Notas iniciais
1. O que estiver em itálico representa uma palavra estrangeira (nesse caso, expressões japonesas) ou pensamento de personagem.
2. Buchou = capitão; Konbanwa = boa noite; Tenshi = anjo
3. Eu fui obrigada a postar isso aqui, antes que vocês se perguntem "Se a tal Find the Way nem está postada aqui, por que diabos ela decidiu postar essa one-shot!?". Tudo pra conseguir outra coisa em troca... Acordos entre amigas (Isamu!) são uma desgraça mesmo! XD
Boa leitura!

Quanto mais o tempo passa, mais apaixonados um pelo outro eles ficam: Akaya e Ayanami. Talvez um dos casais mais peculiares que não só as escolas Seishun Gakuen e Rikkaidai Fuzoku Chuu achavam engraçado de se ver, mas também todo o resto de Tóquio.

Um casal com direito a protetores. Fuji Shuusuke, primo de Ayanami, zela pela garota, protegendo-a e estando sempre ao seu lado desde a infância. E agora que ela estava tão próxima de alguém como Kirihara Akaya (ficam dispensadas as explicações em relação a Fuji e Akaya, certo?), Fuji estava sempre de olho no outro mais do que o coitado poderia imaginar. E Fujiwara Yukari (a famosa e adorada Yuka!), a melhor amiga de Ayanami, também a protegia com unhas e dentes (e raquetes, facas, tridentes, machados, armas de fogo...), e estava mais do que disposta a protegê-la de qualquer um que interferisse no romance mais lindo do Japão! E ameaçava até mesmo o pobre Akaya, caso este fizesse algo que entristecesse a anjinha Ayanami (o que é bem impossível). Mas a Yuka é a Yuka, e pronto! Ela ameaça qualquer um quando se trata de proteger a quem ama. Os próximos são Sanada Genichiro e Yukimura Seiichi. Esses protegem o casal mesmo (não só a Ayanami ou só o Akaya), e são capazes de tudo para que nenhum engraçadinho chegue perto demais da Ayanami! Afinal, é o casal preferido do Yukimura (que deseja mais do que tudo no mundo que os pombinhos se casem logo), e o orgulho que eles (o Sanada só precisa admitir, mas tudo bem né) têm do seu pequeno bebê, vendo-o tão apaixonado assim, é grande demais! Orgulho de pai e mãe mesmo! E sabem como é, pai e mãe protegem sem medir esforços.

Enfim, mesmo depois do torneio Nacional, as aulas retornam, e com elas a velha e adorada rotina. O relógio já marcava 16 horas, então o sinal tocou.


Ayanami: Vaaamos, Fuji-chan!! Rápido!! –puxa o garoto
Fuji: T-tá!!


Fuji já estava acostumado. O sinal tocava, então Ayanami o puxava para que eles fossem logo ao treino do clube de tênis, e assim que o treino terminasse, ela correria para a Rikkaidai. Não que a pressa para chegar ao treino fosse adiantar de alguma coisa (afinal ela nunca podia sair mais cedo), mas é que as coisas na cabecinha da Ayanami funcionam um pouquinho diferente. Fuji sabia disso, e nunca se importou.

Mas naquele dia...


Fuji: Ayanami, espera!
Ayanami: Fuji-chan! O que foi?
Fuji: Nada... Eu só... queria que fôssemos sem pressa. Faz tempo que não conversamos enquanto vamos para o treino, não é?
Ayanami: Tem razão... Desculpa!
Fuji: -ri um pouco- Sabe que não precisa pedir desculpa. É até mais divertido correr com você do que durante o treino, sabia?
Ayanami: Claro que não, seu bobo! –sorri
Fuji: Claro que sim!
Ayanami: Mesmo?... Nunca se importou de ter que correr comigo assim, ainda mais sendo puxado? –ri
Fuji: Mesmo...
Ayanami: Mas então hoje vamos andando! Já que você pediu.
Fuji: Obrigado por atender meu pedido, viu? –sorri
Ayanami: Nem precisa agradecer! Sabe que faço de tudo por você, Fuji-chan!
Fuji: E eu por você, Ayanami! –sorri, enquanto passa a mão na cabeça da amiga


Enquanto eles caminham pelos corredores, conversam.

Conversam sobre tudo, como sempre fizeram. A caminho das quadras, Ayanami resolve sentar em um banco, perto dos bebedouros, e o amigo a acompanha.


