Clonagem

2 O inimigo se revela


Capítulo 2 – O inimigo se revela

Da escuridão do galpão surge um homem velho, com cabelos brancos e de aparência frágil e cansada. Ele pára a alguns metros da entrada e olha ao seu redor com um sorriso de contemplação.

- Quem é você? – pergunta Magneto aproximando-se dele. – Você é o responsável por estas cópias?

O homem olha fixamente para Magneto e, depois de um tempo, responde:

- Eu sou o Manipulador Genético. Estes clones são minha maior criação, eles são perfeitos.

- Realmente! Eles são tão perfeitos que conseguiram nos enganar até os verdadeiros chegarem. – diz Magneto.

- Wolverine, Dentes de Sabre! – chama Cable. – Parem de lutar, dessa vez vocês estão do mesmo lado.

- Não gosto disso, xará! – diz Wolverine se desviando de um golpe de seu inimigo. – Mas vamos fazer uma trégua por um tempo.

Dentes de Sabre dá um rosnado de raiva, mas entende o que está acontecendo e concorda com seu rival. Os dois se aproximam dos demais e passam a prestar atenção na conversa.

- Mas como você conseguiu criar estes clones tão rápido e sem nenhum de nós, nem mesmo Xavier, ter percebido suas atividades? – pergunta Cable, achando que não obterá resposta.

- Sei que você está achando que não responderei sua pergunta, Cable – diz

o Manipulador e, com esse comentário, Cable se surpreende, pensando se o inimigo também teria poderes telepáticos. – Te darei a resposta que você procura, mas, para isso, vocês terão que derrotar meu exército de clones.

- Exército? – se impressiona Magneto.

- Sim, meus caros! – diz o Manipulador com um sorriso no rosto. – Vocês acharam que só criei um clone de cada? Pelo contrário, eu tenho vários de cada um de vocês.

Logo que ele terminou de dizer isto, voltou a entrar no galpão seguido pelos clones de Jean e Ciclope. O portão, ao contrário do que os mutantes esperavam, permaneceu aberto.

- Bem, já que temos que lutar juntos, não vamos perder tempo. – diz Ciclope avançando para entrar no galpão. – Vamos entrar logo e acabar com isso.

- Concordo. – diz Mercúrio. – Quanto mais rápido derrotarmos este inimigo mais rápido acaba nossa trégua.

- Fiquem bem atentos, meus caros amigos e inimigos. – diz Magneto também entrando. – Os clones podem os surpreender a qualquer momento.

SNIKT! Todos olham para Wolverine, querendo saber porque ele abriu as garras sendo que não há nenhum inimigo por perto. Então o mutante mostra suas mãos sem as garras.

- Então o que fez este barulho? – pergunta Jean.

Antes mesmo que algum deles pudesse responder, eles ouvem a resposta através de uma voz muito parecida com a de Wolverine:

- Eu também tenho fator de cura, como o original que inspirou minha criação.

- Sabia que você não seria derrotado com aquele golpe. – diz Wolverine virando-se para sua cópia. – Entrem no galpão, eu cuido dele. – completa Wolverine para os outros mutantes.

Todos concordam e, sem dizer nada, entram no escuro galpão e, assim que o ultimo deles entra, o portão se fecha e luzes acendem-se nas paredes do corredor.

- SNIKT! Essa luta não durará muito! – diz o verdadeiro Wolverine exibindo suas garras.

- É o que vamos ver. – responde o clone correndo na direção do mutante.

Os dois se agarram e caem no chão lutando ferozmente.

Dentro do galpão, os mutantes seguem por um corredor estreito, de aproximadamente um metro e meio de largura, e que não parece ter fim. Não há nenhuma porta lateral e existem luzes nas paredes a cada 15 metros.

- Que estranho! – comenta Kitty. – O galpão não parece tão grande por

fora.

- E realmente não é, minha cara. – responde Magneto olhando para ela. – O corredor é levemente inclinado e nós devemos estar a uns 600 metros abaixo do solo e muito longe dos limites do galpão.

- É verdade. – se surpreende Cable. – A descida é tão fraca que quase não é percebida.

