Notas iniciais
Olá, pessoinhassss ~ Boa leitura!!

Osíris desfilava pelo escritório de Marin, pulando em cada móvel e o espanando com seu rabo.

— Michaela e oeste. – falou Seth. – É só o que você tem?

— Sim. – afirmou o gato. – Foi só o que me disseram. Oeste, além da Caverna das Lembranças. – e foi para a mesa.

— Nunca ouvi falar desse lugar. – falou Marin, abrindo um mapa em cima da mesa. – Pode apontar onde fica?

— Sinto muito. – lamentou ele. – Não sei onde fica.

— Talvez Li, saiba. – sugeriu Seth. – Vou chamá-la. – e saiu do cômodo enquanto Marin traçava uma reta no mapa, de Andrômeda até o oeste do papel.

~*~

Os jovens estavam todos no jardim, os ressuscitados faziam uma espécie de exibição de suas novas habilidades.

Mia, Carter e Melanie estavam com roupas normais e juntos a alguns metros dos outros que estavam sentados no chão. Os três flexionaram os joelhos o máximo que conseguiram, e deram um grande salto. Ergueram-se vários metros acima do chão, como se não pesassem nada, depois, Carter deu mais impulso para as garotas, usando as mãos e elas foram ainda mais alto. Quando iam começar a cair, Mia deu impulso para Melanie, que subiu ainda mais no ar.

A garota de cabelos curtos deu um grito se divertindo e deu várias cambalhotas no ar. Então os três pousaram. Primeiro Carter, depois Mia e então Melanie, que tocou o chão com enorme leveza e delicadeza. Os três riram e comemoraram enquanto os amigos batiam palmas.

— Isso foi muito maneiro! – falou Melanie.

— Vocês conseguem levar alguém? – perguntou Drica.

— Eu sou bem leve. – disse Derek.

— Podemos tentar. – falou Carter. – Vem garoto. – Derek então subiu nas costas de Melanie, como fazia antigamente, e os três voltaram a flexionar os joelhos. – Um, dois...

Mas quando esticaram as pernas, antes mesmo de se impulsionarem, os três caíram flácidos e de cara no chão.

— Gente? – Derek tentou sacudi-los enquanto os demais corriam para ver o que aconteceu. – ACORDEM! — Mas os três mais pareciam bonecos, os olhos violetas agora eram cinzas como se tivessem sido apagados e nenhum respirava mais.

— Drica! – pediu Hunter tentando dar tapinhas no rosto dos três. Mas mesmo a ruiva tentando, não conseguia curá-los, na verdade não havia ferimento, ela sequer sabia o que havia de errado.

— Lena, vai chamar alguém! – instruiu Caleb segurando o rosto de Mia em suas mãos. — Não... De novo não...

Não demorou para que Li e os mestres chegassem correndo com Lena. A estrela examinou rapidamente os três.

— Estão sem magia... – disse ela.

— Sem magia? – indagou Marin.

— Eu achei que fosse uma quantidade fixa, mas pelo vista ela acaba. Precisam ser recarregados, precisam de mais magia.

— Me deixa tentar. – pediu Seth segurando o rosto de Melanie. Ele concentrou sua magia em suas mãos, como se fosse usar seus poderes, mas não deu forma a magia, apenas a fez fluir para Melanie, como faziam algumas vezes para ajudar outros Guerreiros em algum momento em que se tornava necessário fortalecer um golpe. Porém, logo ele pareceu ficar cansado e Derek o ajudou.

Melanie voltou a respirar, assim como quando voltou à vida, estava assustada e olhou confusa enquanto os outros se juntavam para repetir o que fizeram com ela com Carter e Mia. Depois de voltarem, ainda sentados na grama, os três se abraçaram.

Não sabiam direito o porquê, nunca tinham sido realmente próximos, mas agora era como se estivessem mais ligados do que jamais seria possível.

Marin respirou aliviada. Talvez a magia dos outros três tivesse acabado também, ela não sabia, mas ainda assim se preocupava com o que poderia estar acontecendo com sua melhor amiga, seu irmão e seu mestre.