Fuji: Cansada? Tezuka ainda vai nos mandar correr umas vinte voltas, você não pode estar cansada! –ri de leve
Ayanami: Nãão! Posso te confessar uma coisa?
Fuji: Claro. O que foi?
Ayanami: Deu preguiça de ir treinar, sabe?


Fuji não agüenta e ri. Era impossível não rir desse jeito meigo da Ayanami, principalmente quando ela vinha com suas histórias de que “deu preguiça” bem de repente. Se bem que, às vezes, não era preguiça de verdade.


Fuji: Com preguiça ou sem preguiça, temos que ir, sabe? –imita a garota, sorrindo
Ayanami: Posso te confessar outra coisa?
Fuji: Pode.
Ayanami: Não é preguiça. Queria sentar e conversar com você. Conversar, rir, como sempre fizemos, né? Mas temos que torcer pro buchou não nos achar aqui!! –ri
Fuji: Ah, se ele nos achar aqui, podemos ganhar... umas 50 voltas? –ri com ela


Mesmo que tivesse que correr 50 ou 50 mil voltas por estar atrasado para o treino, Fuji não dava à mínima.


Ayanami: O buchou ficaria bem bravo, né?
Fuji: Mas não pra sempre. Vamos ficar aqui e conversar, deixa ele pra lá.
Ayanami: Fuuuuji-chan!!
Fuji: Kawaii naa, Ayanami! –ri dela
Ayanami: Seu boooobo! –empurra de leve, rindo
Fuji: Posso te confessar uma coisa também?
Ayanami: Pode!!
Fuji: Sinto sua falta, sabia?
Ayanami: Mas... nós nos vemos todos os dias, estudamos, almoçamos e treinamos sempre juntos, Fuji-chan! –ela olha para ele com um olhar confuso
Fuji: Eu sei. Mas faz tempo que não saímos juntos, né? Até o Yuuta andou perguntando por que você não vai mais lá em casa, acredita? –sorri
Ayanami: Até o Yuuta-chan!?
Fuji: Até ele.
Ayanami: Fuji-chan... vocês me desculpam?
Fuji: Ayanami, não precisa pedir desculpas. E menos ainda ficar triste, hein! Sentir falta é uma coisa boa, não acha?
Ayanami: Huuuumm, é?
Fuji: É. Mostra que eu me lembro de você e que me importo, não?
Ayanami: Então eu também sinto sua falta!!
Fuji: É mesmo? –sorri
Ayanami: Claro! Sempre me lembro de você e sempre me importo!! E prometo que vou visitar vocês, viu?
Fuji: Estarei esperando então!
Ayanami: Pode deixar!


Levaram bronca do Tezuka, sim. E mais as 50 voltas, claro. Mas não ligaram nem um pouco.

Depois do castigo e do treino, Ayanami se arrumava para ir embora. Mas antes, a garota queria ter certeza de que seu grande amigo estava bem. Procurou por Fuji até encontrá-lo já próximo ao portão da escola.


Ayanami: Fuji-chan!
Fuji: Ah, Ayanami. Achei que já tivesse ido.
Ayanami: Estava procurando por você.
Fuji: Ah, por quê? Aconteceu alguma coisa? –perguntou num tom de preocupação
Ayanami: Não, tá tudo bem. Queria mesmo era saber se está tudo bem com você, sei lá... –sorri
Fuji: Comigo tudo bem, Ayanami. –sorri
Ayanami: Não tá triste nem bravo?
Fuji: Já te disse que nããão! –ri um pouco– Além do mais, eu não tenho motivos, não é? Sei que você vai me visitar e quer saber mais? Foi divertido levarmos aquela bronca do Tezuka, ele ficou inconformado! –ri, lembrando-se do momento– Ayanami... Mesmo eu te dizendo que sinto a sua falta, não significa que eu esteja triste. Sei que saudades normalmente estão ligadas à tristeza, mas nesse caso, não. Você está tão feliz. E isso me faz feliz também! Não fico triste nem bravo, estaremos sempre juntos.
Ayanami: Fuji-chan... –abraça-o sem pensar duas vezes, admirava Fuji por sua amizade, companheirismo e compreensão– É até difícil de acreditar que você existe, sabia?
Fuji: É?
Ayanami: É... gosto muito de você, tá? Não se esquece!
Fuji: Não vou esquecer. Gosto muito de você também, Ayanami. –afaga a cabeça da garota, sorrindo–
Ayanami: Hum... Será que o buchou ainda tá bravo?
Fuji: Claaaro que não. E você não tá atrasada?
Ayanami: AH! É mesmo!! Até amanhã, Fuji-chan! Obrigada por tudo hoje!


