pegando-lhe os cabelos, puxando-os e tentando fazê-lo lhe dar mais. Baixou a cabeça e viu Otabek lhe chupando com intensidade e cuidado, o membro entre seus lábios, as bochechas vermelhas e o olhar enevoado de prazer e devoção por poder fazer aquilo com o russo. E mesmo com todo aquele ar frágil e preocupado em agradar enquanto tinha prazer com o que fazia, Altin lhe parecia tão forte e sedutor que menor quase perdeu o controle do que queria.

"M-mais, Beka. Agora!" Yuri pediu com um gemido engasgado que excitou o mais velho, mas também o fez diminuir gradativamente o ritmo do carinho que lhe fazia com a boca, enquanto inseria o segundo dedo.

Não queria que Yuri gozasse ainda. Queria poder torturá-lo de prazer tanto quanto estava sendo torturado.

Por mais que tenha sido sutil, a mudança de ritmo foi sentida e desaprovada pelo loirinho, que puxou seu cabelo indelicadamente, reclamando por mais:

"Beka, o que..." O garoto se interrompeu, vocalizando seu prazer de forma incoerente quando sentiu sua próstata ser estimulada, causando-lhe arrepios de excitação e estremecimento. "Ma-ais! Mais, Beka."

Sem pensar muito, Otabek obedeceu o parceiro e inseriu seu terceiro dedo com cuidado.

"Isso!" Yuri respondeu, sentindo o orgasmo querendo chegar.

A contragosto, afastou o moreno de sua ereção pelos cabelos e tirou os dedos de sua entrada. Sorriu com malícia ao perceber a confusão do parceiro, aproximando-se e o beijando com fervor e habilidade. Por mais que quisesse continuar, não podia deixar que isso acontecesse. Tinha mais planos para o dia. Deitou o amante na sua cama durante o beijo e pegou a camisinha, descendo pelo queixo, pescoço — onde decidiu deixar uma marca discreta para que o amante não lhe esquecesse depois — seguiu a trilha de beijos pelo peito, barriga, virilha, testículos...

Otabek arfou de expectativa por sentir a boca de Yuri na sua ereção, mas abriu os olhos quando ele parou de lhe beijar, apenas para vê-lo de joelhos, os cabelos loiros caindo sobre os ombros, o rosto corado, o promissor sorriso de canto e o olhar desejoso e excitado lidando com a camisinha que ele manuseava com a habilidade de quem já fez isso várias vezes. O que ele não esperava era lidar com a mistura de sensações que era Yuri se fazer penetrar pelo seu membro, sentando sobre seu quadril com lentidão e provocação, apertando sua ereção de forma deliberada e deliciosa, enquanto via o bailarino se posicionar sobre seu membro, fazendo-o sumir pela entrada de um Yuri que parecia adorar cada centímetro que entrava em si, fazendo barulhos excitantes para expressar o prazer que sentia e chamava seu apelido de forma erótica.

Yuri mordia os lábios, tremendo com a adorada sensação de ser preenchido novamente por Otabek e tê-lo dentro de si. Parou por uns instantes para se acostumar com o membro, que era completamente diferente de ter dedos em si, e muito mais prazeroso, enquanto sorria de satisfação por finalmente poder fazer o que queria com o moreno. Soube que não podia ficar muito tempo parado ou o outro já acharia que poderia comandar as coisas, então mexeu o quadril de leve, rebolando e provocando o outro, adorando ouvir um gemido grave e quase desesperado de prazer.

Sentiu as mãos dos mais velho sobre suas coxas, mas elas simplesmente ficaram paradas ali, como se lhe desse apoio moral ao invés de tentar controlar a situação, o que agradou ao loirinho. Iniciou reboladas ritmadas, apertando o moreno intimamente, enquanto tocava o próprio corpo e tentava excitá-lo com a visão erótica de si mesmo. Sabia que o moreno era visual em seu prazer e também sabia como explorar aquilo.

Otabek mantinha os olhos semicerrados, incapaz de se abandonar à luxúria e perder a visão que era Yuri curtindo intensamente o prazer que compartilhavam. Sua mente trouxe de volta as sensações de ver o garoto dançar Intoxicated, mas tê-lo rebolando no seu colo enquanto estava dentro dele era muito melhor. E queria dar mais ao russo que tanto lhe tirava o juízo e lhe fazia perder o controle.

Yuri foi pego de surpresa quando Otabek levantou o tronco e o abraçou, beijando seu ombro, seu pescoço e o que mais conseguiu alcançar com seus lábios. Quando ele lhe chupou o mamilo, o russo gemeu. Sentiu o cazaque sorrindo contra o seu peito levemente, voltando a sugar e depois a lamber a área intumescida e tão sensível, alternando os movimentos. O bailarino o abraçou, implorando por mais. Beijaram-se com ardor, enquanto o russo tentava achar meios de sentir estocadas profundas que batiam em seu ponto de prazer. Foi quando sentiu Otabek começar a mexer os quadris para conciliar seu ritmo com o dele e o beijo entre eles se desfez.