Wolverine acerta uma voadora no rosto de seu clone, fazendo-o cair a alguns metros de distância. O clone se levanta e corre na direção de Wolverine preparado para corta-lo com suas garras, mas Wolverine se desvia e aplica uma rasteira e, assim que seu adversário cai, ele levanta seu braço direito e logo em seguida abaixa na direção do adversário com intenção de lhe atravessar o peito com as garras. O clone tenta desviar do ataque rolando para longe de Wolverine, mas não é tão rápido em seu movimento: as garras penetram em seu braço, rasgando-o à medida que ele vai rolando.

- Você pode ter garras e fator de cura, mas não tem a minha agilidade, xará. – diz Wolverine se aproximando do clone caído.

O clone se levanta rapidamente e, instantaneamente, o ferimento em seu braço começa a cicatrizar. Completamente recuperado ele parte para cima do x-men pronto pra ataca-lo com as duas garras, mas Wolverine se desvia, segura a cabeça de seu adversário e perfura o peito dele atingindo o coração.

- Não gostei de você, xará! Diz Wolverine jogando longe seu oponente derrotado. – Continuarei sendo o único da minha espécie.

O mutante vai em direção à entrada do galpão, mas percebe que está trancado e ele não pode quebrar o portão, pois ele também é feito de adamantium. Ele decide dar a volta no galpão para procurar outra entrada e, quando chega no lado posto do portão ouve um barulho vindo do chão. Ele aciona suas garras pronto para a luta.

- Acalme-se, Wolverine! – diz Ciclope aparecendo em uma abertura, no chão, perto da parede. – Encontramos mais clones, me siga para nos ajudar.

Desconfiado, Wolverine guarda suas garras e segue Ciclope através de uma pequena escada que leva até um corredor estreito.

Os mutantes chegam numa enorme sala toda iluminada com luzes no teto e nas paredes. O local também tem outras entrada além daquela usada por eles e, dessas entradas surgem vários clones de todos eles.

- É hora de lutar, companheiros mutantes. – diz Magneto antes de fazer dois clones do Wolverine se chocarem um contra o outro.

Mercúrio corre e acerta dois clones com chutes e socos super velozes. Jean faz um clone de Ciclope voar pra cima de outro dela mesma, enquanto Fera agarra outro clone e o arremessa,com os pés, para uma parede.

Wolverine continua seguindo Ciclope através do corredor,até que eles chegam numa porta fechada depois de outra curva para a direita.

- Nossos amigos estão lutando aqui dentro. – diz Ciclope parando diante da porta. – Vamos entrar e os juntar a eles.

- Só tem um probleminha, amigo. – diz Wolverine.

- Qual? – pergunta Ciclope se virando para o outro mutante.

- Você não é o verdadeiro. – responde Wolverine e, antes que o clone pudesse reagir, é perfurado com as duas garras do mutante. – Obrigado por me mostrar o caminho, babaca. – completa Wolverine.

Assim que abre a porta, Tempestade é arremessada em sua direção e Wolverine se desvia, sem conseguir pensar em outra atitude. A mutante passa por ele e bate na parede do corredor.

- Não me ataque, Logan! – diz a mutante ao vê-lo se aproximar. – Eu sou a verdadeira.

- Eu sei que é. – responde Wolverine esticando a mão para ajuda-la a levantar. Você está bem?

- Estou. – diz Tempestade se erguendo no ar.

Ela entra na sala criando um enorme furacão que joga cinco clones contra as paredes. Wolverine entra e acaba com duas cópias suas que iam atacar Magneto por trás. O mestre do magnetismo se vira e fica surpreso em ver quem o ajudou.

- Você é a última pessoa que eu imaginaria para me proteger, Wolverine. – diz Magneto.

- Não quis te proteger, xará. – responde Wolverine sorrindo. – Só quero que fique vivo para eu te derrotar no futuro.

- Está certo, meu caro. – diz Magneto.

Continua...

E termina mais um capítulo de X-Men Clonagem.

Os clones continuam surgindo. Será que os mutantes vão conseguir escapar dessa? Qual será o objetivo do Manipulador Genético?

Estas e outras respostas no próximo capítulo, que talvez seja o último.


Até o próximo capítulo.