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5 Face da Morte


Em meu entorno tudo começa a mudar,o céu escurece,as cassas desaparecem,a rua em que caminhava vira um caminho de terra,agora me encontra dentro de uma densa floresta sozinha.Todos os lados tem arvores grandes idênticas.Não sei para que lado ir,para onde fugir.

_Que prazer revê-la.Olho para trás e vejo Shovon vindo em minha direção com um sorriso.

_Fique longe de mim!

_Eu veio em paz.Quero te propor uma maneira de se ver livre de tudo isto.

_Fale qual é esta proposta.

_De sua vida para mim.Sua vida não é importante para você,você odeia ela.De ela a mim e tudo estará acabado,seus amigos e sua mãe a salvo.

_Não irei me render antes de lutar.

_Lutar?Lutar contra mim?Você sabe que é uma batalha perdida.Ele esta em minha frente fitando os meus olhos,ele se aproxima um pouco mais agora esta a centímetros do meu corpo.Segura meu braços e me imobiliza me colocando de costas em um tronco de arvore jogando o seu corpo sobre mim.Coloca sua boca sobre meu ouvido._Se renda Melyse.Luto contra a força de seu corpo.

_Me solte!Grito e cuspo em sua face.Ele não se incomoda,aproxima o seu rosto ao meu,de sua boca sai uma longa e fina língua como uma língua de um lagarto,ele a passa em meu rosto.Fecho minha boca,prendendo o grito de pavor.Ele larga um de meus braços e com sua mão livre segura e aperta o meu rosto com força ate conseguir abrir a minha boca.Aproxima seus lábios e sua língua da minha boca aberta e me beija me fazendo ter ânsia de vomito.Depois de seu longo e nojento beijo ele me joga no chão da floresta eu me arrasto tentando fugir,ele segura meus pés e me arrasta ate ele.Solto uma de minhas pernas de sua mão ossuda de unhas longas como garras,dou um chute em seu rosto ele me larga e coloca a mão no rosto dando risada.Começo a correr pela floresta desorientada.Por onde corro King aparece em minha frente como um obstáculo,sorrindo.

_Não adianta fugir.Estarei aonde você estiver.Diz ele parado pela quinta vez em minha frente.Ele desaparece e eu continuo a correr.

Caiu e percebo que não estou mais dentro da floresta.Estou caída em uma estrada.Levanto minha cabeça,vejo um grande caminhão se aproximando rápido de mais,tento me levantar mais caiu novamente.O caminhão esta prestes a colidir em mim,fecho os olhos sinto um impacto.Abro os olhos.Vejo que estou a salvo do outro lado da estrada.

_O que faz aqui há esta hora?Pergunta uma voz familiar vinda da escuridão.Olho na direção da voz.É Demétrio sentado de pernas abertas e curvado em um muro velho.

_Onde estou?

_Longe de tudo que você conhece.Esta bem longe de casa.Eu moro por aqui,na fazenda do meu pai.Por que esta aqui?

_Me perdi...

_Esta com frio.Esta tremendo.Ele levanta do muro,tira sua jaqueta de couro e coloca sobre meus ombros.Minhas roupas estão sujas de terra e rasgadas.E perdera na fuga o meu casaco pelo caminho.

_Venha irei te levar para a fazendo do meu pai.Ele não esta na fazenda.Meu pai esta em um encontro.Ele pronuncia “encontro” com raiva.Demétrio começa a andar e eu o acompanho.

Estamos parados em frente a uma alta cerca de madeira.Demétrio começa a escalá-la.

_Por que escalar?Porque não abre o portão?

_Estou sem as chaves.Ele escala a cerca com agilidade e pula para o outro lado.Não me espera,continua a andar para a casa grande de pedra.

Começo a tentar subir a cerca.Caiu do outro lado desajeitada.Ele não me ajuda a se levantar,nem ao menos me olha e sempre que me olha não olha para mim,mas sim para algo além de mim ou de olhos baixos.Entro pela porta alta da casa da fazenda.Me deparo na entrada com a cabeça de um alce me fitando.Demétrio coloca sobre o sofá uma camisa branca e uma calça jeans,liga a fogueira fecha a porta da entrada.

_Aqui tem roupas limpas.Diz ele olhando para os pés.

_Por que não me olha?Ele levanta a cabeça agora olhando diretamente para meus olhos.

_Vejo seu rosto estampado com a morte.Vejo seus olhos vazios como dois buracos negros.Eu ando vendo isto em todos.Comecei a ver a face da morte com 8 anos em meu cachorro de estimação que morreu atropelado no dia seguinte.Então com 10 anos vi em minha mãe que morreu de câncer dois anos depois.E agora vejo em você e em todos que eu olho,como se um grande desastre vira e matara todos e só restar a mim.

_Eu sei qual é este desastre.Eu o trouxe comigo.Ele me olha espantado._Eu já vivi este ano uma vez e agora estou o vivendo novamente.Pedi para isso acontecer.Mas quem fez isso possível é muito mau.Um Anjo da Morte,ele me enganou para poder se alimentar do meu medo,pânico e desespero.Da minha vida e da vida das pessoas que me rodeiam.Ele manipula as pessoas.Fez da minha mãe uma maluca.Matou um homem por ele tentar me ajudar.