Altin procurava o tempo correto de arremeter prazerosamente em Yuri, enquanto este se adequava ao movimento do outro, que começava a ficar intenso e delicioso, apoiando seus antebraços nos ombros largos e fortes do moreno, enquanto seus dedos lhe acariciavam a nuca com suavidade. Quando estabeleceram um ritmo prazeroso para ambos, os quadris não conseguiram parar de se mexer, enquanto os dois se olhavam intensamente, praticamente incapazes de piscar. O prazer refletido no olhar do outro era o que sentiam em si mesmos e incapazes de parar para mais provocações, sabiam que iriam juntos até o fim naquela dança sensual.

Sabendo que estava quase no seu limite, Yuri se masturbou até chegar seu orgasmo, que ele anunciou em forma de gemidos, palavras incompreensíveis e as várias vezes que chamou por Beka de maneira lasciva, com a voz falhando. Otabek, por seu turno, sentiu que o bailarino chegava ao seu ápice por lhe apertar internamente. O corpo todo se contraia a medida que seu prazer ia se intensificando e ele gemeu o nome de Yura quando teve seu merecido orgasmo. Ambos desabaram na cama, o bailarino por cima do fotógrafo, que sentia o amante se ajeitar para tirá-lo de dentro de si e ficar mais confortável.

Arfavam, desesperados por ar enquanto seus corpos tremiam por consequência do prazer que compartilharam. Quando Otabek se sentiu mais forte, mexeu o braço e acariciou a cabeça e os cabelos de Yuri com , adorando tê-lo em seus braços depois do momento íntimo que compartilharam. Mas, verdade fosse dita, achava o pós-sexo ainda mais íntimo com os dois ali, tentando normalizar os corações que batiam insanamente rápidos nos peitos, enquanto apreciavam os resquícios de prazer que o corpo ainda mantinham e se abraçavam, incapazes de se soltar. Ficaram ali por mais tempo de que podiam mensurar, com a luz do pôr-do-sol entrando pela janela, ornando com suas luzes alaranjadas a pele alva e os cabelos dourados de Yuri.

O russo não queria sair daquela posição. Não queria que Otabek Altin fosse embora. O que sentia era sufocante, desesperador, mas ele ainda conseguia segurar e ignorar. Olhou para Otabek, apoiando o queixo em seu peito, tentando buscar qualquer informação que aplacasse sua incerteza, mas tudo se foi quando o viu sorrindo levemente e com satisfação para si. Seu coração acelerou de um jeito diferente, enquanto seu rosto parecia ter vida própria, dando ao cazaque um sorriso aberto, sem reservas e carinhoso, enquanto adorava sentir o moreno usar a mão forte e calejada para lhe acariciar a nuca e brincar com seus cabelos. Suspirou, sentindo um prazer inocente com o carinho.

Altin não ignorava que o clima de sexo e luxúria já tinha ido embora e agora eles compartilhavam um momento mais terno, íntimo e companheiro. Não conseguia parar a forma com que seu peito se aquecia ao notar que Yuri parecia tanto um gatinho que ronronava quando ganhava coisas que gostava, como o carinho na nuca que sempre parecia derrubá-lo. Manhoso e charmoso como um felino, Yuri se aproximou e lhe roubou um beijo amoroso que mexeu com as estruturas e o emocional do moreno, que disse:

"Você ainda vai acabar comigo, Yura."

"Por quê? Por acaso o bad boy tá querendo ficar de vez?" O loirinho arriscou por impulso.

Otabek olhou para Yuri de forma que este considerava irritantemente obtusa, mas ainda assim extremamente charmosa e apenas respondeu:

"Quem sabe?"

Yuri sorriu perante a resposta. Não era o sim que ele notou estar secretamente desejando de forma ávida, mas não era o não que tanto temia. Ainda tinha chances e correria atrás delas.

"Eu preciso de um banho." O moreno acrescentou, casual.

"Eu posso te dar um." O russo respondeu, malicioso, recebendo um olhar desconfiado. Acrescentou de forma manhosa: "O que foi? Algum problema em tomar banho comigo, Beka?"

Otabek apenas riu de leve, balançando a cabeça em uma negativa. Aquele demônio loiro definitivamente era sua fonte de perdição.

