Close To The Flame

4 So far... but so close


Notas iniciais
Oi minha gente linda!
Antes de nada...
AGRADEÇEMOS IMENSO VOSSOS COMENTÁRIOS!
SÉRIO! MUITO OBRIGADA A TODAS! ^^
boa leitura amigas!

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TATOO DA LIZZY

Lizzy´s P.O.V

Acordei com a imagem daquele garoto na cabeça. Fiquei de pé com uma dificuldade fora do comum e me arrastei como de costume até o banheiro, me aprontei e saí, precisava tomar café, afinal na noite anterior eu não jantara e minha barriga estava roncando mais do que motor de carro velho.

Coloquei uma roupa leve, óculos escuros e segui até a cafeteria mais próxima. Pedi um expresso gigante e mais alguns bolinhos calóricos, ah que se danasse o regime, eu não estava dançando mesmo.

O garçom trouxe primeiro o café e depois foi buscar meus bolinhos, eu retirei os óculos e os coloquei em cima da mesa, afinal eu tinha aprendido na minha passagem pela Inglaterra que era falta de educação comer de óculos escuros, sempre me perguntei como um cego se saía nesse quesito.

Enquanto o garçom não voltava eu olhei ao redor e constatei que de certa forma estava chamando um pouco a atenção, não sabia por que, afinal eu estava particularmente normal naquela manhã.

O que esse povo tanto me olha? – perguntei para mim mesma enquanto o garçom se aproximava com meus bolinhos. – licença. – falei quando ele colocou tudo em cima da minha mesa. – posso perguntar se você sabe o motivo de todos estarem me olhando dessa forma?

Ele sorriu.

–Você está tomando café.

–E?– tentei acompanhar o raciocínio dele. O que de interessante tinha em uma pessoa que tomava café?

–As pessoas não costumam tomar café por aqui, a gente quase não vende nenhum e quando vende é com gelo.

Café com gelo? – falei fazendo uma careta só de imaginar. – nossa que nojo.

–É, mas o calor de Miami em determinadas épocas do ano não nos permite tomar café quente, portanto... Você veio de onde?

Eu o encarei. Por que eu responderia? Mas, por que não?

–Nova York. – falei rápido.

–Mas, não parece americana, imaginei que seria latina.

–Por que imaginou isso?

Ele sorriu.

–Sei lá, tem um certo calor no seu olhar.

Eu sorri.

–Você já olhou ao redor? Tem um certo calor em todo lugar.

Ele sorriu novamente.

–Mas. Você acertou, vim de Nova York, mas sou brasileira.

–Ah eu sabia. – ele sorriu largamente. – agora se me dá licença, preciso voltar ao trabalho, mas não se incomode com os olhares, acho que estão apenas intrigados.

–Vão ficar mais ainda quando eu começar a tirar a roupa aqui. – falei me abanando com o cardápio que estava em cima da mesa. – sério, que calor.

–É sim. Ah, isso é uma tatuagem? – ele perguntou olhando por cima da minha cabeça na direção do meu pescoço.

Eu sorri encarando-o, ele era a primeira pessoa que perguntava desde que eu chegara em Miami, quando estava em Nova York só era criticada por causa dela, afinal uma bailarina não deveria ter aquele tipo de marca no corpo, mas quem ligava?

–É sim, é um dragão oriental. – falei baixando um pouco da blusa para que ele visse. – ele toma as minhas costas por completo, ah e tenho esse menor aqui no braço. – falei mostrando a parte interna do meu braço esquerdo. – também é um dragão no estilo chinês.

–Esse parece bravo. – ele falou sorrindo ao ver que o dragão do meu braço cuspia fogo.

–Pois é.

–Muito legais mesmo, acho que combinam com você.

–Pode apostar que sim.

–Então, até logo foi um prazer. Qual o seu nome mesmo? – ele falou om um sorriso.

–Eu não disse, é Lizzy.

–Mark. Então Lizzy, até mais.- e com mais um sorriso ele se afastou.

