Close To You

12 No horário de almoço.


Notas iniciais
Oláá, tudo bem com vocês? ♡ Demorei, mas trouxe o capítulo novo. :) Não tenho muito o que falar aqui, e também prefiro nem comentar o título do capítulo né. KSDJDSKDJJSDKF Não consegui pensar em coisa melhor. ( ,_,) Enfim, espero que gostem. Beijos e boa leitura. ♡ Minha nova fanfic Nalu http://fanfiction.com.br/historia/534345/All_My_Lovin/ - Se gostarem, deixem reviews ♡

Segunda-feira de manhã, Erza fora chamada para ir até a sala do diretor, Gildarts Clive. Estava um pouco nervosa pois afinal, era raro o diretor chamá-la. Geralmente, quando queria lhe dar um comunicado, enviava uma carta pelo vice-diretor, já que era um homem atarefadíssimo. Deveria ser algo de extrema importância.

Bateu na porta e ouviu sua voz, dizendo para entrar. Engoliu em seco e quando entrou na sala, a ruiva se surpreendeu ao ver que, sentada de frente para ele, estava uma garota de cabelos azuis e compridos. Era a menina que havia visto com Mystogan no dia anterior, e ela estava usando o uniforme da escola! Arregalaram os olhos ao mesmo tempo quando seus olhares se encontraram e a modelo tentou disfarçar a tremedeira nas pernas. Estava com medo de que aquela garota demonstrasse que já se conheciam.

— Bom dia, senhorita Scarlet. — disse Gildarts com um sorriso gentil. — Feche a porta e sente-se, por favor.

— S-Sim, senhor! — obedeceu ela, tentando agir com naturalidade. — O que quer comigo, senhor?

— Bom, como pode ver, temos uma nova aluna por aqui. — o diretor alinhou ainda mais seus cabelos alaranjados, parecendo um pouco nervoso. — Esta é a senhorita Marvell, que estudará em sua classe.

— Marvell? — repetiu Erza, pensativa. — Eu acho que já ouvi esse sobrenome em algum lugar… Oh, meu Deus! Você é a modelo?

— S-Sim... — afirmou a garota, com as bochechas vermelhas. Olhava para o chão e falava em um tom de voz muito baixo, quase como se estivesse apenas fazendo um movimento com os lábios.

— Ela é muito conhecida por seus trabalhos em revistas de moda, como a senhorita deve saber. Considerada um ícone adolescente. — continuou Gildarts, sério. — Então, gostaria de pedir que auxiliasse a senhorita Marvell e seus colegas para terem uma... relação normal. Tratá-la da mesma forma que dos outros alunos, compreende?

— Estou entendendo, senhor. — a ruiva estava rígida e mais formal do que nunca. — Farei o possível para que ela se sinta muito bem dentro da instituição de ensino.

— Estou contando com você, senhorita Scarlet. — disse ele, sorrindo. — Peço que a leve até a sala de aula e apresente-a formalmente, como fazemos com todos os alunos novos.

Enquanto caminhavam no corredor, Erza tentou puxar assunto.

— Então, Wendy... — começou ela, fingindo que nada havia acontecido no dia anterior. — Você já recebeu os horários de aula?

Wendy fez que sim com a cabeça, ainda corada. E era assim com todas as perguntas que a ruiva fazia. Nem uma palavra, apenas um sinal com a cabeça.

— Ahn, você é bem tímida, não?

— Uhum. — murmurou, se escondendo atrás dela quando chegaram na porta da sala.

— Ei! — berrou Erza para a classe. — Vocês acham que estão aqui de brincadeira? Eu vou dar três segundos para vocês. Um, dois...

No "um" já estavam em seus lugares e sem abrir a boca. A azulada ficou impressionada em como a garota ruiva tinha poder sobre aquelas pessoas. Bom, já que era a presidente do grêmio estudantil, deveria ser uma das maiores autoridades!

— O que está escondendo aí atrás, presidente? — gritou Gray Fullbuster, fazendo algumas garotas darem risadinhas.

— Pessoal, hoje estaremos recebendo uma nova pessoa que estará com a gente pelo resto do ano. — começou Erza, ignorando os risos. — Espero que a tratem bem, assim como fizeram com o Sting. O nome dela é Wendy.

Ao vê-la, Lucy levantou da cadeira subitamente e começou a berrar. — É ela mesma! A Wendy Marvell! Wendy Marvell está aqui, ao vivo, eu não consigo acreditar! — a loira foi correndo para abraçá-la, quase sufocando a pobre menina. Aquilo causou um tumulto gigante, logo, todos queriam abraçar, tocar e falar com uma das modelos mais famosas de todo o Japão.

— Parem de ficar em cima dela! — a ruiva afastou as pessoas de seu redor, com dificuldade. — Estamos na escola, então tenham uma postura de estudantes! Sejam normais!

Depois que todos se acalmaram, Wendy se sentou na carteira ao lado de Mystogan e os dois discretamente sorriram um para outro. Erza percebeu e por um momento pensou como os dois eram fofos. Espera, fofos?! Ela deveria estar ao menos um pouco desconfortável com isso!

