Clash Of Clans:O começo de uma nova era-Interativa
4 Risadas extremas
Notas iniciais
Eu tentava respirar, mas a explosão foi tão grande que eu não conseguia. Todos a minha volta tossiam muito. Eu tentei levantar e procurar algum lugar para me apoiar. Quando já estava de pé, vi uma sombra surgindo no meio da fumaça. Era um gigante pronto para usar seu punho de ferro em mim. Peguei meu machado do chão e bloqueei seus movimentos, mesmo não enxergando muito. Fiz um corte em sua canela e enfim ele caiu no chão.
Finalmente tinha achado uma árvore, segurei firme nela e tentei respirar fundo, pois a fumaça já havia saído.
Continuei na batalha em direção aos quartéis, e no caminho escutei meu nome.
— Kyoko! — Sora, a maga, gritou — As armazenagens de elixir negra estão sem proteção!
Eu mudei minha direção e saí correndo para coletar todo o elixir negro possível. Realmente Sora nos impressionava com sua estratégia de batalha, por isso ela sempre nos dava conselho. Em alguns segundos consegui roubar o elixir com ajuda de alguns goblins. A vila já estava praticamente destruída, só faltava a cabana do construtor, que estava próxima de mim. Corri, e quando eu cheguei dei três machadadas e havia detonado a cabana.
Comemoramos a vitória com 100% de destruição, voltando para casa felizes. A rainha Tainá ficou sabendo e decidiu realizar um jantar real com todos os participantes para celebrar.
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Ouvi um barulho vindo de fora, uma multidão gritando. Tentei dormir de novo mais o barulho não deixava. Quando abri os olhos vi Rachel deitada ao meu lado. Dei um sorriso de lado e levantei da cama. Coloquei minha roupa e logo após me equipei com a armadura. Já no banheiro fui arrumar meu cabelo com o gel especial. Quando eu abri vi que o gel estava acabando, e desesperei...sem aquele gel meu cabelo não era o mesmo! Nenhuma garota poderia me ver sem gel.
— Oh my gosh! — eu berrei em desespero.
— Viserys?! — Rachel acorda me chamando.
Eu arregalei os olhos e congelei.
— Você está aí? — ela perguntou com o tom de voz mais alto.
— Eu estou, sim. — falei ainda no banheiro.
— Algum gay mora aqui com você?
— Não. — respondi estranhando a pergunta dela — Porque?
— É que eu ouvi um grito igualzinho ao meu amigo gay. — ela disse rapidamente — Adoro ele.
— Deve ter vindo daí de fora. — eu disse totalmente congelado.
Eu arregalei os olhos e dei um tapa na minha própria cara. Depois dessa eu não berro nem “ai!”. Juro, juro, juro, nunca mais grito desse jeito...eu não imaginava que elas achassem que meu grito de desespero era gay. Tudo bem, voltando...eu fiz uma gambiarra e entrei no quarto. Ela me olha com estranheza, dando um leve sorriso depois.
— O que é isso? — ela perguntou segurando o riso.
— Isso o que? A touca na minha cabeça? — eu respondo disfarçando o mico.
— Sim...pra que ela? — ela disse começando as gargalhadas.
— É só enquanto o vento forte passa. Se não vai despentear todo o meu cabelo. — tento enrolar.
— Ué, mais a janela nem está aberta! — ela afirmou olhando para a mesma.
Paralisei com aquela cara de bunda. Me senti completamente idiota. Aí lembrei do barulho que me fez acordar.
— Então, eu fechei agora por causa dessa multidão berrando aí fora. — eu afirmei me sentindo um gênio...só que não.
— Já que você fechou a janela, pode tirar essa touca, não? — ela disse se levantando, embrulhada no lençol — Afinal, seu topete loiro é um charme. E você não é gay, é? — ela perguntou curiosa.
— Claro que não! — eu respondi e ela me dá um selinho rápido — Faz o seguinte... — eu disse me direcionando para o banheiro — Coloca as suas roupas, enquanto eu vou ao banheiro.
— Tudo bem. — ela disse fechando a cortina do quarto.
Eu fechei a porta e fiquei espiando ela pela fechadura. Ela retirou o lençol, jogou ele na cama, e começou a se vestir. Realmente essa valquíria tinha um corpão. Dei sorte de conhecer ela no bar, ontem. Enfim ela estava pronta, com seu vestido vermelho curto, bem sexy por sinal. E eu desesperado, quase me matando por não abastecer meu estoque de gel para cabelo.
— Viserys? Já está pronto? — ela perguntou batendo na porta.
— Infelizmente não. — enrolei novamente — Estou com problemas intestinais, é...você sabe o que. — falo com aquela voz que fazemos quando a merda não sai (aquela voz bem escrota).
