Click!
1 ፠ Caíndo...
“Uma foto pode nos mostrar vários mistérios, e encontrarmos uma história por detrás daquela imagem. Uma foto pode nos dizer respostas de perguntas nunca jamais respondidas!”
Nunca pegue uma imagem de suas lembranças.
Nunca lembre daquilo que te esvai.
O verdadeiro encontro pode ser um desencontro esquecido.
O que uma imagem modificada pode fazer com alguém?
Enquanto outra esta destinada a nunca mais vir.
E ela carrega por toda a sua vida...
Uma dor estranha!
Á arvore que havia traços esbugalhados velhos, o tronco quase esquecido pelos animais e suas folhas caindo de um tom quase verde água. Havia me chamado atenção, então peguei a câmera e uma foto saiu, verifiquei para ver como havia se saído.
Enquanto fotos tiradas caiam sobre o chão frio da grama molhada...
Outras pessoas se divertiam com cinema, rock e drogas.
E perdiam a noção do tempo que os levavam.
Caminhei sobre a calçada áspera, onde uma cerca de fios de aço cercava ao redor dos oceanos. Sentei-me pelo banco, uma vista enorme me equivocava pelas suas cores, e um Click do som da máquina soou e uma foto surgiu.
Endireitei a foto para que a nitidez da foto saísse, e encontrei com uma imagem de um oceano lindo.
As pessoas saíam do lugar mais bonito e ia ao encontro de novas pessoas.
Nas drogas de suas vidas, o tédio ficava cercado.
Cabelos pinchados de coloridos.
Cabelos naturais.
E algumas mechas contornadas.
Alguns se divertiam outros se drogavam.
Encontrei um parque cheio de crianças, o vento que havia por aqui balançavam em belos movimentos meus cabelos azuis claros, respectivamente pinchados. Algumas pulavam amarelinha, outras se divertiam no pula corda.
E algumas mais sozinhas estavam no balanço parado.
A câmera equivocou pelos meus olhos e o som novamente foi estalado do botão.
Novamente uma foto, da criança, no balanço, sozinha!
Na autoestrada do caminho, uma garrafa jogada a fora. E mais crack e maconha.
Cerveja e uísque. E Jovens!
Sons de carros passavam pelo mundo. À noite. Nove horas. A câmera em minhas mãos. Olhei a lua cheia e com suas estrelas logos aos seus redores. A máquina, e mais uma foto saiu.
Um carro na estrada.
Os jovens em torno da madrugada.
Drogados, se divertiam em instantes.
Atravessei a faixa de segurança quando era indicado para ir. Voltaria para casa. Para casa. As fotos estavam em minhas mãos, segurando-as, firme. Um som acudiu meus ouvidos. Alguém gritava, olhei para trás e um jovem berrava. O mesmo dizia palavras nada claras de se entender... O escuro dominou-me. E a luz do carro que vinha na minha direção.
Não deu tempo de saber o que estava acontecendo e nem entendia o que menino dizia. Ele estava muito longe, longe demais que eu posasse ouvir e eu vi, ele estava correndo. Ele me conhecia?
Antes de perceber o significado, meus olhos... O que aconteceu com eles?
Jovens vinham...
Vinham...
Atropelando-a.
Enxergaram, pararam e viram o menino deitado sobre o corpo da menina.
Unidos e firmes.
Viram fotos caindo.
E caindo.
As fotos caiam pelo chão... Todas as fotos que ela havia tirado nessa sua empolgação jovial.
“Aonde eu vou”?
Agora?
Quando chegarei?
Onde estou?
Cadê minhas fotos? As fotos que tinha em minhas mãos?
Aquelas que eu queria para mim?
Aquelas... Aquelas...
As minhas...
Elas...
Elas...
Aquelas coisas.
O menino que gritara. Chamando-a para sair da rua, estava ao seu lado vendo as fotos e levando para casa. Ele perdeu-a. E ela também ó perdeu. Mesmo não se conhecendo pessoalmente, pois conheciam apenas pelas fotos que foram tiradas com o passar do tempo.
Aquele lugar, aquele menino.
As fotos, a câmera...
E ela.
Destinada a esse caminho.
“E quando tudo estiver ao seu fim, logo ali, perceberá a tão temida resposta!”
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