Notas iniciais
Ola pessoas. Compeltei meu perfil com coisas importante, é interessante que vocês leiam.

O capitulo tá triste, preparem os lenços.

— Para com isso Matt! – protestei levantando-me e indo até a porta.

Ele me segurou pelo braço me impedindo de sair.

— Será que eu tenho que implorar Mel?- ele perguntou suavemente com o lábio inferior em um espasmo. – Por que você é tão difícil de lidar?

Ele virou meu corpo fazendo com que eu olhasse pra ele. Encarei seus maravilhosos olhos azuis por uma fração de segundos e depois desviei meu olhar para baixo.

— Olha pra mim Mel! – ele me sacudiu e ergueu minha cabeça fazendo com que eu o encarasse. – Me diz, o que eu preciso fazer pra você confiar em mim?!

Ele me abraçou e eu praticamente sumi em meio ao seu corpo.

— Preciso me sentir seguro com você. Preciso tirar todas as duvidas, preciso que você confie em mim antes que eu possa abrir meu coração com você.

Nesse momento pude sentir sua respiração pesada e me afastei dele encarando seu rosto. Lágrimas silenciosas escoriam pela sua face e morriam em seus lábios trêmulos. Sequei algumas delas com a manga do moletom e acaricie seu rosto por alguns segundos.

— Eu não mereço sua confiança Matt. As pessoas só se decepcionam quando se relacionam comigo. Tudo dá errado pra elas e eu fico mal com isso. Vou levando minha vida, seja com elas ou não. Eu não crio laços, não dou confiança e muito menos confio.

Sentei no chão encostando-me em sua cama, abracei os joelhos e continuei:

— Não se iluda Matt. Abra seus olhos enquanto há tempo. Eu não o tipo de pessoa amável. – estiquei minhas pernas e fitei o teto – Uma pessoa possessiva, egocêntrica, chata, fria e indiferente com as pessoas. Eu tenho a pior personalidade do mundo. Então pare. Pare enquanto há tempo e evite que você se machuque.

Aquela altura, já não me importava que as lágrimas escorressem pelo meu rosto. Pude ouvir Matt suspirando pesadamente e sentando-se ao meu lado.

—Sabe Mel, você não me faz mal. Muito pelo contrário. Eu me sinto bem quando estou assim, com você.

Ele se aproximou de mim passando seu braço pelo meu pescoço e colando meu rosto em seu peito. Senti que ele aproximou seu rosto do meu cabelo e ficou ali por alguns minutos.

— Seu cabelo tem cheiro de morango.

Remexi-me desconfortavelmente tentando me afastar mas ele me impediu.

— Não vá, eu gosto.

O quão besta você pode ser Mel? Por que você fica boba e frágil quando ele está por perto? Para de ser idiota e saia desse quarto enquanto há tempo. Arrume uma desculpa e mude de escola, se afaste. Você não precisa de ninguém pra ser feliz. Sua felicidade depende de você mesmo. Esse garoto só está brincando com você.

— Ei — disse ele se colocando de pé — Levante-se.

Olhei para ele desconfiada mas segurei a mão que ele estendia e fiquei de pé ao seu lado.

Ele remexeu em seu guarda-roupa e tirou de lá uma camiseta preta e fez uma espécie de venda com ela.

Matt me puxou pra perto e colocou o pano em meus olhos amarrando-o atrás da minha cabeça.

— O que significa isso? — protestei.

— É um teste de confiança. — ele me virou de costas e continuou — Agora se jogue para trás.

_ Tá maluco? Nunca que eu faria isso.

Pude ouvir ele bufar.

— Acho que em vez de vendas você precisa de amordaça! É sério Mel. Se joga para trás, estou aqui pra te segurar. Confie em mim.

Respirei fundo e me concentrei. Demorei alguns minutos e finalmente consegui me soltar. Antes que pudesse atingir o chão, Matt me segurou sem o menor esforço.

— Se você me deixasse cair, eu desfiguraria sua cara com minhas próprias mãos!

Ele riu e tirou a venda de meus olhos e disse:

— Como eu posso me divertir com uma ameaça de morte? Adoro seu jeito doce. Acho que seu apelido combina com a sua personalidade doce.

Ri ironicamente e rolei os olhos.

— E então, todo esse teste pra que?

— Pra saber se você confia em mim. É um teste bobo, eu sei. Mas você não soltaria seu corpo se não confiasse nem um pouquinho em mim. Senta aqui.- ele me puxou até sua cama e ele sentou ao meu lado cruzando as pernas.

— Você lembra de mim anos atrás, não lembra Mel?

Achei a pergunta dele estranha mas assenti. Fiquei assustada por saber que Matt Evans já havia reparado em mim quando eu era realmente doce e gentil.

— E você sabe o por que eu tenho quase 17 e ainda estou na oitava série...