O garçom simpático e gato, diga-se de passagem, deu meia volta e foi atender uma mesa próxima, eu voltei ao meu café e aos meus bolinhos, ao encarar o copo acabei imaginando-o cheio de gelo e me deu uma vontade louca de vomitar.

Narrador

A imagem da garota da tarde anterior martelou em sua cabeça do instante em que Harry a vira até o presente momento. Ele realmente não sabia o que pensar, tinha pirado de vez?

–Ei cara, te liguei mil vezes ontem à noite, o que deu em você? Onde estava?

Harry respirou fundo antes de começar a falar, ele tinha visto as milhares de ligações do amigo, só não tivera vontade de atender, os acontecimentos recentes ainda o estavam deixando tonto.

–Desculpe.– foi tudo o que conseguiu dizer.

Desculpe? O mundo está desabando em cima da gente aqui em Londres e tudo o que você me diz é desculpe?

O mundo estava desabando? Como assim? Do que Zayn estava falando?

–Do que está falando? – Harry perguntou confuso, ainda era cedo, seu cérebro não estava funcionando em plena capacidade.

–Não viu o TMZ?

Ah o maldito site e a notícia da saída dele da banda.

–É sobre a minha saída do One Direction?

–Sua saída? É, é sim, mas você não viu o site hoje?

–Não e também não estou com vontade de ver. O que está escrito?

Harry escutou o amigo respirar do outro lado da linha.

–Melhor que falar é mostrar, quero que escute isso.

Harry ficou um tempo apenas escutando a estática da linha, depois um barulho enorme invadiu seus ouvidos, pareciam gritos, gritos de várias pessoas, mas ele não conseguiu distinguir o que diziam.

–O que é isso, Zayn? Que barulho é esse?

Isso? Esse barulho Harry é o barulho de mais de dez mil fãs acampados aqui de frente a nossa casa protestando contra a sua saída da banda.

Como é? – Harry não conseguiu deixar de ser sentir mal. – o que eles estão falando?

–Bom, primeiro a parcela mais calma está apenas cantando e chorando, a parcela mais radical está gritando ofensas para nós, dizendo que por nossa causa você saiu e mais uma outra parcela está com cartazes aqui te chamando de... Espera deixa eu ler..

Harry escutou mais uma vez os gritos.

Egoísta, idiota, mesquinho, mentiroso, ui tem um bem pesado aqui... Quer que continue?

–Não.– Harry falou rápido sentindo o estômago revirar. – não quero.

–A gente não sabe o que fazer, o Niall saiu hoje mais cedo para comprar algumas coisas e quase não o deixaram sair do shopping fazendo várias perguntas a seu respeito.

–E ele está bem? Quer dizer, não o machucaram, né?

–Não.– Zayn falou rápido. –na verdade fisicamente não o machucaram não, mas você sabe como o Niall é. A gente sabe que ele está assustado, mas ele não vai assumir isso, mesmo se a gente perguntar ele vai abrir um sorriso exagerado e dizer que está tudo bem.

Harry estava se sentido pior a cada segundo.

–O que o Simon disse a esse respeito?

–Ele não falou com a gente ainda depois que toda essa confusão começou.

–Eu tentei falar com ele ontem, mas ele não me atendeu. Zayn, o que você acha que podemos fazer?

Zayn era famoso pelas ideias malucas, mas que quase sempre funcionavam.

–Eu já pensei em tudo e por isso estou te ligando.

–O que quer que eu faça?

–Que ligue a sua webcam e fique on line com a gente, vamos colocar esse chat projetado na parede aqui de casa para que todos os que estão do lado de fora possam ver, Harry, eu quero que você converse com nossos fãs.

Harry sorriu, era claro que ele faria.

–Que horas?

–Em cinco minutos, pode fazer isso?

–Estou ligando o computador agora mesmo.

–Valeu cara.

–Não, eu que te agradeço.

Harry desligou o telefone e correu até o laptop, ligou e ficou aguardando o sinal dos amigos com o coração na mão, ele enfim ia conseguir esclarecer as coisas diretamente para quem importava de verdade, os fãs.