A garota se despede acenando enquanto corre, sempre sorrindo. E Fuji sorria involuntariamente. Ele até achava que tinha sido a convivência com a Ayanami por todos esses anos que o fizera assim também, sorridente como ela. E toda vez que ela se despedia, ele via um anjo ir embora. E desejava sempre que quando esse anjo retornasse para vê-lo, que jamais retornasse ferido.

-x-

Provavelmente Akaya estaria de castigo depois da aula. Sempre estava. Motivos? Na verdade o motivo era apenas um: não fez o dever de casa de Inglês.

Ayanami fingia ficar brava, mas achava muito engraçado vê-lo todo emburrado, louco pra sair de lá. Ela era sua professora particular de Inglês, então ele recebia muitos sermões quando ia mal em alguma prova ou deixava de fazer exercícios da disciplina.

A garota fica de frente com o portão da escola. Rikkaidai Fuzoku Chuu era considerada pela Ayanami mais um castelo do que um colégio. E o que faltava naquela entrada eram guardas da realeza.

Motivo número 1: O lugar é E-N-O-R-M-E, sério!

Motivo número 2: Vossa Excelência Celestial freqüentava o lugar. Então aquilo só poderia ser um castelo, não?

Para a imaginação fértil da garota, era um castelo e pronto. A realeza? O clube de tênis. O príncipe por quem ela ousou se apaixonar? Kirihara Akaya. Se bem que esse era um reino diferente. Era um reino de abelhinhas. Percorrendo o castelo, Ayanami já tinha se perdido diversas vezes, mas por sorte sempre encontrava alguém que podia ajudá-la.


Ayanami: Hmmm... tenho quase certeza de que estou no corredor errado...
Renji: Ayanami-san?
Ayanami: Reeeeenji-saaaaaan!! Que sorte!
Renji: Perdida?
Ayanami: Sim!! Como vocês não se perdem aqui!? É muuuito grande!!
Renji: É o costume... –cora
Ayanami: Huummm...
Renji: Procurando a sala do Akaya, não é?
Ayanami: Isso!
Renji: É só seguir até o final do corredor e virar à direita. Siga até o final novamente, é a penúltima sala.
Ayanami: Preciso de um mapa desse castelo!
Renji: Castelo?
Ayanami: É! Tenho que ir, Renji-san! E muito obrigada! –sai correndo e acenando


“Engraçado como ela vem aqui todos os dias, e todos os dias se perde.”, o garoto pensou. “Mas ‘castelo’? Essa é nova.”, pensou novamente, rindo sozinho.


Ayanami: Penúltima... penúltima... ah, aqui! Akaya!


Ouvir aquele “Akaya!” todos os dias era a melodia perfeita para o garoto. Akaya sempre sabia que ela viria, se perderia, acharia o caminho e diria “Akaya!” como se não o visse há anos. Era sempre num tom alegre e delicado, junto de um sorriso e um olhar que o faziam ficar vermelho por todo o rosto, e faziam seu coração acelerar. Quando ele a ouvia chamá-lo assim, já compensavam todas as coisas ruins que possivelmente lhe aconteceram no decorrer do dia. Um “Akaya!” vindo de sua princesa era sem dúvida alguma muito melhor do que um “Akaya!” vindo de qualquer professor ou de um dos seus companheiros do clube de tênis. Afinal, qualquer um podia dizer seu nome, mas somente ela o faria soar especial.


Ayanami: Akaya! Você não fez os exercícios de Inglês de novo!?
Akaya: Eu esqueci!
Ayanami: Então trate de não esquecer mais, viu?
Akaya: Hai, sensei! –beija a garota nos lábios, levemente
Ayanami: Akaya!
Akaya: Vaaamos! –levanta-se e oferece a mão à garota
Ayanami: Terminou os exercícios?
Akaya: Terminei!
Ayanami: Meeesmo, mesmo?
Akaya: Mesmo, mesmo, sensei!
Ayanami: Humm, tá bom então. Vamos! –sorri


Akaya nunca mentia para Ayanami. Podia mentir para o Sanada, para o Niou-senpai, para a prima Yuka (se bem que ela sentia cheiro de mentira de longe... Akaya sempre levava uns puxões de orelha bem gentis dela), mas para sua anjinha, jamais.

Caminharam até as quadras de tênis. Em certos dias da semana, os membros do clube de tênis (principalmente os titulares) praticavam treinos extras, até um pouco mais tarde. Ayanami entregava um obentou especial ao namorado e assistia aos treinos.

