Closer
1 1 - A primeira vista
Notas iniciais
Como prometido, estamos de volta. Dessa vez é com uma long fic. Deus me ajude, é uma fic de capítulos. Mais de cinco. WHAT! WHAT!? WHAAT!? Isso mesmo, eu finalmente escrevi longfics. Deus me ajude. hahahaha
Parei, vou me comportar. hahahaha
Espero que gostem e se divirtam lendo, porque eu me diverti escrevendo. [Sim, duas cenas e ela está finalizada.]
Quero mandar beijo pras minhas betas, que me ajudaram isso a ser possível. Os erros são meus, não delas.
Fanarts da capa: @juqovanni0301 [Twitter]
Nanda Stanyx, 2/3 dos seus presentes estão prontos. Espero que goste e se divirta. :)
Capítulo 1 — A primeira vista
"Ele está totalmente caído por você." Mila Babicheva ria de Yuri Plisetsky enquanto saia do conservatório de dança Baranovskaya.
"Velha, eu já te disse, isso não tem nada a ver com..." Yuri brigou com Mila, com o cenho franzido em frustração.
"Com licença?" Disse uma voz grossa, interrompendo a conversa.
Yuri e Mila simplesmente observaram o estranho que vestia um suéter azul escuro, calça preta e jaqueta de couro encostado em uma Harley Davidison novinha. A cara era de poucos amigos, a seriedade era desconcertante.
"Bruxa velha, você conhece esse cara?" Yuri perguntou em russo. "Ele parece um tarado."
"Um tarado muito gostoso, mas não o conheço. Acha que podemos escapar?" Mila respondeu, também em russo.
"Permitam me apresentar: meu nome é Otabek Altin. Eu não sou tarado e nem exatamente um desconhecido." O moreno se apresentou em russo com sotaque.
Mila desbloqueou a tela do celular e digitou no Google o nome do desconhecido.
"Yuri, veja isso." Ela disse, passando o celular para o rapaz loiro.
'Então eu estou falando com um fotógrafo e jornalista famoso que ganhou um Pulitzer e tem um Instagram famoso?' Yuri pensou, buscando pelo usuário Photobiker no Instagram da amiga.
"E eu gostaria de falar com você." Otabek disse, sem se referir à ninguém em específico.
As fotos eram lindas. Olhou para aquele homem e em nada parecia ser a pessoa capaz de tirar aquelas fotos. De toda sorte, nunca seria com ele que um homem como aquele falaria.
"Então eu vou indo." Yuri disse, sem se dar ao trabalho de olhar na cara do moreno enquanto devolvia o celular de Mila. "Fique bem e qualquer coisa, me ligue."
"Mas é com você que eu quero falar." Otabek respondeu, olhando fixamente para Yuri.
"WOW! Então EU estou indo." Mila disse, maliciosa. "Qualquer coisa me ligue. Se ele fizer algo contra você, acabamos com a reputação dele."
Yuri olhou para amiga com seriedade e assentiu. Depois virou-se para Otabek e perguntou:
"O que você quer comigo?"
"Janta comigo." Altin falou, sério.
"Porra, você tá maluco, cara? Eu não vou sair com você assim..." Yuri retrucou, com raiva.
"Não é um encontro." Otabek cortou, imperturbável. "É uma proposta de trabalho, mas você deve estar com fome assim como estou. Podemos conversar durante um jantar."
Yuri ia negar. Estava desconfortável com toda a situação, mas seu estômago roncou.
"Você paga." O rapaz louro disse, andando em direção a moto. "Mas na primeira bola fora você é um homem morto."
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Yuri comia o prato mais chique do cardápio como vingança por Otabek te-lo trazido a um restaurante relativamente luxuoso quando tudo o que o garoto vestia era collant de ensaio, casaco e uma bota com detalhe discreto de tigre no cano. O homem não pareceu se impressionar com o pedido, comendo calmamente um prato tão gourmet quanto o seu.
"O que quer de mim, seu idiota? Estamos quase acabando de comer e você ainda não falou nada." Yuri perguntou, discretamente agressivo.
"Está bom o jantar?" Otabek perguntou com gentileza endurecida.
"Bom... Sim." Yuri retrucou. "Mas você certamente não me convidou apenas para jantar. O que quer de mim?"
"Seu nome é Yuri Plistsky, certo?" Altin perguntou. "Você é dançarino da companhia de Lilia Baranovskaya e professor do conservatório de dança dela, não é?"