— Você está bem? — disse Jellal, segurando uma garota antes que esta caísse.

— S-Sim... — respondeu Ultear Milkovich, com as bochechas extremamente coradas. Prima de Gray Fullbuster, era até quieta durante as aulas e não tinha muitos amigos, muito desastrada e estava sempre tropeçando no ar e se batendo nas coisas.

Quando o viu segurando a cintura dela, a ruiva sentiu algo estranho, do fundo do coração. Seria uma pontada de... ciúmes?

Argh! O que eram aqueles sentimentos estranhos? Se sentia incomodada com o que não devia, e quando deveria sentir ciúmes como normalmente as pessoas sentem, não sentia absolutamente nada. Que Jellal e ela haviam dado uns amassos de uns tempos para cá não podia-se negar, mas não é como se ela não gostasse mais de Mystogan. Não é? Começou a corar com tais pensamentos e ficou viajando nisso pela aula toda.

Lembrou-se de Levy também, e estranhou o fato de não a ver naquela manhã. Será que estava melhor? Sabia que algo grave estava se passando com ela, pois chorava quase sempre, mas naquele dia era diferente. Estava completamente alterada, ainda mais quando seu cigarro fora tirado de si. Jamais se passou por sua cabeça que aquela baixinha alegre pudesse fumar… e isso era algo que precisaria conversar com ela assim que a encontrasse. Já havia cometido um erro em não registrar o caso à diretoria, mas não tinha ideia de que o problema era mais sério do que parecia. Uma simples conversa não resolveria tudo.

Precisava tirar os assuntos pessoais da mente e se concentrar no grêmio estudantil e na semana de provas que se aproximava. No fim da aula, Erza se dirigiu até a sala do grêmio estudantil.

— Você não vai almoçar, Erza? — perguntou Lucy.

— Eu preciso organizar os relatórios hoje mesmo. — respondeu a ruiva, andando em passos apurados. — Depois eu como algo.

— Tudo bem… — murmurou a loira e em seguida suspirou. Como Levy não estava, pensou em tentar aproximar-se de Wendy e pedir desculpas pelo escândalo feito na aula, mas era praticamente impossível. Havia uma pequena multidão em seu redor, fazendo-lhe mil e uma perguntas.

Como sempre, Rogue Cheney pegou a bandeja do almoço e andou em direção à sala do grêmio estudantil, onde normalmente ficava durante os intervalos. Obviamente, era um garoto tímido. Tímido e inseguro ao extremo. Detestava ficar em lugares com muitas pessoas, pois acha que estavam apenas olhando para ele! Já tentara diversas vezes mudar seu jeito, mas simplesmente não conseguia, e isso o destruía por dentro.

— Ei, Rogue! — chamou Sting.

O assistente do grêmio estudantil gelou. Era realmente seu querido Sting que o chamava? O que poderia querer com ele? Virou o corpo lentamente, com o rosto vermelho.

— S-Sim? — disse, baixinho.

— Para onde você está indo? — o loiro lhe mostrava aquele sorriso estonteante. — Não vamos almoçar juntos?

Almoçar… juntos? Oh, para ele só faltava desmaiar ali mesmo! Sting o estava convidando para almoçar com ele, aquilo só poderia ser um sonho.

— V-V… Vamos! — respondeu, querendo dar um tapa em si mesmo por gaguejar tanto. Ajeitou os óculos de nervosismo e quando chegaram à grande porta que levava ao pátio, Rogue sentiu as pernas tremerem. Não conseguia mais movê-las.

— O que foi? — perguntou Sting.

— N-N-Nada… — a voz de Rogue deu uma esganiçada, fazendo-o morrer de vergonha ainda mais. Não sabia como dizer que sentia medo de ficar naquele lugar aberto cheio de gente sem parecer um verdadeiro idiota. — A-Ahn… S-S-Sabe… E-E-Eu lembrei que… tenho que fazer uma coisa! Até!

E saiu correndo, deixando o loiro para trás, confuso.

(…)

Erza suspirou. Depois de organizar os bagunçados relatórios dos alunos do 1-A, 1-B, 2-A e 2-B, faltava apenas os do 3-A, 3-B e 3-C. Ah, como estava irritada! A vontade que tinha era de mandar todos refazerem aquela papelada. Não era possível que não soubessem fazer um relatório de aulas decente sem fazer piadinhas idiotas e comentários sobre o tamanho dos grandes seios da professora “Anninha”, chamada pelos pervertidos do terceirão.

Queria conversar sobre isso com o diretor Gildarts, mas resolveu deixar para lá. Não queria fazer papel de chata e incomodá-lo com coisas que, depois de alguns gritos, poderia resolver.

A ruiva percebeu que estava com fome. Parecendo obra do destino, justamente naquele dia havia acordado atrasada, coisa que nunca havia acontecido antes. E então, só conseguiu comer uma mísera barrinha de cereal. Nem café conseguira tomar, e ela já conseguia sentir como a falta daquela bebida maravilhosa agia em seu corpo. Mal via a hora de acabar com aquilo e voltar para seu quarto.