A garota acabou adormecendo, num dos bancos mesmo. E nem percebeu quando todos já se despediam, continuou adormecida.


Niou: Oe, Akaya!
Akaya: Hm?
Niou: Olha ali, Ayanami-san acabou dormindo. Vai logo lá acordá-la, príncipe encantado! –ri do amigo, empurrando-o
Akaya: Ah! T-tá –ele vai meio sem jeito


Akaya foi até a garota, mas não teve coragem de acordá-la. Estava tão tranquila, e parecia cansada. Mesmo que quisesse dar-lhe um beijo para que despertasse, não se perdoaria por tirá-la de um sono tão bom como aquele em que parecia estar. Tirou sua jaqueta de titular e gentilmente colocou-a sobre os ombros de Ayanami. Carregou-a até sua casa, mas dessa vez não foi ameaçado pelo olhar de vou-comer-seu-fígado-se-não-sair-de-perto-da-minha-filha do Aoi. Ele e Ayaka estavam trabalhando até tarde no Café. Então Akaya pôde subir e colocá-la na cama. Cobriu-a até os ombros, e ela ainda vestia a jaqueta. Beijou-lhe os lábios, torcendo para que não acordasse, acariciou seu rosto, sorrindo para ela. Ele mal podia acreditar como tinha tanta sorte de estar com alguém que amava tanto, e que retribuía o mesmo amor.


Akaya: Durma bem... –beija a testa da garota


Então ele se vai, sem nem perceber que havia deixado a jaqueta com ela.

-x-

No dia seguinte Ayanami acorda pela manhã, com o uniforme do colégio e uma jaqueta amarela sobre os ombros.


Ayanami: Ué... Mas essa jaqueta é do Akaya. Eu peguei emprestado?


Ficou confusa, mas nem pensou em perguntar ao namorado. Dobrou a jaqueta e colocou-a em sua bolsa; devolveria quando fosse para a Rikkaidai, como de costume.

Depois das aulas e do treino, foi à Rikkaidai. Sim, perdeu-se mais uma vez, encontrou o Renji mais uma vez para ajudá-la, e achou a sala.


Ayanami: Akaya!
Akaya: Ayanami! –sorri
Ayanami: Nee, olha o que eu achei! –entrega a jaqueta a ele
Akaya: Ah! Esqueci que tinha deixado com você! –ri
Ayanami: Mas eu não me lembro de você ter me emprestado...
Akaya: Ontem você acabou dormindo enquanto assistia ao treino, então te cobri com a minha jaqueta e te levei até a sua casa, e acabei deixando com você. –sorri
Ayanami: Quanta gentileza sua... –cora


Akaya desdobra a jaqueta e coloca sobre os ombros dela novamente.


Ayanami: Ahn?
Akaya: Estou te emprestando, ué. –sorri
Ayanami: O Bonezinho e o Yukimura-tenshi-sama não vão ficar bravos com você!?
Akaya: Não vãão, não. Poooode ficar tranquila, viu?
Ayanami: Akaya, kawaii!


E os dois saem da sala e dirigem-se às quadras. Qualquer um que visse a cena parava e olhava: Akaya vestido para o treino, mas a jaqueta nos ombros da namorada. Os dois se olhando e rindo, sem prestar atenção nos que estavam ao redor. Yukimura, Sanada, Renji, Yagyuu, Niou, Marui e Jackal olhavam e não acreditavam.


Yukimura: AAAAAAAAAAAHH!! CASEM LOGO, LOGO, LOGO!!
Sanada: ...
Renji: Ele gosta mesmo dela.
Yagyuu: ...
Niou: HUMM, arrasou.
Marui: Awnn, são feitos um para o outro meeeesmo!!
Jackal:
Ayanami: Agora vai treinar, vai! –sorri para ele
Akaya: Estou indooo!


O garoto treina, e Ayanami assiste. Não tirou a jaqueta de jeito nenhum, e tinha dois motivos muito bons pra isso.

-x-


Fuji: Ayanami.
Ayanami: Siiim?
Fuji: Você sabe que tá na Seigaku, né?
Ayanami: Seeeei!
Fuji: Mas sabe que tá com uma jaqueta da Rikkaidai?
Ayanami: Claro que sei, seu bobo! –sorri

Esperto como sempre, Fuji logo entendeu tudo. E resolveu provocá-la.


