Click - The Speed Force Awakens
4 Amigo ou Inimigo?
Notas iniciais
—Essa foi, de longe, a história mais insanamente incrível que eu já ouvi — disse Cisco.
—Vigiaram a frequência cardíaca dele? — perguntou Barry.
—Hm… Sim, sim. De acordo com as leituras… O coração dele acelerou quando… Rufem os tambores… Ele começou a falar da Rose, surpresa!
—O que mais?
—Em boa parte da história o coração dele tava acelerado…
—Mas é porque ele mentia ou emoção? — questionou Wells.
—Então… Não tem como saber…
—Era uma pergunta retórica.
—Grosso...
—Ótimo, mais um corredor que não sei se posso confiar… — disse Barry, insatisfeito.
—Fica calmo, Barry — disse Wells, tentando consolá-lo — A verdade vai se revelar mais cedo ou mais tarde.
—Ok, você tá certo — disse ele, num suspiro — Eu vou avisar o Joe que vou dormir aqui, por algum motivo a câmara de contenção não tá contendo a velocidade dele, é melhor eu ficar de vigia.
—Colegas de quarto? — disse Cisco, com um sorriso de orelha a orelha.
—Colegas de quarto — respondeu Barry, com um sorriso e um toca aqui.
—Crianças… — murmurou Wells.
***
Na manhã seguinte, Barry foi até a câmara de contenção.
—Bom dia — disse ele.
—Mau dia — respondeu Griffin — Você tem noção do quão desconfortável é essa cela? Vocês deveriam ter pelo menos uma cama aqui.
—Olha, eu vou direto ao assunto, ontem eu pedi que vigiassem sua frequência cardíaca pra poder saber se você estava falando a verdade.
—Não que eu não esperasse. Quando descobri que estava em outra Terra, imaginei que você fosse desconfiar.
—Então imagino que você saiba que os resultados não foram muito… Conclusivos.
—Meu coração acelerou durante a história, não?
—Bastante…
—Vou te dar um motivo pra poder confiar em mim.
Assim que Griffin terminou a frase, ele atravessou o vidro que separava os dois e então voltou pra dentro da câmara e se sentou no fundo.
—Eu podia ter fugido quando quisesse.
—E porque não fugiu?
—Porque preciso de meu equipamento, instruções geológicas e de alguma pista sobre Ele. Imaginei que vocês fossem ter comida aqui, o que ajuda. E eu também não sou muito fã de me aventurar em uma Terra nova. E o bônus, eu achei um corredor novo que pode me ajudar a deter Ele… Então, não vi muitas vantagens em fugir.
—Ainda não confio em você…
—Eu te dei um motivo, não a confiança, essa parte fica por sua conta.
—Como você soube que podia atravessar?
—Tá brincando? Eu já atravessei o ar, moléculas de O2, acha mesmo que o vidro ia me atrapalhar?
—Acho que não pensei muito bem…
***
Durante a tarde, Barry estava sentado encarando os monitores, pensando sobre as conversas com Griffin. Será que ele falava a verdade? Ele era quem ele realmente dizia ser ou era só mais um trapaceiro atrás da sua velocidade? Ele sentia que essa dúvida o levaria a loucura… Seu pensamento foi interrompido quando Cisco entrou na sala:
—Eu tenho uma teoria que pode resolver o nosso problema!
—Qual deles? — questionou Barry, um tanto quanto abatido.
—Como assim “Qual deles”? O único que temos, ora. Acho que descobri por que os poderes do Click ainda funcionam dentro da câmara de contenção — Cisco se continha para não dar saltos de alegria.
—Ok, me diga o que temos.
—No começo eu pensei assim, se ele veio de outro planeta, quer dizer, outra Terra, então talvez os poderes dele funcionem de forma diferente, sabe? Sem ter alguma relação com a Força da Aceleração.
—Mas isso não faz sentido. Se fosse o caso, ele não conseguiria correr na nossa Terra.
—Essa foi a conclusão que eu cheguei. Depois de passar um bom tempo pensando, eu acho que descobri. Se ele foi criado por Ele, como diz ter sido, então talvez ele funcione de forma diferente!
—O que importa se Ele funciona de forma diferente? Aparentemente, Ele não é nem mesmo humano.
—Não, não, não. Não o Ele, ele o Griffin.
—Ele o adolescente que tá na câmara de contenção?
—Esse ele. Confuso, eu sei.
—Hm… Como assim ele funciona diferente? Tá cada vez mais confuso...
—Olha, se ele nasceu um corredor, talvez a Força da Aceleração seja uma parte dele, e não uma mutação que pode ser neutralizada pelas câmaras!
—É… um pouco ousado, mas faz sentido…
—Tenho que concordar — disse Wells, entrando na sala — Uma teoria interessantíssima, Ramon.
—Obrigado, obrigado — respondeu ele curvando-se, como se cumprimenta-se uma plateia.
—Ok, então… vamos fazer alguns testes? — questionou Barry.
—Precisamos do consentimento dele, eu acho — respondeu Cisco, um pouco confuso — Seria imoral tomar o sangue dele, mas estamos mantendo ele em cativeiro, então…
—Eu vou falar com ele. Acho que ele vai aceitar, ele pareceu bem… passivo.
—Deixa eu, Barry? Por favor, eu tô curiosíssimo sobre esse meta, quer dizer, meio-humano meio-velocista? Sei lá, é muito confuso.
—Melhor não, não sabemos como ele vai reagir a um rosto não familiar — interrompeu Wells — Vai lá, Barry. Contamos com o seu carisma — disse isso com um tom irônico.
—Minhas habilidades comunicativas são muito boas, se quer saber…
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