"Claro que sei, além de ser um babaca você passou três meses em coma" pensei sem expressar nenhuma emoção.

— Sim, o acidente de seus pais... — respondi um pouco desconfortável.

— Sim, tudo isso e mais uma montanha de problemas. Depois do coma eu voltei a escola. Mas quando cheguei lá, a garota que me fazia sorrir todos os dias estava diferente. Ela perdera o sorriso gentil e o olhar acolhedor. Ela se escondeu seu rosto por trás de seus longos cabelos castanhos, e uma franja que me atrapalhava de admirar seus olhos de cor indefinida. — ele disse as últimas palavras afastando a franja do meu rosto.

Um frio percorreu minha espinha e eu consegui dizer:

— Você nunca reparou em mim Matt. Nem eu mesma lembrava de você na época do acidente.

— Eu sempre olhei pra você Mel, sempre. Eu era um garoto levado, confesso. E também um pouco... mulherengo.- ele disse desconfortável passando as mãos pelos cabelos — Claro que você nunca percebeu isso, você estava ocupada demais em seu quarteto fantástico e seus olhos estavam sempre grudados em Luc.

Estremeci quando ele disse o nome de Luc. Eu havia me recuperado dessa paixão boba e infantil há pouco tempo, e não esperava ouvir esse nome saindo da boca de alguém.

— Eu não tinha só olhos pra ele... E o que você tem a ver com isso?

— Eu gritei seu nome Mel. Todas as noites por três meses! Meu coma foi perturbado, eu tinha pesadelos com você todas as noites. Quando finalmente acordei, eu não me lembrava de nada. Esqueci até mesmo de que eu sofrera o acidente com meus pais. Quando acordei a primeira coisa que fiz foi chamar seu nome.

Agora eu estava perplexa. Matt gostava de mim há tanto tempo assim e nunca me disse? Por que ele fez isso? Na época eu era bobinha apaixonada por Luc sim, e Matt era o garoto que me tirava do sério toda vez que topava comigo no corredor ou fazia alguma aula de educação física comigo. Era o garoto que me irritava, atirava bolas em mim de propósito e zombava de mim. Lembrando disso fiquei irritada e questionei Matt:

— Se você "gostava" — disse essa última palavra fazendo aspas com os dedos — De mim, por que me tratava mal?

— Esse era o único jeito de eu chamar sua atenção. Você era legal com todos, se eu fosse legal com você eu seria "só mais um" que admira Melanie Strauss e sua trupe. Eu não queria ser qualquer um. Eu queria ser muito mais que isso.

Olhei confusa pra Matt e fiquei de pé andando de um lado pro outro. E Matt continuou:

— Quando voltei à escola, disposto a falar com você e abrir meu coração, você estava lá, fechada. Cabelos escondendo o rosto e roupas três vezes maiores que você. Olhar sombrio que afastava todos que tentavam se aproximar. Fiquei o resto do ano em casa, fazendo sessões com psicólogo tentando digerir tudo aquilo e superar a morte de meus pais.

Ele ficou de pé e se aproximou de mim.

— Quando finalmente voltei a estudar, você havia me alcançado. Estava na mesma classe que eu, mas a feição triste e o olhar sombrio ainda estava lá. Eu decidi recomeçar e chamar sua atenção novamente. Não foi da maneira como tinha planejado, mas agora estou aqui. Você está aqui.

Matt se aproximou de mim colocando sua mão em minha nuca e abaixou seu tronco. Fechei meus olhos e ergui meus pés. Passei meus braços pelo seu pescoço e com a outra mão ele passou pela minha cintura colando meu corpo no dele. Me aproximei para tocar seus lábios...

Me soltei de Matt assim que ouvi alguém correndo do lado de fora. Vi que a porta estava aberta e corri até lá. Vi um vulto de cabelos loiros entrando em um cômodo e batendo a porta atrás de si.

Dejavu, disse me sentindo uma idiota como da vez em que estava com Matt no depósito da escola.

— Preciso ir — disse saindo do quarto.

Ele me seguiu até a porta de entrada sem me questionar. Quando já estava no jardim, ele me disse:

— Sexta-feira Mel. Te pego as seis.

— Matt eu...

— Não é uma pergunta. Estou afirmando.

Cheguei em casa e minha mãe não estava, já devia ter ido trabalhar. Olhei na porta da geladeira e tinha um bilhete.

"Querida, fiz cookies pra você, estão no forno, espero que goste. quando chegar, me mande uma mensagem. Te amo.

Mamãe"

Escrevi uma mensagem como minha mãe pediu e me acabei nos cookies que estavam no forno.

***

Finalmente sexta-feira, e então: férias. Era inverno. Já citei que adoro inverno? E já disse também que adoro férias? E disse também que terei férias no inverno? não podia estar mais feliz.