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Yuri adorava a sensação gostosa e carinhosa que eram os dedos de Otabek esfregando seu couro cabeludo. Ele esfregava tudo com carinho e paciência, pegando cada parte das raízes de seus cabelos, causando no garoto arrepios e formigamento. Aquilo era tão bom que estava quase esquecendo seus temores e aflições sobre já ser noite. Ele sabia que Otabek Altin provavelmente já queria ir embora, podia sentir aquilo na maneira que ele ficava quieto, mas o bailarino queria que ele ficasse, embora não soubesse como conseguir isso. A água correu pelo seu corpo, lavando seus cabelos e forçando-o a fechar os olhos para evitar que o xampú entrasse.

"Você está muito quieto." Otabek tentou, incomodado pelo silêncio. "Aconteceu algo?"

Otabek desligou o chuveiro quando todo o cosmético foi retirado dos cabelos loiros, pegou o condicionador e o abriu, mas parou seu ato e perguntou para o rapaz loiro:

"Você gosta disso?"

E por não obter resposta, tentou novamente, mas de outro jeito:

"Você não gosta disso?"

"Gosto, gosto sim. Continue." O rapaz loiro demandou, ainda parecendo fora do ar.

Otabek passou o condicionador nos cabelos longos de forma cuidadosa e penteou a madeixa com os dedos, desfazendo os poucos nós com zelo para não provocar incômodo no amante.

Yuri gemeu e deixou escapar:

"Você parece ter um fetiche maluco com o meu cabelo. Vai ver é porque você não tem muito..."

Otabek buscou os olhos do russo através do vidro do box.

"Magoou." Foi tudo o que ele disse.

Yuri não soube como entender aquilo, já que o moreno carregava o semblante sério e duro de sempre. Aquilo o fez se sentir estranho, o coração acelerado e um frio estômago que era incômodo. Notou que o clima tinha mudado, mesmo que o moreno continuasse brincando com os seus cabelos.

"Mas eu não sou o único com fetiches estranhos." Altin acrescentou depois de um tempo de silêncio.

O bailarino virou-se de súbito, olhando diretamente para a expressão e os olhos de Otabek. O sorriso de canto que lhe derretia as pernas estava ali, assim como ruguinhas mínimas que apareciam naqueles olhos que ficavam pequenos quando ele expressava seu divertimento. Sentiu o rosto corar quando notou que seu estômago estava embrulhando novamente, mas de uma forma boa, gostosa, e seu coração estava acelerado. Queria beija-lo, mas sentiu que não era a hora apropriada para tal, então apenas ficou curtindo a sensação que lhe era familiar, mas estava mais forte do que antes. Tudo isso por causa de um sorriso mínimo e dos olhos pequenos que ficavam ainda menores quando Altin sorria.

"Como assim?" O loiro se limitou a responder, levantando a mão para brincar com a diferença entre os comprimentos de cabelo da lateral da cabeça do moreno.

"Vamos ver, se eu esquecer de algum fetiche, me avise... Seduzir-me deliberamente com sua dança, tirar minhas calças, botar-me para dormir na cama, me dar beijinho de boa noite e tomar banho comigo..." Altin enumerava, seu rosto agora tomando ares obtusos que Yuri odiava, mas também amava porque era charmoso, embora extremamente confuso.

"Acho que qualquer um quereria tomar banho com você, mas especialmente eu depois de você bater uma em minha homenagem." O menino respondeu, tentando se livrar do constrangimento de estar exposto aos olhos daquele homem.

"Então você estava lá..." O cazaque rebateu, com um sorrisinho vitorioso.

Yuri ficou ainda mais vermelho, beirando aos tons escarlates, tamanha era sua vergonha por ter sido pego no pulo. Depois se sentiu tolo por estar constrangido por algo sob o qual não tinha controle ou culpa. Bom, pelo menos não culpa direta.

"Eu nunca disse que não estava lá, embora talvez eu não devesse estar." Plisetsky respondeu, pronunciando os lábios em um biquinho inconformado e fofo. "De toda sorte, agi muito civilizadamente. Assim como agora, se fizesse o que eu queria, você não teria ficado na mão. Pelo menos não na sua..."

Otabek agora o olhava com interesse explícito, como se esperasse que ele dissesse mais coisas. Coisas estas que não vieram e obrigaram o moreno a perguntar:

"Se era o que você queria, por que não o fez?"

Yuri suspirou, perguntando-se se deveria revelar a verdade ou inventar alguma resposta espertinha. Optou por ser sincero, já que não tinha nada a perder:

"Se eu tivesse entrado naquele box, você me recusaria?"

O moreno se manteve silencioso, apenas olhando o rapaz de cabelos longos com muita atenção.

"É disso que eu estou falando. Você estava cheio de tesão, assim como eu, mas não era tesão pra ficar comigo, sabe? Simplesmente não parecia certo, então eu optei por não forçar as coisas naquela hora. Talvez você não me recusasse, mas poderia ficar estranho..." O loirinho se explicou, como se medisse as palavras. "Talvez fosse melhor esperar, então..."