— Mas eu vou ter que estudar quando voltar, de qualquer forma. — murmurou para si, bufando.

— Você já leu o meu relatório?

— Eu já estou nos relatórios do terceiro ano, caso você seja débil mental e não tenha visto. — respondeu Erza, sem tirar os olhos do que estava fazendo.

Jellal revirou os olhos e tirou da mochila uma caixinha preta com seu almoço dentro. Estava sentado no chão ao lado da mesa dela, de pernas cruzadas.

— Por quê diabos você ainda está aqui? — disse a ruiva, encarando a comida com o canto do olho.

— Nenhum motivo em especial. — respondeu ele, colocando um sushi na boca. Depois de mastigar e engolir, ofereceu à ela. — Você está com fome?

— Não. — mentiu, mas o ronco de seu estômago a entregou no mesmo instante. Corou de vergonha e fingiu que nada havia acontecido.

— Está sim.

— Não, não estou.

— Sim, está.

— Não.

— Sim. — insistiu o azulado, se divertindo ao ver que ela estava começando a se irritar.

— Não estou! — berrou com o rosto vermelho.

— Diga “aah”. — Jellal pegou outro sushi e esticou o braço.

Erza hesitou e desviou o olhar, mas isso não o fez desistir. Inflou as bochechas como uma criança e corou novamente. Com vergonha, abriu a boca e fez “aah”.

— Você quer mais um. — aquilo não era uma pergunta. Se rendendo à fome, a presidente aceitou receber comida na boca, como se fosse uma criancinha. Ele tentava não rir, mas era impossível. Ela estava tão fofa envergonhada daquele jeito.

Rogue chegou escancarando a porta da sala, já que pensou que não teria ninguém ali. Lágrimas rolavam por sua face, começando a embaçar a lente dos óculos.

— Rogue? — disse a ruiva, surpresa.

— P-Presidente… e-e-e… J-Jellal-san! — exclamou, corado. Como Jellal estava ali, não conseguia falar muito bem, afinal não possuía muita intimidade como com Erza. — D-D-Desculpe interromper… e-eu… v-vou para outro lugar e-e…

— Espere. — a presidente parecia preocupada. — Aconteceu algo?

— N-Não! — sua voz se esganiçou novamente. — N-Nada!

— Você está chorando? — perguntou o azulado, franzindo a testa.

— Eu? — o assistente fungou e riu, nervoso. — C-Chorando? C-Claro que n-não!

Jellal realmente se segurou para não rir. Era engraçado, — só para ele -, Rogue parecia uma menininha. Será que tinha algum motivo sério para chorar assim? Manteu a expressão neutra e disse, provocando: — Está chorando sim.

— N-Não estou não. — respondeu ele, não percebendo suas intenções de provocação. Era inocente demais para isso.

— Está s...

— Jellal! — repreendeu Erza, voltando a se dirigir para seu assistente. Falava suavemente, o que era algo automático, já que Rogue era tão... delicado. — Quer nos contar o que houve, Rogue? Você não parece bem.

Ele olhou para o chão. — J-J-Jellal-san vai rir de mim... é-é melhor depois...

— Não vou rir de nada. — disse o azulado, bocejando. — Fala aí.

— Se você ser inconveniente, vai ver. — ela lhe lançou um olhar ameaçador, mas que não o intimidava. Rogue fechou a porta, pegou uma cadeira e ficou de frente para a mesa da ruiva. Jellal continuava sentado no chão do mesmo jeito que antes.

O garoto tirou os óculos e enxugou as lágrimas. Respirou fundo e começou a falar sem olhar para os dois. Murmurava, como se fosse apenas para si mesmo.

— Eu fugi... do Sting-kun. — começou, corado.

— Que? — o azulado não estava acostumado ao ouvir o tom de voz baixo dele, como Erza estava. Levou um beliscão dela.

E assim, contou com detalhes tudo o que havia acontecido. Terminando, Jellal bufou.

— Então você é gay? — disse ele. — Até se apaixonar por mim seria melhor do que esse...

— Jellal! — repreendeu a ruiva mais uma vez, dando um tapa em sua orelha.

— E bom… eu fiquei com raiva de mim mesmo. — agora Rogue parecia um pouco mais à vontade. — Tive uma oportunidade de ficar mais amigo do Sting-kun… já que, mesmo dividindo o mesmo quarto, eu quase não falo com ele.

— Então nós vamos te ajudar. — disse o azulado, se referindo a ele e Erza como “nós”. — Sting é um babaca, mas vamos ajudar de qualquer forma.

— Sério?

— Sim. — concordou Erza, sorrindo. — Com certeza, vocês vão conseguir ficar juntos.

Depois disso, os dois garotos ajudaram a presidente com os relatórios.

Os três estavam com pensamentos positivos, de que tudo daria certo. Mas logo descobririam que as coisas não seriam tão fáceis assim.

Notas finais
O que acharam? Contem nos reviews. :) ♡ http://fanfiction.com.br/historia/534345/All_My_Lovin/ ♡