Acordei atrasada como sempre. Passei meus dedos pelo cabelo rapidamente. Não tinha paciência para escová-los. Fui ao portão e recebi uma mensagem de Meg:

"Não vou à escola hoje. Podemos conversar depois? Beijos"

Bateu uma preocupação e eu fiquei apreensiva. Bati o portão e pude ver minha mãe descer do mesmo carro branco que ela descera no dia em que meu pai apareceu. Era Jared, pensei.

Ela veio em minha direção e me abraçou.

— Bom dia Mel. Você está atrasada.

Retribui o abraço e respondi:

— Como sempre, né? — sorri — Estou indo.

— Venha direto pra casa hoje, vamos jantar fora.

Minha mãe saindo de casa? Raridade! Fiquei tão surpresa que só assenti e fui andando o mais rápido que pude.

Cheguei na escola com o sinal indicando a entrada na classe me recepcionando. Passei meu cartão pela catraca e lá foi marcada minha presença. Fui até a classe sentando no meu lugar habitual.

Passei meus olhos pelos alunos e parei em Claire. Ela me olhava cínica e soltou um sorrisinho que significava "me aguarde". Retribuí a mensagem com um olhar fuzilador e me concentrei na aula.

***

Peguei uma bandeja com meu lanche e sentei sozinha em uma mesa afastada. Quando abri meu lanche, alguém sente à minha frente. Ergui meus olhos e era Claire Jones me encarando com seus olhos azuis e acompanhada de suas aprendizes escravas. Inclusive, uma delas era a que estava a consolando no dia que Matt e eu estávamos no deposito e... Ah, não quero me lembrar disso.

— O que quer, aprendiz de vadia? — disse encarando-a.

— Só vim te deixar um aviso, esquisita. Fica longe do Matt, se não...

Rolei os olhos e praticamente joguei meu lanche na bandeja sem ao menos comer um pedaço.

— Se não o que? Loira oxigenada.

— Eu acabo com você. e o ódio de Matt vem de brinde.

Não hesitei em pegar meu copo de suco de uva e despejei na cabeça dela sem dó. Infantil, eu sei.

— Tenta a sorte, vadia.

Levantei-me e todo o refeitório tinha os olhos em mim.

Fui até o corredor que a essa hora estava vazio. Sentei em um dos bancos e passei boa parte do intervalo lá. Fitava o teto sem o mínimo de interesse e pensava no que Meg tinha pra me contar.

— Mel! — ouvi Matt gritar e vir em minha direção.

Fiquei de pé e suspirei aliviada por ter alguém ali que não me odiava ou tinha medo de mim.

— Ah Matt! — fui em direção a ele — Você não vai acreditar o que a vadia da sua pri...

— Eu já sei Mel. Ela me contou.

— Ah, então você me entende? — suspirei aliviada novamente.

— Te entender Mel? Depois do que você fez?

Olhei confusa e arqueei a sobrancelha.

— Matt, eu não estou entendendo, eu...

— Ah, agora você não entende? Pra fofocar à escola inteira sobre meus problemas pessoais você faz friamente. eu confiei em você Mel, e agora você faz isso? — praticamente a escola inteira estava ali vendo o tal do barraco — Claire veio chorando até mim dizendo que te viu no banheiro falando com algumas garotas sobre mim, e contou meus segredos a ela. E se não bastasse isso, você ainda agrediu Claire por ela ameaçar contar a mim. Que infantil da sua parte Mel. Eu esperava tudo de você, menos isso.

Matt virou as costas pra mim e eu fiquei ali, perplexa, sem entender nada. As pessoas ao meu redor cochichavam sobre o ocorrido e olhavam pra mim.

Saí correndo dali e fui até a sala para buscar meu material e me deparo com uma cena que me deu nojo. Matt abraçava Claire e ela fingia um choro pior do que as novelas mexicanas. Fingi que não vi e saí da sala.

***

Pedi dispensa da aula e fui até a casa de Meg. Na frente havia um caminhão enorme escrito "Mudanças" em letras garrafais. Minha cabeça estava tão cheia de coisas que não pensei duas vezes e adentrei na casa de Meg. Subi as escadas e fui em seu quarto. Ela organizava alguns objetos em uma caixa de papelão e seu quarto estava vazio. As lágrimas escorreram pelas minhas bochechas e eu disse com a voz trêmula:

— Meg, o que significa isso?

Notas finais
Agradecimentos especiais: Biel, por revisar o capitulo pra mim, obrigada s2

Samela e Débora por todo o carinha com a fic e comigo, obrigada.

Obrigada também a todos que comentaram no capitulo anterior.

OBS: estou escrevendo uma nova fic, postarei o prólogo ainda essa semana.
OBS² Estou dando nome aos capitulos, então em breve todos terão.