Close
4 Não me diga não.
Notas iniciais
p.o.v Killian
Eu estava enlouquecendo, sabia disso. A cada instante que passava, ficava mais difícil manter a pose. Emma tinha se tornado mais importante do que qualquer namorada que eu já havia tido, em apenas alguns dias. Ela sabia que eu queria algo a mais, o problema é que eu não tenho a menor ideia de como irei conquistá-la.
Sempre tive um talento nato para conquista, mas com Swan era diferente. Em todos os meus relacionamentos, foi tudo muito fácil, sequer me esforcei. Mas Emma tinha um efeito sobre mim, que nenhuma outra mulher jamais havia tido. Ela era especial, e eu tinha percebido isso desde a noite do bar. Não iria estragar tudo.
Mas de uma coisa eu tinha certeza, se algum dia ela fosse minha, eu daria meu máximo, faria o possível e o impossível para ser algo inesquecível. Eu havia me decidido, eu iria com calma, mas ainda conseguir mostrar o que ela significava para mim, mesmo nos conhecendo tão pouco.
Me vesti e fui em direção ao carro, liguei-o e apertei o botão do rádio, indo para a delegacia. A trilha sonora me fez rir, aquela letra resumia tudo o que eu estava sentindo.
Because I, I live to love you some day
You'll be my baby
And we'll fly away
Cheguei na delegacia e logo percebi o clima tenso. Fui direto a Regina, que era minha supervisora e quase que uma segunda mãe para mim, perguntar o que estava acontecendo de errado.
— Killian, que bom que chegou. O deputado Liam acaba de sofrer um atentado, você precisa pegar um revólver e ir conosco. Chame Belle e Emma, dei a elas a manhã de folga, mas infelizmente vou precisar do maior número de reforços que conseguir.
Liguei para Emma e logo percebi que não ia ser nada fácil que ela atendesse, afinal, ela estava em horário de aulas.
— Droga Swan, por que não atende esse celular?
— Alô?! Killian, o que está havendo, disse que conversaria com você mais tarde.
— Você e Belle tem que vir para delegacia o mais rápido que puderem, parece que um deputado sofreu um atentado.
— Chego ai em minuto.
— Ok.
Acompanhei Regina até a viatura, fomos direto a casa de Liam. Eu estava tenso, não estava preparado pra cena que poderia vir a encontrar ainda. Temia por Belle, por Regina, mas principalmente por Emma. Nunca havia sentido tanto medo de perder alguém, em toda a minha vida.
Chegando lá, encontramos o deputado no chão, já quase sem vida. Como fui o primeiro a entrar na casa, gritei imediatamente para Regina:
— Chame uma ambulância, AGORA! Esse homem está morrendo.
Eu não queria que Regina pensasse que eu era fácil de se impressionar. Ia lidar com cenas muito piores do que essa quando me tornasse delegado. Então, mantive a pose e agi conforme manda os primeiros socorros. A sala de estar da casa do deputado estava mal iluminada, silenciosa e tudo isso me causava pânico.
Estava me sentindo claustrofóbico, nesse ambiente repleto de cortinas gigantes que cobriam toda a parede. Pude perceber a presença de várias obras de arte renomadas na parede da mansão. Políticos, sempre se gabando com seus salários abusivos.
Escutei um barulho de carro estacionando na entrada da casa, desejei insanamente para que fosse Emma. Não sei porque, mas tinha a impressão de que ela lidaria muito melhor com essa situação do que eu. Swan era calculista, fria e ao mesmo tempo doce e serena. Senti o perfume levemente adocicado de Emma é realmente, era ela.
— Swan, eu preciso que me ajude. Fique aqui e tranquilize o deputado, enquanto eu tiro algumas fotos para passar a Regina depois.
Como imaginei, ela sequer ficou boquiaberta com a quantidade de sangue espalhado no chão. Ou o quanto o ambiente soava macabro e causava arrepios a qualquer pessoa normal. Ela simplesmente se aproximou do homem e eu a escutei perguntar.
— Olá deputado, como o senhor se chama?
— Liam, eu me chamo Liam.
— Prazer em conhecer Liam. Hm, eu sei que não é exatamente o momento adequado para eu te fazer essas perguntas, mas sabe como é, instinto e curiosidades de um jornalista, não é mesmo?! Então, não preciso de nomes agora, mas o senhor precisa me ajudar. Tem alguma ideia de quem, fez isso com você?
— Eu realmente não sei, senhorita?
— Swan, deputado. Emma Swan
— Muito bem senhorita Swan, foi um jovem menor de idade.Mas acredito que não seja ele que esteja por trás disso, estava só cumprindo ordens.
— Ordens? E de quem essas ordens poderiam ter saído?
— A senhorita disse que não precisava de nomes.
— Ah, claro. Mas se o senhor deseja mesmo que eu o ajude, uma hora ou outra, terá de falar.
— No momento certo, falarei tudo. Estou muito fraco no momento.
— Sem problemas, a ambulância já deve estar a caminho.
Quase como se Emma tivesse adivinhado, a ambulância chegou. Eu a puxei pela cintura, para mantê-la fora do caminho dos paramédicos. Meu corpo todo estremeceu, eu senti um calor na palma da mão onde eu a havia tocado. Eu não entendi o que aquilo significava, só sei que no instante em que a toquei, algo nasceu dentro de mim. Me arrepiei, de uma forma boa, instantaneamente. Ela me encarou por alguns segundos, ainda tentando assimilar essa minha atitude premeditada. Ela piscou algumas vezes e então me disse:
— O que foi isso Killian? Eu não lhe dei o direito de me tocar. Pensava que você era diferente...
Ela definitivamente não havia sentido o mesmo que eu. Mais uma vez eu tinha estragado tudo. Parabéns Jones, você merece o prêmio de maior imbecil da terra.
— Emma, espere.... Eu posso explicar!
Era tarde demais, ela já havia saído da sala. Ela foi embora, e a culpa era única e exclusivamente minha. Como eu nunca poderia fazer nada certo? Sentia de todo meu coração, que tinha estragado qualquer chance que quisesse ter com Emma Swan.
Fale com o autor