— Ok, vou indo. — ela disse com uma voz maliciosa — Adorei a noite.
Eu me aliviei com a resposta dela.
— Eu também adorei. Um dia a gente se esbarra novamente. — eu disse usando aquela mesma voz.
Enfim, mandei mensagem para um amigo meu, e ele foi comprar mais gel de cabelo. Sim, amigos são pra isso, pra salvar você nos momentos punks.
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Já estava de noite, e eu me arrumava para ir ao jantar. Aquela enorme indecisão de que roupa eu iria colocar... e acabei colocando meu vestido tomara que caia xadrez em vermelho e preto com meu bracelete preto. Resolvi inovar no penteado, fazendo uma trança com meus fios ruivos. Passei apenas um delineador, até porque não seria tão chique assim o jantar, segundo Tainá, e eu também não era muito de se embelezar por horas.
Quando cheguei no jantar, vi uma extensa mesa com aproximadamente 30 lugares e 2 na ponta, que seria o lugar da rainha arqueira e do rei bárbaro, lógico. Fiquei vendo a fartura que havia na mesa, frutas, verduras, massas e doces (tinha que ter doces? maldita tentação!).
Senti um cutucão nas costas e virei rapidamente. Era Kori, que gritou “Kyoko!” e me abraçou logo em seguida. Já fui logo me lamentando: “Poxa, nem vi ela na batalha”, afinal se ela estava aqui tinha participado. Eu reparei no seu vestido de alcinha com decote em u, um babado na borda e na cor azul bebê. Acho um look muito menininha, pra ser sincera...mesmo com o decote provocante, que ela odeia quando os homens tocam nesse assunto (já disse que ela é lerda no amor?). Enfim, chega de falatório. Os guardas pediram para já nos acomodarmos nas cadeiras pois a rainha já estava descendo.
Ela chegou com um vestido verde e longo, que tinha um decote em v, e desceu pelo tapete vermelho da escada. Sorridente, ela chegou na mesa e se posicionou em pé ao lado da sua cadeira.
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— Saudações, kethorianos! — eu disse com um sorriso no rosto (essa fala ficou muito alienígena, fala sério) — Hoje, obtivemos uma vitória, muito valiosa. É a primeira batalha em que eu participei como rainha arqueira, e nela, destruímos cem por cento da vila! — eu falei e depois todos gritaram e aplaudiram — Por isso, chamei vocês para comemorarem essa vitória comigo, afinal, comer todo esse banquete sozinha é impossível. — anunciei enquanto todos riam.
Eu me sentei e enfim todos começaram a encher o prato. Eu senti algo cheiroso atrás de mim, e depois comecei a sentir uma respiração perto do meu pescoço. Eu me virei e vi Stevan, meu amigo de infância, bárbaro (tá, eu já tinha falado das minhas lembranças, então vocês já conhecem ele).
— Olá. — ele murmurou com as mãos em meu ombro.
— Oi. Você me assustou, sabia? — eu disse dando um tapa de leve nele.
Ele fez biquinho e eu ri.
— Ah, para. Nem doeu. — eu protestei.
— Você que pensa. Mas afinal, tá gostando do seu novo cargo? Desde o dia da cerimônia não nos falamos mais. — ele fala do meu lado.
Eu levantei e comecei a falar.
— Estou gostando muito, e só consegui por sua causa, obriga... — Stevan me interrompeu assim que ele viu que todos haviam parado de comer.
— Nossa, me desculpem! Eu esqueci dessa regra. Se a rainha se levantar da mesa todos devem parar de comer, e só podem voltar a comer após ela sentar novamente. — sentei com as bochechas totalmente coradas, de tanta vergonha (ai que mico, o que vão pensar de mim? só eu mesmo para fazer uma coisa dessas). Todos conterão o riso e retornaram a comer, inclusive Stevan, que voltou para seu lugar.
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Eu terminei de me servir enquanto Kori olhava meu prato fixamente.
— Perdeu alguma coisa aqui? — eu perguntei para ela.
— Não. — ela disse abrindo um sorriso — É só que...não achei muito variado seu cardápio.
— Claro que é. — eu retruco estranhando o comentário dela — Tem milho, que é verdura, salsicha, que é carne, banana, que é fruta...
— Hummm... — ela diz com uma cara de pervertida.
Ela deu uma enorme gargalhada. Aí eu percebi o que havia no meu prato...
— Nem jantar em paz agente pode! Você tem que maliciar tudo! — eu falo com a mão na cabeça.
— Admite que você riu. — Kori diz com um pequeno sorriso.
— Não ri. — eu falo tentando fazer uma cara séria.
Depois de quatro segundos eu não aguentei e caí na gargalhada. Odeio quando ela tem razão, eu achei mesmo engraçado.
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