Climb My Sugar Walls

6 Capítulo 6 - Don't act like it's a bad thing to fall in love with me


Notas iniciais
OI PESSOAL! QUANTO TEMPO! Desculpas pela demora pra postar é que eu ando absurdamente sem tempo meeeeesmo, e só vou poder postar nesses raros tempos de folga. Mas não se preocupem, a fanfic continuará. Espero que gostem desse capítulo e já aviso que o próximo será mais longo, embora nada cansativo. BOA LEITURA P.S: Eu pensei em fazer algo legal aqui. Uma espécie de interação entre vocês e os personagens da fic, de forma que, nos comentários, VOCES façam perguntas a eles e eles respondam. Então, se quiserem, podem deixar ai nos comentários uma pergunta pro seu personagem que mais gosta até agora e ele vai responder ;) obrigada

Austin

Austin levou seu polegar á mandíbula de Ally e a acariciou com cuidado, podendo sentir o arrepio perpassar seu corpo pelo contato da pele macia da garota ali.

Ela nunca ouviria da sua boca, mas algo que foi feito apenas pelo prazer da provocação, foi a coisa mais preciosa que ele já havia trocado com alguém. Os lábios suaves de Ally massageavam os seus com calma, e Austin não conseguiu evitar pensar como eles eram quentes, e como eles eram de longe mais macios que os lábios de qualquer garota que Austin já havia beijado.

Ela ergueu a mão e o coração de Austin pareceu se deslocar com a mínima esperança de que ela enrolasse os fios curtos do seu cabelo nos dedos e aprofundasse o beijo. Porém, os estalidos úmidos dos lábios de Ally nos seus foram substituídos por um estalo que encheu o quarto inteiro.

Agora, não só o coração de Austin parecia ter se deslocado mas também sua mandíbula ao que Ally metera-lhe um tapa de mão cheia na cara. Ele recuou imediatamente, a mão pressionando a bochecha e os olhos arregalados em pura incredulidade; era possível contar os cinco dedos de Ally no vergão vermelho escuro que ela deixara na pele clara do garoto, e a ardência fez com que os olhos de Austin se enchessem de lágrimas.

Nunca mais toque em mim. – ela disse, em uma voz rouca, puxada do fundo da garganta. Austin teria se encolhido ao ouvir o tom da garota, mas estava ocupado demais se concentrando na dor e na surpresa do tapa. – Você me ouviu?

E deixou o quarto de maneira furiosa.

Se pessoas fossem chuva, ele seria garoa e ela...um furacão.

X

– Fale, Moon. – Dez gritou para a mesa inteira do café da manhã ouvir, enquanto Austin se preocupava em se servir dos ovos mexidos. Louis e Aiden pararam em suas laterais, impedindo que o garoto fugisse, como vinha tentando fazer desde que saíra do quarto.

Os poucos retardatários que haviam se atrasado pro café os olharam com curiosidade, mas logo voltaram para suas conversas e pratos, que pareciam mais interessantes que aqueles quatro adolescentes discutindo. Obviamente, depois do ocorrido, a chance de tomarem café da manhã com as garotas foi praticamente extinta.

– O que é isso? – Austin riu atrevido. – Uma gangue?

– Ele está fazendo de novo! – Louis gritou para Dez, dando um tapa na mesa e revirando os olhos.

– Típico, Moon. – Dez disse, tirando a colher da mão de Austin antes que ele se servisse da quinta porção. – Treino mais tarde, vai dar cãibras.

– O que é típico? – Austin suspirou cansado, tentando se livrar dos três para se servir de uma fatia de bacon.

– Você está fugindo de alguma coisa, não quer contar pra gente e claro, sua bochecha direita parece ter sido pressionada contra uma chapa fervente de tão vermelha. – Aiden explicou, entediado.

– É que você me deixa corado. – Austin tentou brincar, mas ninguém riu. Dez franziu o nariz e encheu o prato do garoto com bacon.

Ele sabia que não escaparia do que gostava de chamar de A Inquisição. Porque se Dez tinha vocação para alguma coisa, essa seria uma espécie de doutrina católica democrática do Dez. Tipo uma Dezcracia. E na Dezcracia era livre o uso de instrumentos de tortura caso Austin se recusasse a falar.

– Me deixe pegar meu suco de laranja, e eu conto na mesa.

Levaram-se dez longos minutos para que o garoto contasse toda a historia, desde a noite passada até os acontecimentos matutinos, em que Dez, Louis e Aiden juntaram as cabeças como se estivessem ouvindo um plano de combate e urravam em protesto toda vez que Austin levava comida á boca – o que significava uma pausa na história.

Assim que Austin terminou, Dez fechou os olhos e removeu o prato e o copo parcialmente vazios da bandeja de Austin para, enfim, erguê-la no ar e dar uma surra no amigo, em sua cabeça e braços, com violência.

– VOCÊ – ele pontuava cada palavra com uma pancada – É. UM. IDIOTA!

– Dezzzzzzzz! – Austin choramingou enquanto se escondia nos braços de Louis.