Otabek tocou o rosto de Yuri com ternura e deu um sorriso de canto. Seu olhar era tão suave e amoroso que fazia o russo ter esperanças de que poderiam ficar juntos.

"Naquele momento, se você insistisse um pouco mais, eu não ia te recusar, mas eu possivelmente teria te machucado fisicamente de tão fora de mim que eu estava." Altin disse, acrescentando rapidamente, ao ver que o outro parecia chocado. "Eu não me orgulho disso ou sequer consigo explicar com clareza, mas..."

"Mas eu entendo. Eu também não estava totalmente em mim naquele dia. Eu tava chateado e queria tirar seu juízo, te seduzir e te impedir de trabalhar e no fim, eu fiz tudo errado..." O bailarino disse, impulsivo e nervoso.

"Fez certo, Yura. Você esperou meu tempo..." Otabek murmurou, puxando Yuri para um abraço, deixando que os narizes se tocassem.

"Beka..." O mais novo chamou, nervoso e positivamente anioso.

"...E eu sou grato por isso." O moreno completou, beijando os lábios do bailarino de forma amorosa, carinhosa e totalmente entregue.

Yuri abraçou Otabek, pois dependia daquele apoio para não cair fisicamente. E isso era importante destacar, porque emocionalmente estava entregue, caído...

Apaixonado.

Seu corpo se arrepiou perante a constatação daquele fato. O coração que vibrava descompassado e insandescido já não mais lhe pertencia, porque ele tinha sido roubado pelo moreno obtuso que agora lhe beijava. E, mesmo que não tivesse certeza de nada, estava feliz por se sentir assim mais uma vez depois de tanto tempo e de tantas decepções... Mesmo que na mão daquele homem tudo fosse incerto, os poucos momentos de carinho que trocavam eram maravilhosos.

Quando o fôlego dos dois acabou, afastaram-se, com Yuri olhando intensamente os olhos de um castanho tão escuro que pareciam negros. Negros e profundos, nos quais se afundava e se sentia acolhido, talvez até amado, se fosse capaz de professar tal ousadia em voz alta.

Precisava fazê-lo ficar. E acharia um jeito para isso. Nem que fosse a última coisa que fizesse.

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Apesar de estar feliz, ainda era um choque se constatar apaixonado. Precisava de um tempo para si, para absorver tudo. Era tudo tão incoerente e caótico nesse processo interno, tão pessoal e solitário que envolvia outra pessoa... Não conseguia lidar habilmente com as consequências de seus sentimentos, porque tudo era tão confuso que até suprimia a capacidade que estar apaixonado por alguém tinha de ser bom.

"Yuri? Yuri!" Otabek chamou, interrompendo os devaneios do bailarino, que acariciava Tepa, sua gata.

O bailarino olhou para o fotógrafo e estranhou quando o viu de cenho franzido, sério e com uma aura um tanto cinzenta. Era óbvio que tinha algo de errado. E aquilo acelerou o coração de Yuri, provocando angústia e ansiedade indesejadas.

"Eu preciso ir." Otabek anunciou.

E aquelas eram justamente as últimas palavras que Yuri gostaria de ouvir, o dançarino constatou, sentindo o coração em pedaços.

Notas finais
Olar. Tá quente aqui, né? xD Eu não se começo me desculpando ou agradecendo. Acho que vou começar falando da arte oficial do trio que lançaram hoje. Vocês viram que lindinho o Yurio de trança lateral, óculos de oncinha e celular na mão falando com o Otabek, que elogiou seu visual? Tá, parei, deixa meu headcanon em paz. xD Eu acho que vou agradecer primeiro. Vocês tem sido tão maravilhosos e gentis comigo que eu nem sei como agir. Os favoritos, as arquivadas na biblioteca (sim, eu estou vendo vocês, seus fantasmas. xD), os comentários, as mensagens... É tanta energia positiva que eu até me perco. (Sim, não estou acostumada com isso.). E atrasar as respostas não ajuda, né? Me perdoem, deixei tudo acumular e agora tô meio em pânico tentando lidar com isso[?????] Mas vou conseguir, vai dar tudo certo, não desistam de mim. xD *riso nervoso* Mas palavra de honra, estou me esforçando para fazer Closer cada vez melhor pra que vocês sigam se divertindo lendo tanto ou mais eu me divirto escrevendo. Falando em me divertir escrevendo, estamos um capítulo e meio adiantados (um dos motivos pra eu demorar na resposta é que a escrita está fluindo lindamente, amém assim pra sempre ou melhor!), então eu acho que vou demorar menos da próxima vez. Rezem para as coisas continuarem assim, porque quanto mais rápido eu termino Closer, mais rápido eu continuo projetos antigos e começo novos e nós ficamos nessa. :D Enfim, mais uma vez gratidão por tornarem minha vida de escritora menos solitária. ♥ E até a próxima.