_Em tudo que você toca morre.Saia daqui!Não tenho nada para você tirar.

_Espere.Você pode me ajudar a fazer isto acabar!

_Como?

_Me mostrando quem ira morrer.Pode saber quando alguém vai morrer?

_Você será a ultima.Eu irei te matar.Irei matar a todos, atirando em todos na Dover.Eu serei o assassino por isso não irei morrer.Não!Diz ele desesperado._Não deveria olhar os seus olhos!

_Você não ira fazer isso.É um truque do Anjo da Morte,porque você pode me ajudar e ele de algum modo não pode manipular você.

Uma voz invade minha mente,a voz de King.

_Esta ficando esperta Melyse.Mas acho que a vida do pai de seu amigo esta se esgotando.

_Ele vai matar o seu pai!Grito._Onde ele foi?

_Para o centro em um restaurante.

Saímos correndo da casa.Paro e pego o relógio pendurado em meu pescoço.

_O que esta fazendo?Não é hora de ver as horas.

_Que hora seu pai saiu?

_Acho que pelas 6 da tarde.Eu não estava em casa.

_De certo!Digo e mexo os ponteiros marcando 6 da tarde.Fecho a tampa do relógio que carrega uma grande pedra vermelha.Abro os olhos e vejo que o céu noturno agora é um céu de por do sol.Estou ao lado de Demétrio que me olha surpreso.Estamos em um estacionamento em frente a um chique restaurante.

_Vamos entrar logo.Corro para a porta de entrada um garçom nos para.

_Estão acompanhados com algum responsável ou vieram fazer baderna?

_Meu pai fez um reserva aqui.Wanderley Aurele.

_Sim.A uma mesa reservada para ele.Ele já esteve aqui e foi embora a uns 45 minutos.

_Droga!

_Sabe para onde ele foi?Pergunto esperançosa.

_Deve ter voltado para casa.Eu voltaria depois de levar um bolo.

Voltamos para o estacionamento.

_Precisamos de um carro.Demétrio anda ate os carros esperando achar algum com a porta aberta.Um C4 abre,ele pula para o banco do motorista se abaixa e faz ligação direta.Entro e me sento no banco do carona.

_Sabe dirigir?

_Sei.Ele tira o carro do estacionamento em arrancada.

Saímos da estrada principal para uma estrada vazia.Percorremos 20 km e encontramos o carro do Sr.Alrele parado na estrada.Vamos ate a caminhonete velha marrom,ela esta aberta e vazia.

_Onde meu pai esta?O que este maldito fez a ele?!Demétrio pega o resolver de seu pai do porta-luvas,carregado com 4 balas.Ele se afasta do carro eu me aproximo.Escuto o som de um celular tocar me agacho e pego o celular caído debaixo do banco da frente,eu o atendo.

_Alo.

_Alo!Como é bom ouvir sua voz novamente filha.Venha jantar temos um convidado.Ela coloca o celular próximo do convidado._Socorro.Socorro!Escuto um estrondo e ele para de gritar ela volta a falar no celular._Como vê Wanderley Aurele esta ansioso para o jantar.Ela desliga.

_Eu sei onde esta o seu pai.Ele esta na minha casa com a minha mãe.Ela pode ser perigosa esta sobre o efeito da magia de King o Anjo da Morte.

_Então vamos enfrentar ela e salvar o meu pai.

Depois de uma hora e meia dentro da caminhonete chegamos em frente a minha casa que esta com as luzes acesas como normalmente.

_Eu entro primeiro.Entro na casa com Demétrio atrás segurando o resolver na altura do meu ombro.Atravesso a divisória da sala para a cozinha,encontro Wanderley amarrado em uma cadeira com um lenço vermelho dentro de sua boca.Um barulho metálico faz nos olharmos para trás.Awdre esta do outro lado da cozinha com facas em suas mãos,estamos encurralados entre o armário da cozinha.Ela começa a atirar as facas em nossa direção.Preferia quando era torta que ela atirava.Cinco facas ficam presas no armário.Agora Awdre esta do outro lado da divisória segurando um facão.Ela tenta acertar Demétrio ele aponta a arma para ela.

_Não atire nela ela é minha mãe ainda!Ela esta sendo controlada!Mesmo assim Demétrio atira acertando o facão que voa para longe deixando a mulher indefesa.Ela pula em cima da divisória e tenta agarrar a arma,Demétrio a empurra ela caiu do outro lado no chão inconsciente.Corro ate o Sr.Aurele pego uma das facas penduradas no armário,corto as cordas.Ele tira o lenço da boca aliviado.

Corremos novamente para a caminhonete.

_Quem era aquela maluca?O que ela queria de mim?O que esta acontecendo aqui?

_A maluca era o que um dia já foi minha mãe.Ela queria te matar e esta acontecendo um filme de terror estrelado por todos,mais eu sou a principal.

_Acho melhor eu contar a ele o que esta acontecendo quando chegarmos há fazenda.

Meia noite vejo marcado no relógio da sala de estar da fazenda Aurele´s.Demétrio conta uma historia convincente para o pai do que esta acontecendo,tirando as partes difíceis de acreditar.Sou convidada a passar a noite na fazenda.