– Austin, minha paciência quase acabou. Tá pequena. – Dez fez o sinal em que quase unia polegar e indicador, mostrando o tamanho da sua paciência, enquanto Austin massageava os braços.

– O que você quer que eu faça, Deey? – ele perguntou, um bico enorme nos lábios.

– Nossa, não é óbvio? – perguntou Aiden. – Vá falar com ela.

– É o que eu quero, mas ela não quer me ver nem pintado de ouro!

– ELA NÃO TEM QUE QUERER! – Dez urrou como um animal ferido, e ao ver todas as atenções em si, abaixou a cabeça e sussurrou. – Ela não tem que querer. Você só precisa se explicar e implorar perdão por ser um bosta, ela aceitar ou não já é problema dela. Pelo menos tente.

– Você acha? – ele ergueu uma sobrancelha.

– Acho. – Dez sorriu. – Termine de comer logo, o Aiden conseguiu um espaço da praia que ninguém mais vai pra alguns surfistas poderem surfar o quanto quiserem. Você pode ir atrás dela depois.

– Achei que fosse proibido surfar fora dos treinos oficiais. – Austin respondeu, com a boca cheia de bacon. Dez fez cara de nojo.

– E é. Mas quem disse que você é o Sr. Certinho? Come logo.

Ally

Meu Deus o que foi que eu fiz? Eu não devia ter batido nele! Mas eu tinha que bater nele! Eu não fiz nada errado, foi ele. Ele não devia ter me beijado e eu nem beijei de volta. Ok, eu beijei ele de volta, é isso que você queria ouvir? Tá feliz?

– Eu não falo uma única palavra há uma hora. – Trish bocejou, encarando a amiga.

– Ele simplesmente...ugh! Ele só... – Ally levou as mãos até os cabelos enquanto andava em círculos, como havia feito desde que saíra do quarto e ligara para Trish, tendo certeza que Austin saíra de lá antes de voltar.

– Te beijou? – Trish respondeu. – Qual é, não é o fim do mundo ou algo assim. Foi um beijo, fim.

– Estúpido Austin Moon...

– Como foi? – Trish perguntou, ficando de joelhos sobre o sofá para saudar Ally com um sorrisinho malicioso.

– Foi como se eu fosse a Jenifer Aniston e ele o Adam Sandler em Esposa de Mentirinha. Ou ainda como se eu fosse Hermione e ele o Rony me beijando em Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2. Ou Scarlett Johans...Não importa!

– Como ele fez? – continuou Trish saboreando o caos e o amargor da garota em dizer:

– Ele simplesmente me agarrou e me jogou contra a parede e disse “ele não supera isso” então me beijou, e ele era o homem, eu a mulher e...e... firme, delicado... – ela fechou os olhos, punindo a si mesma por ter gostado.

Ela não sabia o que fazer, não mesmo. Ela se sentia num filme de romântico de baixo orçamento com Channing Tatum mas não sabia como agir. Talvez devesse ter terminado de assistir Dear John.

– Porra.

– É! Porra! Eu viajei pelo tempo-espaço infinito e meu coração despencou três oitavas mas esse não é o ponto. – gritou Ally, porque ela realmente necessitava expressar toda essa raiva contida em alguém. E quem melhor que Trish?

– Jesus...

– Você está bem? – Ally retrucou.

– Eu preciso de um surfista gostoso e você acaba de me dizer que pegou Austin Moon. Eu preciso processar a informação, por Deus! – Trish responde, enfiando algumas das uvas que estavam na fruteira na boca e estourando-as entre os dentes.

– O que eu faço? – choramingou a garota.

– Ok, que tal... você chega para ele e diz “você fica sexy pelado” – sugeriu Trish, arranhando com a ponta da unha a casca vermelha de uma maçã.

– Eu vou desistir de você, honestamente. – Ally deu um tapa na própria testa. – Eu vi ele de boxers, não pelado.

Trish a observou por cima do ombro, e ela reconheceu um brilho familiar naquele sorriso. A garota latina passou a língua sobre os dentes antes de dizer, com a voz rouca e manhosa:

– Você...gosta dele?

A reação de Ally era um filme que Trish já vira e repetira várias vezes:

– Ah! Pffffffft! Austin? – ela riu. – Austin Moon? Há! Não...não. Ele é do tipo que quebra coisas que são... ele quebra coisas! E disso eu já estou cheia. Ele não vai arruinar meu verão, eu estou tão furiosa com ele! Eu não quero vê-lo.

– Isso é ótimo bae, — Trish agora parecia animada de verdade ao puxar Ally para perto da mala. – escolha algo bem bonito porque recebi um convite pra um treino avulso dos surfistas daqui a pouco.

Ally sorriu e decidiu ajudar Trish a escolher uma canga bonita. Isso seria bom para ela, afinal, lá estaria cheio de pessoas e surfistas de todo o país.

Seria uma ótima oportunidade pra esquecer Austin Moon e esses tsunami de sentimentos que ele causara.

Notas finais
ESPERO QUE TENHAM GOSTADO ;;))
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.