Fuji: Mas é a jaqueta do inimigo!
Ayanami: Nãããããão, Fuji-chan!! Não é do inimigo!! É do meu amor!
Fuji: Ahh, é mesmo?
Ayanami: É!

Ele apenas olha para ela, rindo. Achava engraçado o jeito dela de não se importar nem um pouco em sair por aí com a “jaqueta do inimigo”. E ele entendia muito bem o porquê de ela usar assim, feliz da vida.


Ryoma: Hee, Rikkaidai? Senpai, aqui é a Seigaku.
Ayanami: Eu seeei!
Ryoma: Então você não deveria estar usando.
Ayanami: Claro que deveria. E posso!
Ryoma: Não.
Ayanami: Sim!
Ryoma: Não.
Ayanami: Sim, sim, sim!
Ryoma: Use a da Seigaku, não essa. –ele diz num tom implicante
Ayanami: Mas foi o Akaya que me emprestou e eu NÃO LIGO DE USAR! HUM!

E assim ela vai embora. A sorte foi o Tezuka não ter visto a cena...

Mas de qualquer forma, foi ver seu príncipe.

Chegando à Rikkaidai, foi direto para as quadras. Era um dia em que Akaya não tinha aula de Inglês, então não ficaria de castigo. Mesmo assim, Ayanami se perdeu.


Marui: Ayanami-san! Desistiu da Seigaku e já é titular da Rikkaidai!?
Ayanami: Não, não! –ri
Marui: Ahhhh, então essa jaqueta aí é do Akaaaaaya, não é?
Ayanami: Acertooou! –sorri
Marui: E você tá perdida, não tá?
Ayanami: Sim, como sempre...
Marui: Então vamos, te levo até as quadras.

Chegando lá, Ayanami segue seu costume: entrega um obentou especial ao Akaya, diz a ele para ir treinar e então fica sentada, só observando. Sorri o tempo todo, o que, ao mesmo tempo em que distraía seu namorado (e o deixava feito um bobo apaixonado), também dava a ele todo o apoio e força de que precisava. Tudo, só pelo sorriso.

Os treinos se encerram, e eles vão para a casa da Ayanami.
Passavam horas conversando e jogando vídeo game. Akaya sempre gostou muito de vídeo game, e de quase todos os tipos. Ayanami ainda se arriscava a ganhar dele, porque só começou mesmo a jogar bastante depois de conhecê-lo. Ela se esforçava para aprender a jogar todos aqueles jogos loucos de que ele gostava tanto, e ele se esforçava para aprender a cozinhar e fazer doces deliciosos como ela fazia. E assim compartilhavam de tudo, rindo e se divertindo, aprendendo sempre um com o outro.


Akaya: Yaaay!
Ayanami: Já nem é mais surpresa você ganhar de mim nesses jogos, sabia? –ri de leve
Akaya: Mas você quase ganhou!
Ayanami: Quaaaaase! –sorri
Akaya: E você gostou mesmo da jaqueta, né?
Ayanami: Claro!

Ayanami encosta a cabeça no ombro do garoto, já sonolenta.


Ayanami: Você tem duas dessa?
Ayaka: Não... Por quê?
Ayanami: Ah, poxa... Queria ela pra mim, sabia?

Akaya cora um pouco com a confissão da namorada, e sorri.


Akaya: É? E por quê? É por que é mais bonita que a da Seigaku? –ri
Ayanami: Não! –ri junto
Akaya: Então por quê?
Ayanami: Porque tem seu cheiro. Um cheirinho doce, tão bom. Faz com que eu pense em você ainda mais, e eu achava que isso era impossível! E quando eu durmo com ela sobre os ombros, é uma sensação tão boa... Fico sentindo o seu cheiro enquanto durmo, e também logo que acordo. É bom...

E adormece. Quase sempre adormecia daquela forma, e o garoto adorava vê-la fechar os olhos aos poucos, falando de um jeito sonolento e sempre delicado, até dormir de vez encostada nele. A respiração calma e o rosto sereno o faziam sorrir, e assim como o coração mandava, ele a beijava devagar e desejava que dormisse bem. Depois da confissão, ele nem acreditava que ela tinha dito aquilo. Ele tinha entendido. Era como um “amo seu perfume, mais do que você imagina”, mas dito de um jeito que só ela conseguia dizer, sem revelar tudo assim, de uma vez. Era preciso amá-la do jeito que ele a amava, para entendê-la assim.

Desde então, vez ou outra faltava uma jaqueta no guarda-roupa do Akaya.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!