~*~

Cassandra estava amarrada a uma cadeira, ela tentava se soltar, mas aquilo era evidentemente encantado. Estava consciente agora, e se contorcia tentando se libertar. Havia chegado com os outros dois fazia pouco tempo, mas já estava sendo torturada.

A sala em que estava tinha todo tipo de instrumentos de tortura, desde chicotes até equipamentos mais avançados. Médio estava em um canto, afiando sua espada enquanto Mínima a interrogava.

— Mais uma vez. – disse a mulher de tranças, segurando uma faca. – Onde está a fênix?

— Eu já disse que não sei! – insistiu Cassandra.

— Certo. – ela brincou com a faca entre seus dedos. – Médio, você já a fez capaz de sentir dor, poderia fazer ela sentir dor cem vezes mais, por favor? – o homem fez um leve movimento com os dedos, Cassandra sentiu um arrepio e logo depois, Mínima perfurou seu estômago com a faca. Ela gemeu enquanto aquele fogo dourado jorrava no lugar do sangue. – Onde está a fênix? – ela repetiu mais enfática enquanto o ferimento da outra se fechava.

— Eu não sei... – gemeu a ressuscitada. – Eu não sei...

— Vamos tentar outra coisa então. – falou a mulher. – Você sabe o que é aquilo? – ela apontou para o que parecia uma roda de moinho, de madeira e que girava perfeitamente, mas no chão havia um tapete com espinhos.— Chama-se roda. Um ótimo instrumento de tortura, mas muita gente morre rápido. Eu prendo alguém na roda, e a giro, quando passa ali embaixo, a pessoa se machuca. Mas lógico, na sua condição eu posso fazer isso quantas vezes quiser, você se cura e eu machuco mais. Divertido, não acha?

— Isso não vai me fazer falar. – disse Cassandra entredentes.

— Mesmo? – ela fingiu falsa surpresa. – Que bom que eu não amarrei você a ela então. – Mínima se aproximou do instrumento, e o girou, revelando Charles ali amarrado, tão consciente quanto Cassandra, mas amordaçado. A Nox tirou a mordaça e ele começou a respirar ofegante.

— Charles... – sussurrou a ressuscitada.

— Não diga nada a ela. – pediu o homem. – NADA! Me ouviu, Cas? Eu já morri, nada disso faz diferença.

— Não sei se isso a convence, Charles. – falou Mínima. – Pode fazê-lo sentir dor, irmão? – Médio mexeu a mão novamente e Charles teria começado a suar frio, se tivesse suor em seu corpo. Mínima então, girou a roda rapidamente, Charles gritou enquanto sua carne era rasgada e aquele fogo liberado. Depois de passar pelos espinhos, Mínima o deixou a mostra para Cassandra, o peito rasgado se curando enquanto ele ofegava. – Vamos Cassandra, você sabia sobre nós, deve ter descoberto algo sobre a fênix também.

— Pare... – ela puxava os braços da cadeira, mas não conseguia se soltar, não consegui alcançar seu amado.

— Hm... Vamos tentar de novo.

Mínima repetiu o processo, várias e várias vezes. Algumas vezes passava Charles mais rápido sobre os espinhos, outras devagar e chegava até a esfrega-lo neles para aumentar as feridas. Sem esquecer é claro, de pedir para Médio aumentar a dor do homem. Charles gritava e berrava, desejando internamente que daquela vez seus ferimentos não sarassem, mas sempre se fechavam, e ele era cortado novamente.

Cassandra gritava e chorava lágrimas cor de prata. Já estavam mortos, mas... Aquela dor era real, era muito pior do que morrer. Ela tentava se soltar, mas não conseguia, até mesmo quando virava o rosto sua mente era invadida pelos berros incontroláveis de Charles.

Era para isso que tinham voltado à vida? Apenas para sofrer mais?

A morte tinha sido mais gentil.

Notas finais
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