"O que diabos você é, seu demente de merda? Um stalker?" O louro perguntou, agoniado.
"Não acha razoável eu conhecer com quem quero trabalhar?" Otabek disse, encostando os talheres na mesa. "Eu quero que você dance para mim enquanto eu te fotografo. Obviamente, pagarei pelo seu tempo."
Yuri corou com aquela proposta. Tinha algo errado com aquilo tudo. De todas as pessoas por que ele? Se fosse porque ainda não era dançarino profissional e estivesse confundindo-o... Ah, era aquilo. Ele realmente era tarado.
"Eu não sou uma puta." Yuri sibilou, com os olhos cheios de ódio.
"E eu não sou um tarado." O moreno retrucou. "Eu quero te fotografar dançando e tentar algo mais artístico. Dependendo do resultado, posso colocar as fotos na minha próxima exposição ou não."
"Por que eu, se você nem me conhece?" O olhar do russo era penetrante.
"A ideia da série de fotos me veio quando eu te vi dançar no último recital do local que você trabalha, o conservatório de dança Baranovskaya. Foi impressionante o que você fez ali, tanto no ballet quanto na dança contemporânea." Otabek explicou calmamente. "Se você não for meu modelo, não terá ensaio com mais ninguém. Simples assim."
Yuri corou ao ouvir tais palavras. Já tinha ouvido elogios antes, mas nunca um que resultasse em algo mais lucrativo que uma massagem em seu ego. Aquele homem estava lhe oferecendo emprego na sua área, queria lhe fotografar dançando. Quando perguntou sobre os termos do trabalho, Otabek lhe explicou que assinaria um contrato cedendo seus direitos de imagem para foto e filmagem e outro para definir em que termos se dariam os ensaios. Ele parecia ter tudo muito certo e ajustado na cabeça e aquilo era impressionante.
Quando conversaram sobre valores, Yuri estipulou um valor que considerava alto por diária. Um valor que sonhava cobrar quando fosse profissional, já que Otabek estava lhe tratando como um.
"Ok, assinamos pelo dobro disso. Temos um trato?" O fotógrafo respondeu, fazendo Yuri engasgar com a comida.
"O quê?!" O bailarino perguntou, batendo na mesa. "Tá falando sério?"
Otabek o olhou com estranhamento e disse, estendendo a mão:
"Estou. Temos um trato ou não?"
Yuri apertou aquela mão com firmeza, selando o acordo.
"Quer sobremesa?" Altin perguntou, com ar sério.
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Yuri passou uma semana se remoendo de curiosidade ao notar que Otabek Altin não tinha lhe falado o que dançaria. O fotógrafo apenas havia requisitado dois dias inteiros durante a primeira semana. Para as outras três semanas, apenas um dia inteiro seria necessário. Com o que receberia pelas diárias, poderia pagar as prestações atrasadas e adiantar uns dois meses do aluguel do minúsculo apartamento.
O celular vibrou e na mensagem que recebeu tinha o endereço e horário que deveria chegar para encontrar Otabek. Verdade fosse dita, durante o jantar, o fotógrafo se ofereceu para buscá-lo, mas, por mais que quisesse andar em sua moto de novo, não arriscaria dar o endereço da sua casa para um estranho. Resolveu dormir. Teria que acordar cedo para dar conta do horário.
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Otabek se assustou quando ouviu a campainha soar às cinco e meia da manhã em sua casa. Tinha praticamente acabado de deitar para dormir. Levantou a contragosto, sabendo que se alguém batia à sua porta àquela hora o motivo deveria ser importante. Abriu a porta esfregando os olhos, sem registrar seu atual estado.
Yuri se surpreendeu ao ver Otabek Altin usando apenas uma cueca boxer negra. Corou ao ver que tal vestimenta não deixava nada para a imaginação. Aquele homem era uma estátua de Adonis andante, exceto pelo volume na cueca, que era mais encorpado do que da escultura. A mão cobria a boca aberta, chocado. Mas não teve tempo de dizer muita coisa, porque a reação do moreno foi questionar:
"O que você está fazendo aqui a essa hora?"
Notas finais
Gritaria, feedback, críticas (construtivas, se possível), sugestões e etc, a caixa de comentários é nossa. Esta que vos fala aprecia conversar com leitores e não morde. :)
E é isso.
Até a próxima e fui. o/
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