Climb My Sugar Walls

1 Capítulo 1 - Why does everybody here have such a big ego?


Notas iniciais
minha primeira fanfic de a&a, sejam bonzinhosÉ o primeiro cap por isso é bem pequeno, os próximos serão maiores

Austin

Ele caiu de cara na areia.

Todas as suas articulações doíam absurdamente, e ele mordeu os lábios em um sorriso para si mesmo. Ele sentia o gosto da areia misturado com álcool, mas de que importava? Era Huntington Beach. Era o campeonato regional de surfe. E ele estava ali, encerando sua prancha com o rosto dos competidores, como fazia em quase tudo.

Mais ainda, ele estava li esfregando na cara de seu pai que não precisava dele. Paranada.

Ele sentiu lábios em seu pescoço e se desvencilhou.

– Moon, você fede à álcool e vômito. — riu uma voz.

Austin gargalhou, sem desgrudar a cara da areia que começava a irritar seus olhos. Ele não sabia quanto tempo a festa havia durado, mas fora o melhor luau de sua vida, e a chutar pelo sol eram por volta de 6 da manhã? Algo assim.

– Alexa, porque não faz algo decente e liga para o Dez vir me buscar? Ainda preciso de carona pro hotel em HB.

Ele não estava vendo a garota, mas sabia que ela havia revirado os olhos.

– O que eu não faço por você, Austin Moon?

– O que qualquer garota de Miami não faz por mim, Alexa Beer?

Ally

Ela observou o saguão do hotel com apreensão.

Aquilo ali estava cheio de surfistas bronzeados com seus corpos esculturais, vestindo biquínis e snapbacks, e Ally se sentiu um pouco deslocada com sua pele pálida e camiseta do Patolino.

É claro que ela estava procurando Trish, e maldita seja a hora que o pai dela resolveu promover esse campeonato estúpido e ainda mais maldita seja a hora que ela convenceu Ally a deixar sua Londres deliciosamente fria para atrai-la maliciosamente para este inferno tropical.

O celular vibra no bolso da garota e a confusão é tremenda ao que ela tenta alcança-lo sem derrubar uma quantidade impressionante de malas.

Ela rola as trilhões de mensagens que Trish costuma deixar no whatsapp quando está muito nervosa e pula diretamente para a última — que é grande como costuma ser quando Trish alcança um nível de desespero alarmante:

Em uma escala de kit kat é igual a wafer e o mistério do seu amor pelos estudos, conhecimento e livros, entre essas farsas, qual é o nível de envolvimento do avião com o fato de EU NÃO TER TE ACHADO EM LUGAR NENHUM??? Eu tive que ficar horas nesse saguão, aturando a visão de todos esses corpos divinos sem poder ao menos tirar uma casquinha POR SUA CULPA. Ally, você está arruinando totalmente o meu verão. — T

Ally riu baixo pelo drama, e respondeu com rapidez enquanto segurava com a boca uma bolsa minúscula que abrigava pastas de dente e fio dental.

O voo atrasou, desculpa. Eu acabei de chegar no saguão, onde raios você está? — A

Ela tamborilou os dedos com impaciência enquanto esperava a resposta de Trish. Ally sabia que a amiga estava fazendo de propósito, tudo isso por culpa do celular desligado no avião e a própria Ally demorando para responder suas mensagens.

Estou na cobertura, onde mais? Pfft, Ally será que dá pra você subir sozinha? Estou acabando de ver um episódio inédito de Cake Boss e meu Deus, Buddy fica sexy cozinhando. — T

Mais uma vez, Ally rolou os olhos. Trish era uma obra-prima da preguiça.

E, Ally. Me responde no Facebook. — T

Ally riu sozinha enquanto arrastava suas malas em direção ao elevador, atraindo alguns olhares de surfistas curiosos. Por Deus, Huntington Beach era absurdamente quente, e ela nem se referia especificamente à temperatura ambiente.

Depois de uma espera demasiado longa para o elevador chegar, ela com esforço arrastou suas milhares malas para dentro do compartimento minúsculo, ao que uma garota entrou junto com ela.

E wow, o queixo de Ally foi ao chão.

Definitivamentenão fabricavam garotas assim em Londres. Ela parecia ter os seus 18 anos, magra, bronzeada e com olhos claros; cabelos cor de mel que batiam na cintura e um sorriso arrogante, o semblante típico da garota mais popular do colégio.

Ela vestia um short curto e uma blusa que pegava acima do umbigo, exibindo a marca do seu biquíni, e que dizia em letras de neonTeam Austin.

Talvez fosse algum integrante de banda ou ator. Ally não saberia dizer.

Pressionou com confiança o botão da cobertura, e viu a garota imitar seu gesto, em direção a um andar que ela nao conseguiu ver.

Em seguida, a menina se virou para ela com uma sobrancelha erguida:

– Você está aqui para o campeonato? — perguntou, uma voz rouca e profunda.

– Hã? Não, não. — respondeu Ally, engrolada. — Eu só vim passar as férias.

A garota sorriu.

– Claro, o seu tipo físico...não se adequa ao surfe. — ela avaliou Ally. — Você não é de Miami também, presumo.

– Não. Londres. — respondeu, cada vez mais desconfortável com a garota. Era o típico tipo de pessoa que Ally evitava. Mas a curiosidade foi mais forte:

– Quem é Austin?

A garota gargalhou, mas dessa vez soou mais simpática:

– Ok, você definitivamente não é daqui.

Ela não emanava simpatia, mas decididamente não era hostil. Logo estavam na porta do quarto dela, e ela se apressou em sair, dizendo:

– Qualquer coisa, estou no 1805. Sou Alexa Beer e você?

– Ally Dawson, cobertura 4. — respondeu Ally, com um sorriso. A garota riu desdenhosa:

– Cobertura?

– Vantagens de ser a melhor amiga da filha do dono do hotel.

Quando as portas do elevador se fecharam, Ally já havia decidido: aquele ali definitivamente não era o seu lugar.

Notas finais
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